Notas iniciais
Olá leitores ^^ Chegando com mais um capítulo, e com ele o tão pedido primeiro lemon do nosso casal (eeeeeehh). Não vou falar muito aqui, quero que vão logo para a leitura. Apenas agradeço mais uma vez a quem favoritou e as meninas que estão comentando, vocês tem sido muito importantes para esta autora. Boa leitura!

Cap 8 — Os amantes

Natassia e Milo se olhavam.

Pela primeira vez ela tinha não um olhar doce e cálido, mas um olhar inquisidor e questionador. Um olhar de quem lia dentro de sua alma, esquadrinhando seus sentimentos, como uma gata que havia pego sua presa.

Ele a olhava não com o olhar protetor e amoroso, mas agora parecia alguém distante, não mais o amor devoto de irmão, mas transmitia certa intolerância. Era como se a presença dela lhe fosse um incômodo e isso se tornava visível. Finalmente Natassia não era mais a razão de viver de Milo, não desejava mais devotar á ela seus melhores anos, a flor de sua idade. Não desejava mais dar amor á ponto de Natassia não sofrer a ausência da mãe, ela já era uma mulher, se tivesse que sofrer, que sofresse. Milo estava cansado de protegê-la, estava na hora de sua irmã caçula sair da redoma e encarar o mundo. E suas últimas atitudes tão desafiadoras mostravam que a moça estava pronta pra isso, e ele não deveria sentir-se culpado por nada.

Camus percebeu o clima tenso entre irmãos, saiu educadamente sentindo que Milo estava em um momento difícil com Natassia e que em poucos dias eles enfrentariam suas piores dificuldades, assim que Richard Bloedorn chegasse.

— Já fostes mais doce e atencioso...

Natassia quebrou o silêncio entre os dois, percebendo que Milo havia se esfriado com ela, a caçula decidiu recuar e mostrar novamente sua face de fragilidade. A que havia prendido o irmão á ela todo esse tempo.

— Nunca deixei de ser

A afirmação dele ainda continha a mesma indiferença, Milo estava disposto a retirar a redoma que a protegia do mundo

— Meu irmão amado, você tanto cuidou de mim, me protegia de tudo e todos. Agora não demostra mais amor por mim, não me olha como antes, não sinto mais suas mãos, seu carinho.

Ela pegou a mão esquerda dele, beijou e aspirou, sentindo o cheiro da pele do primogênito. Milo estava levemente desconcertado com aquele ato, Natassia parecia uma gatinha miando e pedindo carinho. Então ele abrandou seu tom, mas sem ceder

— Natassia, você está prestes a casar-se. Chegou a hora de sair debaixo da minha proteção e ir viver sua vida, tomar suas decisões, assumir seus atos, ser responsável. Eu nem sempre estarei ao seu lado para te socorrer em tudo, precisa ser mais forte.

Ela se aproximou ainda mais e apertou mais as mãos fortes dele, se lançou em seus braços, o abraçando de forma desesperada.

— Como viverei sem você? Eu preciso de você meu irmão, meu amor. Eu te amo, te amo loucamente, não me abandone...

Os olhos azuis dele agora transpareciam um certo medo e angústia. Todo aquele amor não podia ser normal. Ela cheirava os fios loiros dele, suas mãos finas e brancas percorriam o corpo forte por fora da roupa. Ela sempre desejou um momento como aquele.

Ela sempre desejou um momento com ele.

Os olhos azuis dela sempre o seguiram, o flagraram inúmeras vezes enquanto ele se lavava, secretamente fitando o corpo nu de seu irmão mais velho, sem que este percebesse. Conhecia a beleza de suas formas, a rigidez de seus músculos, sua anatomia mais íntima. Depois ela podia se deleitar naqueles braços, naquele corpo quando dava a desculpa de sentir frio ou medo para poder dormir aninhada á ele em sua cama. Natassia conhecia Milo por inteiro, de forma mais intima do que ele mesmo poderia imaginar.

