A Ilha Do Sol
4 Capítulo-May-Traçamos um Plano Diferente
Notas iniciais
Mostrei o acampamento inteiro para Kat. Desde os campos de treinamento até a colina. Kat era animada e se interessava pelas coisas no acampamento. Seu cabelo loiro caia até a altura da costela, brilhava na luz do sol enquanto andávamos pelo gramado. Seus olhos brilharam quando falei sobre as atividades do acampamento.
– Bom, vou te deixar aqui – parei em frente ao chalé de Apollo
– Vai me deixar aqui sozinha? Não conheço ninguém...
– Ei, calma gatinha.
Um garoto loiro e alto saiu de dentro do chalé. Era Lee Fletcher, ele era musculoso e tinha um sorriso caloroso, — um típico filho de Apollo — seu cabelo era rebelde e seu olho era da cor do céu.
– Eu assumo daqui May. – Lee piscou com o olho direito para mim – Vem novata, venha conhecer seus irmãos.
– E você? – Kat disse coçando a cabeça – Quem é?
– Sou Lee, Lee Fletcher! – ele estendeu a mão para ela – Seu irmão.
– Você também é filho de Apollo? – ela parecia surpresa e apertou com força a mão de Lee – Tem muitos por aqui?
– Há dezenas! – ele passou o braço pelo seu pescoço e a arrastou para dentro do chalé – Mas então... Você está solteira?
– Rum – funguei – filho de Apollo, sempre os mesmos...
Dei meia volta e segui em direção ao chalé de Hefesto. Ainda não havia descarregado minhas coisas ou visto um de meus irmãos.
O acampamento estava como o deixei. Nada mudara, a não ser pelos novos campistas que por sinal eram muitos. Havia mais campistas no chalé de Hermes do que em qualquer um, o chalé estava ficando pequeno para tantos. O que me deixava fula, por que os Deuses demoram tanto para assumir seus filhos? Por que não facilitar o nosso trabalho aqui em baixo? Se todos os campistas “indefinidos” fossem reclamados tudo seria mais simples para eles.
– Au! – berrei quando fui atingida por uma bola de futebol americano na cabeça. – Quem foi que...
– Ou, cuidado martelinho. – Roge estendeu a mão para mim
– Roge?
– Sim, o que foi? A pancada foi muito forte?
– É que... Não esperava te ver aqui esse ano.
Roge Balsi é filho de Ares, deus da guerra. Ele sempre foi muito agressivo, mas tinha seus momentos “cavalheiro”. No verão passado ele quase foi morto por um cão infernal, ele saiu em uma missão e por algum motivo ,que até hoje desconhecemos, um cão infernal o perseguiu. Talvez pensara que ele fosse uma ameaça pelo seu tamanho. Ele devia medir 1,86 no máximo. Ele era muito forte, muito forte mesmo. Ele era um dos melhores lutadores do chalé de Ares, não era o único, mas era destaque em batalhas. Tinha cabelo castanho avermelhado, olhos castanho-avelã. Embora ele seja muito bruto e sem educação, ele é bonito.
– Ah, aquilo? – ele cruzou os braços – Que isso, como se uns ferimentos fossem me parar.
– Ah, claro. Você é como um trator!
– Nossa, que piada mais sem graça.
– Você riria se não fosse sobre você.
– Você não tem que martelar não?
– A sua cara? Ah, isso não tem concerto Roge.
– Sai daqui garota! – ele me empurrou, quase caiu de cara no chão.
– Foi bom te ver também. – olhei para ele de canto de olho
Continuei andando em direção ao chalé de Hefesto. Como a ordem dos chalés são por ordem alfabética, “H” ficava mais afastado.
Enfim chalé de Hefesto – por fora aparentava ser um cofre e por dentro era recheado com beliches de aço dobráveis, painéis digitais, e a grande mesa de trabalho cheia de ferramentas e projetos.
– May! – um garoto de óculos se aproximou
– Kendall, — eu o abracei – você está mais forte, andou malhando?
– Ah... – ele corou – um pouco.
