A História De Ravena

4 Revelando Segredos


Notas iniciais
Espero que gostem. Esse tem um pouquinho de Revena e Mutano.

Ravena (Visão)

Eu estava com medo de desapontar o grupo, afinal era uma oferta nobre e tentadora me juntar ao grupo, porém só o que estava em minha mente era meu passado e o quanto eu não merecia tudo aquilo. Um lado meu queria aceitar, mas minha razão falou mais alto como sempre e me colocou no lugar. Eu não podia aceitar sabendo o que eu tinha feito e o que podia fazer ainda. Estava pensando em uma forma de negar o pedido sem desanimar o grupo, mas amenizar uma noticia não é o meu forte.

Ravena: Eu quero agradecer ao pedido, mas eu não posso aceitar.

Robin: O que? Ninguém nunca rejeitou uma oferta como essa.

Bom como eu ia explicar o motivo sem dizer toda a verdade.

Ravena: O problema não são vocês e sim eu. É um assunto meio pessoal. Eu não ia me sentir bem com vocês sabendo que não mereço tudo isso.

Mutano: Como assim você não merece?

Estellar: Nós vimos o que você fez e você realmente é fantástica. Ia se dar muito bem no grupo.

Ravena: Galera eu fiz muitas coisas erradas no passado o que me qualifica em uma pessoa duvidosa e não ia me sentir à-vontade sabendo que não sou digna de estar com vocês.

Robin: Olha Ravena se estamos te chamando para entrar no grupo é porque te achamos digna e correta. E o que importa é o que irá fazer no futuro não é mesmo?

Ravena: Eu não sei não me sinto pronta para uma nova vida.

Robin (Visão)

Não entendia o motivo dela não aceitar o meu pedido. Ela parecia insegura ao dizer aquelas palavras. Era como se quisesse aceitar, mas não pudesse, como se algo a impedisse. Dava para ver a tristeza em seus olhos ao dizer não e ter que partir sozinha novamente.

Robin: Bom, você quem sabe se quiser continuar com sua vida clandestina ao invés de ter um lar a amigos vá em frente. Mas, fique sabendo que vai ser uma honra ter você conosco. Ia melhorar o nível do grupo.

Depois que fazer meu ultimo apelo fiz um sinal para o grupo. Assim quando íamos entrando no carro do Ciborg ouço alguém me chamando.

Ravena: Robin é verdade tudo o que disse? Vai mesmo me aceitar sem olhar para trás?

Robin: Sim se você quiser as portas vão estar sempre abertas.

Ravena: Podemos fazer um teste o que você acha?

Eu estava super empolgado com a ideia, mas não queria demonstrar tanta euforia então tratei logo de dar um espaço para ela dentro do carro. Fomos batendo papo enquanto o cib dirigia.

Robin: Seja bem vinda ao grupo. Você não vai se decepcionar.

Ravena: Obrigado. Ela falou sem graça.

Assim que chagamos na torre encarreguei Mutano de lhe mostrar a torre e onde ficaria seu quarto. Tratei também de falar sobre as regras do local. E o melhor dei um de nossos distintivos para ela e dava para ver o brilho nos seus olhos. Ela estava se dando bem com a Estelar fora uma vez ou outra que ela cismava de lavar Ravena ao shopping ou dava uma de suas receitas para ela experimentar. Ela se adaptou rápido a nossa rotina e pelo jeito estava gostando de sua nova vida.

Ravena (Visão)

Já haviam se passado duas semanas que estava com o grupo. Eu meditava de manhã e treinava a tarde e quando não dava nada de estranho era a hora de relaxar. Pela primeira vez em anos eu estava me sentindo parte de alguma coisa. Tinha criado um vinculo com eles isso me fazia bem. Aquilo representava muito na minha vida eu era capaz de fazer tudo para salvar a vida de qualquer um ali dentro. Já fazia um tempo que não encontrava com meu pai, porém eles tinham toda a ficha dele gravada em um computador e eu sabia que mais cedo ou mais tarde esse assunto retornaria a ser o centro das atenções. Isso significava que eles ainda estavam destinados a ir atrás dele ou de até prendê-lo se fosse necessário. Eu sabia que era o certo a se fazer, mas por mais incorreto e incoerente que fosse meu pai eu não tinha cabeça fria nesse assunto para fazer o que era certo. Sempre me lembra de quando eu era pequena, porque houve um pequeno momento na minha vida que ele realmente era um pai decente. Aqueles que conta histórias antes de dormir que espanta os monstros de baixo da cama e lhe da proteção e confiança quando você precisa. Pena que esse momento durou pouco e ele se tornou quem é uma pessoa totalmente desprezível. E quando ele virou para mim e disse: Ravena agora é cada um por si. Eu percebi que estava literalmente sozinha foi então que fugi de casa e comecei a viver pelas ruas sem rumo algum. Eu estava na sacada do meu quarto quando alguém bati na porta. Quando eu vou atender era Mutano me chamando para jantar. Foi ai que decidi puxar um papo com ele.