E ele nem sequer imaginava que, ao longo daqueles anos, a caçula havia desenvolvido um amor anormal, doentio e obsessivo, que ele inocentemente alimentava, cobrindo-a de mimos e carinhos, por achar que com isso, impediria que a menina-moça sofresse a ausência da mãe. A tentativa de Milo em não deixar Natassia sofrer, estaria prestes a se voltar contra ele mesmo.

**

Zaph saboreava os doces de Anete já sem muito espaço na barriga para mais, a matriarca o havia feito comer sem parar desde que chegou, a velha receptividade dos Garret, algo que fazia Camus rir se divertindo com a cena de um Zaph empanturrado enquanto Anete dizia que ele havia comido muito pouco. O jovem também intentava apenas visitar seu ex comandante e depois se hospedar em algum estabelecimento de Aix, mas os Garret fizeram questão que ele ficasse hospedado na mansão.

Apesar dos agrados, Zaph não podia mais prestar atenção na matriarca, seus olhos não saíam daquelas belas coxas torneadas. Másculas, mas bem desenhadas e nuas diante de seus olhos.

Era incrível para o Sargento perceber que o irmão mais velho de seu amigo Camus era um verdadeiro deus de beleza e sensualidade dentro de um ousado micro shorts, exibindo as pernas lisas e sensuais. Zaph não conseguia não olhar fixamente para elas, enquanto os olhos verdes de Krest o encaravam com igual encanto.

Zaphiri era bonito, alto, elegante. Tinha um porte de príncipe e uma educação polida. Havia tido uma criação rígida, entrou para a carreira na Marinha cedo como Camus, o que dava a ele igual austeridade. Apesar de serem todos muito jovens, já eram homens que carregavam uma maturidade bastante grande. Zaph sabia muito bem o que queria e do que gostava.

Zaphiri e Camus eram sérios, centrados e metódicos. Milo e Krest eram espertos, ousados e determinados. Dois casais que se completavam em suas diferenças.

Krest levantou-se subitamente, foi até Camus e o arrastou para a biblioteca para falarem. Tudo isso com os olhos de Zaph ainda o seguindo em cada passo, em cada gesto.

— Camus! De onde veio essa criatura...tão interessante?

Camus já tinha um sorriso no rosto e já havia percebido os olhares que Zaph e Krest trocavam

— Servimos juntos, Zaph é meu amigo e é ótima pessoa. Voce tá assustando o coitado, Krest. Tinha que mostrar as pernas logo de cara?

— Minhas pernas? Oras, qual o problema?

— Não banque o idiota comigo, voce tá se exibindo e ele tá babando. Olha Krest, eu não tenho nada contra, e nem poderia, só quero que tenha cuidado. Quero que os dois tenham cuidado.

Camus agora falava sério, apesar de ser o mais novo, sua maturidade o fazia se comportar como um primogenito.

— Fique tranquilo — piscou o moreno — vamos ver o que acontece, ele é interessante e lindo...quem sabe?

— Eu ficaria muito feliz — o ruivo voltou a sorrir — vocês fariam um belo par, acho que ele combina com você.

Saíram da biblioteca e Krest voltou a ser alvo do olhar atento e desejoso de Zaphiri. Enquanto isso, Camus olhava na direção da sala de jantar, preocupado com o que Milo poderia estar enfrentando com Natassia.

**

A noite cai ainda mais gelada, anunciando que logo o outono daria lugar ao frio e implacável inverno europeu.

Todos já haviam jantado, Zaph e Krest conversavam animados na sala suntuosa, próximos á enorme lareira de pedras lavadas, juntamente com Anete e Gerrard, que nem imaginavam que o clima entre os dois novos amigos ia muito além de simples amizade.

