Notas iniciais
Oláaa meus queridos leitores, digam: sentiram saudades minhas? Pois, eu sim! Eu vou começar a apressar mais o enredo, ou seja, deixar aquelas tretas que não interessam ninguém de lado e ir ao ponto que importa :3 Espero que gostem, eheh Desfrutem da leitura*

Soul Society

O caos tomou proporções não previstas. A descrença em paz findou neste tempo… Quando inevitavelmente a apelidada “peste zombie” consumiu outros bravos shinigamis. Desde as mais altas patentes até as sem a mínima consideração.

No entanto, para Hinamori só um nome vagueava em sua mente desesperada. Nem quando descobrira o destino de seu amigo de infância reagira tão mal.

— Não pode ser… Isto é um pesadelo…

— Calma Hinamori. Vamos fazê-lo voltar ao normal.

— Você viu o mesmo que eu!? Ele está… O Kira nunca me olhou daquele jeito! Foi como Aizen-sama… Quando ele…

Instintivamente, entre soluços atropelados, ela levou a mão ao peito exactamente no local onde habitava a cicatriz pelo profundo golpe recebido da zanpakutou de seu antigo capitão. A tenente tremia descontroladamente, revivendo o momento em que o loiro misteriosamente se converteu num aliado dos quincys… O olhar dele era morte.

Esse facto a aterrorizou, pela segunda vez quase foi morta pelo homem que amava. Tão perdida em lembranças não percebeu que admitira em pensamentos estar apaixonada pelo loiro. Karin, por sua vez, não conhecia uma forma para acalmar a mulher em choque ao seu lado. Ela a abraçou permitindo que Momo se acalmasse e chorasse em seu ombro.

FLASHBACK ON

— Hoje o céu está bonito, não concorda Kira-san?

— S..sim…

Nos últimos dias o tempo regularmente estava nublado, negro pelas energias malignas da invasão dos inimigos. Porém, naquele dia o céu encontrava-se límpido e cristalino. Previa-se um dia atractivo e robusto, contudo o estado do tempo não era sinónimo de bons acontecimentos, e as shinigamis aprenderam isso da pior forma possível.

A portadora da zanpakutou dos ventos caminhava ligeiramente mais à frente do casal, distraída com o ruído provocado por seus passos. Contudo, uma densa brisa com um cheiro arrepiante de enxofre perfurou suas narinas.

— Pequena shinigami, afaste a tenente do cara calado, agora!

— Do que você está falando, Fujin? Porque devo…

Enquanto rodopiava suas pernas para deparar-se com seus acompanhantes, tendo um estranho diálogo em sua cabeça, rapidamente seus olhos se arregalaram a impedindo de prosseguir seu discurso. Estupefacta e horrorizada, assistiu Kira erguer sua zanpakutou pela retaguarda de Hinamori, sem esta se aperceber de sua súbita aproximação, a fim de cortar seu pescoço.

— Hinamori, atrás de si!

— O quê?

A ex tenente de coque desviou seu olhar ao constatar uma sombra por seu ombro, paralisou completamente ao encarar as íris negras horrendas do loiro sob si, o sorriso sarcástico a fez estremecer. Ela teve a maldita sensação de dejá vu.

— Kira…san?

Utilizando o shunpo, a Kurosaki conseguiu retirar Momo do alcance da lâmina. No entanto ela não saíra ilesa, um pequeno arranhão em seu rosto cobriu a face alva da garota numa camada espessa avermelhada. Karin imediatamente rasgou a manga de seu kimono e limpou o ferimento temendo que a zanpakutou do loiro pudesse ter alguma substância venenosa.

— Você está bem?

O olhar acastanhado estava opaco enquanto ela não movimentara um único músculo, nem sequer para falar. Estava emersa numa outra dimensão devido ao trauma. A oficial conteve um rosnado em sua garganta, se erguendo encarando o loiro que sorria pelo resultado de seus recentes feitos.

— Quem raio é você? E o que fez com o Kira?

