A Ilha Perdida

3 A Casa da Árvore


Notas iniciais
oi!!!

Depois de três longos meses, a casa da árvore ficou pronta, com móveis e tudo, a Alex ficou muito satisfeita quando acabamos o lado de fora, que deixou arrumarmos do jeito que quiséssemos os nossos quartos. A casa possuía um banheiro, cozinha, sala de estar e jantar, varanda, seis quartos, janelas, mas não tinha porta, pois descíamos por uma corda em uma abertura no chão. No meu quarto a cama era como a de todos e a parede também, fora que eu coloquei cortinas feitas com flores e cipós nas paredes e janelas do meu quarto.

Eu estava sentada no meu quarto quando Diego entrou e disse:

- Oi Anna! Tudo bem?

- Mais ou menos, estou com saudades de casa, já faz três meses, e cada dia que passa a saudade aumenta! E você?

- Eu estou bem, mas tenho saudades do meu irmão. Eu vim saber se você quer ir comigo dar uma volta pela ilha?

- Claro, vamos!

Quando descemos, vimos a Alex amolando uma faca com o Walter. Então eu falei:

- Alex, vamos dar uma volta, ok?

- Ta certo, mas tomem cuidado!

E ela jogou duas armas para a gente, para nos protegermos se algo acontecesse, e eu tinha uma faca na minha bota, e Diego no seu coturno, porque a Alex disse para guardá-las com a gente. Então começamos a andar e explorar a ilha, andamos, escalamos, corremos. Diego marcava as árvores com um “x”, para sabermos como voltar. Quando já tínhamos andado bastante eu vi um bicho que eu nunca havia visto antes, tinha cabeça de leão, corpo de bode e cauda de dragão.

Eu acho que já vi essas discrições antes... No livro que minha mãe me deu! Animais Fantásticos & Onde Habitam! Lembrei que aquele bicho era uma quimera, puxei Diego para baixo para a quimera não vê-lo, apontei para o bicho e expliquei o que era:

- Aquilo é uma quimera, eu vi essas discrições no livro que minha mãe me deu, são criaturas extremamente perigosas, acho que não teremos chances contra ela, é melhor voltarmos.

Ele assentiu e disse:

- Mas quando chegarmos na casa quero explicações.

- Ta bom, vamos logo!

Então voltamos seguindo os “x” que ele fez, mas com bastante cuidado, quando chegamos na casa subimos a corda, e corremos pro meu quarto. Chegando lá eu disse:

- Aquilo bicho era uma quimera, eu vi isso no livro que minha mãe me deu, mas eu não entendo! Eu pensei que era só um livro, que não existia.

- Me de esse livro, para eu ver!

Então eu o peguei na minha mochila e lhe dei, e disse enquanto ele folheava o livro:

- Como pode essa ilha habitar essas criaturas?

- Criaturas?

- Sim, no inicio eu vi um unicórnio, e dias depois vi um pegasus, aquele cavalo que tem asas, sabe?

- Sei, mas como, essas criaturas não só existem em mitos e lendas?

- É, mas não sei como elas foram parar aqui!

- Eu também não!

- Você acha que devemos contar aos outros?

- Isso é se acreditarem! Talvez até eu não acreditaria se não tivesse visto.

- É verdade! O que devemos fazer?

- Por enquanto nada, amanhã resolvemos. Ja está tarde!

- Ta certo! Até amanhã então.

- Até amanhã!

E ele saiu do meu quarto, então eu guardei o livro na mochila. Depois fui tomar banho, troquei de roupa jantei umas frutas e o cervo que a Maria preparou, e fui dormi.

Acordei cedo, o dia estava claro e Diego e Henry já tinham saído atrás da comida Alex e Walter foram atrás de mantimentos, e Maria e eu ficamos cuidando da casa.Quando acabamos Diego e Henry já haviam chegado, depois eu chamei Diego:

- Diego, vem aqui!

- O que foi?

- E aquele assunto da ilha! Devemos contar a eles?

- Eu acho que sim, mas temos que ter provas de que estamos falando a verdade e que não da nossa imaginação.

- Mas como vamos conseguir as provas?

- Nós precisamos sair e pegar um animal do seu livro na ilha. Então trazemos para a casa e mostramos a eles.

- Ta bom, mas é melhor não ser um animal tão perigoso.

- Ta certo! Primeiro vamos escolher o animal.

- Ok, vou pegar o livro!

- Me encontre no meu quarto.

Então eu fui até meu quarto e peguei meu livro na mochila, depois fui até o quarto de Diego, quando eu entrei ele disse:

- Pegou o livro?

- Sim!

- Agora vamos escolher!

Então sentei junto dele e abri o livro, depois que já tínhamos revirado o livro inteiro, eu disse:

- Eu gostei do pufoso! Pode ser? Ele é redondo, peludo, com cor de caramelo, é dócil, e ninguém nunca viu um desses

- Ta bom, então vamos logo!

Saímos do quarto correndo, quando chegamos no chão, começamos a procurar, o livro diz que ele gosta comer resto de alimentos, aranhas, e até mesmo meleca de nariz. Então procuramos por teias e aranhas, mas não achamos nada, quando começou a escurecer tivemos que voltar, quando chegamos na árvore da casa tive um idéia, e falei:

- Diego, o livro que ele gosta de resto de comida, então ele pode estar no lixo!

- É claro, vamos ver!

Então fomos até o lixo, mas não vimos até que eu vi uma coisa peluda de cor caramelo tremendo, eu o peguei e ofeguei-o, e disse para Diego:

- Nós o achamos!

- Vamos falar para os outros!