Camus, como de costume, aboletava-se na biblioteca para devorar mais um livro. Em alguns momentos sua leitura era sabotada pelas lembranças vivas do que ele e Milo já haviam feito naquele lugar, os beijos, carícias, palavras trocadas, olhares...aquelas estantes repletas de livros guardavam um segredo precioso.

No andar de cima da mansão em estilo vitoriano, Milo havia terminado de banhar-se. Esvaziou a banheira de louça que ficava no pequeno cubículo anexo ao quarto onde podiam tomar um banho sempre que necessário. Ao sair de lá, presenciou Natassia numa cena que lhe pareceu estranha.

A jovem estava sentada em sua cama, tinha nas mãos uma de suas camisas, a que ele havia usado no dia anterior. Ela cheirava o tecido com devoção, de olhos fechados, aspirava esfregando o tecido no nariz, no rosto.

— O que está fazendo Natassia?

— Sentindo o seu cheiro...

— Pare com isso, me dê isso aqui. Isso não é normal, o que está havendo com voce?

Ele tomou a camisa das mãos dela, visívelmente irritado. Ela saiu rápido, sem responder e sem dar tempo de ele lhe fazer novas indagações. Aquele comportamento começou a preocupar Milo.

Um tempo depois que Natassia saiu, Krest apareceu no quarto procurando por Milo

— Ei, cunhadinho, tem alguém te esperando no nosso quarto...

Milo sorriu entendendo o recado, saiu seguindo Krest. O moreno foi para o quarto de hóspedes onde estava Zaphiri e deixou que Milo e Camus tivessem privacidade no quarto dos irmãos.

Ao entrar, encontrou Camus á vontade, de costas, olhando para o lado de fora através da grande janela de vidro observava a noite, o ruivo tinha duas taças de vinho tinto nas mãos e, se virando, ofertou uma á Milo. O loiro caminhou até ele, e observou o brilho especial que Camus trazia nos olhos. Os dois brindaram, sorriram e se beijaram intensamente. Haviam passado o dia todo distantes um do outro, sentiam urgencia naquele beijo, naqueles abraços que trocavam. Sabiam que era arriscado, que já levantavam suspeitas em Natassia, mas a sede de viver aquele amor se tornava maior do que tudo.

Camus se acomodou com Milo na cama que era dele, apesar de não ser de casal, era bastante grande. Deitados, se beijavam e se acariciavam devagar. Começaram lentamente a se despir das partes mais pesadas de suas roupas, até ficarem apenas com as calças debaixo e as finas camisas de algodão cru.

Na biblioteca, Natassia passeava entre as estantes de livros. Puxou um deles, um que ela sabia que era dos preferidos de Camus, e passou a cheirá-lo assim como fizera com a camisa de Milo. Incrivelmente o livro tinha o cheiro de seu dono. Natassia aspirava o cheiro de Camus, o desejando, sentindo seu corpo queimar pelo noivo.

Milo e Camus se beijavam cada vez mais intensamente, o ruivo gostou da sensação do corpo pesado do loiro sobre o dele. Pelas grandes janelas de vidro, a luz da lua entrava e iluminava o ambiente junto ás velas acesas nos castiçais.

— Milo...eu quero...

Camus começou a balbuciar baixinho, Milo cessou os beijos que dava no pescoço do amado para ouvi-lo

— Diz meu amor, o que você quer?

— Eu quero ser seu. Quero fazer amor com você

Aquela frase saiu graciosa, acompanhada de um sorriso lindo e de um olhar doce como ninguém nunca havia visto nos olhos do Tenente sempre tão austero e imponente. Milo retribuiu um olhar igualmente doce e emocionado, sem nada dizer levantou-se e levantou Camus com ele. Encostou-o em uma das paredes do quarto, a mais perto da lareira para se manterem bem aquecidos, e com calma foi despindo o que ainda havia de roupa no corpo de Camus, lentamente.

