A Ilha Do Sol

2 Capítulo 2 -May- Vovô me presenteia com desenho


Notas iniciais
Obs.: Essa é o capítulo escrito pela GabrielaBgs. Boa leitura :)

Era meu segundo ano no acampamento meio-sangue. Meu nome? May Fiori, tenho 16 anos e sou filha de Hefesto.

É, sei que é estranho uma garota de 16 anos falar numa boa que é metade Deus, mas eu já me acostumei a essa ideia.

Fui reclamada quando tinha 15 anos, sim Hefesto demorou um pouco par me notar aqui embaixo, mas isso já passou. Morava até então com meus avós em New Jersey. Nunca tive amigas, muito menos amigos ou namorados, mas tinha a companhia dos meus avós. Meu avô tinha uma ferraria no centro da cidade. Ele era muito calmo, nunca ficava de mal humor. E minha avó fazia bolos para encomenda. Aprendi muitas receitas gostosas com ela. Minha mãe morreu quando completei 7 anos. Foi difícil pra mim, é claro, era muito nova e sentia falta da minha mãe, mas os meus avós nunca deixaram faltar nada a mim, nem comida, nem teto, muito menos amor.

Acabara e sair da escola, férias até que enfim. Levei uma vida normal no ano letivo do segundo grau do colégio e nas férias de verão, vou para o acampamento.

Esse ano meu avô resolveu me levar até o acampamento, achei perigoso, mas como era de dia, o perigo seria menor.

– Já está pronta broinha? – perguntou vovó entrando no meu quarto

– Sim vovó, só estou pegando minhas ferramentas. – enfiei as chaves de fenda na mochila

– E... – ela mudou de posição – seu pai já... entrou em contato com você?

– Não... – disse desconfortada

Pensei em todas as vezes em que passei dificuldades em alguma luta e meu pai não me ajudou, nem uma palavra, nem um suspiro, nada!

– Você é uma boa menina broinha, — vovó se aproximou e beijou minha cabeça – talvez não precise de conselhos.

– É vovó. Talvez eu não precise de conselhos para ser uma boa heroína.

Despedi-me da vovó e desci para a sala de entrada. A sala era pequena, continha uma pequena TV de 27 polegadas no canto esquerdo e um tapete velho cobrindo o chão gasto. No meio da sala estava posicionado o sofá que vovô restaurou e do lado esquerdo estava a velha poltrona do vovô, e nela ele estava sentado. Ele estava com um suéter de tricô cinza que combinava com sua camiseta de mangas curtas brancas. Usava calça jeans larga e sapatos surrados do tom marrom. Assim que ele me viu, levantou, colocou sua boina cinza e caminhou até o centro onde estava as chaves da velha caminhonete da mamãe. Ele pegou as chaves e fez um sinal de positivo com a cabeça me encorajando.

– Vamos? – ele perguntou

Vovô me lembrava muito a mamãe. Doces olhos castanhos avermelhados, cabelo despenteado e mãos sujas de graxa. Era assim que eu me lembrava de minha mãe, na maioria do tempo ela ficava com meu avô na ferraria. Ela amava aquilo lá tanto quanto eu e vovô junto.

Vovô abriu a porta de entrada da sala e entramos na caminhonete vermelha. Nada lá em casa era luxuoso, sempre vivemos com o básico mas com muito conforto. Conforme vovô acelerava a caminhonete a paisagem mudava.

O caminho era curto até o túnel Holland, que levava até Nova York. A paisagem urbana de Nova Jersey camuflava os monstros mais estranhos, mas Nova York era a cidade dos monstros, havia um em cada esquina.

Entramos no túnel. Vovô era muito calado, mas só de estar perto dele era muito bom. Vovô conheceu meu pai, ele dizia que Hefesto o adorava, eles conversavam sobre máquinas e projetos por horas. Até meu avô conversou com meu pai, e eu que sou filha dele nunca o vi. Isso me chateava muito, mas talvez fosse melhor assim...

Já estávamos em Nova York. Quanto mais perto de Long Island maior era a saudade do acampamento, dos meus amigos, do Quíron e por deuses, que o Sr. D não escute, mas não estou com saudade dele...

Confesso que cochilei na viagem pois não me lembro do caminho. Vovô me acordou com cuidado. Abri os olhos e estávamos parado em uma estrada vazia.

– Chegamos doçura. – vovô disse soltando o cinto

– Já? – esfreguei os olhos

Desci do carro e peguei minha mochila no porta-malas. Me despedi do vovô com um abraço e ele me entregou uma folha velha.

– Você já completou 16 anos, seu pai... – ele parecia desconfortável – seu pai me fez prometer que lhe daria assim que completasse 16.

Peguei o papel com cuidado e o abri. Parecia um motor de barco.

– É mágico, – ele acrescentou – só pode ser construído por um filho ou no caso filha de Hefesto.

– Obrigada vovô, prometo que o estudarei com cuidado.

– Não é a mim que tem que agradecer.

Eu o abracei mais uma vez e corri para o meio da floresta.



O acampamento estava do jeito em que o deixei, a casa grande, a floresta cheia de monstros para treinamento, os chalés formando um U, o pinheiro no alto da colina... Nada de diferente.

– Seja bem vinda minha querida. – Quiron veio ao meu encontro

– Quiron! Como anda as coisas por aqui?

– Tranquilo, até demais...

Nós dois rimos.

– Podemos conversar em particular? – perguntei séria

– Claro minha querida, vamos para a casa grande. Algum problema em especial? – ele caminhava do meu lado

– Não, é uma coisa minha. Queria te fazer uma pergunta...

Entramos na casa grande mas continuávamos de pé.

– Pronto querida.

– Ok... – mudei de perna – então, meu avô me trouxe até o acampamento e ele me entregou um desenho.

– Permita-me? – ele se referiu ao desenho

Tirei o papel amassado do bolso da calça e entrei a Quiron.

Ele examinou o desenho com interesse e me devolveu.

– Pretende construí-lo? – ele perguntou interessado

– Não sei, devo?

Ele colocou a mão no meu ombro e fez que sim com a cabeça me encorajando.

– Peça ajuda de alguém do chalé de Atena – ele acrescentou

– Certo.

– Ah, mais uma coisa.

– Sim?

– Uma novata chega hoje e quero que... – ele foi interrompido por uma garota

A garota tinha cabelos longos enrolado meio ondulado, ela era loira e tinha lindos olhos verdes. Ela usava uma calça jeans clara meio mesclado com um tom mais escuro. Usava uma blusa cinza com a bandeira dos estados unidos e por cima um casaco azul e bege de colegial. Usava um converse rosa meio salmão. Ela parecia nova, acho que acabou de chegar.

Sorri para ela.

– Você é a novata, certo? – eu perguntei

Mas ela não respondeu só assentiu com a cabeça, ela ficou parada olhando para o grande traseiro de Quiron. Sem perceber Quiron e eu rimos

– Prazer . – me apresentei e estiquei minha mão para ela – Eu sou May Fiore , filha de Hefesto.


Notas finais
Espero que tenham gostado :)
a Kat (personagem da AliceRU_ é assim :
http://www3.pictures.zimbio.com/fp/Nina+Nesbitt+Stops+Key+103+Radio+wtWouOtku7Ul.jpg (sem as mechas) é representada pela cantora Nina Nesbitt .