Notas iniciais
Sinto muito pela demora!
Obrigado por cada comentário e recomendação que a fic recebeu!
Sem mais delongas Boa Leitura!

Isabella POV:

“Ao longo dos séculos a arte da necromancia e seus conhecimentos foram diluídos da sociedade bruxa e seus verdadeiros conceitos foram sendo perdidos com o tempo. Na sociedade atual a necromancia foi se tornando mais fraca entre os bruxos até ser apenas uma sombra de afinidade com os mortos perdida em seus núcleos mágicos, entre os elementares, houve algumas poucas pessoas que se dedicaram a essa arte aperfeiçoando-a como vários milênios atrás outros elementares aperfeiçoaram os elementos da natureza ao seu sangue e controle. A necromancia foi inicialmente uma arte vista como ‘divina’ entre os mágicos, os necromantes eram idolatrados como deuses por terem a capacidade de se comunicar com o ‘outro lado’. Mas devido a corrupção da mente humana, lentamente a necromancia foi se tornando menos popular, e com o tempo passou a ser vista como uma arte profana, vista como uma blasfêmia a perturbação dos mortos, a arte que um dia era bastante conhecida e admirada se tornou pária na sociedade a ponto de que necromantes tiveram que esconder o seu poder a fim de não serem queimados na fogueira como servos de espíritos malignos, ou demônios, assim como os trouxas julgavam os bruxos, os bruxos julgavam os necromantes.

O tema foi evitado por muito tempo entre as famílias mágicas, era extremamente proibido mencionar qualquer coisa relacionada a arte dos mortos devido a superstição de que aqueles mortos pelo julgamento público dos bruxos retornassem com sede de vingança. A lenda foi causada por alguns necromantes restantes que se escondiam nas sombras na vida de amargura ao ter seus parentes e amigos mortos por aqueles que tinham medo e inveja do que não podiam controlar. Necromantes do mundo todo tinham objetivos explícitos de eliminar, um por um cada um daqueles que tiveram influencia sobre o destino dos necromantes na sociedade, e se os causadores não estivessem vivos, seus descendentes pagavam pelos erros.

Sem muita motivação em se tornar parte de uma sociedade que os julgava como escoria e criaturas perigosas, os necromantes se afastaram da sociedade pública mergulhando profundamente em suas artes, muitos deles encontrando refúgio nas artes consideradas pelo público gela, das trevas, que na verdade são apenas magias que sofreram o mesmo destino que os necromantes, devido a sua natureza mais escura que exige uma grande quantidade de magia e controle, coisa que a maior parte da sociedade não era capaz de fazer plenamente, portanto devido a isso, as artes das trevas se tornaram pária na sociedade, causando aos necromantes a encontrarem grande conhecimento e interesse nessa área da magia que trás muito mais satisfação do que as mágicas ‘da Luz’, não devido a uma influencia maligna como apontam muitos membros da ordem da luz, mas devido ao conhecimento de que foram capazes de aprender e utilizar um ramo muito complexo e exigente da magia. Há, é claro, aqueles que utilizam essa arte para o mal, e tem intenções maldosas com esse ramo mágico, mas estes são os fracos que permitem que a sensação da magia escura dominem sua mente, sua lógica, e sua inteligência tornando-se sem conhecimento um servo da magia escura, muitas pessoas se perderam em seu caminho de dominar estar artes escuras, esquecendo seus princípios e mergulhando na escuridão total deixando sua mente e coração se encher de tudo que há de ruim para sentir utilizando seus conhecimentos para fins grotescos, mas há também aqueles que foram capazes de dominar essa arte sem se perder no caminho, uma dessas pessoas foi Morgana Le Fay, por muitos conhecida como uma bruxa das trevas, em sua vida foi casada com Merlin, o etíope da luz, o que é uma prova vívida de que apenas os fracos de mente e poder se tornam o estereótipo que o público pinta para os bruxos das trevas.

As artes das trevas se tornou um conhecimento passado pelos necromantes de geração a geração, de pai para filho, juntamente com a arte da necromancia, de forma que as duas artes se tornaram uma extensão da outra, as duas juntas tendo um potencial incrível com suas possibilidades ilimitadas. Mesmo com todos os esforços de se manter fora da atenção do público, os necromantes continuavam mais e mais a serem exterminados, foi onde os necromantes decidiram juntar seus conhecimentos em um livro único passado para suas próximas gerações, utilizando as artes das trevas para não permitir que ninguém além de um verdadeiro necromante possa ler o conteúdo do livro ou destruí-lo.

