A Herdeira Do Olimpo
1 O Primeiro Dia De Aula
Notas iniciais
Meu nome e Diana Luxor, tenho 16 anos e moro em Seattle com a minha tutora, pois minha mãe morreu, e logo após fui enviada para um abrigo para menores desprotegidos, popularmente conhecido como orfanato. É.. passei um bom tempo por la, varias famílias me adotaram mas, não me quiseram por muito tempo, diziam que eu era um problema, coisas ruins aconteciam por minha causa, algo do gênero. Mas pra mim tanto faz, pois quando eu for maior de idade vou ter a minha própria vida. No momento moro com os Sowt's, uma família simpática. Sarah Marie Sowt's é minha "mãe adotiva" ela é casada com Jonas, o cara que quer ocupar o posto de meu "pai". Eles tem um filho chamado Alex, que é um ano mais velho que eu, ele me odeia e acredite, o ódio e reciproco. Sarah me dava aulas de Historia no colégio em que eu estudava, depois de me meter em uma pequena confusão em que a cantina foi explodida, Sarah me adotou para eu não ser mandada para o reformatório. De certa forma ela me ajudou, apenas não entendo porque ela adotaria uma menina problemática e encrenqueira como eu, não faz sentido. Diz ela que conheceu minha mãe, mas e uma historia sem pé nem cabeça, que me faz desconfiar pra caramba, da veracidade dos fatos.
Eu estava em meu quarto arrumando minhas coisas para o primeiro dia de aula depois das ferias de verão, ah.. eu definitivamente não queria ir para aquela escola, não por ser aquela escola, mas pelo fato de eu, ter meio que explodido as outras.
– Diana, Alex, desçam pro café, vão se atrasar. — quando sai do meu quarto dei de cara com Alex, ele fez cara de indiferente e desceu as escadas, e eu logo em seguida Sarah nos levou de carro pro colégio.
– Alex não esqueça do seu skate. — Alex pegou o skate do banco traseiro e saiu em direção ao portão. Quando eu ia saindo
– Diana, tente não arranjar encrenca.. Foi difícil convencer o diretor a te aceitar, você tem uma péssima reputação por entre os colégios. — Sarah sorria docemente.
– Relaxa Sarah, eu sei que sou uma garota um pouco encrenqueira, mas sei me controlar e você sabe que todos aqueles incidentes não foram culpa minha. — ela assentiu e eu sai do carro.
– Boa sorte querida.. — eu sorri secamente. É, pareço ser bem arrogante, mas não se engane com as aparências, passei por varias famílias, e por varias escolas, seria difícil eu ser "legal" com a Sarah.
Assim que adentrei o colégio pela porta, esbarrei em um garoto, nossos olhos se encontraram, por um momento fiquei hipnotizada, mas logo recebi uma pancada de realidade. Uma cheerleader irritante esbarrou em mim.
– Olha por onde anda coisa inconveniente. — gritou a menina.
– Você não sabe nem soletrar inconveniente garota. — respondi.
– Você pensa que esta falando com quem? — perguntou vindo em minha direção.
– Não me interessa saber sobre cheerleader nenhuma, alias, não me enche o.k.? — arrumei minha mochila e sai pelo corredor procurando
a sala do diretor.
Depois de meia hora procurando sem sucesso pelo diretor, que parecia que tinha se enfiado em um buraco no chão e sumido, ate que cansei e perguntei pro zelador, que ele apontou para a porta atras de mim. Sentei no banco e esperei ate que pudesse falar com o diretor. O diretor abriu a porta e me chamou, quando entrei em sua sala, fique espantada, o diretor usava um tênis vans preto, jeans surrado e uma camisa xadrez verde por cima da camiseta branca. "Descolado" pensei comigo.
– Então você e a garota problemática do East High?! Não me parece tudo isso que me falaram de você. — disse enquanto eu me sentava.
– O senhor e o diretor que me aceitou no colégio? — perguntei.
– Não.. eu sou novo aqui.. tenho uns três meses de trabalho e sim.. ajudei sua mãe a convencer o antigo diretor a te ceder uma vaga. — ele sorriu docemente.
– Desculpe senhor, mas ela não e minha mãe, é apenas.. uma amiga. — o diretor tirou um saco de jujubas dentro da gaveta, e começou a comer. — Creio que devesse dar aquele discurso, em que eu digo que e a única chance que te darei e blá blá blá.. Não farei isso, além de ser chato é muito clichê! – ele se levantou e me entregou uma pasta. — Aqui esta.. — me entregou uma folha branca com o brasão do colégio. — Este e seu cronograma de aulas, e preencha os papeis que estão na pasta e os traga amanha. Pode ir agora.
