A História De Uma Semi-deusa
17 Iago pira e ganho uma águia
- Vamos! – falei saindo de perto da estação de trem
- Para onde você pretende ir?
- Qualquer lugar, menos ser presa novamente.
Passamos por uma lanchonete e parei na frente dela. Olhei para a TV e vi gravações de eu e Iago na estação de trem, estávamos mesmo sendo procurados pela policia.
Iago para do meu lado e fala :
- Muito bom, estamos sendo procurados pela policia. E toda a cidade já sabe. Olhe – ele diz apontando para um homem que olhava diretamente para nós e pegava o celular.
- Vamos! – falei e começamos a correr.
Olhei para trás e uma viatura já nos seguia.
Entramos em um beco e me arrependi. Quando entramos nele, um homem de meia idade, se virou e pegou sua espada.
- Ora, ora, o que temos aqui... – ele diz – Parece que a semideusa mais famosa da atualidade está em Moscou! O que será que meu Mestre acha disso?
- Ele não acha nada. – falei tirando o anel de meu dedo. – O que você quer?
- Eu? Nada. Só trabalho para o Caos.
- Como assim para o Caos? – pergunta Iago dando uma passo para frente e ativando sua espada
- Sim semideus, para o Caos, o deus primordial mais poderoso. Vocês não sabiam disso?
- Ah... – falo – Onde está seu mestre? Digo esse momento, queremos nos juntar à ele.
- Semideusa! – exclama o homem – você está aprendendo, bom eu posso te levar até ele, porém se comporte.
- Tudo bem – digo colocando meu anel de volta em meu dedo. – Iago...
Ele desativa sua espada.
- Tudo bem, agora venham até aqui. – o homem diz entrando no beco. Ele dá um longo e agudo assobio, logo após isso aparece um enorme cão negro. – Seu nome é Áquila, vamos subindo, subindo.
- Você só pode estar de brincadeira né? – falo
- Não ele não está, Íris – diz Iago
- Ok, mas...
- Mas nada! – exclama o homem agora suba, nós iremos fazer uma viajem pelas sombras, isso dará um pouco de sono, mas é o jeito mais rápido de chegar ao Mestre.
Subi logo após o homem, e Iago ficou logo atrás de mim. Olhei para trás e ele parecia tão aterrorizado como eu. Eu pensei, como uma filha de Zeus poderia viajar pelo submundo, quero dizer é uns dos únicos lugares onde uma filha de Zeus não poderia estar.
Quando começamos ‘’a viajem’’ me senti ficando fraca e com muito sono. Tentei não dormir, mas foi quase impossível. Quando paramos dei graças a Deus por ter parado. Quando chegamos, vi uma enorme caverna, ela tinha vários archotes em suas paredes, peguei uma e fui iluminando o caminho, Iago vinha logo atrás de mim e o homem ia a minha frente.
- Esperem – diz o homem abrindo uma porta de bronze. Ele entra na sala e fecha a porta, depois de uns dois minutos ele volta. – Entrem.
Entramos na sala e vejo uma enorme mesa de mármore negra, e na ponta mais distante estava meu irmão, quero dizer Digore, nos lados havia vários monstros, semideuses, reis e deuses que se revoltaram contra o Olimpo.
- Íris! Você veio se juntar à nós? Isso é verdade? – Digore pergunta se levantando da cadeira.
- Sim é! – exclamo – afinal sabemos que o Caos irá vencer os Olimpianos, por isso quero me juntar à vocês.
- E seu amigo? – ele pergunta apontando para Iago.
- Eu, eu vou me juntar também à vocês. – ele fala
- Bom, companheiros, — Digore começa com um discurso – Hoje, nós ganhamos dois aliados semideuses, uma filha de Zeus, ela governara junto a mim, e seu amigo filho de Hesfeto. Puxem suas cadeiras. — Puxamos duas cadeiras, ficamos ao lado de uma dracaenae. – O nosso ataque ao Olimpo será no solstício daqui duas semanas. – ele faz uma pausa e todos os monstros gritam e aplaudem.
- Digore, — falo – Quíron já espera que você ataque no solstício, ataque antes, temos um filho de Hefesto, ele poderá nos armamentos, os campistas nem os deuses esperam o ataque antes, eles estão esperando ataque no Solstício.
- Sim, vamos atacar em dois dias. – diz Digore – senhores se preparem para o ataque! – todos os monstros batem na mesa e se levantam.
- Vamos – chamei Iago e saímos da sala. – Onde estamos?
- Não sei, mas porque você disse que iria se aliar a ele?
- Você é lerdo mesmo né? – falei me sentando em um canto no chão da caverna – Vamos meio que ‘’trair’’ ele...
