A História de Alice Cullen
2 Capitulo 2 – Vou ter uma irmã
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Vamos avançar alguns anos, sim? Durante oito anos nada aconteceu de extraordinário na vida da pequena Alice Brandon. Ela continuava uma criança linda, cortês, educada e precoce.
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O seu destino promissor começou numa tarde chuvosa de Setembro, Mary e Jonh estavam na sala de estar a ler em conjunto um livro romântico, Alice estava no quarto mais uma vez entretida com o seu bloco e lápis.
De repente Alice perdeu o foco na folha mas a sua mão continuou a correr nela, fazendo traços largos e imprecisos que se foram tornando numa bela imagem, Alice não via nada nem ouvia mas sentia uma profunda alegria na sua alma e no eu coração.
Durante um bocado a sua mão continuou a correr pelo papel, até se deter para formas as palavras “Vou ter uma irmã”.
Quando Alice voltou a si, achou muito estranho aquele desenho, mas tinha consciência de que o fizera. Na folha estava uma gravura a carvão de um bebé, embrulhado numa manta de linho fina, onde se podia ler, bordado a um canto Cynthia, por cima do desenho estava as palavras.
Alice sorriu para consigo, maravilhada com a ideia de ter uma irmãzinha, pequenina, para cuidar e acarinhar, aquecer e brincar.
Levantou-se do chão onde estava, sacudiu a poeira do vestido e alisou os amassos com que o vestido tinha ficado por estar franzido por baixo dela, a mãe ficaria deveras chateada se ela aparecesse novamente com o vestido amarrotado por estar deitada no chão, diria que estar estendida no chão não era coisa que uma senhorita devia fazer, pegou na folha de papel e correu escada abaixo, ainda pensou sentar-se no corrimão e deslizar como gostava de fazer quando não estava a ser vista mas existiam muitos olhares curiosos naquela casa e muitas boas prontinhas para contar as sua tropelias para a mãe e o pai, saltou os dois últimos degraus sem o conseguir evitar mas ninguém a viu. Avançou para a sala e sem uma palavra estendeu a folha á mãe que se virara para trás para ver de onde viera aquele som seco de queda. A mãe franziu o sobrolho e olhou para a filha que exibia um contente e largo sorriso.
– Meu amor, — Começou o pai assim que se apercebeu do desenho. – tens tanto jeito para o desenho, estou orgulhoso de ti.
– Não é isso, pai. – Impacientou-se Alice, será que ele não sabia ler? – Eu vou ter uma irmã!
– Eu não estou grávida, minha linda. – Disse a mãe tranquilamente.
O sorriso de Alice desvaneceu-se, que tola foi em pensar que aquilo podia ser algo que viria a acontecer, arrancou o desenho das mãos da mãe e de cabeça baixo subiu os degraus de volta para o seu quarto. Embora já não tão certa de que iria ter uma irmã ainda brilhava no seu coração essa esperança, mesmo que fosse vã ela iria continuar a alimentá-la, até o seu desejo se ver realizado.
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Avancemos alguns meses… sei que já estão fartos de avanços mas prometo que daqui para a frente a história será mais linear.
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– Menina Alice. – Chamou Nereida, a criada da porta do quarto da mesma. Alice levantou-se logo apressadamente do chão, mas assim que se apercebeu que era Nereida e não uma qualquer das outras empregadas que certamente a acusaria a mãe, relaxou. – A sua mãe mandou chama-la, parece que tem algo importante para lhe dizer.
– Obrigada, Ner. – Alice passou pela criada que a fez parar a lhe alisou o vestido, piscando-lhe o olho.
Alice desceu apressada e como era hábito saltou os dois últimos degraus aterrando com um baque seco que a mãe e o pai já conheciam de ginjeira. A mãe revirou os olhos mas logo de caminho olhou em volta para ver se algum se apercebera do que havia feito, não era educado uma senhora revirar os olhos.
– Minha querida, — Disse a mãe assim que Alice se postou a sua frente. – tenho, não, — Olhou para o marido. — temos algo muito importante para te contar. Lembras-te de há alguns meses nos teres mostrado um desenho de um bebé? E eu te ter dito que não estava grávida? Bem, não esta naquela altura mas… Alice tu vais ter uma irmã.
Primeiramente o cérebro de Alice ficou a digerir a noticia, parecia que as palavras não queriam ser processadas mas assim que atingiu o resultado, ao qual era fácil chegar, o seu coração pulou uma batida e a sua face alegrou-se visivelmente, deu-lhe vontade de gritar e sair para a rua contando aos quatro ventos o que se estava a passar de maravilhoso na sua vida.
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Meses depois desta surpreendente revelação, para todos os de Biloxi, mas não para Alice que sempre desconfiara de que viria a ter uma irmã, nasceu a pequena Cynthia, morena como a irmã mas com olhos mais claros, pele mais pálida mas igualmente bonita, e era como se Alice conseguisse encaixar o seu desenho no panorama do primeiro dia de vida da sua pequena e indefesa irmãzinha.
Alice e a pequena Cynthia tornaram-se unha com carne, ninguém as conseguia separar, não eram só as irmãs mais chegadas como também as melhoras maigas mais devotas existentes naquela cidade.
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