A Herdeira dos Riddle

13 Quando as coisas se acertam


Notas iniciais
Okay, acho que vocês vão gostar desse capítulo e espero comentários, okay??

“Mas eu gosto de você e não costumo gostar de ninguém – O teorema Katherine.”

Praticamente me arrastei para fora da cama e fui em direção ao banheiro. Estava morta de sono e devia isso a Mackenzie, pois suas palavras martelaram na minha cabeça o dia inteiro.

Coloquei meu uniforme e joguei meu material dentro da mochila sem nem saber direito o que estava fazendo.

Me permiti dar um bocejo longo e desci as escadas passando pelo quadro e indo para o Salão Principal.

– Oi – disse me sentando ao lado de Alvo e apoiando a cabeça dos braços, me deitando.

– Oi – ele respondeu rindo da minha situação.

– Não ria – disse me levantando e coçando os olhos. Peguei um suco de abobora e fiquei bebericando.

– Por que não dormiu direito? – perguntou ele.

– Alguém ficou colocando pensamentos na minha cabeça – disse encarando Mackenzie feio, ela deu um sorriso maroto e deu de ombros.

– O que Mackenzie fez? – perguntou Tommy rindo.

– Falou besteiras.

– A única que falou besteiras foi você! – disse revirando os olhos.

– Vamos para aula, você acordou atrasada e já está na hora – disse Alvo e eu suspirei e concordei com a cabeça me levantando com ele e os outros dois.

Fomos para nossa primeira aula do dia, Biologia e eu não sei se era eu que estava com muito sono o se era a aula que estava muito tediosa.

– Presta atenção, pelo menos tenta – disse Mackenzie me cutucando.

– Uhum – concordei e levantei a cabeça da mesa me apoiando o queixo nas mãos, meus olhos abrindo e fechando lentamente.

– A aula acabou, vamos lá – disse a morena me cutucando, eu me levantei tropeçando em meus pés e saí da sala com ela, indo para próxima aula que eu nem sabia qual era, acho que era Feitiços. É, era feitiços.

Ele estava falando sobre feitiços de proteção, pelo visto a história de Comensais estava séria mesmo.

Eu estava mais acordada agora, conseguindo prestar mais atenção nas aulas e não bocejava mais.

– Acordou? – perguntou Tommy.

– Acordei – disse sorrindo.

As aulas daquela terça feira foram passando lentamente, lentamente até demais, todos pareciam nervosos com a ameaça de um novo Lord e isso não era nada bom para mim, pois todos me culpavam.

Bom, por um lado eles estavam certos, pois eu realmente seria obrigada a vingar meu pai e foi para isso que fui criada. Mas por outro, ninguém podia provar nada, só Alvo e Savannah sabiam sobre a vingança e eu não acho que nenhum dos dois falariam para alguém.

Alvo, porque eu confiava nele e não acho que ele me trairia assim. E Savannah, não seria bom para ela sair por aí falando que eu era a vingadora dos Riddle, pois ela devia ter o sobrenome marcado e também era Sonserina, nunca fomos amigas e todos sabiam disso, afinal nunca fui amiga de ninguém antes de Alvo, Mackenzie e Tommy, então não tinha como ela saber disso a não ser que ela ou seus pais estivessem por trás e eu duvido muito que ela queira se arriscar assim, então ficaria calada.

– Vamos para os jardins? – perguntou Mackenzie e eu concordei.

– Vamos pegar alguns doces na cozinha antes – disse Tommy e fomos para cozinha.

– Olá – disse um elfo vindo correndo em nossa direção – Querem alguma coisa?

– Oi – disse sorrindo e ele sorriu também.

– Queremos alguns doces, por favor – disse Alvo e ela saiu correndo pela cozinha.

– Elfos são legais – sussurrei e ele sorriu para mim.

– São sim – ele concordou.

– Aqui está, senhores – disse ele nos trazendo uma cestinha cheia de doces.

– Obrigada – pedi e ele sorriu admirado novamente e me entregou a cestinha.

– Você não é como seu pai, Srta Riddle – disse ele quando eu estava saindo da cozinha.