Os necromantes então formaram uma pequena sociedade partilhando seus conhecimentos, até o fim de suas vidas, quando numa revolta dos bruxos a situação dos necromantes e outros praticantes da arte escura, se tornaram o primeiro alvo de todo o mundo bruxo, com vista em sua extinção plena, essa revolta, aconteceu devido ao Rei do mundo bruxo na época descobrir que o noivo de sua filha era um necromante e praticante das artes das trevas, com sua filha tendo pleno conhecimento dessa situação. O rei enfurecido mandara matar sua filha e o necromante, e culpando a sociedade escura em geral pela perda de sua filha ele ordenou a caça e morte de todos os seres escuros que seus soldados e súditos pudessem encontrar, recompensando aqueles que tiveram sucesso e punindo aqueles que tentavam ajudar ordem das trevas.

Depois disso houve uma perda da linhagem necromante, onde não houve conhecimento da existência de um deles nem mesmo no lado escuro do mundo, com o tempo os necromantes foram se tornando um mito para a sociedade a um ponto onde quase ninguém mais acreditava na sua existência. Mesmo com a criação de inferis, os bruxos declararam que era artes das trevas e não necromancia em si a causa desta criação escura, preferindo moldar os fatos em suas teorias do que pesquisar o fato e moldar sua teoria ao redor disso.

A necromancia tem mais ligação com a alma e suas respectivas magias do que com cadáveres, embora seus poderes possam se estender a manipulação dos corpos sem vida, apesar de muitos preferirem manter-se longe dessa área em específico. Ao contrário dos bruxos normais que extraem energia de seu núcleo mágico, ou feiticeiros, agora extintos na sociedade desde Merlin e Morgana, que extraem energia de seus arredores, um necromante pode buscar energia tanto de entidades mortas, como vampiros, fantasmas, Poltergeist, zumbis, cadáveres recentes, espíritos, demônios, sombras também conhecidas como Shinigamis na china e Japão, ou deuses da morte no Egito e Escandinávia, ou qualquer coisa que já tenha passado pela morte. Além disso, necromantes podem também extrair energia diretamente se sua alma, fundindo-a com seu núcleo regular de magia, embora este último não seja muito comum. Essa capacidade permite atos surpreendentes, como a drenagem da força vital de outro ser...”

Fui retirada da leitura interessante do meu livro de necromancia por uma batida na porta do quarto. Eu ainda estava partilhando o quarto com o Lord das Trevas, não que eu me importasse, não estava preocupada com isso, mas desde que este ainda é seu quarto poucas pessoas tem permissão para ao menos chegar perto da porta, ou seja devia se alguém do circulo íntimo pois se fosse o Lord das Trevas ele teria apenas entrado no quarto sem se preocupar em bater.

Curiosa sobre o que poderiam querer comigo, guardei cuidadosamente o livro na prateleira que o Lord das Trevas mantinha seus livros, e me levantei da cama caminhando silenciosamente para a porta.

Foi com grande desgosto e desdém que me vi diante da pessoa que eu menos queria ver.

– Bellatrix. – Cuspi seu nome com desdém e frieza. Seus olhos escureceram com ódio obvio sua expressão se contorcia em raiva, enquanto isso, eu mantive meu rosto rígido e impassível como mármore, meus olhos frios como gelo, com uma leve ponta de desgosto neles, mas nada bastante aparente

– Comandante Black. – Bellatrix parecia quase se afogar em ódio e má vontade tentando manter o tom neutro, mas falhando miseravelmente, deixando claro que não me achava digna de seu antigo sobrenome e do título que tinha entre os comensais. Dei-lhe um mínimo levantar de lábios de escárnio para sua situação, o Lord das Trevas tinha ordenado a cada um de seus comensais mostrar respeito, ou sofreriam as conseqüências, nenhuma ação que possa me prejudicar seria cometida por nenhum deles mesmo que eu já tinha provado várias vezes que podia me defender e atacar muito bem, visto que nenhum de seus comensais era se quer bom o suficiente para durar mais de 5 minutos contra mim, o Lord das Trevas tinha ordenado que nenhum mal viesse a mim a partir de seus seguidores, e desobediência era retribuída com a morte.

Eu também tinha trabalhado meu caminho entre as fileiras, mesmo que já estivesse no circulo interno desde o fim do meu treinamento, e que estivesse a maior parte do meu tempo ao lado do Lord das Trevas, eu decidi mostrar que não era só um rostinho bonito sob a asa de Lord Voldemort e me tornei por conta própria comandante chefe dos comensais, sendo que apenas o Lord das Trevas tinha poder para questionar minha autoridade.

Bellatrix foi uma das que demonstrou mais aversão ao meu posto no lado escuro. Tanto por minha responsabilidade pela morte daquele que o Lord me informou ser seu cunhado e amante, quanto por eu ter tomado seu posto de preferida do Lord das Trevas, e a mais temida entre os comensais perdendo apenas para o Lord.

– Milord ordena sua presença na sala de reuniões. – Ela frisou a palavra ‘ordena’ como se a deixar claro que eu não tinha autoridade total e que o Lord mandava em mim. Eu sorri um pouco mais largo que anteriormente enquanto dizia.

– Eu estarei lá em pouco tempo. Não preciso mais de uma garota de recados. – Eu frisei a ultima parte adicionando outro sorriso de escárnio e desdém agradando-me ao ver suas mãos se contorcerem em punhos, sua mandíbula trincando e seus olhos brilhando com fúria reprimida. Ser chamada de garota de recados era uma humilhação ainda pior do que o conhecimento amargo de ter perdido seu posto, porque o Lord a tinha mandado passar o recado, podendo me chamar de inúmeras formas diferentes sem precisar de alguém para mandar o recado e tinha várias opções entre os comensais mais baixos dentro ou fora do circulo intimo para essa tarefa, mas ele escolheu especificamente ela, o que fez doer ainda mais meu comentário maldoso, porque era parcialmente verdade, ela foi considerada a garota dos recados, deliberadamente ou não, ainda era verdade, apesar de que eu aposto que Voldemort fez isso propositalmente, assim como fez nas outras vezes em que a mandara fazer tarefas simples e estúpidas, eu pessoalmente achava que esse era um castigo muito melhor para seu recente comportamento mesquinho e infantil, do que tortura física. Ele a estava torturando mentalmente, com alguma ajuda vinda de mim devido aos meus comentários mordazes, que picavam ainda mais sua ferida.

Eu podia sentir o ódio emanando dela em ondas crescentes, sua vontade assassina era enorme, mas não me afetava, eu me divertia sempre que ela tentava fazer-me inferior, porque sempre ela era quem acabava humilhada, não havia nenhuma entrelinha, eu era a agora mais temida pelos comensais e a preferida de Lord Voldemort, não havia nenhum questionamento a isso, ela tinha perdido isso e tentar me humilhar só a faria ser mais rebaixada e possivelmente a faria chegar ao lado ruim do Lord das Trevas, o que já estava muito próximo devido ao seu mal comportamento em minha presença sem importar-se com o publico, além de sua resistência em seguir minhas ordem e ser cordial comigo durante nossos pequenos interlúdios, o que era considerado uma descarada desobediência às ordens que ele deu de me obedecer e respeitar.

Dei as costas para ela sem me importar com sua presença caminhando para o closet, sabendo que ela não poderia passar do batente da porta, o que era mais uma diversão para mim, afinal ela vinha tentando a anos se colocar no quarto, mais especificamente na cama do senhor das trevas não tendo nenhum sucesso, e vendo-me agora instalada no quarto do Lord, podendo ver, apesar da extrema organização do quarto, minhas coisas ocasionalmente misturadas às dele e apenas uma cama no quarto, era óbvio que isso era mais um motivo, talvez um dos mais fortes, para seu ódio contra mim.

A ouvi respirar fundo varias vezes tentando manter a calma em seguida sair resmungando xingamentos à minha pessoa tendo sido obviamente descartada de sua função como mensageira, pelo menos da minha parte.

