Capitulo – 4 — A profecia


Acordei cedo novamente hoje, sem pesadelos.

Fui ao banheiro e tomei um banho.

Quando voltei, tinha uma carta em minha cama.

‘’Íris me encontre na Praia dos Fogos’’

Não tinha o remetente, mas mesmo assim eu fui.

Ao passar pelo chalé de Hefesto eu não vi Iago. Estava chegando na praia dos fogos, e eu vi uma pessoa de camisa laranja sentada na areia.

– Oi — eu disse

– Olá, tudo bem? – disse Iago virando para mim

– Sim e com você – disse sentando ao seu lado

– Também, parabéns pela bandeira, como você fez a parada do raio?

– Huum. Obrigada. E, não sei, só fiz por que quis tentar e deu certo, afinal sou filha de Zeus.

–Certo, mas, qual é sua história?

– Bom, eu estudava em um internato no Brasil, e vim para Nova York aos meus 8 anos, estudava em outro internato, não tenho irmãos, e só via minha mãe nas férias. E qual é a sua história?

– Eu passo o ano todo aqui, não me dou bem com minha mãe, ela tem um marido que me odeia e ela acaba não querendo que eu volte para a casa quando s férias acabam, mas eu acho melhor que voltar e ficar brigando com ele. Quer dizer que sua mãe morreu?

– Sim, ela foi vitima de bala perdida, — disse no meio de uma risada — ela morreu quando chegou ao hospital.

– Ah, sinto muito.

– Não faz mal, ela não ligava para mim, bom está quase na hora do café, eu vou voltar para o chalé.

– O.k, até depois.

Subi a colina e entrei em meu chalé. Encarei a estatua de Zeus que sempre me olhava dia e noite com seus olhos sem emoção, pensei em minha mãe, que não conhecia direito. Mas a via nas férias, ela não tinha culpa alguma, ou tinha? Fiquei com raiva dela por me esconder que, meu pai é um deus. Fiquei tentada a chorar mas me segurei, senti mais raiva das coisas que vinham acontecendo, do que pena de mim mesma. Olhei para baixo e vi meu colar de coração, pensei na outra noite em que havia aparecido naquela rua deserta. Eu tinha certeza que não o havia possuído antes. Não fazia idéia de onde ele tinha surgido, será que aquele homem encapuzado o havia dado a mim? Antes que pudesse obter uma resposta, vi que já era hora do café da manhã, fui correndo para o refeitório e sentei em minha mesa solitária.

Todos os semideuses se sentam em suas mesas e Quíron começa a dar os avisos sobre as aulas e os cronogramas sobre as tarefas diárias. As refeições surgem em nossos pratos e começamos a comer. Antes é claro todos fizeram suas oferendas aos deuses.

Estava sentada em minha mesa, quando vários campistas começam a gritar. Não entendo no inicio por que eles estavam tão desesperados mas logo avisto uma dracaenae descendo a colina em direção ao refeitório, vou em direção à ela com alguns campistas e Quíron. Corro a frente de todos em direção à aquele demônio que havia estragado meu café da manha, ok, não o café da manhã, sentia raiva de todo o mundo mitológico. Assim que ela me avistou seus olhos me olharam com uma fúria descontrolada, a mesma que eu sentia em relação a ela. Estávamos a menos de três metros de distancia quando ela fala comigo :

– Ah, então que dizer que você é a pequena ssssemideusa filha de Zeusss – os olhos dela brilham, com uma cor avermelhada como se fossem rubis. – Meu messsstre está de esperando a muito tempo na Rússsia minha querida.

Uma fúria assassina toma conta de mim quando penso que ela poderia estar mencionando aquele homem encapuzado que me fez lutar com um leão. À ataco.

Rolamos colina abaixo com ela sempre tentando me atacar com suas presas cheias de veneno, me defendo com meu escudo enquanto cravo minha espada em sua garganta e vejo ela se dissolvendo lentamente em um pó escuro.

Percebo que Quíron me olha curiosamente junto com campistas atrás dele que me olham assustados.

– Acho melhor irmos à casa grande...

– NÃO! – eu o corto — o que diabos foi isso?! E o que diabos é esse pó? – digo apontando para o chão. Onde antes havia a poeira demoníaca que o vento levou.

Um campista mais velho aparece e percebo que é Damon. Ele olha para mim e diz calmamente:

– Aquele pó era a essência da dracaenae. Agora sua está retornando para o Tártaro, de onde ela nunca deveria ter saído.

– Vamos à casa grande minha querida – diz ele – lá te explico melhor.

Ele aponta para um menino de cabelos loiros e olhos claros.

– Will, chame os conselheiros. Teremos uma reunião

– Sim Quíron – ele diz e sai apressadamente

– E Damon, leve ela até a casa grande.

Fomos até a casa grande e entramos no que parecia ser uma sala de recreação, mas na verdade era o conselho de guerra.

– Estamos com falta de um lugar organizado. Teremos de improvisar – ele dá um sorriso torto

Aos poucos vários campistas vão chegando e por ultimo Quíron, que entra na sala e fecha a porta. Ao lado de Quíron vejo uma menina que me deixa curiosa, ela tinha cabelos negros longos e repicados com mechas rosas e laranjas.

– Bom, isso não deveria ter ocorrido hoje, não sei como um monstro conseguiu invadir já que nossas fronteiras estão bem protegidas.

– Então quer dizer que foi sabotagem? – pergunta um menino muito forte de olhos escuros e cabelos castanhos.

– Não sei, Jake, provavelmente. Mas não podemos ter certeza, alguém de dentro poderia a ter chamado.

– Ah, Quíron, antes de eu começar a lutar com a dracaenae – disse ditando a rede de ping-pong a minha frente – ela me disse que seu ‘’mestre’’ estava me esperando na Rússia.

– Íris, quero saber uma coisa, onde você arranjou esse escudo?

– No arsenal que eu achei ele.

– Esse escudo pertenceu ao antigo filho de Zeus que morou aqui no acampamento.

– O que aconteceu com ele?

– Bom, ele foi em uma missão também na Rússia e desapareceu, nunca mais voltou da missão, mandei equipes de busca mas, só acharam esse escudo.

– Ok, isso é mal, quero dizer isso aconteceu com ele, isso não vai se repetir, ou isso é uma maldição do escudo?

A menina que fiquei curiosa começou a tremer e a gritar e seus olhos ficaram verdes. Ela começou a recitar uma profecia.

A pequena águia irá à nação a muito tempo inimiga
Para aquele que procura tentar encontrar
A aventura será longa e com muita fadiga
Porém para concluí-la, entre dois continentes ela deverá voar
No caminho, para azar deles um se perderá na raíz antiga
E um passado conflito fará a todos ter que guerrear
Os semideuses restantes lutarão em uma biga
Para os inimigos vencer e o rei tirano derrubar
A reunião com o parente desaparecido não será nada amiga
E a conclusão desse combate poderá com o Oriente acabar.

– Quíron me deixa ir na missão? Por favor – disse eu quase implorando

– A ultima vez que eu deixei um semideus sair em missão para Rússia ele se perdeu e perdemos um dos nossos melhores, o nosso campista filho de Zeus, não vou cometer o mesmo erro.