Revelando cada parte do corpo cálido, da pele branca que cobria músculos bem delineados, até deixá-lo totalmente nu. Camus não corou diante do olhar de Milo sobre seu corpo nu, os olhos do ruivo e do loiro permaneciam fixos um no outro. Assim que despiu Camus, Milo se despiu também, agora estavam os dois totalmente nus, frente a frente.

Dois corpos fortes e definidos em uma musculatura invejável e esculpida por anos de serviço militar, o do loiro um pouco maior, mas ambos com a mesma vitalidade da juventude de pouco mais de vinte anos, ambos desejosos ao extremo transbordavam em sensualidade
Eliminaram o espaço que havia entre eles, colando os corpos finalmente e se entregando em um beijo lento e intenso, provando suas línguas e lábios, sorvendo delicadamente a boca um do outro. Os sexos rígidos roçavam, e com a ajuda de um leve mexer de quadris que faziam, roçavam ainda mais. O cheiro dos dois homens se misturava, e se tornava apenas um, podendo ser sentido em todo o quarto. Os dois gemiam, de olhos fechados enquanto se provavam.

Krest á esta altura, já havia deixado Zaph a parte do que havia entre Milo e Camus. No começo o Sargento se sentiu frustrado ao perceber que não teria qualquer chance com seu comandante, mas não ficou triste, o irmão mais velho do ruivo era um presente e tanto. Ao contar tudo a Zaph e contar com a discrição deste, Krest passou a ficar atento aos corredores, ele já havia intuído que o casal estava tendo sua primeira noite e não deixaria que ninguém atrapalhasse.

E eis que não tardou a chegar a hora de os seguranças trabalharem. Krest avistou Natassia, que vinha na direção do quarto e a interpelou

— Boa noite querida, está a procura de Camus? — interferiu sem que esta pudesse se aproximar da porta

— Sim, quero ver meu noivo — ela respondeu altiva, já tentando se chegar á porta

— Sinto muito, mas Camus já se recolheu para dormir. Amanhã vocês se falam, acho que deve deixá-lo descansar agora

Natassia não gostou do tom superior de Krest, mas não tinha como tirá-lo do caminho, ainda mais que ele tinha a companhia de Zaph que também impedia sua passagem

— Hum, e Milo? Eu não o encontro em canto algum...

— Bom seu irmão acho que foi dar uma volta por aí, talvez tenha ido ao Rendez-Vous. Quem sabe?

— Sozinho? E sem avisar ninguém?

— Queridinha, Milo é maior de idade e não deve satisfações á ninguém. Não se preocupe, logo ele aparece, pode estar cavalgando por aí.

Natassia apesar de não estar convencida daquelas respostas não viu outra saída senão rumar para seu quarto e se recolher também. Contrariada e visívelmente enciumada.

"Milo, Camus...meus amores. Porque se apartaram de mim? Porque me rejeitam? Eu os amo tanto. Amo mais do que a mim mesma."

Alheios a tudo o que acontecia do lado de fora, o casal tinha seu amor resguardado e protegido. Ninguém iria interferir naquela primeira noite.

Era a primeira vez que Camus tinha um outro corpo masculino nu e colado ao seu, era a primeira vez que ele sentia a ereção de outro homem roçar a sua, enquanto o beijava intensamente. Os pelos pubianos se misturavam, os castanhos claros de Milo e os vermelhos de Camus, que eram pouco mais escuros que seus cabelos. Todas aquelas sensações eram inéditas, nunca antes vividas e eram as melhores sensações que ele já havia sentido na vida. Nunca o ato sexual havia sido tão prazeroso, tão intenso, a ponto de lhe roubar o ar do peito, lhe acelerar o coração e o fazer arrepiar inteiro, sendo tomado por ondas incontroláveis de prazer.

Milo sabia que Camus era quase um virgem em suas mãos, Camus tinha experiencia sexual, mas não daquele tipo, e devido á isso decidiu que faria tudo lentamente, uma coisa de cada vez, para não assustá-lo. Milo queria ensinar e Camus queria aprender, novas formas de amar surgiam diante dele e ele desejava experimentar tudo.

