Notas iniciais
Bem queridos leitores, esse capitulo está ótimo na minha opinião. Espero que para vocês tambem.

Graças aos deuses eu não tive sonho nenhum. Acordei com meu despertador tocando. Desliguei-o. Estava a fim de dormir hoje, mas infelizmente, Katie não deixou. Ela começou a me balançar e quando viu que eu estava acordada, mas com preguiça de levantar, ela jogou um balde de água fria na minha cabeça e todos sabem como eu odeio água fria.

– Ei! – protestei me sentando na cama.

– Soube que o Sr. Terácio revelou os desafios dos Jogos. – ela disse, se sentando na minha cama. – Você tem muito que treinar.

– Não quero... Estou com sono... Mais tarde.

– Agora! Levanta e vai tomar um banho!

– Já tomei. – falei, apontando para o meu cabelo encharcado.

Como é impossível discutir com Katie, eu tomei um banho e coloquei minha roupa normal do dia a dia no Acampamento Clube dos Deuses. Depois eu desci as escadas do dormitório e encontrei-a lá em baixo, me esperando para irmos para o café da manhã. Eu comi somente um pão com manteiga e depois fui treinar. Apesar do tempo frio, ela e Vector me convenceram há contar quantos minutos eu conseguia ficar em baixo d’água e eu nem cheguei a um. Decidimos tentar de novo mais tarde.

Treinamos estratégias para todos os desafios que eu tinha gravado. Mais tarde, Sara me ajudou a construir algumas armadilhas, mas ela achava que provavelmente teria que ser alguma coisa mais elaborada, do tipo “trabalho de filho de Hefesto”. Eu não queria pedir ajuda a Geny de novo, porque eu acho que seria muita cara de pau minha.

Passei a dia inteiro treinando mesmo. Só parei três vezes para comer. Até água eu não podia parar para beber, tinha que dar um jeito de beber enquanto eu trabalhava. De noite eu fui dormir cedo e não sonhei com nada, graças aos deuses. Porém, quando eu acordei, não estava mais no meu dormitório.

Não era um sonho, porque eu sempre sei quando estou sonhando. Era inteiramente real. Eu estava em um quarto maior que o meu, com uma cama de casal. Tinha uma mala no pé da cama e quando eu abri, percebi que eram roupas de exercício. Alguém bateu na porta.

– Pode entrar. – eu disse apreensiva.

Era meu velho e bom amigo Vector. Ele usava uma camisa verde que dizia SÁTIRO DOS JOGOS.

– Como eu vim parar aqui? – perguntei para ele.

– Fizeram uma transportação enquanto você dormia. Com todos foram assim. – ele explicou.

– Estamos na arena?

– Sim, aqui é onde você vai dormir quando não estiver jogando.

– Os desafios começam agora?

– Sim. Você tem que vestir a farda dos Jogos. Eu estarei esperando você aqui fora.

Dizendo isso, ele se virou e saiu. Os Jogos. As pessoas achavam uma honra participar disso. Eu não. Troquei de roupa rápido e prendi meu broche. Guardei uma tesoura no bolso e sai do quarto. Encontrava-me em uma sala grande com várias portas ao redor. No centro havia um sofá com algumas cadeiras arrodeando. Havia também uma poltrona, onde Vector estava sentado. Tinham mais dois semideuses lá também.

Reconheci os cabelos negros de Bonny, a Caçadora e os olhos verde mar de Mark. Aproximei-me e me sentei no sofá. Bonny olhou rapidamente para mim, como que me analisando e depois se voltou de novo para frente. Mark se inclinou na cadeira e perguntou:

– Agora é o desafio de Demeter, certo?

– Certo. – respondi secamente.

– Olha, não é porque vamos competir que você tem que ser curta e grossa como a Caçadora ai.

– Eu não fui grossa. – rosnou ela. – Só não me agrada a companhia de um... Menino.

Ela falou essa palavro com tanto desdém, que eu fiquei surpreendida.

– Bonny, você vai ter que se acostumar, porque durante essa semana você não vai ter como se livrar deles. – falei.

Nesse momento, outra pessoa saiu de uma das portas. Era Carol. Ela parecia nervosa e assustada. A todo momento colocava uma mecha do cabelo atrás da orelha ou mexia na faca que estava em sua bainha.

– Olá. – ela disse nervosamente se sentando.

– Oi. – falou Mark.

– Sabe como usar isso? – perguntei apontando para a faca dela.

– Não. – ela murmurou o suficientemente alto para somente eu ouvir.

– Vem cá. – eu falei, me levantando.

Ela se aproximou apreensiva e sacou a faca.

– A faca é melhor para defesa. – expliquei. – Então se alguém ou algo te atacar o que você tem que fazer é levantar a faca para cima e impedir o ataque.

Ela assentiu.

– Vamos tentar? – perguntei.

Ela assentiu de novo. Eu avancei com minha espada. Claro que eu não ia golpeá-la de verdade, só ia esperar que ela fizesse o golpe. Como eu ensinei, assim que eu cheguei bem perto, ela colocou a faca na frente, bloqueando o ataque.

– Muito bem. – eu disse, abaixando a espada. – Acho que isso é o suficiente para você sobreviver.

– Obrigada. – ela falou.

– Disponha.

Eu me sentei no meu lugar de novo. Guardando a minha espada.

– Soube que foi aquele cara, o Grus, que fez sua espada. – comentou Mark.

– Foi. – respondi, me lembrando do dia.

– O que você vai fazer se tiver que competir com ele?

– Nada. Não vou competir com meus amigos.

– Você sabe que não tem escolha.

– Eles não podem me forçar a levantar a espada.

Ele riu e se recostou de novo na cadeira. Minutos depois os outros participantes foram saindo aos poucos dos quartos. Sabrina foi à última, e então, quando estavam todos reunidos nas cadeiras e sofá, o local se mexeu. Todos se seguraram fortemente nas bordas dos lugares onde estavam sentados e então a sala começou a subir, deixando lá em baixo somente os quartos.

Não tinha percebido que Vector tinha saída dali até aquele momento. Aparecemos de novo, dentro de uma espécie de redoma. Era uma cúpula de vidro com saídas no lugar onde estavam as portas. Cada saída tinha um número escrito. Do lado de fora tinha uma selva enorme e olhando para cima eu pude ver várias arquibancadas com pessoas gritando, vibrando, levantando cartazes.

Do outro lado, havia uma mesa comprida e com um espanto, eu percebi que as treze figuras que sentavam ali eram os deuses. Reconheci o cabelo ondulado de Hades que sorria para mim. O cara de terno provavelmente era Zeus. O de bermuda de praia, Poseidon. A mulher de olhos cinzentos era Atena e então eu não tive mais tempo para olhar os deuses, porque uma trombeta soou ao longe e cada semideus se encaminhou para o seu túnel. Entrando na mata.

Notas finais
A amizade de Beky e Carol não é necessária, mas eu decidi fazer. Agora Beky precisa ficar amiga de Mark, super essencial na história. Por que eu estou dizendo isso mesmo?