A História de Uma Semideusa - Os Jogos
1 Prologo - Recebo Uma Carta
Notas iniciais
Eu acordei de manhã animada. Um ano tinha se passado desde a minha última aventura e a minha vida corria bem, exceto por alguns monstros. A proposito, eu sou uma semideusa. Enfim, nada disso explica porque eu acordei animada. Bem, era meu aniversário de 13 anos. Linda idade da minha vida. Eu e minha mãe, Jane, decidimos fazer só um bolinho particular para comemorar. Há alguns anos eu iria querer fazer uma mega festa, mas muita coisa tinha mudado na minha vida e essas coisas acabaram me afetando.
Levantei-me e coloquei só um shortinho e uma blusinha sem mangas para tomar café. Ouvi a companhia tocando e imaginei que devia ser o carteiro, apesar de raramente recebermos cartas. Geralmente as pessoas nos mandavam e-mail, porque não tínhamos telefone, graças ao fato de toda a minha família ser formada por semideuses. Eu sei, é estranho.
Provavelmente minha mãe tinha atendido a porta. Eu fui para a mesa de café, passando pela sala, onde meu avô estava. Eu tentei passar despercebida, mas infelizmente ele me ouviu.
- Feliz aniversário! – ele exclamou animadamente, tirando um embrulho de presente de dentro das almofadas. – É pra você!
- Obrigada vô! – eu disse, me sentando no sofá para abrir o meu presente.
- Hum! Então a aniversariante finalmente acordou! – falou minha vó, saindo da cozinha.
Ela me abraçou e depois se sentou no sofá também.
- Vamos, abra! – ela incentivou.
Eu cuidadosamente desembrulhei o presente. Era uma câmera de filmagem.
- Eu amei! – exclamei. – É incrível!
Então eu comecei a gravar o meu dia de aniversariante. Minha mãe veio almoçar e comemos uma deliciosa lasanha. Ela me deu de presente uma capinha para câmera. Depois de cantarmos parabéns, eu fui para o meu quarto descansar e encontrei uma carta em cima da minha cama. Nesse momento, minha mãe colocou a cabeça para dentro do quarto.
- O carteiro deixou isso ai mais cedo pra você. – ela falou com uma piscadela.
Eu peguei a carta e me sentei na cama. O adesivo que fechava o envelope era dourado, assim como os dizeres no verso.
Beky Darlins
Só tinha isso, sem endereço nem nada. Eu achei estranho, então pensei que poderia ser uma carta de algum amigo semideus, apesar de eu ver todos eles nos finais de semana. Eu mal imaginava como estava errada. Abri aquele belo envelope e coloquei de lado, desdobrando a carta. Era digitada com uma letra exagerada, mas eu consegui ler. Estava escrito o seguinte:
Senhorita Beky Darlins,
Gostaríamos de informar, que a senhorita foi escolhida para representar Hades nos Jogos. Exigimos sua presença na arena com o seu sátiro protetor ás 14 horas do próximo sábado. Você deverá levar: uma arma de sua preferencia, papel e caneta, uma tesoura, um (a) irmão (ã) do mesmo patrono, e deve escolher um símbolo de representação.
Cordialmente,
Grupo de organização dos Jogos.
Não consegui acreditar. Tive que ler muitas vezes a carta para absorver o conteúdo. Mesmo passando várias tardes treinando no Acampamento Clube dos Deuses, e às vezes até dias inteiros, eu não estava me sentindo pronta para aquilo. Eu não sabia exatamente como eram os Jogos, só sabia que cada deus oferecia um desafio aos jogadores e ganhava quem conseguisse passar por todos os desafios.
Eu decidi pensar nisso amanhã. Torci para acordar e perceber que aquilo tinha sido só um sonho, ou melhor, só coisa da minha cabeça (eu sei que é a mesma coisa). Logo dormi.
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