A História De Uma Semi-deusa
21 A guerra começa
Notas iniciais
- Quíron – fala Luca – Eles chegaram.
Quíron se vira para nós e sorri, vários campistas se aproximam. Olho para os lados e cada vez vejo mais semideuses. Já estava quase anoitecendo e os deuses estavam se reunindo no templo principal do olimpo. Fomos até o templo, com os campistas os seguindo. Todos estariam presentes da reunião de véspera na guerra. E então, vimos um deus que não eperavamos ver tão cedo, Hades. Angélica o encarou com uma cara estranha, mas ignorei e segui em frente.
- Campistas, caçadoras, deuses e Quíron – diz Zeus fazendo todos rirem – Estamos reunidos aqui, para obtermos algumas informações que acabaram de chegar.
Dou um passo e frente e encaro os campistas e as caçadoras, logo em seguida olho para os deuses:
- Hoje o Acampamento Meio – Sangue foi atacado por Minos. – todos se olham e se voltam para mim com curiosidade – felizmente ele está morto... – olho para Jack, Iago e Angélica e sorrio — ...de verdade.
- Parabéns – diz Hermes sorrindo – faz muito tempo que tentamos capturá-lo e não conseguimos.
- Mas, na verdade, quem matou ele foi Angélica, filha de Hades. – falo olhando para Hades e depois para Hermes.
- Minha filha? – diz Hades com um tom irônico – Parece que o destino fez uma brincadeira cruel...
Os campistas se olham e percebo que todos não entenderam muito bem, mas ignoramos.
Continuamos contando o aconteceu no acampamento e preparamos estratégias para a guerra. Escurece e a reunião se encerra. Descemos para o saguão do Empire State e montamos um pequeno acampamento com as caçadoras.
- Angélica, queria conversar contigo – diz Ártemis acompanhada de uma caçadora de cabelos negros com mechas azuis e olhos castanhos.
Angélica se levanta e vai até elas. Elas se afastam e vão conversar. Iago olho para Jack que fica com uma expressão preocupada.
- O que foi, Jack? – pergunta Iago
- Nada – ele responde
- íris... – me chama Priscila – podemos conversar?
- Ah..sim – respondo me levantando e indo até ela. – O que houve?
- sabemos que os filhos de Afrodite não sou muito bons com armas... você... poderia nos ajudar. – ela pergunta
- O que eu ganho em troca? – pergunto
- Dracmas? – ela diz erguendo a mão me mostrando um saco cheio de dracmas.
- Sim, eu ajudo. Mas, agora?
- Sim, agora. – ela diz se virando para os filhos de Afrodite, tinham mais ou menos uns quinze – Vamos.
Fomos até eles, vi que eram um desastre.
- Bom, quais armas vocês preferem? – pergunto para eles.
- Espadas! – grita alguém
- Adagas! – gritam mais gente
- Ok, ok... vamos primeiro, com as espadas, vocês tem as suas?
- Sim. – eles respondem
- Muito bem então... – pego minha espada — ...POSIÇÃO DE ATAQUE
Era como ver crianças pegarem em espadas, eles não sabiam como segura-las, era mais provável se machucarem do que ferirem os inimigos.
- Parem! – exclamo dando um susto neles. – o que vocês estão tentando? Se matar? – vejo Carla passando na hora rindo, vendo o desastre que estava acontecendo, ela se aproxima de mim e diz:
- Por que não lutam com adagas? São menores e mais rápidos. Talvez consigam chamar a atenção dos monstros com o charme de Afrodite enquanto alguns campistas os pegam desprevenidos. Qualquer coisa eles se defendem com as adagas. – Carla da de ombros e sai
- Não seremos iscas. – recusa Luca.
- Vocês terão que ser iscas. – respondo pensando no quão brilhante o plano era.
Eles pegaram algumas adagas e começaram a treinar, estava muito melhor quando acabamos, alguns pararam porque cansaram, alguns ficaram até mais tarde treinando. Sai de perto deles e fui me sentar para descansar, quando vejo Jack e a caçadora de cabelos negros e mechas azuis brigando. Vou até eles e tento parar a confusão.
- Ei! – interfiro – O que está acontecendo aqui?
- Ela está tentando fazer Angélica virar caçadora. – responde Jack morrendo de raiva.
- Estou tentando salvar a vida dela – responde caçadora olhando com desprezo para Jack.
- Parem de brigar, Jack, a decisão é de Angélica. E você, — olho para a caçadora – Já fez sua proposta, deixe que nós nos resolvemos.
Levo Jack de volta para o lugar onde estávamos e me sento dentro da barraca que havíamos montado.
Iago entra com alguns relatórios, mas ao ver minha cara de cansada apenas assente e diz para eu descansar.
- Durma um pouco. Amanha será um longo dia. – ele diz saindo da barraca
Acabo dormindo muito fácil, e para variar tenho sonhos.
Estava em algum lugar estranho com Dionisio.
- Querida, a guerra está começando. O caos está bem preparado, ele está contando com monstros que nem os deuses conseguem imaginar. – ele olha com uma cara de preocupado para mim e apenas concordo.
- Entendo, mas não posso somente desistir do olimpo, lutaremos até o final. – Falo seria e fria.
- Vocês terão... – ele diz mas é interrompido por sons de luta lá fora.
Abro meus olhos e saio da barraca para ver o que estava acontecendo. Me aproximo de Iago e ele me olha preocupado.
- Acho melhor você subir até o olimpo. — e me acompanha até o elevador.
Ao chegar lá em cima, vejo que som está cada vez mais forte, e percebo que há uma ordem de monstros, um enorme exercito a uma rua do Empire State, cercando-nos exatamente como uma armadilha. Os mortais se desorientam, mas liberam a passagem, deixando a rua deserta. Vejo passar pelo meio do exercito meu irmão, digore passando em uma enorme carruagem dourada. Para ao meu lado Angélica segurando sua espada e com o olhar de ódio, aponta para meu irmão e diz :
- Chegou seu dia...
- Avisem a todos – digo ativando minha espada e fazendo um enorme raio mestre com a outra mão – A guerra começou.
Fale com o autor