A noite lá fora avançava ainda mais gelada e implacável, uma fina geada cobria os campos e dentro do quarto o calor dos corpos já queimava mais do que o fogo. Camus acariciava as costas, os cabelos de Milo, mas o loiro percebeu que o ruivo tinha certo receio de tocá-lo. Então o ajudou, levando a mão direita de Camus delicadamente ao seu baixo ventre, e colocando seu falo duro na mão dele

— Toque nele anjo, sinta-o pulsar...

Milo sussurrava em seu ouvido, fazendo uma onda de prazer quase incontrolável invadir Camus quando este tocou o sexo do loiro e o segurou em suas mãos, sentindo suas veias saltadas, quente e já umedecido pelo mel que pingava dele. Milo fez o mesmo pegando o falo duro de Camus e o acariciando, sentindo cada centimetro daquele mastro rígido com suas mãos ágeis. Ambos pulsavam e pingavam, Camus soltou um gemido baixo que Milo colheu de sua boca com um beijo molhado e desejoso.

O loiro sentia que Camus estava ávido, uma mão o masturbava e a outra arranhava suas costas largas, puxava seus cabelos. A boca rosada e delicada o devorava em beijos que mal os deixavam respirar, e ele retribuía tudo isso, masturbando também o ruivo e o acariciando com igual loucura.

Milo então passou a ponta dos dedos pelas duas glandes molhadas, recolhendo dos dois uma boa quantidade do líquido viscoso pré ejaculatório que vertiam por estarem altamente excitados, levantou uma das pernas de Camus e melou sua entrada virgem com aquele mel. Camus imediatamente entendeu o que viria e não sentiu medo ou receio, pelo contrário, estava excitado e não desejava outra coisa senão conhecer aquela nova sensação. Milo o beijou mais uma vez e sussurrou em tom doce nos ouvidos de seu amante

— Anjo, vou fazer bem devagar pra não doer. Mas se doer muito, me avisa que eu paro

Camus concordou balançando a cabeça, ouvir aquela voz grave e aveludada no ouvido naquele momento o excitou ainda mais. Sua respiração e seus batimentos estavam acelerados demais pra verbalizar qualquer coisa que não fossem gemidos. Milo não usou dedos, a lubrificação era suficiente para ele romper a virgindade anal de Camus com seu sexo pulsando de desejo. Duro como ferro, começou bem devagar a penetração, deixando primeiro a glande passar, era o momento mais doloroso. Camus soltou um grunhido ao sentir-se penetrado, realmente doía, e aquilo transparecia na expressão de dor que agora Camus tinha no rosto, mas ao mesmo tempo o prazer que o loiro o proporcionava compensava toda a dor. Milo ia deixando beijinhos e lambidinhas pelo pescoço e orelha de Camus, afim de amaciá-lo lhe dando prazer, pra não deixá-lo sofrer tanto com a dor.

E nessa brincadeira Milo já havia o penetrado quase por inteiro, começava os movimentos de vai e vem bem lentamente. Camus sentiu a dor ser substituída por ondas de prazer intenso, sentir seu amor entrar e sair de dentro dele era maravilhoso, uma sensação única, incomparável e inexplicável. Camus se agarrou aos cabelos loiros de Milo, já este com um braço segurava a perna erguida de Camus e com a outra mão também o mantinha seguro pelos cabelos ruivos e pelas costas. Estavam atracados, engatados, em movimentos fortes e ritimados. Milo fazia vai e vem e também movimentos circulares, rebolando. A forma sensual como o loiro mexia os quadris deixava Camus ainda mais excitado.

Com cuidado, Milo retirou-se de dentro de Camus e o virou apoiando as costas do ruivo em seu peito, voltou a levantar uma de suas pernas e a penetrá-lo novamente. Porém, agora com a frente livre, Camus podia se masturbar enquanto era tomado e foi o que ele fez. O ruivo jogou a cabeça para trás, deitando-se no ombro de Milo enquanto este mordia e lambia sua orelha, fazendo-o sentir ainda mais prazer. Logo a mão de Milo se uniu a de Camus, e agora masturbavam juntos o falo do ruivo que estava prestes a gozar, totalmente entregue. Camus estava tão tomado de tesão que agora era ele quem rebolava, de olhos fechados e tomado pelo prazer

— Isso amor, rebola no meu mastro, rebola pra mim...ohh — Milo sussurrava sentindo o orgasmo ficar cada vez mais próximo

Camus não resistiu mais e gozou, mordendo os lábios para não urrar alto, enquanto jatos de semem jorravam dele, levando-o ao mais lancinante e intenso orgasmo de toda a sua vida. Em sequencia Milo também gozou, afundando seu rosto nos fios rubros do seu amado afim de abafar seus gemidos de prazer, encheu a cavidade de Camus com seu semem quente. Milo liberou a perna de Camus que segurava, abaixando-a mas manteve-se ainda dentro dele um tempo. Sem se desencaixarem, andaram até a cama, Camus á frente e Milo colado por trás dele, sentou-se mantendo Camus em seu colo, preso á seu corpo, permaneceram abraçados, se beijando e recuperando-se.

Quando os batimentos voltaram ao normal e a ereção de Milo diminuiu, ele saiu de dentro de Camus. O ruivo virou-se de frente pra ele, lhe deu um beijo doce e intenso e o olhou nos olhos. Nunca Camus havia se sentido daquele jeito, pertencendo tanto a alguém. Nunca alguém havia desnudado sua alma e seu coração daquela forma, e o feito se entregar de forma tão explícita e intensa. Sentia calor no seu corpo, no seu sexo, seus pensamentos eram os mais impublicáveis e nada polidos e educados. Desejava o seu loiro das formas mais mundanas e proibidas que sua mente podia alcançar, e da mesma forma era desejado por ele. Depois daquela noite, Camus sabia que pertencia a Milo e Milo sabia que pertencia a Camus. O casal havia selado seu pacto de amor de forma irrefutável, apenas a morte poderia separá-los.
Ou nem ela.

Para Krest e Zaph a noite prometia ser não menos quente.

O neozelandês admirava comendo com os olhos aquele par de pernas, enfeitados por cintas liga negras e um pedaço de pano que tapava o sexo de seu anfitrião, algo criado por Krest e que futuramente seria como uma cueca mais cavada.

Dentro do fino tecido Zaph podia vislumbrar o pacote generoso que Krest trazia e abaixo dele as coxas torneadas e fortes. Nos pés os sapatos de salto alto deixavam Krest ainda mais sexy e provocante.

Krest não pretendia se entregar a Zaph tão fácilmente, aquela era apenas uma demostração do seu poder de fogo, mas era o suficiente para fisgar o Sargento de forma irreversível.

— Essa noite não te mostrarei meu show até o fim, querido Zaph. Tenho uma missão maior esta noite que é ajudar dois pombinhos em apuros, mas acho que estamos caminhando para algo muito promissor, não acha?

Zaph sorriu, a ousadia exagerada e colorida de Krest o agradava, causava nele um encanto que era até difícil explicar e impossível resistir

— Eu entendo e esperarei o momento certo, lindo Krest. Mas me diga, então Camus e Milo são mesmo amantes?

Krest exitou um pouco, era arriscado revelar o segredo de seu irmão mas agora já estava feito.

— Sim — suspirou — mas isso é um segredo perigoso que você agora terá que guardar. Acho que você veio para um casamento que não vai acontecer

— Casamento? Minha vinda até aqui tomou outro significado quando vi este par de pernas!

Zaph provocou Krest, puxando-o pela cintura. O frances sorriu, malicioso, mas não podia deixar Zaph avançar, não naquele momento.