Um sorriso desdenhoso cruzou meu rosto sumindo tão rapidamente como apareceu enquanto eu colocava o vestido negro com detalhes de seda verde esmerada, botas longas de salto curto que juntamente com o vestido tinham feitiços que facilitavam minha locomoção. Coloquei a capa que o Lord das Trevas tinha me dado para usar nos encontros de comensais. Com um feitiço simples e rápido uma maquiagem escura e sombria apareceu em meu rosto, meus cabelos formaram um penteado em forma de um coque folgado, mas firme. Peguei a mascara ônix negra que moldava e cobria meu rosto deixando apenas os olhos, os lábios e o queixo a mostra, era diferente das mascaras pretass que os comensais comuns usavam, também diferente das mascaras de prata que os membros do circulo intimo usava, era algo único, também um presente do Lord das Trevas.

Coloquei a mascara no rosto e sem me preocupar em sair do quarto eu abri um portal pela água para aparecer em um lugar próximo da sala de reuniões. Saí no banheiro de um quarto qualquer desocupado, e caminhei alguns corredores até chegar a porta da sala de reuniões onde eu bati uma vez educadamente antes de entrar.

– Estávamos esperando por você minha querida. – O Lord das Trevas comentou em um tom frio, mas ainda sim mais ‘intimo’ do que usava com qualquer outro.

– Espero não tê-lo deixado esperando por muito tempo Milord. – Disse em um tom igualmente frio ainda respeitoso. Ele assentiu fazendo um gesto de mão como se indicasse que isso não era importante e apontou para a cadeira ao seu lado direito para que eu me sentasse.

Acatei sua vontade sentando-me ao seu lado e esperei que ele retornasse o assunto da reunião.

– Bem já que estamos todos aqui, o motivo desta reunião é um ataque. – Lord Voldemort anunciou.

– Milord... – Bellatrix começou em uma voz enjoativamente submissa e devota. – Se me permite perguntar...

– Sim Bellatrix. – Voldemort voltou seu olhar gélido para ela que estremeceu com o tom de frieza cortante e desprezo na voz de seu mestre.

– Onde seria este ataque? – Perguntou em uma voz menor, se encolhendo quando o Lord lançou-lhe uma olhada de desdém como de dissesse “Você me fez perder meu tempo perguntando algo tão estúpido que obviamente é o ponto central dessa reunião e obviamente seria revelado sem sua pergunta inútil?”

Uma pergunta longa, mas era exatamente o que os olhos e expressão de Lord Voldemort demonstravam em seu olhar fixo em Bellatrix que se remexia sob seu olhar.

Por fim ele desviou o olhar decidindo que por enquanto não valia a pena perder mais tempo com ela e voltou-se para seus outros seguidores.

– Hoje Harry Potter estará no Departamento de ministérios... – Voldemort parou olhando mortalmente quando Rodolfo Lestrange o interrompeu pedindo permissão para falar.

– Sim Rodolfo. – Voldemort quase cuspiu o nome.

– Meu senhor você quer que... Entremos no ministério e matemos o Potter? – Voldemort olhou para ele em uma espécie de semelhança com a olhada que deu em Bellatrix exceto que esse olhar dizia “Você me fez perder meu tempo precioso somente para exibir publicamente sua estupidez?”

– Não. Como eu já disse inúmeras vezes, o garoto Potter é meu. – Voldemort quase rosnou. – Eu quero algo que está no departamento de Ministérios e que o Potter vai buscar pra mim. Seu trabalho é recuperar de Potter e trazer para mim intacto. – Voldemort falou olhando com desdém quando Lúcio Malfoy pediu permissão para falar.

– Milord... O que é... Exatamente... Que Potter está indo buscar e que nós temos que recuperar? – Perguntou brandamente em sua voz arrastada.

– Uma profecia. – Voldemort anunciou. – A profecia que Potter irá buscar, eu quero que vocês tragam para mim ainda hoje. Não se deixem ser pegos, ainda é uma vantagem de que o Ministério negue meu retorno, isso quer dizer que não deve haver mortes. – Rosnou olhando principalmente para Bellatrix. – Seria suspeito de mais para o ministério e eles seriam forçados a investigar mais profundamente, então vocês não devem deixar nenhuma prova física do meu retorno entenderam? – Murmúrios de concordância encheram a sala.

– Milord? – Chamei em uma voz fria, ainda que respeitosa e suave.

