A Herdeira Elementar
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Em fim, eu não ia postar essa fic agora, mas como eu não postei nada nas outras fics este fim de semana eu resolvi ser boazinha e postar o primeiro capitulo de Herdeira Elementar hoje.
Nessa fic eu vou fazer algo diferente, só posto quando tiver muitos reviews! Os capítulos estão mais longos do que eu faço normalmente, então agora eu vou ser assim, minhas fics vão ser a base de Reviews e recomendações, nunca exigi nada disso, mas a leitura de livros e outras histórias juntamente com os reviews e recomendações em apoio a fic é o que me animam a escrever, então o recado tá dado vamos a leitura!
P.S.: Ou garota do Lobo) (Aqui o Ed abandona a Bella novamente depois deles irem aos volturi, e aqui a Bella faz 16 e não 18.
AHH eu dedico este cap a Erica, minha coautora em EDP e IPR, ela pediu esse shipper um montão de vezes então...
Bella POV:
Eu chorava silenciosamente sentada em minha cama, Edward havia me abandonado, havia me deixado em pedaços, enquanto eu o amei completamente e ele me fez de boba, um animal de estimação humano e estúpido para a família fodona de vampiros.
Pensando bem agora, ele sempre me tratou como algo inferior, tomando decisões por mim, não ligando para minha opinião... Ele não merece meu sofrimento, eu sabia disso, mas...
Levantei-me da cama um pouco cambaleante, eu vivi os últimos meses no modo automático, virei uma zumbi, me afastei dos meus amigos por causa deles, desisti da minha vida por causa deles, por causa dele. E agora eles foram embora me deixando para trás, bem, já faz seis meses, já esta na hora de seguir em frente, ou pelo menos tentar e fingir estar bem.
Caminhei para o banheiro a passos lentos, ainda me sentia fraca, não tinha me alimentado direito ultimamente, isso é algo que irei mudar. Pessoas que se preocupam comigo, como Charlie estão sofrendo porque eu estou matando a mim mesma lentamente, e eu definitivamente não era uma suicida.
Parei em frente ao espelho observando a figura acabada refletida a minha frente, eu realmente parecia um zumbi. Enormes olheiras abaixo dos olhos, cabelos completamente armados, magra, pálida, mais que o normal, o rosto sem expressão bem como a frieza nos... Olhos...
- Meus olhos... O que...? – Perguntei em voz alta com espanto, por um momento pensei ter visto meus olhos... Azuis? Não... Devo estar alucinando... É isso, a fome está me pregando peças.
Balancei a cabeça negativamente e dei as costas ao espelho entrando no Box e ligando o chuveiro após retirar minhas roupas largas e sem graça. A primeira coisa que faria, seria renovar meu guarda roupa, teria que ser algo sofisticado e de bom gosto, algo feminino, mas que sirva para ser usado no frio congelante de Forks...
A água estava muito fria, a ponto de que meus dentes batiam fortemente, estranho... Eu tinha ajustado no quente. Ajustei a temperatura da água novamente, colocando no mais quente que tinha, e de repente a água estava quente de mais, eu pulei para longe do jato d’água, mas de alguma forma a água parecia me seguir. Sai rapidamente do Box fugindo do jato, isso só pode ser loucura, meu chuveiro está me perseguindo, mas que merda é essa? Desde quando eu falo ‘merda’?
A água se acumulava na banheira borbulhante, o calor dentro do banheiro já estava quase insuportável. Se a água me tocasse eu iria ficar completamente queimada. Não conseguia encontrar o trinco da porta e...
“Que droga eu só queria um banho!” Pensei irritada.
Como se entendesse o que eu pensava o jato aumentou a intensidade subitamente se aproximando de onde eu estava e eu me encolhi com um grito de pânico saindo de meus lábios.