— Porque deveria lhe responder shinigami deliciosa?

— Porquê? Porquê o Kira!?

Karin surpreendida desviou seu olhar para Momo que encarava fulminante seu oponente. Ela mantinha a mão no cabo de sua zanpakutou, no entanto estava hesitante em atacar. Receando magoar alguém a mais do que meramente o quincy.

— Os mais improváveis são os melhores, não concorda querida?

— Você me dá nojo!

— Sério? Pelos olhares anteriores, eu não diria isso.

Hinamori perdeu a bravura instantaneamente, como se ele tivesse revelado um segredo que nem ela tinha conhecimento. Em auxilio de sua nakama, Karin atraiu as atenções para si.

— Não diga disparates. Antes era o nosso amigo que estava aqui. E você não é o Kira!

— Neste momento, ninguém diria isso.

— Vocês, os hollows, só possuem os corpos, não as almas! Eu sei que Kira ainda nos pode escutar.

O peito de Hinamori desceu devido à respiração, se aliviando minimamente com o discurso da morena e ambas se posicionaram em combate, porém o hollow soltando um leve resmungo sumiu entre destroços antigos. A tenente do quinto bantai fez menção de o seguir, porém Karin segurou seu pulso a impedindo de prosseguir seu caminho.

— Karin? O que está fazendo?

— Deixe-o ir. É melhor assim, por enquanto.

— Mas é o Kira!

— Nós não sabemos como trazê-lo de volta… Não adiantaria de nada ir atrás dele.

Com o olhar cabisbaixo, com os primeiros requisitos de lágrimas, a morena cedeu; perdendo de vez a força em suas pernas, desabando seu corpo sob as mesmas.

FLASHBACK OFF

O inevitável aconteceu após esse drástico alastramento da peste zombie. Apesar de ser considerada uma grande injustiça pela maioria, para outros era em simultâneo o mais sensato. Era preciso proteger aqueles que ainda não tinham sido infectados com esse mal. Por isso o poderoso Comandante Yamamoto, impotente declarou a sua sentença quanto a todos os shinigamis que tendo sua alma devorada se aliaram ao exército do inimigo.

— Declaro-os a todos traidores. A ordem é matá-los como se fossem um quincy.

Longe dos treze potentes esquadrões, alguns praticamente desertos, numa rua abandonada situada perto do enorme muro que dividia Seireitei das almas com pobre poder espiritual, duas shinigamis se disfarçavam com capas gastas e acinzentadas.

— Não é justo! Shirou-chan não é um traidor! Nós crescemos juntos, ele jamais… E o Kira…

— Hinamori, mantenha a calma.

— Não consigo! Isto é tudo tão revoltante!

A Kurosaki suspirou pesadamente, ela também estava revoltada com aquela ordem. Odiava aquela hipocrisia e altitude que regia a Sociedade das Almas. Ninguém ainda descobrira a cura para os zombies, inclusive se havia alguma salvação para os shinigamis. A forma a escaparem das incógnitas fervorosas sem respostas, era seguir o caminho mais fácil: abater todos sem pensar que um dia, eles foram fiéis espadachins sob as ordens de Yamamoto.

Todavia não podia demonstrar sua frustração, isso iria atiçar ainda mais a cólera de Momo, que era tenente e estava desapontada com aqueles que ela considerava quase família. Esses laços deveriam ser inquebráveis, porém bastou a tormenta para os romper. Momentaneamente, isso fez a morena elaborar uma teoria que poderia parecer um absurdo à primeira análise.

— Karin-san, o que devemos fazer agora? Não temos ninguém para nos ajudar.

— Tenho algo em mente.

A terceira oficial observava o movimento monótono das nuvens, encarando suas formas carismáticas. Prendeu seu olhar mais longamente numa em especial, rechonchuda, que se assemelhava ao símbolo do décimo esquadrão.

— Iremos para o Mundo Real.

O melhor refúgio de um fugitivo sempre seria seu lar.

Notas finais
Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo