A Herdeira Elementar
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Boa leitura
P.S.: http://paulinhaeyvafanfic.blogspot.com.br/2012/07/my-loved-wolf-prologo.html
http://paulinhaeyvafanfic.blogspot.com.br/2012/07/my-succubbus-prologo.html
Postei aí o prólogo de My Loved Wolf, e vou postar agora o prólogo de My Succubbus, de Wolf fica pra depois pq eu ainda não terminei, deem uma olhada lá e deixem sua opinião!
Bella POV:
Eu estava rindo de uma piada que os Gêmeos contaram quando senti meu celular vibrar ao mesmo tempo em que Bad Girl de Pussycat Dolls começava a tocar em alto volume dentro da minha bolsa, corei um pouco por todos os olhares em mim, e acabei me atrapalhando com o fecho da bolsa. Quando peguei o celular a chamada já havia sido encerrada. Franzi o cenho para o número, poucas pessoas tinham meu numero, apenas Ângela, Ben, Charlie, Renné, Billy, Sue, Seth, Jacob já que depois que eu recusei as chamadas de Jacob no telefone Charlie o deu meu número novo para ele parar de importunar no telefone, ou talvez ele apenas quisesse que nos acertássemos afinal eu e Jake somos amigos de infância. E alguns amigos de Jacksonville, mas o número que apareceu aqui não era de nenhum deles.
– O que é isso? Algum aparelho trouxa? Qual a utilidade que ele tem? Porque ele estava cantando? Como funciona? – Perguntou o Sr Weasley, me tirando dos meus pensamentos. Acho que ele só não fez mais perguntas por que Molly lhe lançou uma olhada severa.
– Ah... Isto é um celular, serve para falar com outras pessoas que estão longe, é só digitar o numero...
– Digitar? – Interrompeu Rony.
– Colocar o numero aqui olha... – Mostrei o aparelho para ele, abrindo-o e apontando onde os números e letras apareciam.
– Como você fez isso? – Perguntou Arthur parecendo muito curioso, apontando para onde eu deslizava o teclado de volta para seu lugar.
– Hmm... é só empurrar... Também serve para mandar mensagens...
– Como um patrono? – Perguntou Gina.
– Hã... Patrono? – Perguntei confusa, o que diabos era um patrono?
– Ah, foi mal, esqueci que você não sabia, — Ela corou um pouco. – Patrono é um feitiço que usamos para nos defender de dementadores, ou mandar mensagens a distância. – Ele Explicou. Lembrei-me de Dumbledore falando dos dementadores antes e assenti para Gina sinalizando que havia entendido. Ela franziu a testa, talvez pensasse que eu perguntaria o que eram dementadores?
– Bem... Agora que você explicou, acho que funciona mais ou menos como um patrono... eu acho... – Falei.
– Na verdade, o correio de voz funciona mais como um patrono do que as mensagens, já que a mensagem do patrono é de voz, já a mensagem do celular, é em texto. – Hermione corrigiu.
– Ah... Entendi... Bom, também tira fotos, faz vídeos... – Novamente fui interrompida, isso ta ficando chato.
– O que é um vídeo? – Perguntou Remus.
– Merlin! Acharam algo que o Aluado não sabe! Isso é uma novidade, embora a Srta sabe tudo ali ainda mantém o cargo... – Sirius Gritou assustando a todos na mesa.
Remus deu língua, infantilmente, para Sirius, e retornou a olhar para mim esperando uma resposta.
– Hm... Acho melhor mostrar, não sou muito boa em explicar isso. – Eu falei ligando a câmera do celular e filmando o rosto de cada um deles.
– O que você esta fazendo? – Perguntou Tonks confusa e irritada, eu dei de ombros passando pelo rosto de Severo, em seguida os gêmeos que fizeram uma cara engraçada quando apontei o celular para eles.
– Isto é uma arma? Uma ameaça desconhecida? – Perguntou Moddy alarmado, ele não estava prestando atenção quando eu expliquei o que era o celular. Eu neguei com a cabeça e ele gritou me assustando. – VIGILÂNCIA CONSTANTE! – Encerrei o vídeo e entreguei o celular para Remus ainda olhando estranhamente para Moddy.
Hermione deu Play enquanto Remus balançava o celular como se esperasse algo. Rony, Gina, Arthur, Os Gêmeos, Sirius e Dumbledore se inclinaram para ver.
– Isto é incrível! – Arthur exclamou quando terminou o vídeo.
Rony queria gravar outro, assim como os Gêmeos, Sirius disse que já tinha visto um, embora não tão moderno quanto esse, Dumbledore apenas riu.
– É como as fotos bruxas. — Gina disse.
– E como são as fotos bruxas? – Perguntei me sentindo burra.
– Elas se mexem falam e tal, você não viu o quadro que tem no corredor? – Perguntou ela.
– Na verdade, não. – Eu só tinha passado lá ontem, e estava nervosa de mais para olhar quadros.
Arthur olhava o celular como se visse algo precioso, ou fosse uma descoberta incrível. De repente o mesmo começou a vibrar fazendo-o se assustar e colocar o aparelho rapidamente na mesa se afastando.
– O-o que ele está fazendo? – Perguntou de olhos arregalados.
– Hã... Eu acho que foi uma mensagem. – Hermione disse ao mesmo tempo em que eu dizia.
– É uma mensagem. – Peguei o celular e abri a mensagem, era de um numero desconhecido, o mesmo que tinha ligado antes, e dizia.
“Bella, sei que deve estar com raiva,
mas por favor se estiver aí responda.
Não consigo mais ver você,
Estou preocupada.”
Não tinha assinatura. Primeiramente fiquei confusa, quem era essa pessoa misteriosa que tinha meu numero? Pela ultima palavra da mensagem era uma mulher, mas, porque eu estaria com raiva? E o que ela quis dizer com ‘Não consigo mais ver você’?
Então algo se encaixou e minha mente e um nome apareceu em meus pensamentos. Quem poderia saber meu numero sem que eu dissesse, a qual eu estava com raiva, e que poderia me ‘ver’?
É claro que Alice Cullen, está nessa categoria.
Como ela tem coragem de tentar falar comigo? Eu não me importo com a sua falsa preocupação, porque se fosse verdade ela não teria me abandonado, duas vezes, e ainda tem essa cara de pau, ou melhor, mármore?
–BELLA! – Voltei a mim com o grito vindo de Dumbledore, um vento forte assolava o cômodo bagunçando a mesa, a os líquidos na mesa ferviam, o fogo nas poucas velas ali acesas, já que aqui não havia janela, pareciam se multiplicar, e por fim, as cadeiras pareciam ganhar vida crescendo raízes que me prendiam a mesma. Pelo que pude ver não era só eu que estava naquele estado. Alguns objetos também levitavam e um prato foi subitamente arremessado na parede, e não era o primeiro pois haviam mais cacos de vidro espalhados pelo chão.
Só agora percebi que tinha deixado o celular cair e mantinha as mãos em punhos fechados tão fortemente que algumas gotas de sangue escorriam onde minhas unhas cravavam.
Mas o que...? Eu nunca tinha tido um ataque assim, nunca tive tanta raiva ao pensar nos Cullens, o que diabos estava acontecendo comigo? Não eram só esses poderes, era meu humor, minhas atitudes... Tudo!
Facilitei meus punhos ao mesmo tempo que respirava fundo me acalmando, quando toda a raiva sumiu eu me concentrei em fazer o fogo apagar, o vento diminuir, a água parar de ferver e as cadeiras nos soltarem.
O café estava arruinado, por minha culpa, e daquela vampira idiota! Respirei mais algumas vezes acalmando a raiva novamente e abri os olhos vendo todos me olharem espantados e cuidadosos, o mais furioso era Alastor.
Me levantei rapidamente pegando o celular no chão e murmurando um rápido ‘Desculpe’ corri para fora da sala subindo as escadas em direção ao quarto onde eu havia dormido.
Desta vez eu não me perdi, na verdade achei facilmente o corredor onde tinha várias portas, sorte que a minha era a única completamente preta. Percebi um quadro no corredor que antes tinha apenas uma sala, e agora tinha um homem que se mexia, assim como Gina falou, o quadro parecia me olhar curiosamente, mas eu não parei até estar dentro do quarto. Joguei o celular para longe e me deitei na cama.
Por mais que eu não quisesse eu ainda era muito afetada pelos Cullens, ainda sentia falta deles, mas também me sentia magoada e humilhada por seu abandono, Porque eles não podiam simplesmente me deixar em paz? Era pedir muito querer esquecer as pessoas que tinham me magoado tão profundamente? Por Deus Edward chegou até mesmo a me pedir em casamento! E eu a idiota aqui tinha aceito, só para ser abandonada novamente. O que mais me doía era de alguma forma Emmett. Alice sempre se dizia minha melhor amiga, eu poderia lidar com a partida de uma amiga, já que amigos vêm e vão, além do mais eu tinha muitos outros, embora não em Forks, já que eu metade eu não conhecia pois perdi meu tempo só com os Cullens, e outra metade me odiava por conseguir me enturmar com eles quando mais ninguém conseguiu. Eu poderia lidar com a partida de Esme e Carlisle afinal eu já tinha meus próprios pais Charlie e Renné, eu também poderia lidar com a partida de Rosalie e Jasper afinal nós nunca fomos muito próximos, Jasper por causa de sua sede e Rosalie por causa do seu ódio por mim, Eu poderia lidar com a partida de Edward, eu ficaria triste por um tempo, mas ele sempre me tratou como se eu não pudesse tomar minhas próprias decisões, e como Renné disse, ele era apenas meu primeiro namorado, e eu poderia ter vários outros, eu podia até mesmo nunca tê-lo amado, já que eu não tinha experiência com isso. Mas Emmett... Eu o tinha como meu irmão em todos os sentidos, exceto o sangue. Ele estava em grande parte do meu coração, meu grande irmão mais velho brincalhão. Louco por desenhos animados, especialmente Barney, adorador de vídeo games e de lutas, com suas piadinhas idiotas ou de duplo sentido, até mesmo suas gargalhadas estrondosas... Um irmão mais velho não é algo que se encontre a cada esquina, ainda mais um como Emmett, ele tinha grande parte do meu coração, e me abandonou duas vezes sem mesmo um adeus, e ele levou junto consigo essa parte do meu coração onde ele pertencia.
