Notas iniciais
Oi gente desculpem a demora.
Obrigado pelos reviews e recomendações..
Sem mais delongas Boa Leitura!

Bella POV:

Toquei levemente o mármore frio com a ponta dos dedos e senti um tipo de energia passar por mim, de repente pude sentir com muita clareza a terra e a grama abaixo dos meus pés, assim como o leve cheiro que a natureza continha, não era nada frio e desagradável, considerando que estávamos em um cemitério, pelo contrário, era um aroma reconfortante e calmo, ao mesmo tempo poderoso.

Olhei para as inscrições no túmulo novamente relendo o que tinha lá.

“James e Lilian Potter

27/03/1960 * 30/01/1960 *

31/07/ 1981

O conhecimento é uma arma poderosa que jaz conosco mesmo após a morte.”

Eu não conseguia entender o que aquilo significava.

Depois que vira os espíritos de James e Lilian, acordei com Carlisle e Molly me examinando em meu quarto. Todos tinham inúmeras perguntas, principalmente sobre com quem eu falava antes de desmaiar. Aparentemente nenhum deles podia ver ou ouvir os ‘espíritos’. Depois de me irritar com os olhares em minha direção, evidentemente a maioria, até mesmo Harry e Sirius questionando a minha sanidade, eu me tranquei no quarto sem ligar para quem quer que tentasse falar comigo.

Monstro era o único com quem eu falava, e sempre somente um pequeno agradecimento para a comida que ele me trazia. Eu desenhei várias vezes a mesma imagem do ajo vingador, de todos os ângulos possíveis tentando me lembrar de onde eu conhecia aquilo. Tinha quase certeza de que nunca tinha visto aquilo antes, mas minha mente insistia em me dizer que aquele lugar era conhecido.

Sirius e Harry não paravam de bater a minha porta, que eu fiz questão de entalhar na parede com o poder da terra. Eles não conseguiam passar por ela e eu estava grata por isso. Não precisava de ninguém me chamando de louca.

Algumas horas mais cedo neste mesmo dia, enquanto desenhava mais uma vez o anjo vingador, eu tive uma ideia lembrando das aulas que tive com Sev sobre aparatação. Ele me disse que só se podia aparatar para um lugar que você conhecia, imaginando-o de forma clara e assim seriamos transportados para lá.

Eu tinha certeza de nunca ter estado num cemitério com o anjo. Mas eu tinha a imagem nítida em minha mente. Valia a pena tentar.

Eu sabia que assim que aparatasse a magia que eu mantinha blindando o quarto enfraqueceria e daria a chance de alguém entrar, mas eu não me importava. Precisava chegar até onde o anjo estava.

Coloquei uma roupa que me permitisse andar despercebida tanto no mundo bruxo como no trouxa, caso o anjo fique em uma cidade trouxa, e imaginando o anjo como se o visse a minha frente eu aparatei.

Momentos depois eu me encontrava de joelhos em frente a enorme lápide de James e Lilian Potter, onde eu sentia fortemente um tipo de energia me chamando, um tipo de energia que eu não conseguia identificar.

Olhei para a estátua de mármore do enorme anjo acima de mim. Ele mantinha sua enorme espada em punho apontando-a em minha direção como se me achasse uma ameaça... Era realmente desconcertante. Li e reli várias vezes a inscrição na lápide mas não conseguia de nenhuma forma entender o que deveria fazer.

“O conhecimento é uma arma poderosa que jaz conosco mesmo após a morte.”

O que isso queria dizer? Sentia que estava tudo a minha frente. Eu só precisava juntar as peças... Tentei me lembrar exatamente de tudo o que os espíritos de Lilian e James disseram, e de repente algo clicou em minha mente.

“– Há um diário. Um diário que está enterrado no anjo vingador. Você o achará e entenderá melhor.”

Foi exatamente isso que Lilian disse. O diário. Que falava sobre o quinto elemento estava enterrado sobre o anjo vingador. Eu estava de frente ao anjo vingador! Mas... abaixo do anjo tinha o túmulo de James e Lilian...

Afastei-me um pouco tentando analisar melhor a cena. Agora que eu não estava ajoelhada sobre o túmulo, o anjo já não mantinha a espada em minha direção. Parecia.... Que ele apontava com a espada para baixo... Para o túmulo. Será que isso queria dizer que o livro estava enterrado junto com eles? Mas... Alguém teria percebido... Alguém teria pego!