- PARE! – Reflexivamente minhas mãos se estenderam em frente a meu rosto esperando a água fervente me alcançar. O que não aconteceu. Tudo estava muito silencioso, abri lentamente os olhos e abaixei os braços bem devagar.
Meus olhos se arregalaram ao perceber que... A água tinha simplesmente... Paralisado no lugar... Como se entendesse o que eu falava...
- Isso é só um pesadelo, um pesadelo muito sinistro, mas ainda sim, somente um pesadelo... – Murmurei para mim mesma olhando fixamente para onde a água se mantinha no ar sem nada a mantendo exceto o próprio ar.
Engoli em seco tateando as minhas costas, finalmente encontrei o trinco da porta e me apressei em sair do banheiro sem render uma ultima olhada para trás. Vesti uma roupa qualquer e desci as escadas correndo.
Fui para a cozinha preparar o jantar, Charlie chegaria em algumas horas, e eu iria a Seattle renovar meu guarda roupa. Estava decidida a esquecer aquele acontecimento sinistro com o chuveiro.
Decidi fazer um peixe frito com legumes, e uma torta de maçã para a sobremesa, sabia que era a preferida de Charlie. Depois de fatiar o peixe e os legumes comecei a preparar a torta. Logo estava tudo no ponto de colocar no fogo.
Tentei acender o fogão elétrico, mas parece que hoje não é meu dia, e o fogão não acendia de nenhuma forma. Resolvi usar um isqueiro, que também não acendeu.
- Argh, porque essa droga não acende? Eu preciso acender esse fogo! – Exclamei irritada, e como se estivessem esperando minhas palavras o fogo acendeu, em todas as bocas do fogão, e em altas chamas. – Droga! Isso vai acabar queimando a casa, eu to parecendo o Charlie! Tentei ligar a torneira, mas a droga da água espirrou em minha direção me molhando completamente. Tudo começou a ficar cada vez mais frio e eu podia ver o ar da minha respiração saindo a cada vez que eu inalava e soltava o ar. – Porque isso está acontecendo comigo?! – Eu gemi, precisava de um ar quente, um chá calmante ou...
De repente as janelas se abrem com violência e uma torrente de ar quentíssimo me rodeia, e as pequenas plantas que serviam para decorar a casa começaram, impossivelmente, crescer em uma velocidade anormal bem na minha frente.
O que droga estava acontecendo aqui? Porque diabos os elementos estavam ficando malucos? Eu ainda devo estar sonhando, porque nada disso pode ser real...
O vento ficava cada vez mais forte e bagunçava toda a cozinha, as formas onde eu havia colocado o jantar de Charlie se espatifou no chão junto com vários outros objetos ao alcance.
- JÁ CHEGA! – Eu berrei com raiva, como se a droga dos elementos fossem me obedecer. Pufth!
Eu estava novamente estática, chocada olhando ao redor. A cozinha estava uma bagunça, como se um mini furacão a tivesse atingido. Mas como aconteceu antes no banheiro, os elementos haviam parado... Como se realmente me obedecessem...
Balancei a cabeça atordoada, ou isso era um sonho muito louco e real ou eu estava tendo alucinações. Provavelmente a segunda opção é mais segura, eu devo estar ficando louca!
Desta vez os elementos não tinham apenas paralisado, eles tinham realmente parado. O fogo apagado, a água desligado, o ar estava no frio normal e as plantas estavam novamente em seu tamanho normal.
Pisquei confusa e atordoada com os últimos acontecimentos, ainda misteriosos para mim. O que estaria causando isso? Porque essas coisas... Estranhas estavam acontecendo comigo? Seria algum vampiro? Algum vampiro que poderia controlar os elementos? Algum lacaio de Victória querendo me matar para vingar James?
Balancei a cabeça olhando nervosamente para os lados, tentei ver se havia alguém lá fora, mas não adiantou de nada, eu não via ninguém. Olhei para a cozinha novamente, eu teria que limpar isso antes que Charlie chegasse, se ele visse a cozinha neste estado faria perguntas, as quais eu não saberia responder. Eu tinha primeiro que me trocar antes que eu pegasse um resfriado...
