Notas iniciais
Olá! Espero que gostem!

Cerca Viva-Negra, 30 centímetros, pelo de cauda de testrálio, meio flexível.

Isso foi o que o sr.Olivaras me contou sobre a varinha. Quando mostrei para minha mãe, ela a achou linda e meu pai a olhou durante horas. Gina disse que seria melhor se eu a guardasse, para evitar acidentes. Harry e Gina nos deixaram de volta ao East Village cerca de meio-dia e eu me despedi de Alvo, Lily e Tiago. Os meninos disseram que mandariam as coisas que eu pedi logo. Caso contrário, no primeiro dia de aula eu as receberia.

Minha mãe fez sanduíche para o almoço e meu pai disse que tinha um presente para mim.

O presente foi uma coruja. Isso mesmo, uma coruja! Ela era negra, de olhos enormes, as penas grandes e lustrosas.

—Harry nos disse que não há como ligar para você em Hogwarts. Só mandam corujas, que entregam e recebem cartas. Nós vimos essa e achamos que você iria gostar dessa. — Meu pai disse.

-Eu adorei! Ela é linda! — A olhei. Ela piou e bicou minha mão de leve. Passei um dedo em sua cabeça delicadamente. Ela pareceu gostar do carinho. — Oi, vou chamar você de Zia. É um nome bonito não, é?

Ela piou mais alto.

—Vou considerar isso um sim, está bem? — Eu ri.

Os dias que se seguiram foram comuns. Exceto que eu tinha uma coruja para alimentar e lia meus novos livros escolares quase todos os dias. Não podia fazer magia, mas eu já tinha aprendido dois feitiços em uma semana. Não que eu gostasse de estudar.

Na verdade, quando chegava a parte chata falando sobre história, eu pulava. Danielle sempre me perguntava quando eu iria para a casa de tia Mia, mas eu desconversava. Dizia que tia Mia já estava velha não queria criança por perto para perturbar. Danielle ficava surpresa, mas não dizia nada.

Até Elliot, o garoto que eu mais detestava na face da terra, veio me perguntar se eu estava bem.

—Claro que estou bem. Por que não estaria? — Rebati.

—Você anda estranha Claire. E mais cedo ou mais tarde eu vou descobrir o que você tem.

Revirei os olhos.

Meu pai falou com a diretora da minha escola e lhe contou que eu não estudaria mais lá. Quando Danielle soube, se revoltou, fazendo da minha vida um inferno.

—Você vai me abandonar, não é? É isso que você vai fazer?

Ela dizia quase sempre. Eu usava a desculpa padrão que meus pais tinham adotado; consegui uma bolsa de estudo em um internato caro, mas longe daqui. Partiria em 1 de Setembro e só voltaria no natal. Todas as minhas cartas deveriam ser entregues pelos meus pais, já que o colégio só fazia contato com eles.

Pelo menos metade das pessoas acreditavam. A outra metade desconfiou de tudo, mas fiquei quieta e o mais normal que consegui.

Mas as coisas figuram do meu controle uma semana antes da minha ida para Hogwarts.

Eu voltava do treino de lacross, com Danielle, como sempre, quando ela me perguntou novamente se eu estava bem e qual era o meu segredo.

—Não tenho segredo algum. — Respondi, torcendo para que ela não me pegasse na mentira.

—Claire, você não me deixa mais entrar na sua casa. Você está indo embora para um internato. Seus pais disseram que você só volta no Natal e eu não posso ligar para você porque lá não tem telefone. E por que eu não posso colocar uma carta para você no correio?

Danielle explodiu. Eu fiquei sem reação, nervosa, enquanto ela colocava tudo para fora. Estávamos debaixo de um poste e não sei como, a lâmpada explodiu. Simples assim.

Vidro para todo lado, um corte no braço, cheiro de fumaça. A lâmpada simplesmente estourou como um balão e eu sabia, de algum modo, que tinha sido minha culpa. Eu havia feito aquilo e todos os meus alarmes internos dispararam ao mesmo tempo.

—E-Eu tenho que ir. — Disse e corri para casa, o corte no braço ardendo, assim como meus olhos cheios de lágrimas.

—Eu fiz aquilo. Eu estava tão nervosa e... e... a lâmpada simplesmente explodiu.

Contei ao meu pai, que enxugava minhas lágrimas e cuidava do mu corte, enquanto minha mãe ligava para Harry. Ele tinha celular, ela contou, por que tinha contato com trouxas e não podia enviar-lhes uma coruja.

—Você não pode ter feito a lâmpada explodir, meu amor.

—Mas eu já dei vida a uma borboleta de papel. Por que não poderia explodir uma lâmpada? E se eu machuquei Danielle? Ah papai...

Eu chorava copiosamente.

—Acalme-se. Danielle não vai achar que você estourou a lâmpada.

—Mas e se ela descobrir?

—Não vai. Veja se ela está bem amanhã e depois conversem as duas. Vai ficar tudo bem.

Funguei e enxuguei o rosto.

—Tudo bem.

Harry disse que isso era comum. Essas coisas aconteciam quando um bruxo sentia medo, raiva, alegria. Um sentimento muito forte e intenso. Quando eu entrasse em Hogwarts, as coisas iriam melhorar. Nada mais de acidentes como esse, por que eu aprenderia a controlar a magia e minhas emoções. Fiquei mais aliviada.

O resto da semana, foi tranquila. No dia 31 de Agosto, meus pais deram uma festa a fantasia, como forma de uma festa de despedida. Eu fui fantasiada de bailarina, por que minha mãe disse que eu não poderia usar o uniforme de Hogwarts como fantasia. Quando fui dormir, com Zia piando baixinho, meus pais vieram falar comigo.

—Nós estamos muito felizes. — Minha mãe disse, acariciando meu cabelo. — Eu só espero que você goste de lá, meu amor.

—Tenho certeza de que vou gostar. — Respondi, quase dormindo.

—E com certeza será a melhor aluna que Hogwarts já teve. — Meu pai piscou para mim e eu sorri.

—Vou me esforçar, prometo.

—Confiamos em você. — Eles disseram e me deram um beijo de boa noite.

—Também temos uma coisa para te contar. — Meu pai disse. O olhei, atenta. Meus pais pareciam nervosos e agitados. Como se estivessem escondendo alguma coisa. Mas nós éramos os Laurent. E os Laurent nunca tiveram nada a esconder.

—O quê é?

—Só dizer que te amamos. — Minha mãe respondeu e me deu outro beijo. Disse que os amava também e ele me deixaram dormir. Fiquei pensando no que realmente eles queriam me dizer, mas não me concentrei nesse assunto.

Fechei os olhos e dormi. Acabei sonhando com borboletas prateadas, faíscas mágicas e um castelo lotado de magia.

Notas finais
Comentem o que acharam! Beijos!