A Imortal

2 O cervo dourado


Notas iniciais
Gente, espero que gostem, de verdade *-* Ficou meio drama e tristeza demais nesse capítulo, mas vou melhorar o clima, prometo

–Kyle – suspira Melody quando a boca de Kyle chega no pescoço da garota que agarra o cabelo macio e lindo de Kyle.

–Eu te amo Melody, muito – ele sussurra enquanto beija, morde e chupa a clavícula dela.

Melody sorri completamente feliz, e com um movimento rápido, fica por cima de Kyle, o beija com desejos em seus lábios, ele geme quando ela beija seu pescoço e acaricia seus músculos por debaixo da camisa.

–Eu tenho que estar em casa às 7h – sussurrou Melody.

–Fala que vai dormir na minha casa hoje – ele pede beijando-a.

–Não me persuada para isso – diz Melody, mas na verdade, ela queria que ele a persuadisse.

–Eu posso convencer você – ele diz enquanto levanta a blusa dela lentamente e a deita no banco do carro espaçoso, ficando por cima, ele beija-a desde a região debaixo do umbigo até quase nos seios, a lingerie vermelha, quente como o inferno.

–Oh, baby – Kyle gemeu enquanto tirava a própria camisa e tira a blusa de Melody com rapidez e a beija com veracidade, ansioso para prová-la – Se não queria que eu fizesse isso, devia ter vindo com algo menos sexy.

Melody corou e olhou no relógio, a bochecha corada, os cabelos todos bagunçados, ela estava como uma maldita Afrodite, tão linda, tão doce, tão bela.

–Temos que ir – ela disse acabando com os planos nada inocentes de Kyle.

Ele suspirou, Melody o beijou e ele relaxou, ela sorriu e uma paz o invadiu.

–Tudo bem meu amor – ele disse simplesmente e colocou sua camisa de volta, Melody também se vestiu e se deslocou para o banco da frente, Kyle voltou para o banco do motorista e começou a dirigir com calma, eles tinham tempo, Melody colocou o cinto. Kyle acelerou, queria chegar logo, queria preparar a surpresa que tanto planejara para o aniversário de Melody, seria amanhã, ele vibrava de nervosismo, ela iria gostar? Tinha tanta coisa pra se fazer, tanto para planejar. Melody, ele a reverenciava, ela era a perfeição, ela era perfeita para ele, isso colocou um sorriso bobo nos lábios de Kyle.

–Kyle, devagar – Melody pediu, nervosa

–Desculpa – ele olhou para o velocímetro, 180 KM/H, uau ele pisou no freio – Não tá funcionando – ele falou com desespero, com força, estava quebrado, foi quando aquele cervo entrou no meio da estrada, ele era belo, dourado e seu pelo refletia com a luz do pôr-do-sol, os olhos daquele animal, completamente negros, grandes como duas bolas de ping-pong, Kyle girou o volante com toda a força para a direita, o carro caiu pela colina, deu voltas e mais voltas e Kyle estava sem cinto, o air bag abriu, a cabeça de Kyle trombou com força no teto do carro.

O grito de Melody foi o que ficou na memória dele.

Vidros quebrados, sangue, dor e... Kyle. Era apenas o que Melody via, Kyle estava sem cinto, ela chorava e tentava tirar o cinto quando o carro parou de capotar, conseguiu soltar o cinto que a prendia, o carro estava de ponta cabeça ela olhou com desespero para a figura de Kyle, sangrando, jogado como um boneco sem vida.

–Não – ela gritou com desespero profundo

Ela quebrou o resto do vidro pegou o celular e escapou pela janela do carro, agradeceu pelo celular estar inteiro, e discou com desespero para o número da emergência.

–Boa tarde, qual a sua emergência – atendeu a voz monótona de uma atendente

–Meu na-namorado está ferido – ela disse chorando, gaguejando e soluçando – Sofremos um acidente.

