A Herdeira de Hogwarts

18 Como você se sentiria?


Hermione Granger Black

Eu estava sentada em um sofá escondido do salão comunal, enquanto lia um livro que havia comprado na ida a Hogsmeade junto com o Potter e o Weasley.

Riddle que eu havia acabado me acostumando com a presença, estava sentado um pouco afastado de onde eu estava, mais longe o suficiente para eu não poder escultar a discussão que ocorria entre ele, Abraxas e a Debby, mais percebi que o caso era sério pelo olhar que o moreno direcionava a ela, de nojo.

Percebi que o sofá afundou ao meu lado e olhei naquela direção, Clay Black acabara de se sentar no sofá e parecia está alheia a tudo pois não percebeu minha presença naquele lugar.

Levantei sem fazer barulho – mais como o mundo, a gravidade e os moveis me amam – acabei tropeçando e chamando a atenção da garota que ao levantar a cabeça, grossas lágrimas escoriam de seus olhos.

– Não havia lhe visto – falou – Desculpe-me

– Não há problema – falei sorrindo fracamente – O que houve?

– Nada – respondeu rapidamente e sorriu fraco.

– Eu sei quando existe algo no nada – falei a encarando e logo em seguida a mesma desmoronou.

– Como você se sentiria se visse seu irmão morrer diante de seus olhos e não pudesse fazer nada? – ela me perguntou quando já estava um pouco mais calma.

As imagens da guerra inundaram minha mente, todas aquele sangue de pessoas inocentes derramado por puro capricho de poder.

– Acredite Black – falei voltando a me sentar e deixando o livro ao meu lado no sofá – Eu vi o amor da minha vida morrer, meus melhores amigos, eu tive que apagar a memória dos meus pais para evitar que eles tivessem um destino deste tipo. Eu tenho tanto sangue em mãos que nem sei como ainda consigo dormi.

– Como assim “tanto sangue em mãos”? – ela perguntou assustada.

– Você não vai querer saber – respondi colocando minha mão sobre a sua.

Sentir tudo girar então fechei os olhos, quando a sentir para arisquei abrir os olhos, eu estava novamente em Hogwarts, novamente na guerra. Lagrimas banhava meu rosto enquanto observava o corpo do meu melhor amigo caído ao chão, pálido, morto.

Alisei seus cabelos revoltamente negros e pude ver a cicatriz que nos levou até aquele momento, então retirei os seus óculos e fechei seus olhos esmeraldas, como na primeira vez.

– Harry – sussurrei sorrindo fraco.

– Você o amava – ouvi a Clay falar ao meu lado.

– Ele foi o único que me aceitou de verdade – respondi sorrindo fracamente – Eu devo minha vida a ele.

– Como vinhemos parar aqui? – ela perguntou confusa.

– Eu esperava que você soubesse – respondi me levantando.

– Eu também não sei – falou confusa – Mais afinal, isso é Hogwarts?

– Futuramente – respondi olhando o belo castelo, agora em chamas.

– Como assim? – ela me olhou confusa.

– O futuro é tão doentio que até a mais inocente criança tem sangue em mãos – respondi e tentei bloquear aquelas lembranças.

Tudo girou novamente e logo estávamos de volta ao salão comunal, retirei minha mão de cima da sua. Uma sensação estranha se apoderou de mim e eu me levantei rapidamente, mais antes de sair olhei a morena que agora encarava o chão.

– Se precisar de mim, sabe onde me encontrar – falei e me virei para sair.

– Hermione.

– Sim? – respondi me virando para ela.

– Seus pais tiveram a memória de volta? – ela perguntou curiosa.

– Eles não lembram de mim – respondi – Para eles eu nunca nasci.

Então sair em direção a enfermaria, onde aquele estranho pressentimento me puxava para lá.