Notas iniciais
*O*O*O* demorei o dia todo pra fazer esse capitulo espero que gostem!

Quando o conselho acabou eu fiquei sem palavras, Quíron não me deixou ir à missão. Entrei no chalé que quase destruo tudo, fico parada fitando aqueles olhos sem emoção novamente. Grito e grito novamente não sabem o porquê, mas grito.

Tento dormir, mas não consigo de jeito nenhum, rolo muito na cama e não consigo.

Amanhece o dia e não havia dormido nada. Vou para fora do chalé, mas não fico na praia dos fogos passo direto vou para a loja do acampamento esperando encontrar alguma coisa que gosto mas não acho nada de interessante. Acabo comprando uma barra de cereal, mas não como, vou para o estábulo e vou em direção a um pégasus e abro a barrinha de cereal e dou a ele, ele abaixa a cabeça como se agradecesse.

– O nome dele é Rashid, parece que ele gostou de você e ele não tem dono – disse Quíron atrás de mim – se que quiser ficar com ele pode ficar.

– Obrigada — disse sorrindo – agora, porque você tem tanto medo de acontecer a mesma coisa comigo? Digo por que você não quer deixar eu ir para a Rússia?

– Pois eu não quero perder mais um filho de um deus, e seu pai me fez prometer para ele que não deixasse acontecer a mesma coisa com você.

– Então quer dizer que meu pai sabia da minha existência e nunca foi falar comigo? Nunca me deu um sinal, nunca se importou...

– Se ele disse para eu não deixar você ir a missões que você pode correr o risco de ser perder e acabar sumindo como seu irmão... agora me diga, sua espada, você não pegou no Arsenal não foi? Ele deu para a sua mãe para ela te dar quando você tivesse idade, não foi?

– Sim foi, mas mesmo assim, ela sabia por que ela não me contou?

– É perigoso contar quando a criança ainda é muito pequena, ela fica com mais cheiro...

– CHEIRO?! – fico pasma quando ele fala isso.

– Sim cheiro, tanto as criaturas mitológicas como vocês semideuses tem cheiro diferente dos mortais.

– Isso é muito para processar, então quer dizer que além de ter poderes, você tem cheiro diferente, tem mais alguma coisa que eu deveria saber?

– Tem, existe a Nevoa é como se fosse uma camada de invisibilidade para os mortais não verem as coisas que acontecem no mundo mágico, mas existem as exceções, como a Oráculo.

– O.K, essa parte é fácil, eu to pasma com o cheiro. Os monstros sentem o nosso cheiro e nos atacam? E deuses também sentem o nosso cheiro, todas as criaturas mitológicas?

– Sim todas as criaturas mitológicas, mas não é bem cheiro é mais uma áurea mágica. Você tem poderes que pessoas comuns não possuem, ainda mais você sendo filha de Zeus que é o deus mais poderoso, você é uma arma para o acampamento, na verdade você não deveria existir, sem ofensas mas é a realidade. Os três grades, fizeram um acordo na 2° guerra mundial que não teriam mais filhos com mortais, mas nem todos eles levam o acordo a serio, as vezes aparece um filho dos três grandes, o único que não tem filhos é Hades, ele cumpriu a promessa.

– O.K isso é muito para processar, vou me deitar que é melhor.

Quando cheguei no chalé enlouqueci, gritei novamente e muito mais que da outra vez.

– Porque você fez isso, hein? – disse gritando para a estatua – isso é vida? Qual é a lógica de ter nascido e não ter podido nascer? Me diga!

Sai do chalé e fui até Rashid, montei nele e sai dos estábulos e comecei a voar, creio que sai de Nova York, pois não via mais o Empire State Building, só voltei quando era mais ou menos meio dia. Quando cheguei tentei passar o máximo despercebida possível e consegui, pelo menos achava que havia conseguido.

– Onde você estava?! – Iago fala quase gritando, o que você não consegui imaginar como da medo.

– Estava por ai — quando disse isso percebi que não devia ter dito.

– ESTAVA POR AI?! Como assim estava por ai, você prefere fugir ou ficar aqui no acampamento? Você tem idéia de quantos monstros há por ai querendo te matar? Nunca mais faça isso!

