Notas iniciais
Desculpem pela demora semideuses! Mas nesse weekend eu não estava com o meu not, que é onde estão todos os meus textos, então só consegui terminar hoje. O capitulo não está tão grande, mas espero que gostem.

A primeira coisa que eu percebi, foi que apesar de termos saído do Templo de Gelo, continuava frio. A segunda coisa que eu percebi, foi que estávamos no topo de uma montanha. A terceira coisa que eu percebi, foi que a entrada pro templo agora era somente um arco de gelo com raminhos enrolados. A primeira coisa que eu fiz:

– Uhuuuuuuuuuuuuuuu! – eu gritei.

– Onde estamos? – perguntou Holl, acabando completamente com a minha alegria.

– Não sei. – respondi mal humorada.

– O melhor a fazer é procurar abrigo, porque não aguentaremos muito tempo aqui nesse frio.

Eu tive que concordar com ele. Descemos a montanha, com cuidado para não escorregarmos. Quando chegamos lá em baixo, eu vi uma luz ao longe, parecia uma casinha...

– Ali! – eu exclamei.

Eu sempre quis ver neve. Agora eu odiava a neve. Então eu me lembrei de que no Brasil não tem neve, ou seja, estávamos fora do país. Continuamos caminhando em direção a casinha. A neve estava alta, por isso eu afundava a cada passo. Depois do que pareceram horas (eu sei, eu tenho uma péssima noção de tempo) a gente finalmente chegou a cabana. Ela era toda de madeira, parecia velha e tinha todas as luzes acesas. Nós nos aproximamos e eu bati na porta. TOC, TOC, TOC. Um senhor atendeu.

Ele usava um casaco comprido de pele. Tinha uma barba branca e cabelos grisalhos, com uma grande barriga. Ele poderia ser facilmente confundido com o Papai Noel. O senhor nos fitou com uma expressão acolhedora. Eu geralmente fico nervosa na frente de estranhos, mas esse senhor não parecia ameaçador.

– Buenas Noches. – ele disse.

– Olá. Nós não entendemos o que o senhor fala. Somos brasileiros. – eu soletrei.

– Brasileiros?

– Sim. – respondeu Holl.

– O senhor fala português? – eu perguntei, soletrando novamente.

– Claro que falo! – ele respondeu, para a minha surpresa. – O que crianças como vocês fazem aqui?

– Fomos captu... – eu comecei a dizer.

– Nos perdemos das nossas famílias. – me cortou Holl. – Estávamos em uma excussão. Ficamos o dia todo caminhando a procura de abrigo até que vimos a sua cabana.

– Sim. – o senhor disse, mas ele pareceu desconfiar. – Por que não entram? Eu estava preparando um chocolate quente nesse instante.

Eu hesitei, mas acabei aceitando a oferta, afinal de conta eu e Holl tínhamos ido até ali para procurar abrigo, exatamente o que aquele senhor estava nos oferecendo. Assim que entrei, senti o choque térmico. Diferentemente do lado de fora, a cabana era bastante quente. Imediatamente eu tirei o meu casaco e amarrei-o na minha cintura, como eu costumava fazer.

A cabana era realmente bem aconchegante. Tinha uma mesa redonda do lado de uma lareira (a fonte do precioso calor), do lado, havia uma poltrona e um sofá, de frente um pro outro. Na mesa jazia uma jarra de chocolate quente o que fez meu estômago roncar, até agora eu não havia percebido o quanto eu estava com fome. Nosso anfitrião fez um gesto para nos sentarmos e eu me joguei no sofá. Era macio, apesar de a madeira ranger, me lembrou a minha cama no acampamento. Holl se sentou do meu lado e começou a mexer com um pedaço de madeira velha que ele encontrou.

– Então. – disse o senhor, nos entregando canecas de chocolate. – Não existem excussões por aqui.

– É uma nova excussão. – disse Holl.

– Não me convence.

– Quem é o senhor? – eu perguntei.

– Tyler Kroon, mas eu prefiro que me chamem de Kroon.

– Onde estamos?

– Então vocês admitem que a história da excussão foi uma farsa?

– Bem, sim, mas nós não podemos contar para o senhor o que aconteceu.

– O que eu posso fazer?

– O senhor...

– Kroon!

– Kroon, o senhor se importaria em nos dizer como sair daqui?

– Muito perigoso.

– Já passamos por muita coisa perigosa... – resmungou Holl.

– Por favor, Kroon! Precisamos avisar aos nossos amigos que eles correm perigo! – eu implorei.

– Por que os seus amigos correriam perigo?

– O senhor não acreditaria se a gente contasse... – murmurei.

– Estão falando dos gigantes?

– Como o senhor sabe? – indagou Holl, alarmado.

– Eu vivo por aqui crianças, não acham que eu saberia?

– Mas...

– A pergunta é: Como vocês sabem?

– Somos... Semideuses. – murmurou Holl.

– Eu também sou. – respondeu Kroon, para nossa surpresa. – Filho de Élio. Posso ajudar vocês a saírem daqui.

– Muito obrigada Kroon! – exclamou Holl, já se animando.

– Eu sou Beky, e esse é o Holl. – disse, apontando para Holl.

– É um prazer conhecer vocês. – falou Kroon. – Podem passar a noite aqui, amanhã cedo sairemos.

– Muito obrigada senhor. – agradeci.

Kroon nos deu dois cobertores de pele. Eu dormi no sofá e Holl dormiu no chão. Eu insisti dizendo a ele que ele já dormia no chão há muito tempo e que era melhor EU dormir no chão, mas ele disse que eu poderia dormir mal naquele chão frio. Mas mesmo dormindo no confortável sofá, a minha noite não foi tranquila. Assim que encostei a cabeça na almofada, veio o sonho.

Notas finais
Queria falar mais duas coisinhas:
1. Leiam a minha One Shot - Cumprindo Uma Promessa, aposto que vocês vão gostar.
2. Em breve uma parceria com Luna! Não nessa fic.

No final da fic, eu vou criar muitos novos semideuses, porque os deuses vem ao Brasil, para resolver umas coisinhas, e ai deixam varios semideuses de lembrança. Gostaria que vocês mandassem um review dizzendo o seu nome, idade, cor do cabelo e dos olhos, tipo fisico, jeito de ser.
Muito obrigada! Beijos!