– Obrigada, senhor – disse sorrindo e ele abriu um sorriso ainda maior, com a menção de senhor.

– Eu sei que a Srta não é má – disse ele se aproximando – Que a Srta não quer fazer o mau, mas tome cuidado com a Srta Savannah.

– Com Savannah? – perguntei estranhando e ele confirmou com a cabeça – O que tem Savannah? O que o Sr sabe sobre ela?

– Sei que ela não é boa – disse ele, havia medo em seus olhos – Sei que a Srta não pode subestima-la.

– Qual seu nome? – perguntei olhando para trás, eles já estavam um pouco distantes.

– Loynei – disse ele.

– Loynei, o que Savannah fez a você? – perguntei me ajoelhando e ficando se seu tamanho.

– Nada – disse ele negando com a cabeça – Mas os elfos sabem de coisas que ninguém em Hogwarts sabe e nem desconfia, sei que ela é má e que trama coisas contra a Srta Riddle!

– Obrigada Loynei – disse ficando de pé novamente, ele me olhou com um pouco de medo e eu suspirei – Seu segredo está guardado comigo.

– Obrigada, Srta – ele disse e parecia bem mais tranquilo, sorri novamente e saí da cozinha.

Fui correndo para os jardins e Alvo, Mack e Tommy já estavam lá.

– Onde você estava? – perguntou Alvo.

– Na cozinha – disse me sentando perto deles – Aquele elfo era realmente simpático.

– Okay – disse ele e eu coloquei a cestinha ali no meio.

– Doces! – cantarolou Mackenzie abrindo a cestinha e pegando tortinhas de creme.

Peguei uma também e a morena bateu na própria testa.

– Não trouxemos suco – disse ela e cutucou Tommy, ela estava armando – Vamos lá pegar, Tommy!

– Mas...

– Vamos, Tommy! – disse ela o fuzilando com o olhar.

– Okay – disse ele levantando de um pulo – Já voltamos.

Os observei sumir pelos jardins e adentrar o colégio.

– O que o elfo falou com você?

– Mandou eu tomar cuidado com Savannah – disse e ele me encarou sério.

– Ele sabe algo sobre ela?

– Não, só disse que ela estava tramando algo contra mim e que não deveria subestimá-la.

– Não deve – concordou Alvo.

Eu afirmei com a cabeça e dei mais uma mordida na tortinha, Alvo sorriu e eu o encarei confusa.

– Você se sujou – disse ele apontando para o meu rosto. Eu corei e levei a mão ao rosto instantaneamente tentando limpar.

– Não, deixa que eu limpo – ele disse se aproximando com um lencinho que não sei da onde surgiu e passou em um lugar um pouco a cima da minha boca.

Meu coração estava batendo a mil, seus olhos estavam grudados no meu e nossos rostos a centímetros um do outro.

– Você estava fugindo de mim – sussurrou ele e eu neguei com a cabeça lentamente, não me afastando nem um centímetro dele.

– Não, eu não estava – disse no mesmo tom.

– Eu quero muito beijar você – ele disse e eu engoli um seco, mas não consegui recuar, então apenas acenei com a cabeça.

Ele segurou meu rosto entre as mãos e juntou nossos lábios, logo aprofundando o beijo. Agarrei seus cabelos e ele segurou minha cintura. Me afastei um pouco atordoada e recuperei o ar.

– Desculpe – disse ele me soltando e eu sorri fraco.

– Pelo que?

– Eu não sei – disse ele passando as mãos no cabelo e sorrindo nervoso.

– Por que me beijou? – perguntei o encarando.

– Eu quero que você fiquei comigo – disse ele e eu o encarei assustada.

– Como assim ficar com você?

– Eu gosto de você.

– Eu sou uma Riddle, filha do homem que sempre quis matar seu pai. Fui criada para matar você e sua família.

– Eu não me importo – disse ele negando com a cabeça – Só quero que você fique comigo.

Eu não disse nada apenas continuei a encara-lo.

– Namora comigo? – pediu ele.

– Eu... – disse assustada e com medo, mas lembrei das palavras de Mackenzie na noite anterior – Tudo bem.

Ele sorriu e me beijou mais uma vez.