Notas iniciais
Ahhh, mais um capitulo!!!
Eu amei os reviews e as duas recomendações que recebi por isso ta aqui o capitulo fresquinho pra vocês!
Até la em baixo, Boa Leitura.

Bella POV:

Os dias foram se passando rapidamente, coisas estranhas continuavam a acontecer ao meu redor, como quando eu apareci na escola com meu novo visual. Jessica e Lauren, que se mostraram duas falsas, tentaram continuar as humilhações por conta do abandono dos Cullens e... Bem...

FlashBack on:

Desci da minha moto sob os olhares de todo o estacionamento da Forks High School, não usaria mais a picape, afinal não combinava nem um pouco com meu novo estilo.

Caminhei ignorando os olhares e cochichos de todos em direção ao prédio da minha primeira aula do dia, que seria ironicamente biologia.

– Mudar para esse visual ridículo não vai trazer Edward de volta queridinha. – A voz de Gralha de Lauren ecoou quando eu passei por seu grupinho.

– É, nem mesmo agora você seria o suficiente para ele, aonde você arranjou dinheiro hein? Roubou alguém? – A voz de Jessica soou quando a vaca 1 calou a boca. – Se acha que assim os garotos vão olharem para você, perdeu seu misero tempinho...

Parei no meio do caminho e me virei para elas sorrindo ironicamente, apesar da raiva enorme que sentia explodir dentro de mim. Isso as surpreendeu afinal eu nunca retruquei suas investidas idiotas.

– Primeiro, Lauren querida – Comecei em uma voz que era enjoativa de tão doce e falsa. – Edward é passado, assim como os outros Cullens, já passei da fase de ser idiota por causa de homem, e ridículo é esse pedaço de pano que você chama de roupa, queria o que? Que eu me vestisse que nem puta? Sorry, mas esse cargo já é de vocês. E... Jessiquinha – Sorri mais ainda com as caras de putas mal comidas que as duas fizeram. – Se eu não sou boa o suficiente para ser mulher para Edward, você não é boa o suficiente para ser a lama que ele pisa, afinal como você mesmo disse, antes de mim ele não olhava para nenhuma garota da escola, e isto inclui você não é? – A cada palavra minha raiva aumentava, e o tempo começava a escurecer, o vento ficava mais forte e mais frio, as árvores pareciam furiosas e revoltadas, e a água acumulada no chão pela chuva dos últimos dias borbulhava fervente como fogo. Agora elas me olhavam temerosas, apesar de que minhas palavras não insinuavam nada sobre as coisas estranhas que estavam acontecendo ao nosso redor, mas era como se os elementos respondessem à minha raiva. – E eu não sou você, não preciso roubar ninguém para ter o que eu quiser, tenho dinheiro o suficiente, vou me lembrar do seu numero caso precise de uma empregada... E só para a sua informação eu não preciso mudar para chamar a atenção dos rapazes. Tenho certeza que com um estalar de dedos muitos viriam ao meu chamado... – Me inclinei um pouco em sua direção e sussurrei venenosamente. – O Mike, por exemplo... Ele com certeza adoraria sair comigo hoje a noite não é querido? – Perguntei sorrindo sensualmente para ele que estava alguns passos atrás da vaca 2 encostado ao seu carro me olhando hipnotizado. Ele assentiu com a cabeça freneticamente com um sorriso bobo no rosto. – Ou o Tyler... – Olhei para a vaca 1 que se roia de raiva e pisquei para Tyler que praticamente babava. – Eu estava mesmo precisando ir a La Push, você não se importaria em me levar não é querido? – Perguntei no mesmo tom que usei com Mike, que agora olhava com raiva para Tyler, que sorria concordando para mim. Olhei para as duas vacas novamente e sorri. – Viu? Num estalar de dedos. – Eu disse num sussurro quase inaudível desejando somente elas ouvissem, e ao que parece meu desejo foi realizado pois elas pareciam mais furiosas ainda.