Ravena: Mutano eu queria agradecer por tudo que vocês fizeram por mim.

Mutano: Não tem de que. Eu também só tenho a agradecer ganhei mais uma amiga não é?

Ravena: Com certeza.

Ao dizer isso fiz algo espontâneo e abracei-o uma coisa que queria fazer a muito tempo só que estava sem coragem e agora parecia o momento perfeito. Porém logo que vi que ele estava ficando sem graça me afastei. Não queria criar um clima ruim entre nós.

Mutano (Visão)

O real motivo pelo qual eu estava indo para o quarto da Revena não era para chama-la para o jantar e sim porque Robin tinha me pedido para falar com ela sobre o paradeiro do seu pai. Ele tinha alegado que era o que tinha melhor intimidade com ela. Eu não diria bem isso, mas, dentre todos eu era o que mais conversava com ela. Não sabia qual seria sua reação quando começasse a falar sobre seu pai, mas tinha que falar sobre isso mesmo que fosse um assunto delicado. Quando chego lá fico surpreso com seu agradecimento que terminada com um abraço inesperado que me faz até pensar se deveria ou não conversar com ela, mas ai penso em tudo e decido terminar logo com tudo isso.

Mutano: Bem eu queria falar com você sobre um assunto tudo bem?

Ravena: Sim, mas porque está me perguntando?

Mutano: É que diz respeito ao seu pai.

Ravena: já entendi e até imagino o que seja.

Mutano: Então você deve saber que o Robin ainda não desistiu de procurar seu pai ele só deu um tempo até que as coisas voltassem para o lugar.

Ravena: Eu temia que isso acontecesse.

Ela fala desanimada. Sem olhar nos meus olhos.

Mutano: Mas e sua mãe ela já sabe de tudo?

Ravena: Ela morreu quando eu era pequena. Esse era o motivo deu estar visitando um cemitério aquela noite. Eu costumava frequenta-lo toda sexta-feira.

Mutano: Bem, eu nem sei o que te dizer.

Eu realmente estava assustado com tudo aquilo e ainda tentando entender tudo o que ela me dizia.

Ravena: Não diga nada. As maiorias das pessoas sentem pena de mim e eu prefiro aquelas que ficam em silencio.

Mutano: Seu pai matou sua mãe?

Ravena: Antes fosse.

Uma lágrima escorreu pelo seu rosto ao responder minha pergunta. Eu sentia que ela estava tensa, sua respiração estava ofegante e bem acelerada. Sua expressão denotava medo enquanto falava. A minha vontade era de envolvê-la em um abraço para que se sentisse protegida, mas eu tinha medo de fazer isso e ser rejeitado como me acontecia normalmente. A apenas tentei acalma-la olhando no fundo dos seus olhos mostrando que estava atento ao que ela dizia.

Mutano: Não precisa falar se não quiser.