– Você nem imagina né? Tem idéia do que eu estou passando?

– Eu também já passei por isso e não precisei fugir para conseguir superar isso!

– Desculpa mas eu não sou como você!

– Fugir não adianta! E eu não disse que você precisa ou é igual a mim!

– Sai do chalé, agora... – disse sem olhar na cara dele

Quando eu acabei de falar escutei a porta do chalé batendo atrás dele e muito forte. Comecei a chorar, não sai do chalé o dia todo, só sai para o jantar.

‘’Pai me ajuda por favor, eu não sei lidar com o que está acontecendo. Acabei fugindo do acampamento de manhã e só piorou as coisas’’. Pela primeira vez na vida falei com meu pai, e não foi muito bom. ‘’ Minha filha, não é culpa do Quíron se ele não quis deixar você ir na missão, eu fiz ele prometer pelo rio Estige que ele não deixaria você sair em uma missão como a de seu irrmão mais velho, eu não quero correr o risco de perder mais um filho. ‘’

Isso serviu para me abalar mais ainda, mas continuava não sabendo por que eu estava assim . Sai discretamente do jantar e fui descontar a minha raiva em um boneco de palha na arena, mas infelizmente alguém já estava lá e era Iago, sai correndo de lá e fui para os campos de morangos.

Quando cheguei lá havia um sátiro, que eu não conhecia.

– Aaah, oi!

– Olá, você é a nova campista?

– Sim porque todo mundo pergunta isso? – ele riu

– Não sei acho que é costume perguntar.

– É deve ser, bom eu sou Íris e você?

– George, porque você não está no jantar?

– Eu não estou com paciência nem para comer hoje, e você porque não está lá?

– Não estou com fome... sem querer ser enxerido, mas, foi você que estava gritando ontem e hoje?

– Sim – eu ri – gritei muito alto?

– Sim, muito alto, acho que todos os chalés escutaram.

– Meu Deus, não sabia que gritava tão alto...

– Mas porque você estava gritando?

– Bom, ontem foi porque Quíron não me deixou ir na missão e hoje foi porque eu estava discutindo com o Iago.

– Porque você estava discutindo com ele?

– Você não para de fazer perguntas não?

– Desculpa, essa foi a ultima.

– Tá. Bom, tinha fugido e acho que ele percebeu, quando cheguei ele estava no meu chalé, quando entrei direito no chalé ele gritou comigo e gritei com ele. Depois disso não falei mais com ele.

Depois que eu acabei de falar ficamos em silencio por um bom tempo, até que ele falou :

– Tenho que ir, até depois.

– Até depois.

Quando o jantar acabou fui de volta para o meu chalé pelo mesmo caminho dos outros campistas que não paravam de olhar para mim enquanto passava. Fui direto ao meu chalé sem olhar na cara de ninguém.

Quando cheguei no chalé não me atrevi a olhar para a estátua de Zeus,fui direto para a cama e dormi rapidamente. Tive o mesmo pesadelo, acordei mais ou menos quatro da madrugada, estava muito frio, fui com o cobertor enrolado no corpo para a praia dos fogos, estiquei o cobertor no chão e deitei nele e olhei as estrelas. Isso me lembrou quando fugia do dormitório do internato e fazia a mesma coisa.

Fiquei um bom tempo lá, até que escutei passos e tirei o anel novamente, mas não ataquei vi que era Henrique.

– O que houve com você ?

– Nada, por?

– Não adianta mentir, todos do acampamento sabem que houve alguma coisa...

– O.K, é o seguinte, eu quero muito ir em uma missão e nem Quíron nem meu pai querem deixar e acabei brigando com Iago.

– Porque você fugiu e como?

– Como? Um pégasus e o porque? Bom eu não sei lidar com as coisas quem vêm acontecendo, digo – fiz uma pausa e olhei de novo para o seu – eu não sei como isso aconteceu, eu simplesmente não consigo lidar...

– Bom me lembre de nunca brigar com você...

Eu ri

– Porque?

– Porque?! Você grita mais que minha mãe! – ele disse rindo

Rimos por bastante tempo.

– Henrique eu vou voltar para o chalé, até depois. E obrigada muito obrigada.

– De nada, até depois.