Notas iniciais
Espero que gostem!

Pequenos feixes de luz entravam sorrateiramente pela fresta aberta da janela do quinto andar do hotel! Pequenos e delicados olhos verdes abriram devagar tentando se acostumar com a claridade.

A cabeça de Valentina ia lembrando-se vagarosamente doas acontecimentos do dia anterior, e sem hesitar levantou-se da pequena cama de solteiro e rumou descalça para o banheiro onde tomou um banho rápido e se trocou.

Ainda no banheiro a loira olhou abismada para os próprios pulsos que se encontravam vermelhos com marca de dedos fortes. Rapidamente ela lembrou-se de quem havia feito aquilo e tentou afastar os próprios pensamentos. Saiu do banheiro o mais rápido possível, pegou sua mochila e as chaves da moto e saiu do quarto.

Desceu até a recepção e entregou as chaves.

–Aqui estão! –Disse sem emoção entregando as chaves para o palhaço cheio de maquiagem a sua frente que era a mesma moça que a entregara as chaves ontem à noite. A raiva e a inveja fizeram com que a recepcionista roubasse o cargo do Patati Patata, com roupas curtíssimas, mais Valentina apenas com um short e tênis conseguia entregar o mais belo dos homens à morte se ela quisesse, pois sua beleza era hereditária, natural!

Saiu do hotel ainda com os pensamentos longe e partiu com a moto para a grande Bulgária...

Seus pensamentos caíram exatamente em quem ela não queria pensar... Ares, aquele Deus Da Guerra violento e sem coração, aquele Acéfalo que sempre que lhe mandava uma cantada a garota o jogava da janela do olimpo. Ela lembrara-se claramente de quando isso aconteceu...

Uma bela jovem de cabelos Loiros e olhos verdes esmeraldas trocava-se em seu grande quarto com paredes douradas, e uma grande foto da loira, junto a uma ruiva que aparentava a mesma idade da garota, só que na verdade, era sua própria mãe.

A jovem trajava ainda sua lingerie vermelha sexy, hoje a noite seria o baile da jovem que acabara de completar 17 anos... E principalmente porque a grande guerra de Troia havia acabado e finalmente ela poderia sair e se mostrar ao mundo como a mulher (Menina) mais bonita do mundo, a garota queria esfregar sua beleza na cara de uma única mulher, Helena de Troia!

Ainda olhando o belo corpo no espelho não reparou que um ser pousava atrás da mesma sorrindo malicioso mordendo o lábio inferior com luxuria. Ao vê-lo a garota assustou-se e acabou jogando um vaso na cabeça do individuo que desviara por um triz.

–Ares? –Questionou ela irritada com o Deus.

–Nunca vi você assim antes. –Disse ele abobadamente pelo encantamento da filha de Afrodite.

Por outro lado ela sorriu maliciosa, sem corar. Ela não era disso, nunca foi!

–Aé! – Disse provocante chegando perto do Deus enquanto o mesmo olhava para o corpo escultural. A garota aproximou-se perigosamente de Ares e passou as mãos por baixo da camisa do Deus arranhando de leve seu Tórax sarado fazendo- o gemer. Mordiscou a orelha do mesmo e ele tremeu. Rendendo-se a tortura a puxou pela cintura chocando seus corpos violentamente. O que ele não perceberá foi que estavam cada vez mais perto da janela aberta. – Pena que ele nunca vai ser seu! –Sussurrou no ouvido dele e no segundo seguinte o empurrou janela a baixo. Ela ria desesperadamente ao ver o mesmo esparramado no chão cheio de cereais a sua volta. Ele cairá em cima de Demeter, que ficará uma féra e o fazia comer (engolir) seus cereais.

A loira deu uma risadinha suave ao lembrar-se daquele dia. Infelizmente Helena de Troia havia morrido e ela não poderia esfregar na cara da mesma. Mais nada que ter um tio do inferno que lhe adora.

O vento batia violentamente nos cabelos da loira que apenas apreciava aquilo. Estava com fome, pois não comera no hotel. Avistou de longe uma pequena lanchonete e decidiu parar para comer.

–Um sanduiche e um suco de Laranja. –Pediu educadamente ao garoto que a atendia que simplesmente babava em cima do corpo de Valentina que apenas revirava os olhos. Rapidamente o garoto lhe trouce o sanduiche e o Suco que pedirá, e sem hesitar ela os comeu apetitosamente.

Um pouco mais afastado de sua mesa, uma mulher velha e cheia de espinhas, mais como outras mulheres, ela não a olhava Valentina com inveja, mais sim com divertimento e vigilância. Como se cada movimento da loira fosse mata-la. A loira percebendo o olhar da velha sobre si comeu mais rápido querendo sair dali o mais rápido possível. Pagou e sem hesitar saiu sem olhar para trás.

Mais por instinto, virou bruscamente com a mão em sua pulseira de ouro e a sua frente, uma grande criatura com presas enormes e asas horrendas a olhava. Fúria, pensou consigo mesma e no mesmo segundo puxou sua pulseira do braço, transformando-a em um lindo arco e flecha.