Ravena: Esse nunca foi o meu assunto preferido, porém já que estou fazendo parte do grupo acho que merece saber a verdade. Tudo começou quando eu tinha seis anos e meu pai queria a qualquer custo ser governante de Azarath o lugar de onde eu vim. E ele percebe que minha mãe podia ser uma concorrente para ele já que ela era muito melhor para administrar e ele não aceitava o fato de ter que dividir seu poder com sua esposa então ele decide elimina-la por pura ambição pelo poder, só que se ele fizesse isso e alguém descobrisse não teria chance de chegar aonde ele queria sua imagem podia ficar manchada se cometesse algum delito. Como meus poderes são movidos a emoções e se aproveitou desse fato e entrou na minha mente para libertar a pior Ravena que existe em mim, ou seja, a Ravena obscura do mal e foi num fatídico dia que esperei minha mãe dormir e a matei usando tudo que eu podia. Meu pai não se deu por satisfeito e pediu que eu eliminasse os outros dois concorrentes e como eu estava sendo dominada pelo efeito da Ravena negra eu fiz o que ele pedia e matei eles também sem nenhum pudor ou remorso do que estava fazendo. Depois de um tempo sendo isolada pelos meus crimes consegui me libertar desse mal, mas como a Ravena do mal já obteve sucesso na vida eu tenho medo que volte a tona e tente me dominar de novo por isso que eu resisti tanto a entrar no grupo.

Eu não sabia o que fazer ou como agir Ravena tinha se aberto se revelado para mim como nunca antes eu tinha que fazer algo. Ela estava aponto de chorar o que não era comum de sua parte. Tentei me aproximar com cautela e limpar uma lágrima de seus olhos e também resolvi lhe dar um abraço apertado para poder espantar qualquer tipo de pensamento ruim que pudesse invadir a mente dela nesse momento. Eu senti que estava cumprindo meu papel como amigo. Foi um abraço cheio de sinceriadade e cumplicidade uma coisa terna e que pudesse lhe passar segurança. Senti ela retribuir com firmeza e medo ao mesmo tempo. Sempre sentia essa mão dupla dela de querer fazer algo mas não se entregar totalmente aquilo. Por medo de se machucar novamente ou talvez duvida não sei.

Mutano: Todos nós temos um passado ou algo no qual no orgulhamos ou não. Você não e a única. Estelar é uma alienígena eu sou um homem verde e por ai vai. Não precisa se culpar por tudo o que mais importa é o presente e agora eu vejo uma linda pessoa que está fazendo outra feliz com sua amizade e confiança.

Ao falar isso eu automaticamente corei, nunca imaginei que fosse dizer aquelas palavras para Ravena. E ver ela ali naquela situação me fez a conhecer de verdade e descobrir que ela era uma boa pessoa e apenas tinha um passado complicado. Eu estava começando e ficar à-vontade ao lado dela sem sentir tanto medo de ser rejeitado ou fazer algo errado. Aqueles olhos estavam profundos cheios de tristeza e magoa eu não estava aguentando vê-la desse jeito. Eu devia dizer minha ultimas palavras e acompanha-la no jantar para que tudo se saísse bem.

Mutano: Ravena pode ficar tranquila eu não vou revelar para o restante do grupo o que você acabou de me contar, mas eu espero que em algum momento você mesma conte ok. Se o Robin descobrir que você esta mentindo é capaz de expulsar você. Se conhece o jeito dele né.

Ravena: Obrigado pelo apoio Mutano você é uma pessoal muito especial sabia.

Antes de sair Ravena me abraça novamente e em seguida me da um beijo na bochecha o que me deixa vermelho e extremamente contente. Foi muito bom sentir seu calor um pouco mais de perto e ver que ela era mesmo de verdade. Nós éramos amigos um tempo mais não tínhamos muito esse lance trocar carinho ou algo do tipo eu sentia que essa não era praia da Ravena e eu respeitava isso mesmo querendo isso há muito tempo. Talvez o Ciborg tivesse razão eu tinha mesmo gostado dela desde o dia no cemitério e nem sabia ou não queria admitir. Mas com Ravena eu não via o tempo passar e me sentia tão bem e ela me respeitava do jeito que eu era isso significava muito para mim e era algo mágico que eu não conseguia explicar. Agora que eu a conhecia mais um pouco e ela tinha revelado um segredo seu e me sentia mais confiante e feliz por ter a confiança dela afinal eu também tinha conseguido uma bela de uma amizade e quem sabe algo não acontece no futuro. Eu devo parar de pensar precipitadamente, mas já tinha evoluído de um abraço para um beijo na bochecha hoje ai sonhar com os anjos ou com a Ravena. Nem parecia mais eu mesmo. Estava em outro planeta e isso ia durar a noite toda.

Notas finais
Valeu pessoal. Se puderem cometem, vai que ajudar muito como sempre.