Notas iniciais
Essa é a minha primeira história aqui... resumindo: eu ainda não peguei o jeito do site usahjhusahj mas vamos na fé..
É isso aí, bora pro capítulo, bjos da mamãe :*
Violet abriu os olhos.
Levou coisas de segundos para descobrir que seu navio estava silencioso de mais.
Sim, seu navio. Violet é a única mulher que tem os cabelos azuis em todo o mundo. Diz a lenda que, quando criança, Violet se afogou no mar, por anos não ouviram falar sobre a garota, e então ela voltou dez anos depois com os cabelos azuis, uma espada na cintura, adaga na mão e uma tripulação a seus pés.
Levantou com cautela, calçou as botas, abotoou a camisa e dobrou suas mangas, colocou o chapéu de capitã e se aproximou da pequena janela de sua cabine. Ingleses, cinco pelo menos, estavam ao lado de fora, a tripulação do navio se encontrava de armas apontadas para os nobres mesquinhos.
Um inglês se encontrava de costas a cabine da capitã, observava o navio com certa selvageria. Violet continuou na espreita até ele se virar completamente, e foi o que aconteceu. Um rapaz com seus vinte e pouco anos de idade, alto e forte, cabelos meio encaracolados e os olhos negros como a escuridão era o líder daquele grupo de ingleses no seu navio.
— Hijo de puta — Violet murmurou.
Respirou fundo, abriu a porta da cabine e lançou seu olhar raivoso para Marcus, o seu ex noivo de berço.
— Hector — a mulher se virou para o homem a seu lado.
— Sim capitã — este lhe deu um breve aceno com a cabeça.
Hector é o braço direito de Violet, um rapaz calmo, diferente de qualquer marujo dali, que controla o lado mais tempestuoso da capitã, ou pelo menos tenta. Moreno e forte, corajoso e cavalheiro, o sonho de qualquer donzela, com exceção talvez do fato de ser um pirata.
— Porque paramos? — sua voz carregava desprezo.
— Porque eu pedi parola, cara dama — Marcus se curva pra ela.
Violet faz uma careta e o olha com desprezo.
— Ninguém usa esse termo mais, porco asqueroso.
Os marujos gargalharam da situação.
— Vossa tripulação aceitou de bom grado meu pedido — Marcus deu um sorriso de lado.
— Estes vermes tem coração mole como a água do mar — Violet repreendeu seus homens com o olhar. — Lo que quiere gusano?
— Uma aliança! — Marcus abre os braços apontando ao redor.
— Com piratas? — Violet pergunta incrédula.
— Com os melhores piratas.
— Guarde suas bajulações para seu rei. Minha tripulação não trabalha para este governo imundo.
Violet sobe a escada até chegar no leme, em seguida se vira para a tripulação, pode ver que os ingleses estavam recuando, sorriu com isso.
— Vossa majestade quer encontrá-la, lhe espera em seu palácio daqui três dias, sua recompensa nesse jogo será grande, e seu nome será limpo da ficha da Inglaterra — Marcus olhou diretamente em seus olhos.
— Aquele gordo já tentou me prender uma vez, e veja, — apontou para si — falhou. O que me leva acreditar nessa conversa?
— O rei está com seu pai, ele já esperava esse comportamento vindo de você.
— Então ele está me obrigando a ir — Marcus afirma com a cabeça.
— Daqui três dias seu pai irá para a forca, a aliança deve estar selada até lá, você sairá rica no final disso tudo Violet e não precisará mais ser uma pirata — a tripulação grunhiu.
Violet gargalhou, Hector se aproximou de sua capitã, observava tudo num silêncio profundo.
— Eu irei ver este porco coroado — Violet disse por fim, Hector abriu a boca para falar e ficou quieto com um aceno de mão dela. — Mas não apareça mais no meu navio Marcus, meus marujos não serão tão piedosos da próxima vez. Agora vá, tire esses pés de maricas do meu convés!
— Até breve, senhorita — com um sorriso de lado Marcus fez uma breve reverência e andou até a prancha que ligava seu navio ao navio de Violet.
— O que estão esperando seus ratos imundos? — a moça gritou. — Levantar âncoras, içar velas, a todo vapor! Temos um rato real nos esperando para o chá!
A tripulação soltou um rugido em aprovação e se pôs a colocar o navio para seguir viagem. Hector finalmente se virou para a capitã.
— Não acha suspeito o encontro com o rei?
— Acho — Violet segurava o leme despreocupada.
— E vai mesmo assim? — Hector se pôs a observar o navio inglês que se afastava.
— Vou.
— Pelo seu pai?
— Não me preocupo com meu pai, ele sabe se cuidar muito bem — Violet olhou pra ele de canto de olho. — Minha preocupação é sobre aquele porco ter mandado esse perro pra me falar.
Hector parou de observar o navio inimigo e se pôs a olhar Violet. A mesma observava seus marujos trabalhando numa velocidade incrível. E então uma pergunta se passou pela sua cabeça.
— Qual a sua história com o Inglês?
Violet fechou a cara, puxou sua adaga num movimento rápido e com uma velocidade fantástica se virou apontando a adaga direto para o coração de Hector.
— A menos que queira suas tripas jogada ao mar para tubarões e seu corpo dado ao Kraken, eu sugiro que não fale mais nada a respeito daquele ser repugnante, entendeu? — Violet trazia um brilho nada bom no olhar.
— Sim, capitã.
— Vá ajudar os marujos, eu me viro aqui — disse dispensando o rapaz.
Hector puxou as mangas de sua camisa toda rasgada e desceu a escada, começou a ajudar no manejo das velas, Violet observava lá de cima, com uma mistura de raiva e tristeza dentro de si.
~
Marcus se encontrava na proa do incrível navio real. Sempre que via a pirata seu lado selvagem atacava, fica descontrolado e cheio de vontades inalcançáveis, tais como, abandonar sua noiva filha do capitão da guarda real, dar uns bons socos na cara do rei e até mesmo entrar para o mundo da pirataria.
Dessa vez ele se concentrou bastante em não deixar isso fugir do controle.
No fundo Marcus ficava feliz quando Violet o tratava como inimigo, era uma boa maneira de afastar a ideia de como teria sido o futuro dos dois antes dela sumir por dez anos, e também a lembrança da vez que tentara agarrar ela a força, ganhou um bom chute no meio das pernas aquela noite.
— Senhor — Marcus ouviu um de seus homens lhe chamando.
— Sim? — ele continuava a observar o navio a frente se afastando.
— Porque contou a ela sobre o homem que será levado a forca?
Marcus se virou e encarou George, que era o seu braço direito.
— Apenas pra ela ir — Marcus deu de ombro.
— Mas aquele não é o pai dela.
— É o único que ela considera.
— Um pirata? Ela tem um pai quase da realeza, e declara um pirata como pai?
— Mulheres são difíceis de entender — Marcus disse se virando para o navio pirata, que agora era apenas um ponto negro a distância. — A propósito, George — se virou pro homem novamente — seria bom se essa conversa não chegasse ao rei, eu não gostaria de passar o resto de minha vida acorrentado nas masmorras apenas como você como acompanhante.
George assentiu com a cabeça e voltou a seu posto no navio. Marcus continuou observando o horizonte.
— Oh, minha cara, eu sinto muito — Marcus sussurrou ao vento.
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