A energia que eu senti assim que cheguei neste lugar se intensificou de repente, e eu senti como se levasse um murro no estômago. Gemi um pouco com a dor, e a sensação se duplicou, serrei os lábios para não gritar, e meus joelhos cederam fazendo-me cair em cima do túmulo. Apoiei-me com minhas mãos, e assim que elas tocaram a grama excessivamente verde um tipo de corrente elétrica passou por mim. O Poder aumentou, mas agora eu não sentia mais dor. Eu me sentia... Completa.

O poder percorria meu corpo e eu respirava ofegantemente, com sua intensidade, sentindo os corpos abaixo de mim como se os tocasse com uma mão invisível. Involuntariamente esse punho invisível se alastrou por todo o cemitério e de repente eu podia sentir cada cadáver ali presente. Cada um deles. Eu sabia que o que estava a dez metros de mim era uma mulher que estava morta a uns 100 anos, sabia que o homem enterrada na lateral esquerda do cemitério teve uma morte violenta, que a vinte metros de mim jazia uma criança...

Era como se eu sentisse a impressão de cada um deles. Eu não queria sentir isso! Não queria saber da morte de ninguém!

Minha razão e meu medo duelava ferozmente com o poder e a parte do meu cérebro que gostava daquela sensação.

O poder era tentador, os mortos ofereciam poder para mim. Assim como eu oferecia para eles. E aquilo só se sentia... Natural. Como se fosse algum tipo de costume como abraçar um amigo ou coisa assim.

Assustei-me ao sentir a terra sob minhas mãos se mexer, como se algo abaixo dela se remexesse. Agora eu não estava com medo. Eu estava apavorada. E mesmo assim não conseguia tirar as mãos dali.

Minhas mãos foram se afundando na terra úmida e grossa do túmulo, como se fossem guiadas por algo invisível. Eu tentava puxá-las, mas elas não me obedeciam. A terra ainda se remexia abaixo de mim, e eu simplesmente não conseguia mais apreciar a conexão que ela formava comigo porque o medo vencera a guerra dentro de mim, ao mesmo tempo em que o poder se fortalecia parecendo cada vez mais sólido.

Soltei um grito apavorado ao sentir algo sólido roçar minha mão e tentei puxá-las novamente. Mas como antes meu comando não foi obedecido. Minha mão se fechou em torno do objeto plano abaixo de mim e finalmente eu fui capaz de puxar meus braços, agora enterrados até os cotovelos na terra. Assim que senti minhas mãos livres do ar cambaleei para trás me afastando o mais rápido que conseguia soltando o que quer que eu tinha trago para cima. Lágrimas de pavor caiam de meus olhos embaçando minha vista e eu soluçava levemente.

Enterrei meu rosto em meus joelhos e deixei o choro me levar.

Não sei por quanto tempo fiquei assim, podem ter sido minutos, horas, dias... Eu não sabia. Mas lentamente fui me acalmando até que pude levantar um pouco o rosto. Piscando furiosamente para limpar a minha vista olhei ao redor, percebendo que ainda era dia, na verdade nada parecia ter mudado de lugar. Olhei para o túmulo de Lilian e James percebendo que a grama e a terra estavam perfeitas assim como quando eu cheguei, nada evidenciava o que acabara de acontecer. Nada além de um pequeno livro deitado poucos metros de mim, parecendo sujo de terra e muito antigo.

Ainda com as mãos um pouco trêmulas, criei um pouco de coragem lentamente me arrastando para perto do objeto, hesitei com medo de algo estranho acontecer novamente, passando levemente os dedos no ar acima do livro. Respirei fundo tentando não pensar no que podia acontecer e peguei o livro envelhecido pelo tempo lendo o que havia escrito na capa.

“O Quinto Elemento.

A Necromancia.”

Era... Assustador. Somente olhar para o livro... Um arrepio involuntário passou por meu corpo ao olhar para as formas esculpidas na capa que pareciam perturbadoramente semelhantes a esqueletos e crânios...

(FOTO: http://4.bp.blogspot.com/-AHvJcjsCNMs/T6NLGnpUD3I/AAAAAAAAFJ4/Do45J-zL72o/s1600/necronomicoin.jpgAcrescentem a parte do título que não está presente aí)

Fiquei tentada a abri-lo para descobrir mais sobre o quinto elemento, mas um tipo de intuição mandou-me guardá-lo. Transfigurei-o para um livro de bolso. Guardando-o dentro do bolso escondido nos saltos baixos da minha bota, tinha um pressentimento incrivelmente ruim, como se algo estivesse prestes a acontecer.

