A Herdeira
5 Patricinha mimada
Notas iniciais
POV Edward
Sai mais cedo do hospital, graças a Deus não tive que ficar de plantão, então fui direto pra casa, assim que cheguei parecia mais um velório, minha mãe, Alice e um rapaz desconhecido sentados na sala. Esme consolava o rapaz e eu tratei logo de saber o que estava acontecendo.
-Mãe, o que houve? — perguntei logo que entrei.
-Meu filho, que bom que chegou — minha mãe deu um breve sorriso — Sente-se querido, por favor.
-Alguém pode me dizer o que está acontecendo? — olhei para o rapaz — e quem é ele?Então, foi Alice que se dispôs a me explicar toda a situação.
-Edward, esse é Emmett Swan, filho dos patrões de nossa mãe, que por acaso morreram essa madrugada num acidente de avião. — falou minha irmã.
-Sim, eu realmente ouvi falar disso e sinto muito, mas o que ele faz aqui? — perguntei ainda curioso.
-Bem, essa parte é mais complicada ainda... — ela fez uma pausa.-Por favor, eu mesmo quero contar — disse o tal Emmett.
- Eu estou aqui na sua casa Edward, por que James, " melhor amigo" do meu pai — fez aspas com os dedos — roubou toda o nosso dinheiro, nos deixou na miséria, tirou inclusive a casa em que eu e minha irmã crescemos e agora eu estou pobre, sou lindo demais pra ser pobre — fiquei besta de ver um rapaz daquele tamanho se encolher no colo da minha mãe e chorar como se não houvesse amanhã. Se a história não fosse triste, eu acharia isso engraçado.Fiquei calado durante um tempo, pensando sobre o assunto. Nossa, coitado dele e da irmã, o que iriam fazer da vida? Ele, mesmo sendo um homem grande estava lá no colo da minha mãe chorando feito uma criança, provavelmente nunca trabalho na vida e a garota provavelmente é uma patricinha que só sabe falar de cabelo, roupas, sapatos e tantas outras coisas fúteis, aliás...
-Onde está sua irmã?
- Isabella está dormindo no quarto de Alice, isso é coisa demais pra cabeça dela, já desmaiou não sei quantas vezes só hoje. — quem respondeu foi minha mãe.
-Esme,eu e a Isa precisamos voltar na mansão e pegar nossas coisas, pelo menos algumas roupas e objetos pessoais. — disse Emmett.
-Como é? Eles vão ficar aqui conosco? — perguntei surpreso.
-Claro Edward, eles são como filhos pra mim, não posso deixá-los na rua. — respondeu-me indignada e olhou pro grandão -Então vamos somente eu e você, não vamos incomoda-la, deixe-a descansado, ela precisa. -então levantaram-se. — Alice e Edward, fiquem de olho na Isabella. — disse minha mãe antes de sair, então foram embora.
Eu e Alice ficamos em casa, assistindo um filme, mas meu pensamento estava nela, minha linda Rosalie, pena que estava viajando, estava morrendo de saudade, mal podia esperar pela sua volta, minha loira, meu corpo colado naquele corpo maravilhoso dela, sentindo seu cheiro e...
-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH — ouvi um grito desesperado, parecia que estavam matando alguém.
-QUE PORRA É ESSA? — levantei num pulo do sofá, aquele grito me deu até calafrios.
-Deve ser a Isabella que acordou e não reconheceu o lugar, vamos — Alice correu para seu quarto onde a tal Isabella dormia e eu fui atrás dela. Pronto, vamos conhecer a patricinha.
Entrei no quarto e vi uma garota, pequena, encolhida no canto da parede, com os braços em volta dos joelhos, ela mordia o lábio e se encolhia cada vez mais a medida que Alice se aproximava dela, ela tinha lindos olhos, cor de chocolate, mas esses apresentavam medo, seu rosto era delicado, claro, emoldurado por longos cabelos castanhos claro, ela era absolutamente linda, acho até que não estou no meu juízo perfeito, mas ela é mais bonita que Rosalie.
