A Herdeira

7 Capítulo 7


Notas iniciais
mais um capítulo *-*

POV Bella

No caminho para o ponto de ônibus fiquei calada, pensando sobre várias coisas, inclusive naquele momento com Edward na pracinha que foi algo totalmente estranho, ou deveria dizer surreal? Devo dizer que me senti tão livre, como se tirasse um peso das minhas costas ao “ fazer as pazes” com ele. Ao contrário do que possa parecer, eu não sou, aliás, nunca fui somente uma patricinha mimada, claro, sempre vivi pra gastar o dinheiro dos meus pais, mas no fundo era só uma espécie de vingança, querendo chamar a atenção deles pra mim, o que nunca deu certo, mas foi assim que eu fui criada, sempre cheia de mimos, não é toa que me acostumei mal, porém, sempre gostei de ler e quando era criança brincava de médico com Emmett, claro que do jeito inocente, lembro de meu pai ter me dado um kit de médico daqueles de brinquedo, mas o meu era bem maior e melhor do que os comuns que tem por aí. Enfim, terminei o ensino médio aos empurrões e nunca cheguei a cursar uma faculdade, mas se o fizesse, com certeza faria medicina e me encantei quando descobri que Edward é médico, ele é tão jovem, tão bonito, tão sexy e ...Ok, Alice disse que ele tem namorada e eu vou morar com ele, falando nisso, nunca poderei agradecer Esme o suficiente por deixar eu e meu irmão morarmos em sua casa, claro que seria provisoriamente, pois eu estava decidida a realmente mudar de vida, ia ser difícil me acostumar , digamos, a vida de pobre, mas eu iria conseguir. Digo “ vida de pobre”, não que Esme e seus filhos vivam em condições de extrema pobreza, afinal Edward é médico e deve ganhar muito bem, Alice também deve trabalhar e Esme ganhava muito bem como nossa governanta, a casa deles não é tão ruim, mas claro que é tudo diferente de tudo o que eu tinha, vou ter que dividir o quarto da Barbie e Emmett vai dividir o quarto com Edward, vou ter que ajudar nas tarefas domésticas e conseguir um emprego, para quem sabe ajudar financeiramente, agora me diga: no que uma garota como eu, que sempre fui criada a pão – de — ló poderia fazer? Por um momento me visualizei com aquela farda pavorosa do Mc Donald’s, aquele bonezinho pior ainda, fiquei nervosa só de pensar.

-Isabella você tá me ouvindo? – senti alguém me sacodir.

-EU NÃO QUERO TRABALHAR NO MC DONALD’S! – gritei, sim, eu gritei mesmo no ponto de ônibus saindo de meus devaneios, olhei ao redor e várias pessoas me olhando, coloquei as mãos no rosto morrendo de vergonha, senti meu rosto esquentar, era um defeito meu, eu não conseguia disfarçar minha vergonha, meu rosto imediatamente corava.

-Quem tá falando de Mc Donald’s? Eu só tava perguntando se você realmente nunca tinha andado de ônibus. – Edward fitava-me, a cabeça meio de lado, certamente questionando minha sanidade.

-Desculpe, estava perdida nos meus pensamentos e não, nunca andei de ônibus, nem nos meus piores pesadelos. – estremeci com o fato de que isto estava prestes a mudar. Mas como eu disse, eu estava disposta a fazer tudo o que fosse necessário para crescer, a perda dos meus pais foi algo tão repentino e inesperado, perder toda herança também e a conversa com Edward influenciou para que eu percebesse que estava sendo egoísta e me dispusesse a correr todos os riscos.

Enchi Edward de perguntas a respeito de como era pegar ônibus, o que eu precisava fazer, etc, etc. Ficamos cerca de meia hora ou mais esperando o ônibus, por Deus, como isso demora. Passaram vários ônibus mas Edward sempre dizia que não era o certo, até que veio um, nas palavras de Edward: Uau, esse tá lotado, mas vamos logo.

Fiz o sinal da cruz e segui Edward carregando minha caixinha a rosa, entrando naquela coisa grande de metal onde havia pessoas de todas as idades e principalmente ou infelizmente, de todos os cheiros.

