A Inconstância de Thara
3 A mulher de Albert
Albert ainda estava estonteado com a surpresa; acabara de voltar de uma maravilhosa viagem, e ainda se encontrara com seu antigo melhor amigo. Estava impaciente em ligar para Richard, mas nada adiantaria ligar agora; pela direção em que Richard corria, estava indo viajar, e não voltando da viagem. Ele teria que esperar, mas Albert era muito impaciente.
Ele saiu da rodoviária, consciente da loira que o seguia, o admirando. Albert costumava chamar a atenção das mulheres; mesmo que tivesse um rosto rude, era admirado pelo seu corpo. Tinha 1.90m de altura e ombros largos, e era extremamente forte. Seu cabelo era crespo, e por isso o mantinha sempre raspado. Barba não usava, para combinar com o rosto. Sua pele era moreno escuro, mas não chegava a ser negro. Suas nádegas também eram arredondadas, salientes e malhadas. Como se não bastasse ter o corpo naturalmente malhado e atraente, ainda andava com uma postura militar, que o valorizava ainda mais. Seus olhos tinham um tom de castanho comum, e ele tinha poucos pelos pelo corpo.
Parou um táxi na rua e descarregou as malas da viagem no porta-malas do veículo. Entrou, e passou o endereço de sua casa para o motorista. Ficou sentado no banco de trás com certa elegância, e ficou toda a viagem calado, se lembrando de sua adolescência com Richard. Lembrou-se da primeira vez que beberam juntos. Era a primeira vez que bebiam. Richard ficou mais desinibido, e conseguiu beijar 5 garotas naquela festa, até ter de se ajoelhar e vomitar em frente a privada. Albert rira muito da má sorte do amigo aquela noite, após sair de um quarto com a única garota que ficara a festa toda. Claro que, por ser em uma cidade pequena, todos ficaram sabendo no dia seguinte como Annie tinha perdido a virgindade com Albert, ou como Richard estava beijando mal e com bafo. No dia seguinte, juraram nunca mais beber novamente, apenas para beber na festa seguinte -e não se saírem tão mal-.
Albert chegou em sua casa rapidamente. Pagou o motorista e pegou seu troco e suas malas. O prédio tinha apartamentos amplos e uma área recreativa, mas não tinha porteiro; fora difícil encontrar um prédio assim. Subiu o mais rápido que pode para seu apartamento, ansioso por descarregar suas malas.
–Oi meu Negão!- uma voz feminina vinda da cozinha disse, assim que entrou no apartamento.
–Boa tarde, minha Ruivinha!- ele respondeu, e foi direto para o quarto. Jogou a mochila em cima da cama, e encostou a mala em uma parede atrás da porta. Então a mulher apareceu na porta, para ver seu marido.
–Como foi de viagem?- A ruiva perguntou.
Era uma ruiva, de pele clara, corpo escultural, e traços inocentes. Se chamava Thara.
–Foi tudo bem, minha Ruivinha- Albert respondeu, sem muito entusiasmo.
Albert era assim, um homem frio e as vezes um pouco grosseiro. Seu jeito rude era simplesmente porque ele não sabia demonstrar sentimentos. Seu pai fora um militar, e sua mãe ele nunca conheceu. Isso não significava que ele não estava afim de conversa, era só o jeito dele. As únicas coisas que o amoleciam eram uma mesa de bar, alguns amigos e um pouco de cerveja.
–Alguma coisa de especial?
–Reencontrei um velho amigo na rodoviária. Ele estava indo viajar, semana que vem vou ligar pra ele pra irmos em algum bar, pôr a conversa em dia.
–Que maravilhoso! Eu senti saudades!
Os dois se abraçaram rapidamente.
–O que tem pra comer?- ele perguntou.
–Não tem nada, mas se quiser posso fazer alguma coisa pra você…
–Vai lá e faz logo, então.- ele tinha um tom decepcionado na voz, como se lhe desagradasse o fato de não ter nada para comer em casa. -Enquanto isso eu vou desfazer minhas malas.
–O que você quer comer?
–Não sei, Ruivinha. Pode fazer o que você quiser, pra mim ta bom.
Dito isso, Thara voltou pra cozinha. Antes que Albert tivesse aberto sua mochila, ela voltou, com um macarrão com queijo. Albert estranhou, e perguntou:
–Rápido assim?
–Já estava pronto. Você acha que eu ia deixar meu Negão chegar em casa com fome? Vamos lá pra mesa comer.
Os dois foram para a mesa, para comerem juntos. Era uma mesa toda de vidro, quase transparente, que ficava em uma sala com azulejos brancos que pareciam reluzir. Causava um efeito de estarem em um castelo de cristal. A comida era simples e não combinava com o ambiente, mas era uma das favoritas de Albert.
–E você- ele perguntou, entre garfadas. -Fez alguma coisa em especial esse fim de semana?
–Não, nada. Estava guardando minhas forças para receber meu Negão em casa.
Albert deu um sorriso com o canto a boca. Thara usava uma camiseta branca decotada, com um short jeans rosa-pink, e estava de chinelo. Albert começou a comer mais rápido, como se estivesse ansioso por alguma coisa.
–O Jonathan me deu um DVD de um filme que ele gravou. Quer ir lá no quarto ver comigo?- ele disse, assim que acabou de comer.
–Pode ser!
Os dois entraram no quarto. Assim que entraram, Albert puxou Thara para junto de seu corpo, e a beijou, intensamente. A pegada de Albert era intensa e excitante, quase irresistível. Seu beijo era quente, e Thara correspondia com a mesma facilidade com que correspondia aos beijos melosos de Richard. Albert empurrou Thara para a cama, e perguntou:
–Então você estava com saudades do seu Negão?
Em resposta, Thara se sentou, e puxou Albert pela calça. Os dois se agarravam, numa explosão de excitação.
Naquele dia, duas blusas foram rasgadas, e dois botões de calças, estourados.
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