Desse jeito não vai dar tempo de ir a Seattle. Droga, hoje realmente não é meu dia...
Subi as escadas pensando em como seria bom se a merda da cozinha não tivesse ficado uma bagunça, assim eu poderia ir a Seattle antes que escurecesse. Mas provavelmente eu passaria as próximas horas limpando a casa, e seria sorte se não adoecesse por causa das roupas molhadas.
Já no quarto procurei outra roupa para vestir, e me espantei ao perceber que... Minha roupa estava completamente seca. Nenhum indicio de que eu tenha me molhado ou coisa parecida momentos antes. Larguei a roupa que tinha separado em cima da cama e desci as escadas, correndo em direção a cozinha.
Parei na porta olhando extremamente confusa. A cozinha estava totalmente limpa, como se acabasse de sair de um faxina. A única prova de que momentos antes eu estive ‘tentando cozinhar’ eram as formas limpas em cima da bancada e o resto da comida jogada dentro do lixeiro.
Deus! Será que era realmente um vampiro? Eu estava novamente em perigo?
Desta vez os Cullens não estariam aqui para me defender, mas... Então porque diabos ele ou ela ainda não havia me matado? Estaria brincando comigo? Tentando me fazer pensar que estou louca?
Caminhei para a sala ainda perdida em pensamentos, o sol ainda estava no alto, eram provavelmente umas cinco da tarde, eu chegaria a Seatthe em uma hora se saísse agora, e provavelmente voltaria umas dez.
Escrevi um rápido bilhete para Charlie, peguei as chaves do carro, um casaco e minha bolsa que estava em cima do sofá e fui para a picape, era muito lenta... Talvez... Hmm, claro a moto... A moto que Jake tinha concertado quando Edward me abandonou pela primeira vez. Ele ficou com uma e eu com a outra, a qual eu guardava na garagem debaixo de uma capa e atrás de algumas caixas para Charlie não mexer.
Sorrindo um pouco, e esquecendo as coisas esquisitas que andavam acontecendo entrei na garagem e retirei as lonas e caixas que impediam a vista da moto, peguei um capacete aos pés da motocicleta e montei. Havia aprendido a pilotar perfeitamente.
Acelerei a moto pelas ruas de Forks, apreciando o vento frio batendo em meu corpo, bem como o cheiro das árvores que me invadiam as narinas mesmo com o capacete, de uma forma que nunca senti antes. O tempo estava nublado, onde pequenas gotas d’água molhavam-me, mas mesmo assim eu me sentia como se estivesse sentada a beira de uma lareira confortável.
Essas sensações eram estranhas, mas mesmo assim eram boas, então eu me deixei mergulhar nelas e não pensar em nada até chegar a Seattle. Fui diretamente ao Shopping, e entrei no primeiro salão de beleza que achei.
- Olá posso fazer algo por você colega? – Perguntou um cabeleireiro, vestido completamente de rosa e lilás. – Eu sou Jack, muito prazer. – Cumprimentou-me com dois beijinhos nas bochechas.
- Ah, sim, eu gostaria de uma mudança no visual, principalmente nos cabelos, que estão horríveis. – Ele pareceu horrorizado quando eu falei dos meus cabelos.
- Como assim? Seus cabelos são divos, nada de mudança total em seus cabelos, somente um corte para realçar seu rosto e lindos olhos azuis e... – Hã? Olhos azuis? Me apressei em olhar-me no espelho mais próximo e quase desmaiei ao ver a garota ali refletida.
A coisa mais notável eram os cabelos. Longos e completamente brancos como a neve, eles eram enormes que caiam em cascatas pelos meus ombros e costas mesmo estando amarrados em um coque. Como eu não havia percebido isso? Eu amarrei meu cabelo em um coque nem mesmo uma hora atrás e não estavam assim.
