A Hóspede

2 Capitulo 02 – A novata.


Ao adentrar no colégio, Dorothy viu-se rodeada por olhares curiosos. Porém, pode sentir-se tranquila quando Zachary chamou-a para perto de seu grupo de amigos:

– Alô, novata! – Falou Zachary sorrindo na tentativa de dizer-lhe para ser bem vinda.

– Olá a todos. –.

– Dorothy... Seja bem vinda em nosso colégio... – Disse Rowan com seu olhar sedutor fazendo a menina sorrir e corar.

Tansy logo notou o clima que havia entre Rowan e Dorothy desde o dia anterior quando estes se conheceram. – Venha Dorothy, irei mostrar-lhe nosso humilde colégio. – Falou enquanto puxava a novata delicadamente pelo braço esquerdo.

Torrance High School era um lugar enorme, nada de humilde, tinha duas quadras, uma delas não possuía telhado e a outra sim, por isso a maioria dos estudantes preferia à segunda. Uma imensa biblioteca com seus livros divididos por gêneros: Terror, ficção, romance, suspense e etc. E diversas árvores gigantescas. Assim que conheceu todo o prédio, Tansy e Dorothy retornaram para junto dos rapazes: O tímido Roderick, o nada educado Zachary e o encantador Rowan.

Dorothy sentiu-se muito bem naquela cidadezinha – um tanto desconhecida – e já estava adaptando-se, apesar das diferenças que havia entre os dois lugares, afinal, Liverpool e Torrance eram lugares nada semelhantes.

Enquanto todos se distraíam, uma garota subiu em um banco de madeira e parecia querer dizer algo. Esta tinha lindos cabelos ondulados e pretos que caiam perfeitamente sob sua cintura, usava óculos enorme e redondo de grau em frente aos olhos amendoados. Era alta e um pouco gorducha. Trajava uma saia xadrez azul e preta, uma blusa vermelha social e um sapato fechado de cor preta.

– Darei uma festa hoje à noite no clube de meu pai e todos estão convidados. – Gritou com sua voz fina e chatinha. – Inclusive os novatos! – Acrescentou enquanto sorria para Dorothy e mais dois meninos que se localizavam perto da entrada do colégio.

– Festinha? Você esta com sorte, Dothy! – Comentou Zach.

O resto do primeiro dia de aula de Dorothy fora perfeito, e principalmente pelo fato de a garota estar extremamente encantada por Rowan Collins, este era o garoto mais cobiçado do colégio.

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Zachary esperava Dorothy terminar de arrumar-se. O garoto localizava-se na sala, sentado em um sofá cor de vinho que lá havia. Ele era um belo rapaz. Possuía um par de olhos verdes cintilantes, cabelos dourados e demasiados bagunçados. Pele dourada e com sardas bem claras no rosto que quase não eram visíveis. Ele era alto e forte. Trajava uma camisa azul com um colete de couro preto por cima. Uma calça com jeans já gasto e um tênis preto social.

Zach parecia um pouco enfado de esperar Dorothy, quando esta desceu deslumbrante. Seus cabelos longos e negros, agora, totalmente soltos, os olhos azuis maquiados de preto e os lábios carnudos de batom rubro. A moça vestia um vestido vermelho escuro que combinava perfeitamente com seu tom de pele branca e calçava uma bota preta que ia até um pouco abaixo de seus joelhos. Os dois seguiram de caminhonete até o local da festa, que era uma casa demasiadamente organizada e grande, três andares, um quintal enorme repleto de árvores e flores, uma piscina quadrada. O nome da dona da festa era Annelise, ela morava com o pai, Srº. Stewart, que, porém, era um homem muito ausente.

Assim que viu Dorothy aparecer atrás de Zachary, Rowan não conseguiu esconder seu enorme sorriso. E para tentar disfarçar a alegria, disse apenas: “Vou buscar algo para bebermos!”.

Ao retornar, Rowan tirou Dorothy para uma dança, ele pegou em uma das mãos da garota e a levou para o centro do salão.

Dorothy apenas sentiu seu rosto queimar. “Eu não posso corar agora... Que vergonha”. Pensou. Ele segurou levemente na cintura da moça que colocou sua cabeça sob o peito do rapaz. Dorothy sentia como se estivesse flutuando. Pode ouvir o coração de Rowan bater acelerado e isto fez Dorothy sorrir silenciosamente. O casal acompanhou o ritmo da música. E Rowan aproximou sua cabeça para perto da orelha da menina e cochichou: “Pensei que você não vinha!”. Aquelas palavras ao pé do ouvido fizeram Dorothy arrepiar-se.

Depois de poucos minutos de dança, chegara a hora de trocarem os pares. E para o azar ou sorte de Dorothy, agora ela estava nos braços de Zachary. Este a puxou violentamente pela cintura fazendo-a emitir um pequeno ruído. Seus olhos encontraram-se e Dorothy sentiu seu coração bater tal como de Rowan anteriormente. O corpo quente e musculoso de Zach contraia-se contra o de Dorothy, que hesitava em beija-lo, porém, a vontade de ter seus lábios juntos aos do rapaz a fez aproximar seu rosto ao dele. Os dois dançavam lindamente, Zachary guiava os passos da garota e ela podia sentir-se como se estivesse flutuando. Mas em questão de segundos ela voltou a si e afastou-se.

– O que houve? – O garoto indagou.

– Nada... Não houve nada –.

Sem que Dorothy pudesse notar, a música encerrou. Zachary soltou os braços de sua cintura e virou-se de costas para se retirar.

– Foi uma bela dança! – A moça disse sorrindo.

– É... Foi legal – Disse sem nem ao menos retribuir o sorriso e retirou-se parecendo um tanto nervoso ou algo assim.

Depois de horas de festa, já eram duas horas da madrugada e todos os jovens lamentaram quando as luzes, inclusive as caixas de som gigantescas que distraiam a todos com as músicas tocadas pelo DJ, apagaram-se. A casa ficou em pleno breu. E uma voz de menina gritou do banheiro. Não podia ser nada sério.

Logo depois, as luzes acenderam-se, pois Annelise acendeu um disjuntor que havia ali.

– Alguém desligou este disjuntor. – Falou assustada.

Uma grande maioria dos jovens correu ao banheiro feminino para ver o que havia ocorrido com a garota, e rapidamente formou-se um roldão. Lá estava ela, caída no chão, sob uma enorme poça de sangue, seus cabelos louros cobriam uma parte de seu rosto machucado e alguns fios estavam arrancados formando bolas do mesmo no chão gélido de marfim. Ela tinha as mãos perto da barriga que tinha uma faca perfurada.

A polícia chegou à casa ao ser acionada por Anne e declararam que a menina, que tinha a barriga perfurada, tinha também, dois bebês mal formados dentro de si. Aquela informação abalou a todos que se recolheram para suas casas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.