– Lady Gaia pediu-me para leva-la até ela, mais eu não resisto, você e deliciosa! –Exclamou a fúria avançando na garota que puxou uma flecha e atingiu o coração da fúria que se fundiu em pó. Com medo que aparecessem mais delas, ela correu para sua moto e deu partida com desespero, ela sentia algo atrás dela, e estava certa.

A suas costas vinham em sua direção dois enormes lestrigões que corriam em alta velocidade na intenção de a alcançarem! Ela precisava de um plano e rápido, e assim se fez. Um estalo em sua mente fez com que ela olhasse em volta. Era muito arriscado oque pretendia, e a mesma podia sair sem um preço, engoliu um seco pensando na possibilidade. Era sua vida, ou seu braço!

Sem medo, a loira inclinou a moto para trás fazendo com que ela quase caísse para trás mais por sorte, ela entrou caída na caminhonete de uma caminhonete. Saiu da moto com sua alija em mãos pronta para atiram nos lestrigões que alcançavam com facilidade da caminhonete. A primeira flecha foi atirada parando exatamente do olhou de um deles que sem esforço se dissipou em pó fazendo o outro urrar de raiva. Com uma habilidade extraordinária, a outra foi lançada acertando o coração do lestrigão que também sumiu do pó.

Suspirou aliviada da tensão do ataque e sentou-se no fundo da caminhonete olhando sua moto que balançava conforme a caminhonete andava. Fechou os olhos procurando cochilar um pouco, pois sem demora estaria na Bulgária para cumprir seu destino.

Uma luz brilhou na caminhonete revelando um homem com expressão marota, ele possuía cabelos negros e olhos castanhos claros, muito parecidos com os de James.

–Hermes? –Perguntou surpresa. O deus sorriu para a garota, há tempos que não si viam.

–Vally! –Disse o abobalhado abraçando à loira carinhosamente que ria nos braços do amigo. –Você esta a mesma! –Elogiou.

–Você também homem! –Falou ela brincando e depois assumiu uma forma séria. –Oque aconteceu? –Perguntou preocupada.

–Mandaram isso para você! –Disse ele entregando um grande pacote e um bilhete. Ela o olhou de esguelha confusa.

–Quem mandou?

–Ares! –Respondeu ele.

Ela apenas assentiu e deixou o pacote e o bilhete no chão.

– Como esta o Olimpo? –Perguntou triste.

–Uma confusão, Apolo, Afrodite e Ares estão doidos porque você vai se entregar para salvar o... –Ele parou repentinamente. –Valentina, eu devo minha imortalidade a você, pelo que esta fazendo pelo meu filho.

–Você não me deve nada Hermes, eu faço isso por ele. –Disse ela melancólica recebendo um olhar compreendido do deus.

–Eu tenho que ir pequena Barbie! O trabalho me espera. –Disse sorrindo e sumiu em uma forte luz.

Ela deu um sorriso fraco e olhou o pacote enviado por Ares. Pegou o bilhete e sentou no chão e o abril pronta para lê-lo.

Sabia que não me escutaria então pelo menos leve isso com você, eu lhe dou para que possa defender-se e se salvar.

Ares

Sorriu minimamente e pegou o pacote pondo- o sobre si. Dentro do grande pacote pousava uma grande espada de prata.

Ela sorriu mais ainda e sussurrou um Obrigado Soldado! Era assim que ela o chamava, e ele apenas ria do apelido.

Com cuidado, pôs a espada sobre as vestes e sentou-se novamente com os olhos fechados deixando-se levar pelo sono.

Um baque surdo foi ouvido assustando Valentina que acordara assustada olhando para os lados. A caminhonete estava parada, e ao lado de fora, dois homens magricelos saiam dela, com medo de ser vista, a loira saiu da caminhonete abaixada e retirou a moto com dificuldade, ela era muito pesada. Ainda não sabendo como não foi pega, Valentina partiu encima da moto para longe. Ela sabia que já estava na Bulgária, o difícil seria achar o esconderijo de sua Bisavó maluca até que uma voz soou em sua mente.

Siga as aranhas! (N/S: Tirado de Harry Potter heheh)

No começo ela não entendeu mais logo raciocinou quando viu um monte de aranhas pequenas seguirem juntas para dentro da mata fechada ao lado da estrada. Tremeu e hesitando em estantes ela as seguiu ligeiramente com medo, tinha pavor de aranhas.

Ela já estava na orla da floresta, não via mais as aranhas e estava com muito medo, mais não demostrou, afinal era obvio que estava sendo observada pelos olimpianos que a assistiam como se fosse um programa de Tv.

Sacou a espada que ganhou de seu Soldado e a segurou fortemente.

–Pensei que não viria Querida! –Disse uma voz aguda e assustadora que Valentina logo reconheceu.

–Eu vim sim seu Abutre, agora será que você teria a gentileza de solta-lo! –Falou relacionando-se a James. A sua frente apareceu do nada uma mulher alta de cabelos negros e olhos ainda mais escuros sorrindo diabólica. Ela não aparentava uma jovem de vinte, e sim uma velha de quarenta.

–Não será tão fácil assim eu liberta-lo minha querida. –Gaia falou desdenhosa e com certa raiva.