– Sim? – Ele voltou-se para mim, não tão brusco e hostil quanto fora com os outros, enquanto a sala se acalmava para ouvir.

– Qual é o meu papel nesta missão? – Perguntei sem nenhuma inflexão na voz.

– Você vai liderar a missão. E garantir que as minhas ordens sejam estritamente cumpridas. Fique nas sombras até ser necessária. Lúcio será o sub comandante devido a seu conhecimento do ministério. Agora vamos discutir os últimos detalhes do plano. O Potter acha que eu tenho seqüestrado Sirius Black, seu padrinho traidor de sangue – Cuspiu a ultima parte olhando diretamente para Bellatrix que estremeceu como se ele a tivesse estapeado e se encolheu. – E estou torturando-o na sala das profecias, que é obviamente onde está a profecia, ele irá bancar o herói e tentará salvar o traidor, graças à Narcisa temos a garantia de que o Potter estará lá, provavelmente com mais traidorezinhos como ele...

[...]

Observei das sombras enquanto os moleques da ordem da fênix levavam a melhor dos comensais idiotas na sala das profecias com frieza e desdém. Tanto para competência...

Segui observando enquanto eles chegaram à outra sala do ministério e imediatamente um objeto no centro do quarto chamou minha atenção. Meu poder se agitou reconhecendo aquilo como um portal que ligava este mundo ao mundo dos mortos. Observei com interesse por alguns segundos tendo no fundo da minha mente o conhecimento de que agora o circulo intimo tinha cada um dos amiguinhos do Potter presos e Lúcio tentava fazer o Potter dar-lhe a profecia. Como eu disse antes, tanto para a competência... Porque não usar um impérius? Ou apenas pegar a maldita profecia a força?

Desde que meu papel era apenas garantir que as ordens do Lord sejam cumpridas eu deixei-os lidar com isso.

O Potter finalmente entregou a profecia a Lúcio, e... O que diabos esse imbecil está fazendo? Será que ele é estúpido o suficiente para achar que a profecia vai se revelar para ele? Somente os diretamente envolvidos com a profecia podem ouvi-las! Eu estou no mundo bruxo à menos de um ano e sei disso, como esse inútil que viveu toda sua vida no mundo mágico não sabe? E ainda se diz ‘alta-sociedade’. Incompetentes.

Eu sabia que o objetivo da missão não era apenas a profecia embora fosse parte disso, o Lord tinha me convocado a uma reunião particular para me dar as ultimas ordens da missão, e eu garantiria isso.

Meu olhar se desviou para onde luzes de fumaça branca apareciam em vários pontos da sala e imediatamente soube que a ordem da fênix tinha vindo à socorro dos moleques rebeldes. Um sorriso sarcástico cruzou meu rosto nesse momento. Uma batalha se formou entre comensais e Fênix, as crianças foram sendo evacuadas, embora o Potter continuou ao lado de seu padrinho traidor de sangue. Os dois duelavam contra Lúcio e Rodolfo. Meus lábios se apertaram em uma linha fina de desdém quando Rodolfo foi estuporado e Lúcio perdeu a varinha sendo estuporado no momento seguinte.

Bellatrix se aproximou dos dois e imediatamente percebi suas intenções. Essa inútil ira desobedecer as ordens diretas do Lord das Trevas? Ela se materializou em uma rocha próxima do Black e Potter, agitando a varinha com uma expressão enlouquecida.

– AVADA KEDAVRA! – Ela girou a varinha disparando a maldição. Eu acenei com a mão empurrando Black para fora do caminho com o poder do ar e saí das sombras caminhando em direção aos três. Bellatrix parecia confusa por ter errado, mas já agitava a varinha novamente.

– Lestrange. – Eu cuspi em uma voz gélida e cruel, uma indicação do que iria acontecer com ela depois desse obvio desrespeito as ordens do Lord. Potter e Black congelaram enquanto Bellatrix tremeu um pouco virando-se para mim. – Quando você vai aprender... – Eu comecei a falar lentamente em uma voz fria girando minha varinha entre meus dedos. – Que não deve desobedecer ordens Bellatrix?

– Você não manda em mim pirralha! – Ela cuspiu em um ataque rebelde erguendo a varinha e disparando uma maldição para mim que facilmente desviei.