Vi ela se acalmar enquanto Alice explicava a situação pra ela mas o encanto se acabou assim que Alice acabou de falar e a primeira coisa que ela fez foi falar da cor do quarto de minha irmã. Tudo bem, eu concordo que é tudo rosa demais, mas se ela gosta assim ninguém tem direito de interferir.E mais uma vez, enquanto estava perdido em meus pensamentos sobre a primeira impressão sobre ela quando ela se levantou, andando de um lado pro outro, com as mãos esfregando as têmporas, dizendo algo sobre precisar ir na sua antiga casa e pegar o que precisava, seu corpo era lindo, esbelto, cheio de curvas, a garota beirava a perfeição, mesmo com o rosto inchado, a maquiagem borrada, os cabelos bagunçados e então, num impéto e sabe Deus o porquê, me ofereci para leva-la até sua casa e ela nem havia notado minha presença ainda e com desdém simplesmente perguntou que eu era, aquilo foi a gota d'água, que garota abusada. Finalmente Alice me apresentou, lembrei que ela e minha mãe sempre a chamava de "senhorita Isabella" e como não tinha intimidade, resolvi cumprimentá-la assim, mesmo morrendo de nojo de tanta formalidade e mais uma vez a desgraçada me ignorou e se voltou para Alice e questionou-a sobre o porquê da formalidade. Decide, gosta ou não gosta minha filha? Percebi também que ela não gosta de ser chamada de Bella, mas também nem quero saber. Vi Alice sair do quarto e finalmente ela pecebeu que eu ainda estava ali.
-Magoei ela? — perguntou a garota, eu poderia dizer que não , que Alice é dramática assim mesmo, mas resolvi ser rude, não ia tratá-la como uma princesa, como ela devia ser acostumada, se ela ia viver conosco, deveria ser tratada igualmente.
-Vai querer que eu te leve ou não? — perguntei ríspido.
–Se você estiver com esse péssimo humor prefiro que não me leve, não vou ficar aguentando isso, por favor né. — se jogou na cama e cruzou os braços. Não acredito que ela esperava que eu ficasse adulando né? Afinal, quem precisava de um favor era ela e não eu, já havia me arrependido mesmo de ter me oferecido para levá-la.
–Nem te conheço, to te fazendo um favor e você ainda vem exigir? — tentei me fingir de bravo, mas na verdade tava pouco me importando- Tudo bem, você pode ir de ônibus, só queria ser uma mosca pra poder observar essa cena de perto, a patricinha andando num ônibus lotado. — vire-me pra sair do quarto.
– Não, espera. — falou. — Eu quero que você me leve, por favor. — disse ela mordendo os lábios sensualmente, se sua intenção era me seduzir, conseguiu, pois apesar de estar totalmente bagunçada, aquilo foi extremamente sexy e o Edward junior fez menção de reagir lá embaixo, mas não posso, eu tenho namorada e amo minha namorada, sou louco pela minha namorada, é só pela minha Rose que o Edward junior deve se manifestar.
–Então vamos,não tenho todo tempo pra você. — falei rudemente, não deixando transparecer o quanto aquela atitude sexy tinha mexido comigo.
–Pode chamar Alice por favor? Queria que ela me emprestasse alguma roupa, não posso sair com isso. — não respondi, apenas permaneci calado e sai do quarto.-Alice, ela tá te chamando no quarto — falei assim que cheguei na sala.-Tudo bem vou lá — e saiu saltitando para o quarto. Essa é uma das vantagens de ser Alice, ela é dramática, mas também não guarda rancor.Me joguei no sofá e fiquei pensando, quem era essa garota a final, a conhecia a mais ou menos 10 minutos e meu corpo ja estava reagindo de maneira inapropriada na sua presença. Essa garota vai ser um problema na minha vida.Levantei e resolvi tomar banho, ela ia demorar mesmo.