Eu demorei um pouco para perceber o porquê de grande parte da minha depressão o nome de Emmett, e as suas palhaçadas sempre me voltavam à memória, mais vezes até que os momentos com Edward. Cheguei até a cogitar a idéia de estar apaixonada por ele, mas mal a considerei e percebi a idiotice que era pensar nisso, eu não o amava dessa forma, eu o amava de uma forma que era mais dolorosa. Os gêmeos eram um pouco parecidos com ele, talvez seja por isso que eu já gostava tanto deles...
Uma batida soou na porta do quarto e quando eu não respondi Sirius colocou uma cabeça para dento e perguntou.
– Posso entrar? – Eu somente assenti. Sentia-me envergonhada pelo que tinha feito lá embaixo, precisava mesmo me controlar.Ele sentou-se ao meu lado na cama e eu me remexi um pouco desconfortável.
– Sinto muito... Sabe... Por estragar o café... – Eu sussurrei em sua direção.
– Não se preocupe com isso, já está tudo arrumado. Magia. – Ele explicou mostrando a varinha quando eu olhei-o questionadoramente, ainda não tinha me acostumado à magia. Ele me puxou para perto de si e colocou minha cabeça em seu colo, limpando as lágrimas que eu não tinha percebido em meus olhos. Era estranho; a forma que agíamos com o outro. Nos conhecemos a menos de vinte e quatro horas e já parece que foram anos, como se nos conhecêssemos a vida toda. – Quer falar sobre isso? Sei que nos conhecemos a pouco tempo mas eu quero que saiba que pode contar comigo, sempre que quiser. – Ele acrescentou mais sério. Eu realmente não queria falar sobre isso, então apenas assenti sussurrando um não como resposta a sua pergunta.
Ficamos algum tempo assim, apenas em silencio, ele parecia perdido em pensamentos e lembranças enquanto olhava uma das fotos na cabeceira da cama onde ele e Marlene estavam em uma espécie de baile. Eu observava as mudanças em sua expressão evitando pensar nos meus problemas. No que pareceram horas depois alguém bateu na porta.
– Entre. – Eu respondi quando Sirius olhou para mim questionadoramente.
– Ah, com licença. Sirius. Bella. Eu gostaria de lhe entregar uma coisa Bella, você irá precisar muito disso daqui pra frente. – Dumbledore falou adentrando o quarto.
Eu me sentei na cama o olhando questionadoramente. Ele retirou um pacote de dentro das vestes, parecia um livro, e me entregou.
Desembrulhei o papel que o cobria e li a capa.
– Hogwarts: Uma história? – Eu e Sirius perguntamos ao mesmo tempo, eu em tom de duvida e Sirius em tom de incredulidade.
– Você só pode estar brincando! – Ele continuou parecendo indignado. Talvez eu tenha subestimado sua repulsa para os livros... Ou talvez ele esperasse algo mais do que um livro que falava sobre a escola.
Dumbledore sorriu e falou.
– Toque-o. – Ele indicou o livro com as mãos, eu só havia rasgado parte do embrulho e ainda não havia tocado realmente o livro. Dando de ombros, eu deslizei os dedos pela extensão do título em letras bem desenhadas na cor dourada Hogwarts: Uma história.
Uma luz branca passou a sair do livro impedindo-me de continuar vendo a capa, mas pude senti-lo encolher em minhas mãos. Alguns segundos se passaram e a luz foi diminuindo até que desapareceu completamente e eu li o novo título.
– O Morro Dos Ventos Uivantes. É meu livro preferido. Como...?
– Este, é um livro muito interessante. Muda, de acordo com a preferência do seu dono. Eu me apossei dele, anos atrás. Contém muitos segredos e muito conhecimento, espero que faça bom uso. – Sirius o olhava desconfiado, e eu apenas agradeci pelo presente, antes que Dumbledore informasse que tinha negócios a resolver e se retirar apressadamente, com um sorrisinho sagaz em seu rosto.