Ele usava um macacão feito de couro e botas de plástico preto. Não usava nenhuma camiseta por baixo. Seus braços estavam sujos de graxa e seu cabelo escuro coberto por folígens. Ele segurava um bola laranja, parecia uma mini abóbora de metal.
– O que é isso Kendall? – perguntei apontando para a bola
– Ah, esse é meu novo projeto! Quer ver?
– Claro.
Ele se aproximou da janela que estava aberta e olhou por ela. Lá fora havia alguns filhos de Athena.
– Metidos... – Kendall murmurou e atirou a bolinha lá fora
Uma fumaça laranja saiu de dentro da bolinha e deixou os filhos de Athena atordoados, sem entender o que havia acontecido.
– O que isso faz, exatamente?
– Ainda não sei, — ele coçou a cabeça — mas estava pensando em um mau cheiro ou até fogo!
– Eu voto em fogo. – uma garota colocou a mão sobre o ombro de Kendall
– Casha? – perguntei sorrindo
Ela usava um moletom 2x maior que ela com um martelo desenhado nele, uma calça rasgada na altura do joelho e um coturno marrom. Seu cabelo era repicado na altura da orelha e tinha umas mechas loiras. Tinha algumas cicatrizes na bochecha, mas tinha os traços delicados. Seus olhos passava calor, assim como o fogo.
Eu a abracei forte.
– Que bom que está aqui. Senti sua falta – Casha disse se segurando para não chorar.
– Que isso, sempre vou voltar para a minha família – disse sorrindo para ela e para Kendall
– Sabe o que tem hoje né? – Kendall disse fechando a janela
– Hoje tem caça a bandeira! – disse Casha pulando de alegria
– Por que tanto entusiasmo? Vamos perder, como sempre... – disse Tifani, sempre mal humorada.
– Hoje o plano é outro. – Casha disse enquanto subia em um banco de madeira – Atenção, por favor!!! – ela gritou atraindo a atenção de todos
– Prestem atenção seus macacos! – disse Kendall rindo
Todos olharam confusos para Kendall, mas Casha atraiu a atenção deles novamente batendo uma chave de fenda na escada de ferro que estava a sua esquerda.
– Pessoal todos estamos cansados de perder a caça a bandeira para o chalé de Athena, Ares e Apollo. Então, o plano hoje é diferente. – Casha disse com um sorriso maléfico no rosto – Vamos atrasa-los! Se não podemos vencê-los, podemos dificultar o trabalho deles.
Todos concordaram com o plano. Um grupo de meninos pegou o mapa e marcou onde colocariam as armadilhas e outro pegou as armadilhas atrás das camas.
– Mas Casha, se estivermos ocupados atrasando os outros campistas, a nossa bandeira fica vulnerável! – disse apontando para a nossa bandeira.
– É por isso que você, Kendall e eu ficaremos de guarda enquanto os outros colocam o plano em ação. – disse Casha descendo do banco
– É um bom plano. – disse Kendall pegando uma caixa comprida – Ei May, isso é pra você.
– Pra mim? – disse me aproximando
– Sim, lembra do que havia me pedido verão passado?
– Meu machado! Você o arrumou? – disse abrindo a caixa
Dentro da caixa havia um machado com mais ou menos 24 centímetros de cabo e com uma lamina dos dois lados de 7 ou 8 centímetros. Seu cabo era de prata, no começo tinha uma ponta de ouro. O lugar de segurar era encapado com uma borracha ante deslizante preta. Tinha dois anéis de ouro antes da lamina, e encima da lamina tinha outra ponta de ouro.
– Está lindo Kendall. – peguei o machado com cuidado – Muito obrigada! Vou usa-lo hoje.
– Não há de que. Tudo pela minha irmãzinha. – disse ele com um sorriso delicado no rosto.
– O papo está ótimo, mas temos que nos aprontar, certo? – disse Casha dando um tapinha no meu traseiro e no de Kendall
Nós três rimos. Era muito bom estar de volta. Aquele momento me fez pensar no quanto eu era feliz, com meus irmãos e perto daqueles que amo. Nada poderia estragar aquilo.
Notas finais
A Cash é uma versão da cantora Kesha, só que mais despojada.
E o Kendall é similar ao Evan Peters (com óculos)
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