A Hystory Of My Life
12 Ponto de Origem
Notas iniciais
POV Clarisse
Não, isso não podia acontecer, eu não estava acreditando no que via, não que eu não aprovasse, porque se tinha alguém que aprovasse os dois juntos, essa seria eu, só que... Isso foi demais!
Caminhei até Silena e Charles depois que todos foram embora.
– Perdi algo? – Eu perguntei rindo.
– Não! – Silena disse. Ela tentava se decidir se estava feliz ou com ódio.
Bem, sentimentos nunca foram meu forte, mas ela estava mexida.
– Bem – Eu disse – acho melhor deixá-los a sós.
– Não! – Silena repetiu, ela não conseguia falar mais nada.
– Então ok. – Eu disse. – Vamos pra mesa. – Charles quis ir, ma foi impedido pelo olhar furioso de Silena.
Silena estava tensa na mesa, e pra ferrar com tudo Zoë estava assustada pintando o pulso com uma caneta vermelha. Por mais que eu tentasse, eu nunca conseguiria entender aquelas duas!
– Silen, Silena! – Veio alguma coisa entre Annabeth e um orangotango. — Eu preciso falar com você!
– Sobre o que? – Silena rebatou. – Sobre como você deu em cima do meu namorado. – Silena encarava Annabeth enquanto Zoë sussurrava: “Round one, figth!”.
– Eu sinto muito, eu... — Ela parou para examinar as palavras, acredite se quiser, mas ela nunca falava nada sem refletir antes. – Ninguém da escola sabia desse tal “relacionamento”. – Annabeth sinalizou aspas com os dedos na palavra relacionamento.
– “Relacionamento”? – Silena pergutnou com raiva.
– Ei, ei – Thalia apareceu. – Não fala assim com minha amiga, patricinha.
– Patricinha é... – Charles tampou GENTILMENTE a boca de Silena.
– Ok, então. – Eu subi na mesa. – Se não pararem essa briga estúpida agora eu vou quebrar a boca de cada um! – Backendorf olhou pra mim como se perguntasse “que merda você ta fazendo?”.
– Tudo bem, vamos prosseguir – Annabeth disse. — Não era minha intenção isso de gostar do Luke, mas, você sabe que eu já gostava dele e que ninguém sabia de nada desse relacionamento. – A expressão de Silena se tornou neutra. Annabeth era mesmo boa com as palavras. – Então se vocês aceitassem, poderíamos ficar aqui e sermos ou então ficariam brigadas se não pra sempre pelos menos por muito tempo só por causa de um garoto.
– Vou logo avisando que a primeira é melhor. – Charles falou com um sorriso brincalhão.
– Está bem – Silena disse encarando Thalia – Mas se ocorrer qualquer coisa vão se ver com... É... Com a Clarisse! – Todos rimos.
Ao longo de uma semana nós fomos se envolvendo, contando problemas mas nada de mais, não costumo me expor tão fácil. Zoë me pediu para que não largássemos delas, elas a faziam sorrir, Zoë precisava sorrir. Eu acho que Zoë sentia como se fosse a melhor semana da vida dela.Eu não a culpava, com tudo que ela passava era normal, mas estávamos do lado dela, como amigas e não como guardiãs. Continuaram a procurá-la e interrogá-la sobre esse tal de Matt, mas ela não sentia mais medo.
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Estávamos sentadas no refeitório quando apareceu a figura de Percy Jackson.
– O que você quer dessa vez Jackson? – Eu gritei.
– Eu vim aqui pedir desculpas.
– Por...? – Eu perguntei.
Percy se sentou em nossa mesa.
– Por te expulsar da escola sempre e blá blá blá. – Sua expressão ficou triste. – Nada preenche meu vazio, você sabe, meu pai me abandonou e sei lá o que e eu sou completamente órfão.
– Percy – Annabeth disse segurando sua mão, o que o fez corar. – Poderíamos te adicionar a nossa lista de problemas. – Percy riu.
– Não se preocupe – Zoë disse – Podemos cuidar disso.