Mike e Tyler agora discutiam com ciúmes de mim dentre outras coisas relacionadas ao meu nome, as duas vacas se entreolharam com raiva e voaram em minha direção, uma onda de raiva acumulada por todas as humilhações das duas correu por mim e eu praticamente vi tudo vermelho, um segundo antes que as duas caíssem por cima de mim, foram lançadas para trás e caíram como se tivessem sido empurradas, Jessica tocou uma das poças de água borbulhante e soltou um grito puxando a mão para o peito que agora assumia uma coloração vermelha provavelmente teria algumas queimaduras de 2° grau. Já Lauren parecia não conseguir respirar tentava puxar ar, mas de alguma forma não conseguia.

– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – A voz do diretor me tirou do meu estado de transe ao ver as duas com dor, de repente o vento se acalmou, assim como as árvores, as poças no chão pareciam frias novamente e a raiva em mim foi substituída pelo espanto.

Eu estava fazendo aquilo? Eu era realmente uma bruxa como Dumbledore havia dito?

Flashback off.

Jessica teve que enfaixar a mão pelas queimaduras, eu tinha me enganado, não foi uma queimadura de 2° grau, foi o dobro disso, ela teria marcas borbulhantes nas mãos o resto da vida, teve também vários cortes profundos e venenosos devido a uma planta estranha que de alguma forma nasceu no meio do estacionamento, sendo que ela geralmente nasce em lugares secos e desérticos, ela diz que a planta não estava lá antes, e que de alguma forma eu havia armado aquilo, mas ela não podia provar, e ninguém acreditava nela afinal eu nem a toquei, todo o estacionamento viu e é claro que ninguém acredita que possa ter uma origem sobrenatural nisso, ou demoníaca como Jessica apontou. Lauren teve uma hemorragia no pulmão, parece que o ar havia de alguma forma fechado sua via respiratória e quando soltou, foi muito repentino e com muita força, isso rompeu algumas veias e inflamou seu pulmão, isso lhe rendeu quatro meses no hospital, ela já estava lá a duas semanas e jurava que eu era a culpada, mas ela também não tinha provas, os médicos pensam que faltou oxigênio no seu cérebro também e que ela está alucinando.

Mas, não parou por aí, no passeio a La Push com Tyler aconteceu novamente.

Flashback on:

Argh, eu não agüentava mais as cantadas idiotas do Tyler, só sai com ele e com Mike para irritar as duas vacas, mas credo, ambos eram muito irritantes, Mike era um covarde e Tyler um tarado, já perdi a conta de quantas vezes ele tentou me beijar, mas toda vez algo milagrosamente o atrapalhava, seja uma ventania que faz sua toca ridícula voar metros, algum galho de árvore, pedra ou mesmo uma fruta vinda aparentemente do além, tropeçar em uma fogueira que havia sido recentemente apagada, mesmo que no vendo que ali fazia não fosse possível ascender uma faísca, ou uma criança que surge do nada e joga um balde d’água ‘acidentalmente’ em cima dele...

Estávamos na praia de La Push, eu não havia parado para falar com Jacob, ele também tinha me deixado pela segunda vez, dizendo que tinha me avisado sobre os sanguessugas traiçoeiros. Andávamos pela parte mais movimentada da praia, minha escolha é claro, eu não iria para um lugar privado com Tyler jamais. Várias crianças brincavam correndo umas atrás das outras, adolescentes passeavam, famílias observavam seus filhos brincarem, em fim...

Estávamos perto de umas rochas com pequenas poças de água onde brincavam, Tyler tagarelava sobre basebol, entre insinuações e frases maliciosas é claro.

– Mamãe... Mamãe? Olha como é bonito, olha onde eu subi mamãe... – A voz de uma garotinha me tirou das minhas reclamações silenciosas sobre a idiotice de Tyler.