Tomei banho, fiquei pensando, troquei de roupa e voltei pra sala e a garota ainda não havia aparecido.Até que finalmente ela apareceu na sala, agora mais arrumada, com uma roupa simples, maquiagem leve, cabelo penteado, linda. Empurrei esses pensamentos pra longe, ela vai ser nossa hospede e Esme a tem como uma filha, não posso me "engraçar" com ela, além do mais tenho namorada, isso, tenho namorada, minha namorada perfeita que logo estaria de volta.
–Já estava indo embora, não tenho minha vida toda pra te esperar não patricinha, não sou teu motorista particular. — assim que vai ser, totalmente indiferente.
–Onde está seu carro? — perguntou , segurei o riso.
-Quem falou em carro? — caminhei em direção a minha Yamaha WR450 F (N/A: só escolhi essa por que achei bonitinha, sou tipo a Bella, so entendo de roupas, sapatos e tal HSAUSH http://www.yamaha-motor.com.br/web/site/galeria-wr450f/color/azul.png )
– Voce não quer que eu ande nisso aí , quer? — perguntou a fresca enquanto eu subia na moto.
– Querer, na verdade, não quero, mas você precisa, então se preferir andar de ônibus... — mal conclui minha fala e ela já estava na garupa, mas mantendo a maior distancia de mim.
–Pode segurar em mim, não vou te passar nenhuma doença contagiosa. — graças a Deus ela não tem um "Isabella Junior " pra se manifestar atras de mim, ri com meu pensamento.
–Meu maior medo não é pegar alguma doença, receio que sua idiotisse seja contagiosa. — quando eu tento ser simpatico ¬¬
Fomos em silêncio até a casa , chegando lá ela falou com alguns seguranças e eles deixaram-nos entrar, ela olhava tudo , acho que absorvendo cada detalhe da casa onde cresceu, creio que existe muita coisa nesse lugar que ela nunca notou, fiquei de longe observando, dei espaço pra ela. Chegamos a um quarto, creio que era o dela, so pode ser. Fomos ao seu closet, fiquei perdido em tantas roupas e vi quando ela pegou algumas, as mais simples e colocou em uma mala, tambem vi quando ela foi ao fundo do closet e pegou uma caixa pequena, rosa e saimos do quarto. Quando chegamos até a escada ela ficou observando uma marca que tinha la proximo por um bom tempo, creio que aquela marca lhe trouxe alguma lembrança, não interrompi mas senti uma absurda vontade de poder ler seus pensamentos.
De repente ela saiu correndo, tao desesperada e desatenta e acabou rolando alguns degraus com toda as suas coisas, me assustei com a cena e fiquei preocupado para ver se ela havia se machucado.
– Não chore,vai ficar tudo bem — disse, tentando acalma-la- Voce está bem, se machucou? — examinei-a, afinal sou medico e a queda foi feia
.Ela se afastou de mim bruscramente, ficou me olhando com raiva, as lagrimas rolando pelos olhos.
–NÃO, CLARO QUE NÃO VAI FICAR TUDO BEM, CALA A BOCA, VOCÊ NÃO SABE DE NADA — ela gritou aquelas palavras e saiu correndo, deixando suas coisas para trás.
No primeiro momento fiquei com raiva, pensei em largar tudo la e ir embora, nao sou baba da patricinha mimada, mas entao pensei em todo o sofrimento que ela deve estar sentindo, a confusao em sua mente e me compadeci disso, juntei suas coisas e fui para a moto, amarrei as malas dela na garupa e então decidi ir atrás dela, afinal, estava dominado por uma estranha sensação de que precisava protege-la, so nao sabia por onde começar a procurar. Meu Deus, onde eu estou me metendo, por que estou me sentindo tao envolvido por essa patricinha que não conheço nem a um dia direito? So espero que isso não me prejudique.
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