A Herdeira!
2 Uma entrevista cansativa!
Notas iniciais
Anteriormente em A herdeira:.
–Amanhã me prepare um vestido lindo para o jornal inicial. –Falei suspirando.
–Mas seu pai disse que suspenderia está semana.
–Não vamos suspender nada. Ahren não importa mais. Ele vai pagar por tudo que fez por nós. –Endureci.
–Menina, pense bem... –Neena alertou.
–Já pensei demais. –Cantarolei.
[...]
Me sentei entre Kaden e papai, e viramos para frente. Forcei o melhor sorriso de ‘’ Estou bem ‘’ e a câmera começou a filmar.
Papai falou pouca coisa, na verdade só sobre o projeto de algumas coisas novas que ele iria fazer na parte sul da Carolina e então Gravil chamou meu nome.
–Então vamos falar com a nossa Alteza, Princesa Eadlyn.
Meu coração saltou, então lembrei como Ahren me me acalmava. Afastei o pensamento da minha mente antes que eu chorasse.
–Olá Gravil. –Forcei meu melhor sorriso e me sentei na cadeira em frente a sua.
–Como vai a seleção? –Perguntou.
–Ah vai bem. Mas no momento está pausada por meio dos acontecimentos que houveram. –Falei.
–Soubemos sobre o internamento de sua mãe na ala hospitalar como ela está? –Perguntou.
–Está sem nenhuma melhora por enquanto. –Respondi.
–E o seu irmão? Ahren? –Perguntou. –Onde ele está?
–Com quem ele quer. –Falei rudemente.
–Como lhe afetou? Seu irmão gêmeo estar longe de você? Como considera está ideia? –Perguntou. –Com certeza tem acontecimentos de sua vida que ele sempre esteve presente. Então como é viver longe da sua outra metade?
Pensei por um minuto sobre tudo. Me fez lembrar do dia que eu e Ahren estávamos dando a primeira entrevista no jornal, e Ahren falou que queria uma namorada. Me permiti sorrir por um segundo, mas logo esse sorriso desapareceu ao pensar que nunca o veria mais.
–Acho que...Me afetou bastante. É doloroso. Uma dor excruciante e interminável por dentro quase irreversível para uma pessoa só. O que ele fez foi egoísta, só pensou na sua felicidade e na de mais ninguém. Para ele nós não sofreríamos, nós não notaríamos a falta que ele faz. Mas, talvez este seja o problema. Nós notamos tanto sua ausência, que de repente caímos na real e nossa vida para. Você fica imaginando se poderia ter dito mais eu te amo, e você se arrepende de perder tempo com brigas ao invés de dar-lhe um abraço. Você se arrepende de não ter notado cada traço do rosto da pessoa, com medo de esquece-lo de verdade. Você percebe o quão falta aquela pessoa faz e além do mais, você percebe que não é nada sem ela. –Falo me expressando de todas as maneiras possíveis.
–Hum...Nossa. –Gravil comentou me trazendo a vida. –Foi um prazer falar com a senhorita.
–É. Obrigado.–Suspiro para tentar barrar o nervosismo.
Levantei para voltar pro meu lugar e me perguntei quantos pais eu tinha. Pois eu estava vendo três de papai, e dois de Osten. Apoiei na cadeira e tentei distinguir os rostos que eu via.
–Senhorita, está bem? –Gravil perguntou em tom de preocupação.
–Sim. –Falei agradecida pela preocupação.
Dei dois passos até minha cadeira e de repente tudo apagou. As vozes cessaram, a luz apagou e eu cai desacordada. Era frio, totalmente sozinha. O frio me consumia no lugar que eu estava. Minha respiração estava acelerada e arrepios eram distribuídos pela minha coluna.
–Ahren? –Chamei chorando. O vi sentado em um banco com Camille, sorrindo e felizes. Cheguei perto deles e Ahren me viu. Me olhou com nojo e me empurrou me fazendo cair de costas, logo depois saiu sorrindo com Camille como se nada tivesse acontecido. –Ahren?
–Acorde. –Alguém me acordou do terrível pesadelo. Abri os olhos mas logo me arrependi por conta da claridade. –Graças a Deus.
–Papai? –Falei ao observá-lo suspirar.
–Estou aqui. –Acomodou-me.
–Que horas são? –Perguntei ao observar o quarto da ala hospitalar.
–São 22:46 do dia dez de setembro. –Falou.
–Eu fiquei desacordada por tipo...Dois dias? –Disparo surpresa.
–Sim. –Assentiu.
–Pai...Onde Ahren está? –Pergunto. Ele devia estar assistindo. Meu irmão nunca estaria em paz se eu estivesse doente.
–Hum...Ele não veio, Eadlyn. –Falou me olhando com certa pena.
–Como assim? Ele pelo menos ligou? –Choramingo.
–Não. –Suspirou.
–Não acredito nisso. –Choro de uma vez.
–Ele deve estar ocupado. –Falou tentando defende-lo.
–Ele não estava ocupado pai. Ele apenas não quis ligar. –Gritei raivosa.
–Talvez. –Suspirou. –Kile quer falar com você.
–Mande-o entrar. –Falei em um sussurro.
Papai beijou minha testa gentilmente, depois abriu a porta e Kile entrou. Papai nós deixou a sós e então Kile me olhou com aqueles olhos azuis e os fios loiros de seu cabelo refletia na luz fosca do hospital.
–Como está? –Perguntou se sentando ao meu lado na cama.
–Bem. –Sussurrei.
–Não. Você com certeza não está bem, Eady. –Falou acariciando meu rosto com seus dedos macios.
–Não estou. –Admito de cabeça baixa.
Ele deita na cama comigo, deixando meu rosto sobre seu peito. Dava para ouvir as batidas de seu coração, meio rápidas, meio lentas. Lembrei-me como ficava assim com Ahren...E chorei. Droga Eadlyn. Você é a futura rainha, jamais demonstre fraqueza.
–Vai ficar tudo bem. SHIIII. –Falou afagando meus cabelos castanhos.
–Porque ele não veio, Kile? –Suspiro controlando minha respiração acelerada.
–Não sei. –Falou meio hesitando.
–Como mamãe está? –Pergunto.
–Está do mesmo jeito. –Falou suspirando profundamente.
–Ela vai melhorar, não vai? –Perguntou, mais para mim do que para Kile.
–Vai sim, Eady. –Falou beijando minha testa de maneira carinhosa.
–Onde os outros selecionados estão? –Pergunto virando meu rosto lentamente para olhá-lo.
–Estão em seus quartos. Acho que somente eu saio de lá nesse dias. –Falou.
–E papai?
–Está no escritório com a Srtª. Brice. –Fala.
–Hum... –Resmungo simplesmente.
–Tenho que ir. Mamãe me pediu para fazer umas coisas para ela.
–Já? –Pergunto e ele assenti. –Está bem. Obrigado por vir.
–A dispor. –Fala sorrindo e acenando. Logo depois fecha a porta atrás de si me deixando sozinha de novo naquele quarto escuro e solitário.
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