– Aí é que você se engana minha cara... – Eu abri um sorriso cheio de desdém e frieza. – Afinal... Foi a mim a quem o Lord confiou a liderança... Foi a mim a quem ele confiou a garantia de suas ordens... Não você... – Seu rosto estremeceu de ódio e ela lançou um Crucio para mim. Desviei novamente, com a mesma facilidade. — Você é fraca Bellatrix. É por isso que você é apenas um peão. E peões devem obedecer ordens ou serão descartados do jogo. – Eu rosnei. – Você vai obedecer os limites colocados pelo Lord das Trevas ou eu mesma vou garantir que você nunca mais possa tomar uma decisão sozinha... Você poderia fazer companhia aos Longbotton no St Mungus o que acha? – Potter e Black ainda estavam paralisados me olhando com puro choque e horror, nenhum comensal ousou se aproximar de nós, e todos os membros da ordem estavam ocupados. – Seria irônico... Agora... Cumpra suas ordens. – Eu rosnei então um sorriso malicioso se formou em meu rosto. — Ou eu vou garantir que Nagini tenha Lestrange para o cardápio esta noite. — Com isso movi minha mão como se estapeasse o ar com as costas das mãos e ela voou para longe com a força do ar se desmaterializando em sombras no meio da queda.

Voltei meu olhar frio e sem emoção para Potter e Black antes de olhar para os cacos de vidro que eram a bola de cristal que alguns minutos antes continha a profecia que o Lord almejava. Ele estaria furioso. Lúcio ira pagar muito caro por isso.

– Bella? – Voltei minha atenção para o Black ao som de Sua voz. Ergui uma sobrancelha desdenhosa para ele e cuspi deixando-o saber que era realmente ‘eu’ ali.

– Black. – Ele se encolheu com meu tom. Lancei um olhar zombeteiro a Potter antes de dar uma olhada ao redor da batalha e um sorriso cruel se formou em meu rosto enquanto eu me desmaterializava em fumaça negra chegando até a pessoa que eu queria. Hora de colocar o plano B em prática. O Lord sabia perfeitamente que os inúteis iriam falhar com o plano principal, é por isso que eu tinha que garantir a segunda parte.

Puxei-a pelos cabelos ruivos dando um sorriso maldoso em direção a Potter e Black que arregalaram os olhos ao me ver passando a varinha no pescoço da garota e começaram a correr em minha direção. Eu soltei um riso malicioso e a puxei pela passagem para a próxima sala do ministério lançando a menina no chão enquanto ela tentava me fazer deixá-la ir.

– Por favor... Deixe-me ir... Por favor... – Ela gritou quanto eu a atingi com um Cruciatus fraco.

– PARE! – Duas vozes gritaram às minhas costas. Eu podia ouvi-los correndo para mim.

– Bella! Por favor pare! – Eu aumentei a intensidade da maldição fazendo seus gritos aumentarem ainda mais, e sorri sentindo a presença do meu Lord ao mesmo tempo em que o Potter soltava um rugido de raiva. Ouvi-lo girando a varinha e gritando.

– Crucio! – A maldição me atingiu e eu fingi que isso me afetava parando a maldição na Weasley fêmea e ‘fingi’ cair no chão.

Ele ainda apontava a varinha para mim, seus olhos pareciam mostrar uma batalha interna. Black estava conferindo a Weasley enquanto lançava olhares pesarosos para mim.

Lentamente meu Lord se materializou atrás do Potter murmurando coisas em sua mente e eu sorri maliciosamente antes de soltar um risinho desdenhoso. O Black olhou para o mesmo caminho que eu e gritou para alertar o Potter, mas com um movimento de mão eu coloquei-o e à Weasley desacordados.

O Potter virou-se bruscamente para o Lord, suor escorrendo por seu rosto, sua respiração pesada. Ele ergueu a varinha, mas não teve tempo de fazer nada pois com um movimento de mão do Lord das Trevas a varinha do Potter voou de sua mão.

– Tão... Fraco... – O Lord das Trevas zombou, e nesse instante uma das lareiras da sala se acendeu em chamas verdes e o velho Tolo Alvo Dumbledore apareceu.

