A História De Uma Semi-deusa

18 Volto para o acampamento e faço um plano de guerra


Notas iniciais
Depois desse capitulo, a guerra vai basicamente começar. =D

Ouço um trovão enorme logo atrás de nós, olho para trás e vejo um homem de armadura completa.

– Olá, Íris. – ele diz – Iago...

– Oi – falo olhando para seu rosto, ele tinha uma expressão que não conseguia compreender, ele tinha barba e cabelos não muito grandes. – Quem... quem é você?

– Eu? Bom desculpe me apresentar assim, mas sou Zeus, seu pai. – olho para Iago e fico confusa olho para a águia em meu ombro.

– Meu... meu pai? – digo – Você, você e minha mãe... – olho para os olhos de meu pai e eles não eram como o de sua estátua em meu chalé, eles tinham vida.

– Sim, — ele diz em um tom doce – podemos conversar? – ele pergunta esticando a mão.

– Sim, podemos. – falo indo em sua direção

– Filha, — ele começa – eu e sua mãe...

– Pai, pai – o interrompo – desculpe, mas eu não quero saber de suas historias com minha mãe...

Ele ri e fala:

– Tudo bem, pelo visto você puxou bastante a sua mãe.

– Pai, não sei se você sabe, mas... Digore vai atacar os olimpianos daqui dois dias...

– Eu sei, é por isso que te trouxe até aqui. – ele diz se virando para Iago ao pé da árvore. – Vamos... – voltamos até Iago – Vou levar vocês até seu lar.

– Ah, bom, como? – pergunta Iago

Zeus dá um assobio e três hipogrifos vem descendo e pousam ao nosso lado.

– Assim – falo montando em um. Iago faz o mesmo no do meu lado, e logo depois Zeus também monta em um. Fomos em direção ao acampamento. Não sei quanto tempo demorou mas pareceu bem rápido. Ao chegarmos no acampamento fomos recebidos por Jack, Angélica, Quíron e outras campistas, logo depois vi Priscila se aproximando abraçada com um semideus.

– Oi! – falo para todos

– Íris! – exclama Jack – você está bem? Onde está Henrique ?

– Eu estou bem, mas... – paro e vejo mais campistas se aproximando – bom... perdi Henrique.

– Mas não foi culpa dela! – diz Iago se aproximando de mim – ele foi morto por Digore, seu irmão.

Todos os campistas se olham espantados, percebo que Priscila se aproxima e olha para Quíron.

– Como?! – Priscila pergunta com uma voz muito aguda que fez todos se calarem – O que você disse?

– O que você escutou, conheci meu irmão, ele matou Henrique, — falo e olho para trás mas não vejo meu pai – e... Digore, irá atacar os olimpianos daqui dois dias, ele tem um enorme exercito de semideuses e monstros. Temos que nos preparar!

– Íris. – fala Quíron – como você sabe?

– Fomos até Digore e fingimos ser aliados à ele. – diz Iago

– E como podemos saber que não estão mentindo? — fala Priscila

– Priscila – falo com raiva – foi você que foi para uma missão e perdeu um amigo? Não, foi você que lutou com seu irmão? Não, foi você que foi nessa missão e...

– Íris, — diz Iago entrando na minha frente – não vale a pena descontar sua raiva nela.

– Tudo bem – digo olhando com ódio para ela – Quíron precisamos marcar um conselho urgente, por favor.

– Conselheiros para a casa grande. – anuncia Quíron

Fomos até a casa grande e começamos o conselho. Antes mesmo de Quíron falar já estava falando.

– Digore irá atacar daqui dois dias, seu exercito é grande... Mas tem uma coisa que vocês não sabem... Digore, ele trabalha para o Caos.

– Caos? – diz Quíron preocupado – Tem certeza?

– Sim. – digo – Caos, o deus primordial.

– Quíron – diz Klaus – Como iremos lutar contra o exercito de Digore?

– Iremos para o lugar mais alto de Manhattan, o Empire State – falo – dividiremos duas tropas, seis chalés no lado sul e seis do lado norte, o Empire State se localiza ao lado norte.

– Íris, não sei se você se lembra mas o Olimpo fica no 600° andar no Empire State. – diz Damon.

– Por isso que iremos para lá. – falo – Quíron, o que acha?

– Você está certa. Iremos anunciar isso hoje, ao jantar, o conselho está encerrado.

Todos os campistas foram para fora, quando saio vejo Rebeca e Priscila conversando em um canto, mas nem paro e vou direto ao meu chalé. Quando chego lá pego uma roupa e vou direto para o banheiro tomar banho.

Quando acabo de tomar banho o jantar já estava começando. Corri para o refeitório e fui na direção dos conselheiros que estavam em pé, ao lado de Quíron em frente a fogueira que hoje estava vermelha como sangue.

– Boa noite, campistas – diz Quíron – Íris foi na missão e voltou sem Henrique mas nos trouxe noticias de um ataque que ocorrerá daqui dois dias. – os campistas olham diretamente para mim e sinto um pouco de apreensão.

– Gente, gente, me escutem – falo alto e todos os campistas param de conversar e me olham – Ocorrerá um ataque daqui dois dias, iremos para norte e sul de Manhattan, seis chalés no norte comigo e seis chalés no sul... Decidiremos quais chalés irão para o norte e para o sul, teremos que ter o máximo de cuidado com o exercito de Digore. E por favor, não se entreguem ao Caos. – digo e olho para Quíron que me olhava com aprovação.

– Campistas – fala Quíron – Peço a todos que lutem e não desistam, vou ficar do lado sul, com os chalés Deméter, Ares, Afrodite, Dionisio, Hermes e Hades.

– Hades como assim Hades? – pergunto

– Angélica é filha de Hades.

– Tudo bem! – digo – Os chalés de Hefesto, Poseidon, Atena e Apolo, do lado Norte junto à mim. – vou para a minha mesa e começo a comer. Quando acabo vou direto para meu chalé e me deito.

Fecho meus olhos e não demoro muito para dormir, acabo tento um sonho não muito bom. Estava voando, olhei para o lado e vi Digore vindo em minha direção, crio uma enorme camada de estática em volta de meu corpo e ele também fez o mesmo, fui em sua direção e nos colidimos, quando nos encostamos houve uma explosão e começamos a cair.

Acordei com assustada e olhei para a estátua, ele não se parecia nada com meu pai. Olhei para a porta do chalé e sai dele. Fui em direção á arena e fui treinar. Quando cheguei lá vi Priscila tentando bater em um boneco de palha.

– Priscila! – chamei e ela levou um susto – O que você está tentando?

– Nada! – ela responde com grosseria

– Quer ajuda? – pergunto me aproximando

– Não, sim. – ela diz – sou péssima lutando...

– Deixe-me ver sua arma – ela esticou o braço direito e me deu a adaga que ela havia perfurado minha perna – Você não é tão ruim, se lembra? – perguntei mostrando a cicatriz em minha perna.

– Verdade. – ela concorda sorrindo.

– Tome. – falei devolvendo a adaga – Agora me mostre o que sabe fazer. – ela pegou a adaga com a mão direita e segurou como se pega uma faca – não, não, já começou errado, como você é magra e luta com uma agada... segure ela ao contrário, assim – mostrei para ela, ela segurou e fez um golpe na cabeça do boneco que cortou metade de sua cabeça. – muito bom. Agora nós duas.

Desativei minha espada dei dois passos para trás e ela fez que sim com a cabeça.