–Sabe o endereço, senhora? – perguntou a moça

–E-eu não sei – Melody falou, sinceramente, era um atalho em algum lugar, que Kyle gostava de passar por lá para ver o pôr-do-sol.

–Aguarde, enquanto rastrearemos sua chamada – disse a moça.

–Rápido – Melody rosnou com raiva e desespero.

Foi como se tudo a sua volta parasse no tempo e de repente assumisse um rapidez, os pássaros pareciam voar com mais rapidez, as árvores se balançavam com mais rispidez, o vento cortou, e Melody sentiu o frio atravessando sua pele, ela começou a chorar, e começou a chover, o céu, antes lindo pelo pôr-do-sol, começou a ficar cinzento, escuro e... triste. E ela chorou no celular, gritou quando jogou o celular na grama com raiva, então ela tentou abrir a porta do lado de Kyle, ela cortou a mão, mas era uma dor pequena perto da que apertava seu coração.

–Por favor, por favor, por favor – ela chorou e chorou, foi quando viu que a porta do lado do passageiro estava com um feixe de luz, ela foi até lá e puxou com toda a força que conseguiu, a porta cedeu, ela praticamente arrancou a porta, e puxou Kyle para ela, ele era pesado, ela fez um corte na perna, provavelmente com vidro, mas ela nem se importou, apenas precisava tirar Kyle dali, ela o puxou e tirou de perto do carro e repousou a cabeça dele em seu colo, ela ouviu as sirenes de longe, ela chorou e chorou.

–Por favor – ela chorou e gritou, um grito agonizado e tudo em sua volta parecia ter perdido sua cor, ela estava em um mundo cinza, Kyle estava levando com seus suspiros, toda a cor do mundo de Melody. Ela chorou de alegria quando ele sugou o ar e disse com a voz suplicante e dolorosa.

–Melody, desculpe-me.

–Esta tudo bem, aguente firme, eu estou aqui, meu amor, eu estou aqui – ela prometeu pra ele e beijou a boca ensanguentada dele, sangue, ela chorou de novo quando Kyle fechou os olhos que estavam arregalados.

Ela deixou um enfermeiro forte tirar Kyle dela, e outro a olhou com os olhos cheios... de pena.

–Você esta sangrando – ele disse e a puxou pelo braço, ele a pegou no colo, ela se aninhou nos braços do homem, e chorou, aquele homem, lembrava o pai da garota – Tudo vai ficar bem querida.

Ela foi colocada na ambulância, e ela agarrou a mão de Kyle enquanto faziam exames e faziam o possível.

–Aí meu Deus, ela cortou uma artéria – disse uma enfermeira.

Melody apenas olhou para o seu corte, estava escorrendo sangue, muito sangue. Rapidamente enfaixaram o corte que fora feito na parte de trás do joelho de Melody.

–Como ainda esta viva? – o homem que tinha a carregado até a ambulância a olhou como se ela fosse um fantasma.

–Salvem Kyle – ela disse com a voz morta e caiu para a escuridão, caiu como se tivessem arrancado sua vida, caiu como quem simplesmente desmaia.

Melody abriu os olhos, tonta, sentiu como se a tivessem dopado, ela não estava no quarto dela, foi quando ela percebeu onde estava.

–Não, não, não... – ela repetiu aquilo como uma oração, era tudo muito branco, havia uma cama ao lado da dela, lá estava Kyle, ela agradeceu interiormente por estarem no mesmo quarto.

Bip, bip, bip, bip. Ela estranhou o barulho rápido, ela percebeu que era o dela, ela olhou em um monitor, lá estavam os batimentos cardíacos dela, acelerados, como ela imaginou, ela estava cheio de fios em volta dela, ela sugou o ar e estava usando uma máquina de oxigênio, ela tirou a máscara, ela começou a arrancar aqueles fios dela, alguns doeram, outros puxaram a pele dela.

–Senhora, não pode fazer isso – disse uma enfermeira apavorada.

–Eu preciso... preciso – Melody não conseguia terminar a frase, ela esta sentindo-se sufocada, todos aqueles fios, não pareciam certos, ela não conseguia ir até Kyle.

