Notas iniciais
Heey, aqui está minha fanfic one shit para quem puder passar lá e deixar comentários, okay? http://fanfiction.com.br/historia/456170/Promessa_de_Ano_Novo/

"Era uma pessoa igual a cem mil outras pessoas. Mas eu fiz dela um amigo, e agora ela é única no mundo."

Me despedi de Alvo e sua família e fui para o carro com tio Ben, não sei se ele tinha ficado bravo, mas estava com medo de que estivesse.

Está bravo comigo? — perguntei do nada, mordendo os lábios e o olhando com ansiedade.

Não, claro que não — disse ele — Por que estaria?

Por eu estar namorando com o Alvo, eu pensei que você poderia ficar bravo comigo por isso — disse e ele negou com a cabeça com um sorriso torto.

Não é essa a questão, Soph — disse ele e eu o encarei confusa. Ele não disse mais nada, então decidi perguntar.

Qual é a questão então? — perguntei e ele me olhou no banco do passageiro.

É complicado para mim, aceitar que você está namorando — disse ele voltando a sua atenção para estrada a sua frente.

Mas por qual motivo é complicado? — perguntei ansiosa — Por favor, eu não quero te decepcionar, você é a pessoa mais importante do mundo para mim. É como se você fosse o meu pai e não o Voldemort, assim que eu penso e é assim que eu gostaria que fosse.

Você nunca me decepcionaria — disse ele sorrindo — E você é minha filha, não importe seu sangue, você sempre será minha filha!

Então, o que é complicado?

É difícil Soph — disse ele — Admitir que você cresceu, que você já faz suas próprias escolhas e que eu não posso mais controlar sua vida. Você sempre sera minha garotinha, não importe que esteja com 100 anos, sempre sera minha garotinha.

Eu sei disso — disse rindo e ele confirmou com a cabeça.

Fomos para casa de tio Ben e desfiz minhas malas no quarto que eu tinha ali, eu não costumava ficar muito com Pansy mais, só as vezes, mas ela com certeza absoluta iria querer me ver para infernizar sobre a vingança, eu lembro claramente de quando tinha 12 anos e disse a ela que não queria me vingar.

Estava em meu quarto e ouvi a voz arrastada e irritante de Pansy gritando o meu nome do primeiro andar.

Sophia, desça já! — mandou ela e eu revirei os olhos — Preciso falar algo com você!

Estou indo! — gritei de volta e escondi o livro que tio Ben não havia encapado com capas de livros de Arte das Trevas dentro do armário e descendo as escadas em seguida — O que quer?

Quero saber como anda sua missão — disse ela com os braços cruzados.

Eu queria falar sobre isso com você — respondi me sentando no sofá e ela me encarou como se me avaliasse.

O que quer conversar, diga logo pois não tenho o dia inteiro! — disse ela de forma fria e se sentou a uma poltrona a minha frente.

Eu quero saber o por quê de vocês quererem tanto que eu vingue meu pai — disse juntando toda a coragem que eu tinha — Se eu serei obrigada a fazer isso, pelo menos tenho que saber o motivo.

O motivo?! — perguntou ela e então deu uma risada seca — O Potter matou seu pai, eu era só uma adolescente na época, era meu último ano em Hogwarts. Mas eu me lembro muito claramente daquela guerra! Seu pai só queria fazer a coisa que achava que era certa, ele queria limpar o mundo de trouxas, sangue-ruins e traidores de sangue, isso era tudo o que ele queria! Que mau há nisso? Queria limpar o mundo dos que não mereciam estar nele?

Por que eles seriam menos merecedores do que eu, você ou meu pai? — perguntei com as sobrancelhas arqueadas e ela se levantou vindo até mim lentamente, eu a encarei com um pouco de temor e ela deu um tapa estalado em meu rosto, o senti arder e fechei os olhos com força, depois os abri e a encarei — Tudo bem, por que ele queria matar a Harry Potter então? Ele tinha sangue puro, não é?

Sim, ele tinha sangue puro — disse ela voltando a se sentar na poltrona a minha frente respirando pesadamente — Mas, ele defendia os sangue-ruins e os traidores de sangue e para falar a verdade era melhor amigo de dois. Draco Malfoy vivia implicando com eles, mas era apaixonado por a sangue-ruim da Granger, isso me deixava louca, pois foi eu! Eu que sempre estive ao lado dele e depois ele me largou por Astoria e teve um filhinho imundo que se relaciona com Rose Weasley, logo a filha da mulher que eu mais odeio no mundo. Ele escolheu o lado do bem, ou melhor conhecido como o lado dos fracos!

E meu pai tentou matar a ele por isso? — perguntei e ela apenas concordou com a cabeça — Mas, todos não tem direito a opinião própria?

Ora, cale essa boca se não quiser levar outro tapa nessa sua carinha de anjo — disse ela friamente — Eu quero saber como anda sua missão.

Indo — disse com medo de falar que não queria mais e me levantando — Eu estou com sono, posso me retirar?

Vá!

Soph — disse tio Ben batendo na porta do meu quarto — Pansy quer levar você para uma reunião.

Você vai?

Vou — ele garantiu e eu respirei pesadamente me levantando e saindo do quarto com ele.

Olá Sophia — disse ela friamente.

Olá Pansy — disse passando por ela sem nem encarara-lá e indo para o carro.

A viagem foi em silêncio e eu batia os dedos na minha perna de nervoso.

Chegamos — disse tio Luke e eu desci do carro entrando na mansão.

O que querem? — perguntei ao ver os vários Comensais ali presente e Pansy entrou atras de mim junto com tio Ben, que parecia tão confuso quanto eu.

Você não faz nem ideia? — disse ela me olhando desafiadora.

Não, se eu to perguntando é simplesmente porque eu não sei! — devolvi com a voz mais seca que me permitia.

Tudo bem, chegou a hora — disse ela.

O que? — perguntei sem entender e ela riu debochadamente.

Você acha que iria demorar quanto tempo para chegar o momento da sua vingança?

A vingança? — minha voz saiu fraca e ela concordou com a cabeça.

Sim, está na hora — disse ela — Esse ano você matara os Potter. Começando por Alvo Potter.

Não irei fazer isso — disse determinada e todos na sala olharam para mim surpresos.