A Ilha

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Booa leitura!

Não sei a quanto tempo estou aqui, a única coisa que sei, que faz muito tempo.

Como eu vivo aqui? Não sei muito como explicar. Eu sobrevivo de frutas e peixes (quando eu consigo pescar o que já é um bom milagre).

É definitivamente coisa de filme. As minhas roupas estão deploráveis. Não sei se eu posso continuar; continuar vivendo assim.

Tudo é muito surreal pra mim. Em um dia, garota da cidade, em outro, uma pessoa que não sabe nem quantos anos tem.

Meu cabelo? Horrível!

Eu até diria que se eu tivesse pintado meu cabelo de ruivo, ele já estaria voltando a sua coloração normal. Meu cabelo vai até a minha cintura, pelo fato de eu não tê-lo cortado.

A ilha é extremamente grande. Tem muitos animais e, sinceramente todos já se acostumaram comigo.

Nesse decorrer de tempo ninguém apareceu na ilha. A única coisa que eu tenho agora comigo, é a esperança. Eu estou segurada nela com toda a força e determinação que posso; mas como todo mundo, uma hora você cansa, e no momento em que eu solta-la, eu não tenho mais chances.

***

Acordei com o sol que atravessava a janela da cabana (que eu construi com bananeiras; ria de mim).

Sai da cabana e fui em direção a areia da praia. As ondas estavam leves, calmas e cristalinas. O mar é uma coisa que me dá paz.

Sentei na areia enquanto a água batia nos meus pés.

Sabe, uma coisa que eu aprendi no tempo que fiquei aqui nesta ilha, foi que certas vezes, nós somos muito egoístas. Certas vezes, temos uma vida perfeita e não somos capazes de ver. Esse tempo todo por aqui me rendeu um outro tipo de ponto de vista, um mais humilde; mais humano.

Fiquei fitando o horizonte enquanto via o sol nascer. Peguei meu colar nas mãos. Ele era uma coisa tão simples, e ao mesmo instante tão valiosa. A pedra de esmeralda era algo pequeno, e o resto da corrente era a ouro.

- Bom dia mãmãe, papai... — disse olhando o sol aparecer diante do mar.

Sabe, e se essa ilha não existir? Digo, e se ninguém souber dela? E esse pensamento, faz com que eu fique mais fraca, mais triste, mais distante.

O vento batia nos meus cabelos avermelhados e os levavam pra longe. A melodia do mar me acalmava, me abraçava. Ele era um tipo de porto seguro.

Olhei para dentro da floresta. O sol já havia aparecido por completo. Caminhei em direção a ela.

Havia muitas árvores, muitos matos, muitos animais. Olhei para o céu. Era uma mistura de árvores com sobras do sol e céu. A floresta não era escura, mas era, florestável...

Comecei a caminhar. Olhei pra cima de uma árvore e vi um ninho de passarinho.

- Bom dia animaizinhos amigáveis!

Se não fosse por eles também, eu não sobreviveria.

Assim que desci o olhar para o chão da árvore, vi um passarinho caído ali. Ele era todo azulzinho, azul cor do mar. Ele era todo desajeitado e pelo jeito era filhote. Ri sozinha.

O peguei com cuidado e o coloquei de volta no ninho. Haviam mais dois filhotinhos e a mãe deles pulava ali dentro.

Continuei a caminhar sem rumo, apesar de conhecer as coisas por ali.

Se eu não me engano, se eu continuar a ir reto, vou ver um pequeno riacho, o qual (eu e) os animais bebem água. A água dali é extremamente limpa (bom, eu acho), pelo menos é melhor que a do mar. É doce. Sempre quando quero beber água, pego potes de cocô e espero chover, ou quando a situação é séria eu venho aqui. Eu vou admitir que esses últimos tempos estou mais desidratada, mas quem se importa?

Ouvi um barulho. Ele vinha da árvore. Peguei o primeiro objeto pontiagudo que achei (um graveto, eu sei, ria novamente) e fiquei paralisada, esperando o próximo movimento. E o próximo movimento, foi um homem surgir de trás das árvores.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH! — gritamos juntos em uníssono.

- MEU DEUS! — exclamei — VOCÊ É UM ESPÍRITO! UMA APARIÇÃO! JESUS CRISTO! EU ESTOU VENDO COISAS! MEU DEUS! EU MORRI?

- Q-quem é você? — ele perguntou. Ele era lindo. A voz dele era linda, sexy, eu diria. Cabelos castanhos, olhos esverdeados castanhos. Um belo físico.

E também, trazia uma mochila nas costas.

- Q-Quem é VOCÊ? — repeti com mais convicção. — Você é real? Por favor, diga-me que é real!

- S-Sou...?!!

- M-Meu D-Deus... — perdi a fala.

A única coisa que pensei em fazer foi em abraça-lo. E assim o fiz. O apertei contra o meu corpo e pude sentir seu cheiro de maresia, de mar. Ele não fez nada, ficou perplexo. Não esperava por isso, talvez. Enterrei o meu rosto em seu peito e o apertei mais.

- O-O que está fazendo? — ele perguntou, colocando as mãos nas minhas costas.

- Você veio de barco?

Ainda não havia o soltado.

- Sim... Dá pra você me soltar?

Me senti constrangida agora. A quanto tempo não ganho um abraço, um carinho ou um "Vai ficar tudo bem" por mais que não fique?

O soltei, constrangida.

- D-Desculpe... M-Mas, vocês irão me tirar da qui? Não é?

- O que? Do que você está falando?

- Eu, eu moro aqui...

Ele analisou minhas roupas.

- É, percebi... Mas por que?

- Naufrágio... em 2010... — abaixei a cabeça.

- Meu Deus... Eu, vai ficar tudo bem! — desta vez, ele me puxou para um abraço. — Eu prometo.

Ficamos um tempo em silêncio.

- Qual seu nome? — ele perguntou sem me soltar.

- Lily Evans... e você? — o soltei delicadamente e encarei seus olhos.

Lindos olhos. Como uma pessoa pode ser tão bonita? É algo surreal. Seus lábios, tenho vontade de beijar, seu corpo é simplesmente lindo com as roupas que ele usava, imagina sem? (n/a: mudança repentina não é lily?) Eu poderia me apaixonar só de olha-lo; aliás, não só eu, outras também.Me perdi naquela imensidão de olhos verdes castanhos, e o que eram segundos se transformaram em minutos.

Ele me olhou nos olhos, sorriu, e disse:

- James... James Potter.

Notas finais
Eaí mutchachos? Chato de mais?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.