— Preciso ir embora, já passou da hora de os dois acabarem com isso, logo vão desconfiar. Preciso ir alertá-los e ajudar o Milo a sair de lá. Bon nuit mon cher!

Krest piscou fazendo um gracejo que derreteu Zaph, fechou o roupão longo e subiu as escadas para ajudar Milo que já se preparava para sair do quarto.

Para Milo e Camus, ainda seria arriscado adormecerem juntos, restou á eles se recomporem e a Milo tentar sair do quarto de Camus sem ser visto por Natassia ou os donos da casa. Abriu a porta e lá estava Krest que vigiava os corredores

— Vai, anda rápido pro teu quarto. Qualquer coisa você estava cavalgando por aí, tomando um ar — instruiu o moreno para que as versões dadas fossem as mesmas

— Cavalgando, nessa friagem? Não tinha outra desculpa não? — Milo perguntou, contrariado, ainda fechando a roupa

— Bah, Milo, foi a que consegui na hora. E me agradeça, sua irmã tentou entrar no quarto e por pouco não pega vocês dois, eu tive que dar esta desculpa. Agora vai logo!

— Hum, está bem. Obrigado -o loiro sorriu e beijou Krest no rosto, indo rápido para seu quarto em seguida.

**

Milo entrou no quarto, em uma das camas, Natassia dormia com uma expressão serena. Ele a fitou por um instante, se sentiu culpado por estar até aquela hora no quarto ao lado fazendo amor com o noivo dela, mas o amor que o unia a Camus era mais forte do que a moral e qualquer vergonha que pudesse sentir. O jovem voltou a tirar a roupa, ficando apenas com a fina calça de algodão e a camisa, e deitou-se em sua cama.

— Onde estava? Eu te procurei pela casa e não te achei...

Ela perguntou abrindo seus olhos e espreguiçando, calmamente

— Por aí, andando a cavalo pra espairecer. Gosto de cavalgar á noite.

Natassia sorriu, sabia que não era verdade mas não quis questionar. Ela conhecia o irmão mais velho bem demais a ponto de saber se mentia. Sorrindo, ela levantou-se e se aboletou em sua cama, colando o corpo dela ao dele.

— Tá frio demais hoje, vamos dormir juntinhos como nos velhos tempos de infancia? — ela perguntava em tom inocente.

Milo sentiu-se incomodado com aquela proximidade, faziam aquilo quando crianças, agora ele era um homem e ela uma mulher. Sentiu o corpo feminino colar ao seu, os seios fartos colaram em seu peito e as bocas se tornaram perigosamente próximas. Enquanto se olhavam, ela com desejo e ele com medo, Natassia pode sentir o cheiro de sexo que exalava do corpo do irmão. Olhou bem para ele, seus lábios mais inchados, seus olhos brilhantes e seu corpo estranhamente quente. Era a imagem de um homem que havia acabado de fazer amor e isso transparecia em sua pele, seus olhos, seu hálito e seu cheiro.

Aquilo encheu Natassia de um tesão incontrolável, ela sabia que Milo havia feito, só não sabia com quem. Krest? Zaphiri? Ela sabia da condição sexual de Milo e que estaria certamente com um homem. Ela passava as mãos pelos musculos do irmão, sentindo aquele corpo e o desejando loucamente.

Milo finalmente percebia o desturbio que acometia sua irmã e o pavor tomou conta de seu corpo e sua mente. Ele estava angustiado, a olhava com desespero e real preocupação. O que parecia ser não podia realmente ser. Seria abominável demais

— O que pensa que está fazendo Natassia? Me larga e sai da minha cama agora.

— Eu não sei, não posso controlar — disse colando seu corpo ao dele, perigosamente — sinto meu amor queimar, Milo

— Você ama o seu noivo, Natassia. Não foi o que disse á ele? — ele perguntou no momento em que a repeliu, afastando seu corpo e se levantando rápidamente, saindo da cama.