– Que tolice vir aqui esta noite Tom. Os aurores já estão a caminho. – O Velho disse movendo levemente a varinha em suas mãos.

– Então já terei partido. E você... Estará morto. – O Lord falou com um sorriso zombeteiro. Em segundos o velho empurrou o Potter para longe e o Lord disse em minha mente.

Vá.

Eu o obedeci correndo para uma das lareiras e a ultima coisa que vi antes de acionar a rede de flu foi o olhar pesaroso do Potter e os feitiços perigosos trocados entre o velho e o Lord.

[...]

Terceira Pessoa POV:

Era primeiro de setembro outra vez. O inicio de um novo semestre de aulas na escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Todos os alunos já estavam acomodados no trem a espera da partida. Os pais e familiares acenavam, sorriam e choravam ao verem seus filhos, sobrinhos e outros familiares partirem para um longo tempo no castelo de Hogwarts.

A viagem foi rápida como sempre, enquanto todos ansiavam a chegava ao castelo.

Seria o sexto ano de Harry Potter, Ronald Weasley e Hermione Granger, o trio dourado da Grifinória.

Já faziam alguns meses desde a Batalha no ministério. Voldemort tinha estado bastante quieto desde que seu retorno se tornou público. Alguns ataques de comensais aleatórios ocorriam de vez em quando, mas nada muito grande. Apenas vilas trouxas, ou locais públicos do mundo trouxa.

A viagem para a escola nas carruagens puxadas pelos testrálios passou em silencio, todos os três adolescentes perdidos em pensamentos com as lembranças da batalha.

O diretor fez o seu habitual discurso de inicio de ano, apresentando o novo professor de Poções, Horácio Slughorn, anunciando que o Professor Severo Snape seria o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. A seleção dos primeiranistas passou tão rápido quanto o discurso, mas quando a maioria dos alunos pensou que o discurso estava no fim, e que o jantar seria finalmente iniciado, o diretor limpou a garganta chamando a atenção dos alunos para si mesmo novamente.

– Entendo que todos devem estar ansiosos para se banquetear com esse maravilhoso jantar, mas antes... Tenho um ultimo anuncio a fazer. Estamos recebendo em nossa escola esse ano, uma nova aluna. – Todos o encararam confusos, alguns lançando olhadelas aos primeiranistas. – Será o seu primeiro ano em uma escola bruxa, devido a ter tido tutores para ensinar-lhe em casa, e a tardia decisão de entrar para a escola, ela estará cursando o sétimo ano na nossa escola, com algumas poucas aulas com o sexto ano, recebam de braços abertos por favor, a Srta Isabella Black. – Um silencio atordoado se encheu pelo salão enquanto o sobrenome era absorvido por todos ali, enquanto isso as portas do salão se abriram revelando uma adolescente de 17 anos, cabelos longos vermelho escuro, ainda que vibrante como sangue, ao longo dos fios vermelhos levemente cacheados a cor lentamente clareava para o laranja, então amarelo e por fim branco. Sua pele era pálida, seu rosto era bonito e feminino com um formato de coração, lábios cheios e rosados, corpo esbelto e em perfeita forma. Mas o que atordoava e assustava a todos ali eram os olhos. Vermelhos rubi, como duas esferas de sangue. Moldados por uma maquiagem escura e pesada. Nenhuma emoção além de frieza era vista em seus olhos. Ela caminhou calma e elegantemente por todo o salão, o som de seus saltos ecoando no silencio completo, até parar em frente ao diretor o encarando em espera.

Isso fez o diretor sair de seu silencio limpando a garganta novamente e falar.

– Hum, Sente-se nesse banquinho por favor, assim poderemos descobrir em qual casa a senhorita irá ficar. – Ela olhou para o banquinho sem emoção antes de se sentar deixando McGonagall colocar o velho chapéu em sua cabeça.

Um longo silencio se formou novamente no salão, todos ansiosos para saber onde a garota Black estaria, muitos fazendo palpites em suas mentes. Após quase quinze minutos de silencio tenso o chapéu gritou.

– SONSERINA!

Fim Do Capitulo.

Notas finais
Então o que acharam? Ficou bom? Ou faltou alguma coisa?
Percebam que Bella tem 17 agora. Ela é um ano mais velha que Harry, Rony e Hermione.
Bjs e até a próxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.