–Segurança, venha aqui, imediatamente – a enfermeira disse em um interfone no quarto.

–Não, não, não – Melody repetiu como uma oração, os enfermeiros fortes chegaram – Não, não, por favor, eu preciso vê-lo, por favor, não, não, não

Ela foi erguida do chão e ficava dando chutes no ar, e se contorcendo, ela era leve, um enfermeiro a erguia do chão, enquanto outro tentava pegar o braço de Melody para enfiar uma agulha, ela começou a se contorcer muito, e dava chutes no ar, repetindo “não, não, deixe-me vê-lo, por favor, não, não”, ela pisou no braço do enfermeiro que estava nas suas costas, se impulsionou e deu um mortal por cima do primeiro enfermeiro, então ela correu até a cama de Kyle.

–Meu amor – ela sussurrou e o beijou no rosto, ele também estava cheio de fios, e sabia que ele precisava daqueles fios, então não tentou removê-los – Eu estou aqui – ela apertou a mão de Kyle e de um modo leve, quase imperceptível, ele apertou a mão dela, os enfermeiros a seguiram, ela passou por debaixo da cama de Kyle e ficou lá, colocou uma mão pela brecha da cama de ferro e acariciou o cabelo de seu amado, ela não queria sair dali, ela não iria.

Um enfermeiro tentou puxar Melody de debaixo da cama, mas ele era grande demais, Melody que era pequenininha, ficava ali, encolhida, chorando e pedindo pra tudo ficar bem.

Foi quando um enfermeiro enfiou a mão lá embaixo e começou a puxar Melody, ela ficou em silêncio, não queria atrapalhar Kyle, mas ela chutou a cara do enfermeiro e voltou pra debaixo da cama de Kyle. Ela apenas ouviu o pequeno gemido de dor do enfermeiro, Melody ficou encolhida ali, chorando e implorando pra tudo ficar bem.

–Por Deus Melody – disse uma voz familiar.

Melody tirou sua cabeça debaixo da cama e olhou para a porta.

–Mãe – ela disse e começou a chorar e saiu debaixo da cama e a abraçou.

Foi quando rapidamente os enfermeiros enfiaram uma agulha nela, e ela foi perdendo a consciência.

–Isso é mesmo necessário? – perguntou a Srta. White com raiva, mas controlando seu tom de voz.

–Senhorita, Melody esta muito fraca, perdeu muito sangue, ela precisa se acalmar e descansar, depois ela poderá ver Kyle – disse a enfermeira nervosa, a mãe de Melody era simplesmente, uma das pessoas mais influentes da cidade, ela era rica, bela e dama da alta sociedade, qualquer um encolheria de medo da poderosa Madame Clarisse White, ela era uma famosa estilista francesa que se mudara para Nova York em busca de mais sucesso do que conseguira na França, seus vestidos eram usados pelas mais belas beldades no mundo, pelas mais famosas celebridades e comprados aos montes pelas pessoas mais ricas do mundo.

–Ela fez como fazia quando era pequena e o irmão mais velho implicava com ela – Clarisse sorriu com doçura – Ela se escondia embaixo da cama e falava chorava, falava sozinha, dando conselhos a si mesmo, e depois brincava lá embaixo, pra depois sair e voltar quando estivesse bem.

Clarisse sentia uma dor no peito ao ver Melody assim, aquela criança, aquele bebê que ela pegara no colo em um orfanato e que se apaixonara, estava sofrendo, muito, aquilo era de partir o coração. A enfermeira ainda olhava admirada para Clarisse, ela era linda, os cabelos loiros, olhos azuis, apesar de já ser um pouco velha, parecia nova, rapidamente Clarisse se aproximou de Melody.

–Durma sweetheart – ela sussurrou bem baixo – Sua jornada esta apenas começando, sinto muito.

Notas finais
Gente *-*, gostaram? Não né ._. Eu disse que tinha ficado triste .-. Vou melhorar no próximo amore
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.