A segunda coisa que se notava eram os olhos, azuis profundos e hipnóticos, moldados por longos cílios.
Meu rosto parecia mais anguloso, e ao mesmo tempo mais delicado, mais feminino, não havia mais olheiras negras e horríveis abaixo dos olhos, minha pele estava tão pálida que era quase translúcida, e o efeito aumentava com os cabelos naquela cor.
Afastei-me um pouco do espelho analisando meu corpo, e percebi que as roupas que antes estavam largas agora estavam incrivelmente apertadas, mostrando curvas que eu não tinha, pelo menos não horas antes quando estava tomando banho...
- Estranho... – Sussurrei. Eu parecia uma deusa Nórdica do Gelo, ou a rainha branca de Alice no país das Maravilhas. – Eu... Vou aceitar sua sugestão. Apenas um corte no cabelo. – Eu falei percebendo que Jack ainda tagarelava atrás de mim.
- Claro. Tiff, Venus, Rô. Vocês vão me ajudar. Tiff você faz as unhas dos pés. Venus você faz as das mãos. Rô você faz a maquiagem enquanto eu faço o cabelo. Mãos a obra, vamos transformá-la em uma deusa, ou melhor, melhorar sua beleza. Ah eu ter um corpitcho desse... – Suspirou.
Umas duas horas depois elas terminaram tudo, e eu estava perfeita. Meus cabelos ainda estavam longos, batiam na minha cintura agora, com um franjão de lado. Uma maquiagem marcante, que parecia natural, e destacava meus olhos perfeitamente. Minhas unhas estavam pintadas na cor prateada, combinando com minha nova a aparência.
Depois de conversar com Jack pouco eu acabei o levando comigo para fazer as compras e renovar meu guarda-roupa, ele me ajudou com tudo, e me deu várias dicas inclusive me ensinou a me maquiar sozinha, afinal eu não entendia nada de moda e muito menos maquiagem. Depois de não sei quantas lojas e muitas roupas provadas, terminamos as compras exaustos, tínhamos comido algo na praça de alimentação do Shopping mesmo, e só quando chegamos ao estacionamento que eu me perguntei como levaria tantas sacolas em uma moto. Eu usava um Jeans azul claro justíssimo, uma regata branca, uma jaqueta de couro preta por causa do frio e uma bota também de couro que ia um palmo acima dos meus joelhos e continham saltos baixos para poder pilotar facilmente.
Jack me salvou se oferecendo me seguir levando as sacolas, já que ele morava em Port Angeles e não seria incomodo me acompanhar.
Quando cheguei em casa faltavam poucos minutos para chegar as onze e meia. As luzes da casa estavam acesas isso quer dizer que Charlie ainda estava acordado, provavelmente me esperando.
Despedi-me de Jack e levei todas as sacolas para dentro em mais ou menos umas quinze viagens, Wow, havíamos comprado bastante...
- Charlie? – Perguntei da Porta ainda ocupada com as sacolas.
- Na sala Bell’s. Temos visita. – Sua voz estava tensa, imediatamente cada célula do meu corpo enrijeceu pensando em mil possibilidades para quem seria a visita, quem em sã consciência faz visitas esta hora da noite?
Caminhei cautelosamente para a sala temendo a possibilidade dos Cullens estarem ali, ou pior Victória. Mas não era nenhum deles.
Em frente a Charlie, estava sentado um homem, que parecia muito velho, que se levantou quando eu apareci, sua longa barba branca brilhando na luz do cômodo. Ele usava umas roupas esquisitas, parecidas com algo que se usaria no dia das bruxas ou algo assim.
- Srta Isabella Swan, estou certo? — Perguntou com os olhos brilhando por trás de seus oculinhos de meia lua. Eu somente assenti. – Prazer sou Alvo Dumbledore.
Fim do Capitulo.
Notas finais
Beijões.
P.E.
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