Tudo aconteceu muito rápido, a mãe gritou para a filha descer de onde estava, ao mesmo tempo em que eu me virei procurando de onde a voz da garota vinha. Em cima da rocha mais alta perto de nós, uma garotinha de mais ou menos três anos pulava, eu percebi a água agitada do mar atrás da rocha como parte de mim, sabia que ela estava em cima de um mini penhasco e se caísse não poderia lutar contra a valentia da água. Como uma premonição, a garotinha pisou em falso e soltou um gritinho assustado enquanto caia quase que em câmera lenta, eu via os garotos de La Push, correndo em nossa direção, mas eles estavam muito longe, não chegariam a tempo. Gritos de pânico soaram ao meu redor, eu era quem estava mais próxima de onde a garotinha caia, não conseguiria escalar a tempo, mas eu tinha que tentar, não podia deixá-la morrer sem fazer nada.

Tomei uma pequena distância da rocha me preparando para saltar, e rezei para que as coisas estranhas que ultimamente aconteciam comigo fossem reais e me ajudassem agora.

Corri pegando velocidade ainda me concentrando nas coisas estranhas e saltei.

Foi como se o vento me desse impulso me ajudando a chegar ao topo do mini penhasco, a garotinha já havia caído, mas ainda ouvia seus gritos quase afogados. Não me dei tempo para pensar ou para qualquer coisa e me joguei na água de uma vez só. Desta vez o vento não me ajudou e eu estava em queda livre ainda rezando, desta vez para que a água não estivesse tão fria a ponto de causar hipotermia em nós duas.

Minha pele parecia esquentar e eu mergulhei na água fria que não parecia ter efeito em mim, eu parecia ter plena consciência de onde ir para encontrar a garotinha, sem mesmo olhar, as ondas parecia ceder as minhas preces me guiando até ela.

Rapidamente ainda sendo guiada pela água nadei até a parte rasa da praia não muito longe dali, apenas tive que contornar as rochas, a garotinha respirava fortemente, um pouco engasgada, mas não parecia com frio, afinal de alguma forma minha temperatura parecia muito mais elevada esquentando a nós duas.

Quando saímos da água, houve muita confusão, e muitos gritos, todos correndo em nossa direção, sem dar-nos espaço para respirar. Entreguei a criança chorosa para sua mãe, agora que a adrenalina tinha passado, percebia a loucura que tinha feito, não só escalei um mini penhasco de mais ou menos oito metros de altura com um só salto, como pulei na água violenta do mar sem pensar nas conseqüências, é claro que não me arrependia, a garota estava bem, mas... Droga, eu não poderia mais negar, não era humana, Dumbledore dizia a verdade, pelo menos sobre o fato de eu ser uma bruxa. E eu sabia que precisava aprender a controlar esses impulsos, assim como a magia, pois não seria sempre que isso resultaria em algo bom como salvar uma criança de morrer afogada. O que aconteceu com Jessica e Lauren é um exemplo, as coisas poderiam ir muito mais perigosas de uma hora para a outra com esses poderes.

Então eu tomei uma decisão. Iria com Dumbledore, aprenderia a controlar meus poderes e entraria para a tal Ordem da Fênix. Eu preferia estar no lado da luz, pelo que me foi dito o lado das trevas não era nem um pouco agradável...

Sai de fininho de dentro da multidão que havia se formado ao nosso redor, a criança estava salva e nas mãos de sua mãe, eu ainda não gostava de ser o centro das atenções então resolvi dar o fora, mas uma mão extremamente quente me impediu.

Olhei para a mão em meu braço e subi o olhar me deparando com um Jacob muito confuso e desconfiado, logo atrás dele o resto dos garotos, embora não estivessem muito perto sabia que eles escutariam tudo o que nós falássemos.

– Como você... – Jacob começou, mas olhou confuso para meu braço que ainda segurava fortemente. – Bella você... Está quente... Tão quente quanto eu o que...? – Começou a perguntar, mas eu o interrompi grosseiramente, ainda estava com raiva dele, além do mais não queria que ninguém mais soubesse o que eu era.

– Me solte! Eu não lhe devo explicações, agora me deixe ir! – Ordenei com raiva.

–Não, me diga o que está acontecendo, você está diferente e..

– Jura? Eu não percebi, seria o cabelo? As roupas? Ou minha raiva crescente direcionada a você? – Perguntei irônica e acidamente, fazendo surpresa florescer em seu rosto. Forcei meu braço em seu aperto, mas era forte de mais.

Bom, se eu tinha feito isso uma vez, conseguiria outra não é? Fechei os olhos me concentrando queria esquentar sua palma até que ele me soltasse, mas como minha magia ainda era descontrolada o que floresceu em mim foi diferente, o cheiro de árvores e da floresta de repente nos rodeou, abri meus olhos e os fixei com uma ponta de raiva e ordem em Jacob enquanto dizia.

– Me solte. Imediatamente. – Ele o fez, parecia hipnotizado, impressionado e assustado. Percebi os garotos se aproximando e disse. – Nunca mais toque em mim sem a minha permissão, nenhum de vocês.

– Você não manda em nós garoti... – Olhei com raiva em direção a Paul que perdeu a fala ao olhar para mim, parecia assustado.

– Bella... Seus olhos... Eles... – Seth gaguejou se aproximando. Eu sentia cada um deles como se um fio invisível os ligasse a mim, eu não entendia isso, por que diabos eles me olhavam dessa forma?

Seth parou em frente a mim e levou a mão acariciando delicadamente meu rosto, ele se aproximou mais como se fosse me beijar, e de repente eu estava ciente da realidade, este era o Seth, e eu iria beijá-lo? Eu o considerava um irmão, pelo menos antes ou...

Dei um passo para trás e senti o poder subitamente me deixando. Eles pareceram confusos e um pouco assustados, bem, não tanto quanto eu.

– Droga isso tem que parar, espero que aquela escola me ensine como... – Murmurei quase inconsciente da audição sobrenatural deles. Balancei a cabeça para limpar meus pensamentos e me focar no que acontecia ao meu redor. – Não... Me... Toquem... – Eu disse baixo e um pouco assustada. Espero que Dumbledore volte o mais rápido possível, preciso controlar isso. – TYLER, VENHA, EU JÁ QUERO IR EMBORA. – Gritei chamando sua atenção para mim e me afastando em direção ao carro o mais rápido que pude deixando os Lobos parados onde estavam.

Flashback off.

Isso aconteceu três dias atrás, Jacob tinha ligado várias vezes para mim, mas eu sempre dava uma desculpa para Charlie dispensá-lo. Não queria falar com ele, não queria contato com nenhum dos lobos, o que aconteceu na praia ainda me assustava ao mesmo tempo quem me fascinava, por que será que Seth se sentiu tão atraído para mim? E eu para ele? Ou melhor, porque será que quando o poder apareceu, eu me senti atraída para os lobos? E eles para mim?

Charlie já sabia da minha decisão, eu tinha contado para ele as coisas estranhas que acontecia comigo e ele finalmente concordou em me deixar ir.

– Bell’s. – Charlie gritou lá de baixo. – Temos visita, talvez você esteja interessada. – Me levantei da cama apressada, seria Dumbledore? Desde que tinha assumido que era mesmo uma bruxa estava ansiosa para que ele viesse. Desci as escadas correndo e por um milagre não tropecei ou cai em nada, fazia tempo que isso não acontecia, antes de vir para Forks, eu não era tão distraída ou desastrada na verdade eu era uma ótima dançarina e tinha um equilíbrio muito bom, até vir para cá, parece que meu problema é mesmo com o gelo...

Para a minha decepção, não era Dumbledore, e sim Billy e... Jacob.

Fim do Capitulo

Notas finais
Uhulll, espero que tenha sido bom!
Reviews e recomendações, não se esqueçam, ou eu não posto o próximo cap. rápido como fiz com os primeiros rum! *Chantagemmodeoff*
Bjs até a próxima!