– Eu acho que vou ver se o Aluado precisa de alguma ajuda, ou sei lá, pregar peças com os gêmeos. Você vai ficar bem? – Perguntou Sirius olhando para o livro como se desejasse pegá-lo, sair correndo o lançá-lo na lareira o mais rápido possível.
– Claro. – Ele assentiu se levantando, e antes que pudesse passar pela porta eu acrescentei. — Obrigado por ficar aqui comigo Sirius.
– Sempre que quiser. – Ele sorriu para mim, e com uma ultima careta para o livro fechou a porta atrás de si.
Olhei para o livro em minhas mãos, bom, já que não tinha mais nada pra fazer... Comecei a ler, nunca me canso dessa história.
Eu li somente umas dez páginas, me sentindo estranhamente ansiosa, até que um bilhete caiu de dentro do livro.
“273”
Era só isso que tinha escrito em uma caligrafia cursiva e bem desenhada. O que poderia ser? Talvez... Uma página?
Passei apressadamente as folhas até que cheguei à pagina 273, não tinha nada de especial nela, apenas o texto normal. Dei de ombros e comecei a ler a pagina, era uma das minhas passagens favoritas. Quando cheguei ao terceiro parágrafo, uma vontade de ler em voz alta se apossou de mim, e assim eu fiz.
“... E agora, no leito da água selvagem e fria do mar, sentindo o vento dançando por meu corpo, brincando com meus cabelos, o fogo ardente provindo fogueira me aquecendo e queimando com um leve estalar enquanto consumia a madeira, e brilhando sobre a escuridão da noite, meus pés descalços faziam marcas na terra branca, tão bem cristalina a areia da praia, o bater das folhas dos coqueiros e o aroma da natureza ao meu redor... Eu sentia meu espírito livre...”
Minha voz saiu rouca, com um tom ritual e poderoso, assim como a voz de Billy na fogueira de La Push quando eles se reuniam para contar as lendas da tribo.
As palavras pareciam ter um efeito maior em mim, uma sensação inebriante. Sentia-me fora da órbita, sendo guiada somente pelos instintos, enquanto essas palavras adentravam meus ouvidos sendo repetidas milhões de vezes. Se dividindo e selecionando as palavras que traziam sensações incríveis a meu corpo.
No leito da água selvagem e fria do mar... – Eu sentia como se realmente estivesse no leito do mar, com a água fria e selvagem avançando em pequenas ondas em minha direção...
O vento dançando por meu corpo... – Enviando um vento frio e gostoso que tocava cada centímetro da minha pele como se me cumprimentasse...
O fogo ardente provindo fogueira me aquecendo... – A quentura deliciosa de uma fogueira, na época fria aquecendo meu corpo e dando uma sensação de lar...
Meus pés descalços faziam marcas na terra... – Sentia meus pés se movendo pela areia, que deslizava por entre meus dedos, acomodando meus pés da melhor forma possível entre seus grãos, e ao longe, eu sentia o delicioso aroma da floresta, a natureza primordial e saudosa...
Eu sentia meu espírito livre... – Uma sensação de liberdade, e acomodação me encheu fazendo-me jogar a cabeça para trás e sorrir, apreciando as deliciosas emoções, o delicado e natural toque dos elementos da vida...
E de repente eu sabia o que devia fazer. Folheei o livro novamente até chegar a ultima pagina, onde ao lado, na capa, se via apenas o espaço em branco. De uma forma que eu não sabia como eu podia, só simplesmente sabia, manuseei as sensações que me perpassavam as enviando para o livro, assim como um gosto do meu poder.
Desta vez a luz vinda do livro não era apenas branca. Tinham quatro feixes de luz. Um azul, o qual eu sabia simbolizar o poder da água. Um branco, o qual eu sabia simbolizar o poder do ar. Um vermelho alaranjado, a qual simbolizava o poder do fogo. E um verde, que simbolizava o poder da natureza.
Os feixes de luz aumentavam cada vez mais, fazendo uma trajetória ao redor do livro, e passando a me envolver também, até que eu estava completamente envolvida naquele tremeluzir de luzes e poder. Então eu senti como se algo fosse encaixado dentro de mim, e as luzes se dissolveram completamente deixando-me novamente sentada com o livro em mãos, só que desta vez, ele estava diferente. Era dez vezes maior que o morro dos ventos uivantes. Pelo que eu podia ver as folhas eram de também de um papel grosso e amarelado. A capa era grossa e artesanal, onde em uma caligrafia perfeita e muito antiga estava escrito:
O Livro Elementar.
Fim do Capitulo.
Notas finais
Espero que tenham gostado. (QUERO REVIEWS E RECOMENDAÇÕES)
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