– Alguém topa ir pro Brooklin hoje à noite? – Percy propôs.
– Ah não, de novo não.
– Qual é Clarisse? Podemos ir pra casa da Zoë e descobrirmos quem é esse povo que atormenta ela.
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– Por que fui aceitar hein? – Eu disse vagando pelo Brooklin.
– Ei, quem são aqueles? – Percy exclamou.
Agora eu podia ver, aquela mulher se parecia com Nico e Bianca e ao lado dela estavam Chris e Bianca juntos.
– Não pode... – Silena tentou dizer.
– Maria. – Thalia disse plerplexa.
Fomos até lá.
– Preciso sair daqui. – Maria disse. – Filha, não me deixe aqui.
– Você vai sair daqui. – Bianca sussurrou. Parte dela queria puxar a mãe e sair correndo, mas, ao longe se viam homens com armas. Os mesmos que levaram meu irmão, a gangue de Josh!
– Espera – Eu falei. – Zoë, você reconhece algum daqueles caras ali?
– Sim – Zoë tremeu de medo. – Ah, não, eu não conheço Matt e não sei onde ele está. – Ela falou um pouco alto demais, eu poderia ter socado ela, mas, por mais que ela tentasse os ataques eram freqüentes.
Os homens se viraram para nós.
– Ops. – Percy disse. – Corre!
Naquele momento eu senti. Bianca não me odiava, ela odiava Melly, ela queria sua mãe de volta.
Chris olhou desesperadamente pra mim lançando aquele olhar de “to chegando” e saiu correndo junto com Bianca e Maria. Isso atraiu todos os caras armados. Um deles olhou para um papel e em seguida para mim e mirou a arma em minha testa enquanto eu corria.
– Minha mãe...! – Bianca falou nervosa.
Sem ninguém perceber Maria Di Angelo havia caído no meio na estrada.
– Se esconda ali atrás. – Chris apontou pra uma parede. — irei buscá-la.
– Mãe! – Bianca gritou novamente, Maria estava sendo levada. – Não! – Bianca tentou correr, mas Chris a segurou.
– Por aqui gente. – Chris falou.
Aquele de certeza era o mesmo beco onde minha mãe foi morta, agora eu entendia, a bala, tudo. Lágrimas começaram a cair dos meus olhos, estava tão distraída que nem vi quando...
– Clarisse cuidado! – Chris berrou.
Não vi nada, nem deu tempo. Apenas Bianca jogada no chão com a cocha sangrando. Chris me puxou.
– Bianca! – Eu gritei.
– Corre garota. – Ela berrou de volta muito fraca. – Eles não vão fazer nada com a peça deles! Agora corre idiota!
Eu e Chris saímos correndo até que se ouviu uma sirene de polícia. Os garotos armados saíram correndo, mas era apenas uma ambulância que passou direto.
Chris e eu achamos um lugar para passar a noite.
– Esse aqui é meu refúgio – Chris disse. – Silencio, esse lugar é secreto.
– Então – Eu comecei. – Percy nos atraiu até aqui pra armadilha.
– Não – Chris disse. – Ele não tem culpa. Ele apenas queria se divertis, mas ele não sabia de nada. E Bianca queria ter sua mãe e sua família a salvo. Como eu vim parar aqui não sei, Bianca me trouxe, mas foi tudo culpa da minha mã... Daquela mulher.
– Espera – Eu disse, Chris ficou tenso. – Melly, ela é... Sua mãe?
– Mais ou menos – A expressão de Chris me perguntava “eu não posso esconder nada de você?”. – Você a conhece como Melly, eu também conhecia, a pouco tempo soube, seu nome verdadeiro é Jane Rodriguez.
– Então Melly, quer dizer Jane é sua mãe e nunca te disse, e usou Bianca sob ameaças. Mas o que essa mulher tem contra mim?
– Isso eu não sei. Mas agora vamos dormir, amanhã nossa busca se inicia.
Até aquele momento não tinha me tocado, passaria a noite só eu e Chris.
Ótimo! Uma noite inteira com um babaca...
Notas finais
E foi mal a decepção.
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