–Oque você quer? –Perguntou Valentina com os dentes trincados e Ódio.

–Simples, duele comigo! Se você ganhar, eu solto o semideus e fico com você, se você perder, fico com os dois! –Falou sorrindo maligna.

–Aceito! – Fala de uma vez. Gaia sorri e estala os dedos trazendo névoa para si. Ao lado da Titã, James se revela acorrentado, ele a encarava com um misto de desespero e tristeza.

–Você não deveria estar aqui, vá embora enquanto há tempo. –Pediu ele desesperado e ela apenas o olhos negando.

–É tarde demais, e eu nunca deixaria você aqui. – Disse a loira olhando Gaia que sorria ironicamente sacando sua espada.

Com um golpe rápido, Valentina cortou um pouco do braço da velha que urrou de raiva e a atacou. Tentou um ataque por baixo mais a loira pulou e as duas cravaram as espadas juntas fazendo um barulho horrível.

–Desista Valentina, contra mim, você não tem chance! – Disse a Titã desdenhosa fazendo Valentina envermelhar e investir contra a cabeça da bisavó.

–Nunca! –Urrou ela desviando de um ataque na garganta. Engoliu um com a possível probabilidade de ter a cabeça cortada e deu uma cambalhota parando atrás da velha dando um mortal extraordinário na mesma que caiu no chão de costas com a espada nas costas. –Perdeu! –Comemorou ela em silencio, logo a loira sentiu uma flecha em suas costas.

–VALENTINA! –Gritou James se debatendo com força.

A loira caiu de joelhos urrando de dor nas costas onde a flecha atingira e se deparou com Gaia a sua frente com a espada apontada para ela.

–Meus filhos não perdem tempo!- Disse ela rindo maquiavélica. –Parece que eu ganhei! –Disse ela e Valentina engoliu um seco.

–Acho que não. –Falou uma voz aguda atrás da Deusa da Terra. Vários e Vários semideuses apareceram entre as arvores com armas apontadas para a Titã que se encheu de ódio.

Valentina reconheceu alguns como, Percy Jackson, Annabeth Chase, Nico Di Ângelo, Thalia Grace, Léo Valdez, Will Solace, Clarisse La Rue entre outros. Seu olhar caiu instantaneamente em seus irmãos e irmãs que com o olhar diziam que iam lhe salvar. A loira sorriu minimamente e viu todos os meios sangues partirem para cima da Titã que agora assumira sua forma de cinco metros de altura. Retirou a flecha das costas com dor, e foi rastejando até James que ao vê-la sorriu. Valentina com a espada cortou as correntes que prendiam o amigo e o abraçou livre.

Mais antes de mais nada, eles se levantaram e olharam a batalha que estava feia. Sem pensar, a garota tirou sua alija das costas e pegou uma flecha e direcionou-a até Gaia. A velha deslocou-se um pouco dando tempo para um ataque mínimo dos meios sangues. James já estava no meio deles lutando com uma espada que sinceramente, Valentina não sabia de onde ele havia tirado.

A mesma imitou seu gesto e pegou a espada indo correndo até a bisavó que já havia derrubado quase todos os campistas. A luta era sanguinária, até a morte.

Até que um grito fora ouvido, de desespero total! De Dor. Valentina sentiu fortes braços em volta de si e um grito de Dor aguda. Gaia já estava no chão, dormindo finalmente, até que a loira reparou que os braços em volta dela foram se deslocando até cair. Uma grande adaga celestial estava gravada nas costas de James fazendo Valentina gritar. O moreno caiu sobre os braços da loira que deixava lagrimas rolarem.

(Musica de fundo: Let Me Go — Avril Lavigne)

–NÃO! –Gritou ela em desespero com as lagrimas grossas em sua face. Todos os campistas estavam em volta da garota a olhando com pena. –JAMES... JAMES! –Gritou novamente tentando acorda-lo mais ele apenas abriu os olhos minimamente.

– Eu sabia que esse dia ia chegar de um modo ou e outro. –Disse ele fracamente. Uma luz forte brilhou na orla da floresta revelando todos os Olimpianos com um olhar piedoso.

–Você não pode. –Falou Valentina entre lagrimas, agora ela soluçava segurando o rosto macio de James.

– Eu te amo! –Falou ele fechando os olhos e ela se desesperou chorando.

–Por favor! –Sussurrou a garota abraçando o corpo do moreno com força chorando de Remorso.

Ela acariciou o rosto pálido já morto do amigo e cantou um pedaço de sua musica.

–When you're gone

The pieces of my heart are missing you

When you're gone

The face I came to know is missing too

When you're gone

The words I need to hear to always get me through the day

And make it ok

I miss you

(Quando você vai embora

Os pedaços do meu coração sentem a sua falta

Quando você vai embora

O rosto que eu conheci também me faz falta

Quando você vai embora

As palavras que eu preciso ouvir para conseguir passar o dia

E fazer tudo ficar bem

Eu sinto sua falta)

E assim ele se foi, deixando todos para trás, principalmente aquela que amava, deixando uma cicatriz do coração, que nunca, nunca vai ser cicatrizada...

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!