- Mas... deixa – ele disse e se sentou ao meu lado.
Olhei para o nada em uma parede, fiquei olhando para a parede por um bom tempo até que decidi levantar e olhar o que tanto me interessava. Cheguei perto dela e olhei de cima para baixo de um lado para o outro, de todas as direções possíveis.
- O que foi? – Iago pergunta
- Não sei, mas essa parede, não parece ser uma parede comum. – Iago se aproximou e a tocou, quando ele a tocou ela se abriu em duas portas com um portal, que havia logo acima algo escrito, mas não consegui decifrar.
- Você primeiro – ele diz esticando o braço.
Entramos na sala e logo depois a porta atrás se fechou, na sala havia uma enorme mesa de madeira e alguns quadros com projetos de bigas, navios e outras coisas, no outro lado da sala havia uma coruja de metal, olhei para ela e seus olhos piscaram, me aproximei dela e ele piscaram novamente.
- Iago... – chamei indo em direção a coruja – Olhe isso.
- O que? – ele diz se virando para mim
- Essa coruja – digo apontando para ela – ela piscou para mim.
- O que?! – ele diz espantado – isso não pode acontecer ela é só uma coruja de metal. – Iago fala e ela pisca para ele e voa para seu ombro.
- Falei – disse a pegando e colocando-a em cima da mesa – agora, o que isso quer dizer? Porque tem uma coruja aqui?
A coruja voa e vai para perto de uma quadro muito grande encostado na parede. Vou até ele e o tiro de lá, logo atrás dele havia uma porta não muito grande, a abri e logo atrás dela havia um túnel, olhei para Iago e ele fez que sim com a cabeça.
Entramos no túnel e andamos muito até que chegamos em um campo aberto.
- Onde estamos? – pergunta Iago olhando para os lados
- Não sei. – olho para cima e vejo uma enorme nuvem negra, me sinto bem naquele lugar, olho para o lado e vejo uma enorme árvore, olho para Iago e ele olha para a mesma arvore que eu. – O que foi?
- Essa árvore, eu já a vi em algum lugar... – ele fala levando a mão a cabeça.
- Onde? – pergunto
- Não me lembro. – ele diz se virando para mim.
Olho para o céu e ele está cada vez mais escuro, olho de novo para a árvore e me voltei para o céu, escuto um enorme trovão e me sinto cada vez melhor.
- O que foi, Iago? – pergunto
- Nada – ele diz olhando para o céu – parece que vai chover...
- Sim parece, mas não vai. – falo, ele me olha confuso e depois se volta para o céu.
- Você é estranha... – ele comenta
- Eu sou a estranha? É você que fica ai sem lembrar das coisas. – digo e rio
- Haha – ele diz sem graça e me olha com um pouco de raiva. – Você consegue parar meus poderes?
- Não sei.. – digo formando um raio ao meu lado. – Dessa vez não irei ativar minha espada , vou lutar com meu raio mestre.
- Ok. – Iago riu, ele fez uma chama em sua mão e a jogou em mim. A parei com uma rajada de vento que nem esperava fazer, ele me olhou com espanto e jogou outra chama, e fiz o mesmo. – Para! – ele exclama
- O que foi? – pergunto desfazendo meu raio mestre.
- Você vai ganhar sempre de mim! – ele diz vindo em minha direção. – Como você pode...? – ele para e volta para trás.
- Posso o que? – pergunto – o que você tem?
- Eu não tenho nada! – ele diz gritando comigo
- Porque você está gritando? – pergunto – Iago se acalme. Agora me explica o que foi?
- Eu não tenho nada, você é que está estranha, seu jeito, como você fala, tudo em você. – ele diz colocando as duas mãos na cabeça se virando para a árvore. Olho para o céu e ele está quase negro, mas não cai nenhum pingo de água.
- Iago! – grito sem paciência e corro até ele. – o que deu em você.
- Eu não sei... – ele diz mais calmo olhando em meus olhos e se sentando no chão ao pé da enorme árvore. – O que eu fiz?
- Você... você começou a gritar comigo. O que aconteceu?
- Não sei... – ele responde fechando seus olhos. – O que eu disse?
- Você disse que eu sou estranha, o meu jeito, como eu falo e tudo em mim. – eu digo me agachando à sua frente.
- Eu... eu disse isso? – ele diz olhando novamente em meus olhos. Não me sentia tão bem quanto antes, ele me olhava preocupado, olhei para o topo da arvore e vi uma enorme águia.
- Sim disse. – falei – agora olhe para aquilo – aponto para a águia. Iago se levanta e fica parado olhando para cima. Ergo meu braço e a águia pousa em meu braço, ela vem ate meu ombro e fica parada olhando para Iago.
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