— Eu amo os dois, você e ele. Eu quero os dois, quero você e Camus. Quero que os dois me amem! — ela levantou também, ficando frente á frente a ele.

Depois de gritar seu amor, sem que Milo pudesse reagir, Natassia avançou sobre ele colando seus lábios nos de seu irmão. Ele imediatamente a empurrou e sem que ela pudesse pensar em reagir a mão do mais velho pesou em seu rosto em um tapa que doeu mais nele do que nela. Natassia virou o rosto com o impacto do tapa e quase caiu sobre a cama.

Camus, que estava no quarto ao lado conversando com Krest, ouviu o solavanco no assoalho e imediatamente uma angústia estranha o invadiu. Ele sabia que Milo estava tendo problemas.

— Voce.... ME BATEU!

Ela gritou magoada, com a mão no rosto levemente marcado. Na verdade Milo não havia colocado todo o peso de sua força, mas apenas uma pequena parte dele, caso contrário poderia ter feito um estrago absurdo.

— Se dá conta do que fez? Eu nunca levantei a mão pra uma mulher em toda a minha vida e fui fazer isso com minha própria irmã. Voce me beijou na boca Natassia, isso é repulsivo! — ele bradava limpando os lábios com a manga da camisa

— Não se arrepende do que fez? — ela perguntava, sem se dar conta da gravidade do ato que ela mesma havia cometido

— Não, não me arrependo. Talvez tenha sido isso que lhe faltou, umas boas palmadas quando era criança, você foi mimada demais, cheia de vontades demais, e por isso ficou assim. A culpa é minha, eu estraguei você, eu te protegi demais e não te deixei crescer

— Com quem estava transando?

A pergunta dela cortou o ar e o fez abrir a boca em pavor. Como ela poderia saber?

— Não é da sua conta, meta-se com sua vida. Agora deita e dorme e vamos tentar esquecer tudo isso.

Milo deitou-se em sua cama, Natassia deitou na dela e ambos deixaram o silencio falar por eles. Ela magoada por ter levado um tapa do irmão que sempre a tratou como uma flor delicada e intocada, magoada por ter sido preterida e desprezada uma vez que nem ele, e nem Camus, seus dois amores, demostravam sentir por ela o mesmo amor que ela os devotava.

Ele sentia-se perturbado ao constatar que tanta proteção resultou em um disturbio que fazia com que sua irmã o desejasse de forma imprópria. Milo não conseguia sentir raiva, tinha ainda muito amor fraternal por sua irmã e desejava apenas que todos saíssem bem daquela situação.

Mas de todos os momentos daquela noite, o que havia ficado encravado na alma do jovem foram as horas de amor ao lado de Camus, a primeira vez deles e a consumação daquele amor que ardia no peito dos dois com enorme intensidade.

Em sua cama, Camus aspirava os lençóis gravando na memória o cheiro dele e de Milo misturados, sentia seu corpo aquecido e uma felicidade plena. O amor pulsava vivo em seu coração.

Milo, desligando-se do mal estar com sua irmã, também pensava em Camus e no que fizeram, suas mãos passeavam pelo corpo percorrendo a pele que o ruivo havia marcado e o corpo que agora pertencia e ele.

Somente a ele.

Notas finais
Natassia desenvolveu um amor incestuoso por Milo, ao mesmo tempo que também ama Camus. Ela quer os dois, quer tudo, casar com um e passar a mão no outro. Espero que tenham curtido a limonada, eu quis fazer bem romantica porque é a primeira vez deles e é a primeira vez do Camus com um homem. Acho super sexy esse lance de professor e aluno, de o mais experiente ensinar o parceiro. Mas quem me conhece sabe que gosto de pesar no hardcore na hora de fazer um lemon e aqui não será diferente, os próximos serão mais hard, é que esse primeiro eu quis fazer mais romantiquinho s2