Me levantei e agradeci. Sai da sala do diretor e vi no cronograma a primeira aula era de Química, e no piso superior. Cheguei na sala e o professor estava começando a aula. "droga!", eu definitivamente não queria se o "centro das atenções" naquele momento, mas aluna nova sempre é muito observada, como dizem os babacas dos garotos "carne nova". O professor me analisou e me pediu para sentar em uma mesa no fundo onde não tinha ninguém.
– Não se preocupe. — disse ele. — Seu parceiro esta atrasado mas logo logo ele chegara. Eu sorri torto e abri meu livro, quando um garoto entrou ofegante na sala e pediu para o professor para entrar, e ele deixou.
– Desculpa professor.. — disse ofegante apanhando alguns livros que havia deixado cair
– A semana inteira o senhor chegou atrasado senhor Gustavo. Espero que não tenha próxima vez, do contrario terei que te mandar para a detenção. — Gustavo sorriu e fez um gesto com a mão, parecia continência. O garoto se sentou ao meu lado e me cumprimentou. Quem diria, o garoto lindo que eu vira no corredor quando entrei no colégio era um "fora da lei".
Quando o olhei, era o garoto em que eu tinha esbarrado hoje quando cheguei. Ele era alto, pele muito pálida, olhos verdes e cabelos negros, era ate atraente, se não fosse pelo seu olhar de "sou o maioral".
– Você não e a garota que retrucou a Cristina. — eu assenti. — Tem que ser muito corajosa pra enfrenta-la daquela maneira, a maioria das garotas tem medos dela. — Soltei um breve riso.
– Porque eu teria medo daquela imbecil? Ela e só mais uma popularzinha que não e nada sem seus capachos. — Gustavo riu e concordou.
– Parece que seremos parceiros em Química. — disse abrindo o livros grosso, o que eu não gostei muito por não era muito boa em Química, e nem em nenhuma matéria, sou disléxica e tenho hiperativismo. Isso realmente era um problema, não sabia como que conseguia passar de ano.
A aula foi como sempre, massacrante pois eu não entendia nada do que o livro falava, isso quando conseguia ler. Como era nova no colégio, não conhecia praticamente ninguém, só Gustavo que era meu parceiro em Química e a tal da cheerleader irritante, Cristina. De certa forma gostava de ficar sozinha, tenho um temperamento um pouco difícil, sou irritada e um tanto explosiva, por isso prefiro ficar na minha. O sinal pra ir embora tocou finalmente. Eu decidi ir andando para casa, queria ficar um pouco sozinha, quando Gustavo me alcançou correndo com o skate na mão e sua mochila azul nas costas.
– Ei marrentinha, espera ai! — gritou enquanto eu continuava andando. — Posso ir com você? — perguntou ofegante.
– Não! — disse o cortando e ele me sorriu.
– Você é sempre tão mal humorada assim com as pessoas? — eu o olhei raivosa.
– Só com os malas sem alça. — Gustavo sorriu.
– Devo admitir que você é otima para arranjar encrenca. — brincou. — No seu primeiro dia de aula, já conseguiu encrenca com a garota mais influente de todo o Pixewl's. — eu apenas ri.
No caminho conversávamos sobre bandas, eu dizia que Anthrax era melhor do que Slayer, e Gustavo dizia o contrario quando de repente, fomos interrompidos por um carro que voava em nossa direção. Gustavo me empurrou, em seguida se abaixou e o carro passou por cima dele. "De novo não!" já estava de saco cheio daqueles monstros me atacando sempre. O garoto clicou seu cinto e um arco dourado surgiu. Fiquei espantada com aquilo, de onde ele tirou aquele acessório da hora? Gustavo lançou uma saraivada de flechas na direção do monstro, mas as flechas apenas fizeram estragos pequenos, cortes superficiais que não adiantavam para nada. Uma fúria percorreu por todo meu corpo, me levantei e me concentrei, senti meu corpo formigar. Me concentrei e fiz um raio descer em meu braço e apontei na direção do monstro e o fritei com um raio o fazendo sumir. Gustavo não me olhava surpreso.
– Como fez aquilo? — perguntei apontando para algumas flechas que estavam fincadas no asfalto.
– Mágica. — respondeu irônico.
– Moleque.. NÃO BRINCA COMIGO! — disse o pegando pela gola da camisa.
– Diana, fui enviado por meu pai para te proteger. — eu franzi o cenho.
– Me proteger? Do que? — perguntei o largando.
– Venha comigo e lhe explicarei tudo melhor. — disse pegando em meu braço e me tirando daquele lugar.
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