Assim que terminei de guardar o livro me levantei, olhando ao redor. Uma barulho alto como vários galhos quebrando soou ao meu redor e de repente me vi cercada por várias pessoas em capas pretas e mascaras de prata.

Me preparei para usar os elementos contra eles, mas fui pega de surpresa e não tive tempo o suficiente. Um deles ergueu a varinha e um raio vermelho disparou em minha direção acertando-me no peito e tudo ficou escuro.

***

Terceira Pessoa POV:

Sirius e Harry lançavam continuamente feitiços contra a porta do quarto de Bella, a mais ou menos quinze minutos sentiram o poder que a fechava enfraquecer e com medo de que algo tenha acontecido a Bella passaram a tentar com todas as forças a abrir a porta.

Remus apareceu na entrada do corredor para verificar a causa dos diversos feitiços e percebendo o enfraquecimento das barreiras do quarto juntou-se aos dois e finalmente a porta explodiu dando passagem para os três. Harry entrou primeiro mas paralisou olhando ao redor. Sirius entrou em seguida tombando com Harry e Remus saltou os dois também olhando ao redor.

Os três agora encaravam as paredes cobertas de desenhos em preto e branco de várias lápides todas elas dando ênfase a uma em particular que continha uma estátua de anjo vingador.

- Mas o que....? – Sirius murmurou olhando ao redor.

- O que é isso? – Harry completou.

- Como ela pode conhecer esse lugar? Que eu saiba ela nunca esteve lá.... – Remus murmurou para si mesmo. Sirius e Harry o encararam confusos.

- Você sabe onde fica isso? – Perguntaram os dois ao mesmo tempo.

- É claro que sei. É o túmulo de James e Lily. – Remus murmurou.

- Meus pais? – Harry sussurrou confuso. Nem ele, nem Sirius já estiveram no Túmulo dos Potter. Sirius por ter ido à Azkaban e Harry por não saber onde ficava.

- Será que ela estava falando a verdade? Sabe... Sobre ter visto Lilian e James? – Remus perguntou inseguro para os outros dois.

- Não sei... Mas como ela conheceria esse lugar sem nunca ter ido lá? – Sirius perguntou.

- Onde ela está? – Harry perguntou de repente.

- O que? – Os dois adultos o encararam confusos.

- Bella. Onde ela está? – Harry perguntou alarmado se levantando. Os outros dois finalmente perceberam que a garota não estava no quarto. Olharam no closet e banheiro, mas ela não estava lá.

- Será que ela foi para o cemitério? – Harry perguntou indicando os desenhos.

- Mas como? Estivemos na porta do quarto o tempo todo e as proteções da casa nos avisariam se ela pulasse a janela! – Sirius disse frustrado.

- Ela pode ter aparatado, sabe que ela é poderosa o suficiente para enganar as proteções do Largo. – Remus falou.

- Vamos atrás dela. O lugar mais óbvio é o que ela desenhou. – Sirius e Remus olharam relutantes para Harry.

- Eu vou. Não importa o que vocês digam, é Bella e eu vou com ou sem vocês atrás dela! – Harry disse decidido.

Alguns minutos depois, os três e mais alguns membros da ordem que insistiram em ir também aparataram da sede para o cemitério. O grupo de agitou ao perceber a marca negra brilhando no céu, com muita intensidade, e sacando as varinhas correram para o túmulo dos Potter a procura de Bella, ou algum comensal.

Esquadrinharam o cemitério e não encontraram nada, além do coveiro morto obviamente por uma maldição da morte.

- Sirius! – Harry gritou ao pé da lápide dos Potter. – Olha isso! – Gritou novamente. Todos se aproximara dele para ver o que ele tinha achado. – É dela. Bella esteve aqui. – Harry falou pegando no chão o celular de Bella que sempre a acompanhava.

- E os comensais também... – Moody falou olhando para a marca no céu escurecido.

Fim do Capitulo.

Notas finais
Então o que acharam? Tenso não?
E agora o que será que vai acontecer com a Bella?
Só no próximo capitulo vcs saberão *SouMá*
Espero muitos Reviews e recomendações, até o próximo cap,
Bjs e até a próxima!