Sentia corpos roçando no meu, mal conseguia me mexer e aquilo estava me incomodando, eu não queria ser fresca, bancar a mimada de novo mas tenho certeza que aquela situação não era agradável pra ninguém ali dentro.

-Vamos para perto da saída Isabella – disse Edward segurando minha mão e na sua outra mão minha mala, que por sorte não era tão grande. Fomos caminhando para a parte traseira do ônibus, porém, no meio do caminho uma senhora de uns cinquenta e tantos anos vira para Edward e lhe dá uma tapa, enquanto ele ficou parado esfregando o rosto e olhando para a senhora, juntamente com os outros passageiros e claro, eu.

-Minha senhora, posso saber o motivo da agressão? – ele perguntou ainda incrédulo.

-Seu tarado, pensa que não senti você se esfregando no meu corpinho moreno? Morrendo de desejo pra me ver nua, fique sabendo que embora você seja um gostoso – passou a mão no peitoral de Edward, mordendo os lábios – eu sou muito bem casada e não lhe dei essas intimidades, não antes de me levar pra jantar, caso contrário, se afaste – virou-se e cruzou os braços, como se esperasse um convite de Edward.

Eu tentei, juro que tentei segurar o riso, mas olhando a cara abobalhada de Edward e a pose da senhora, comecei a rir alto e de repente, PÁ, eu também levei um tapa, a risada parou na hora.

-Isso é pra você aprender a respeitar os mais velhos – falou a mulher, fazendo um bico horrendo.

-A senhora enlouqueceu? Perdeu a noção do perigo? Segura minha caixinha moço – gritei enquanto jogava minha caixinha no colo de um rapaz antes que ele pudesse responder e avancei pra cima da senhora abusada.

-Isabella, não, não faz isso – dizia Edward enquanto se espremia entre os demais passageiros tentando me segurar.

-Eu vou mostrar pra essa velha nojenta quem é Isabella Marie Swan — eu gritava enquanto tentava alcançar os cabelos da senhora que por acaso também se esforçava pra me bater outra vez, porém era impedida por alguns passageiros que a seguravam.

-Eu sei muito bem quem é você mocinha, a herdeira Swan, mas agora é a pobretona Swan, além de órfã agora é pobre . – velha desgraçada agora ela me paga. Alguns riram dentro do ônibus e outros murmuravam baixinho coisas do tipo “que maldade” ou “ ela não devia dizer isso” e outros se questionavam se eu realmente era a famosa herdeira que ficara pobre do dia pra noite.

Após ela se referir a mim desse jeito, a raiva me tomou e consegui me desvencilhar dos braços de Edward avançando em cima da velha enquanto agarrava no cabelo dela e puxava gritando bem alto “ Eu te mato sua velha desgraçada” , os passageiros que a seguravam se afastaram e no meio do ônibus que anteriormente parecia lotado, abriu-se um espaço onde eu e a senhora nos engalfinhávamos. Vejam a que ponto cheguei, nunca me envolvi em brigas nas festas em que eu ia, procurando me manter sempre discreta e agora eu estava me atracando num ônibus com uma senhora de idade, realmente é o fim.

-*-*-*-*-

Agora eu e Edward estávamos literalmente na sarjeta, fomos expulsos do ônibus. Edward usando de um bom senso que eu nunca tive, saiu do ônibus me segurando pela cintura enquanto eu protestava mandando ele me soltar, mas logo cedi. Pela janela minha caixinha foi atirada, minhas coisas se espalhando pela rua, olhei para o ônibus e a velha sorria satisfeita, então, sorri educadamente e mostrei o dedo do meio para ela, que me olho espantada enquanto o ônibus prosseguia seu caminho.

Edward tentava juntar minhas fotos, cartas entre outros objetos que o vento espalhava pela rua. Inevitavelmente algumas lagrimas rolaram pelo meu rosto. Terminei de juntar algumas coisas, colocando tudo na caixa e sentei na beira da calçada e abracei meus joelhos.

-Nem pra ser pobre eu sirvo – falei fazendo careta.

- Foi sua primeira vez, logo vai melhorar – Edward falou dando uns tapinhas de leve em minhas costas – ou não, já que pude perceber que você é imprevisível – disse rindo, levantou-se e estendeu a mão pra mim – vamos andando “terror das velhinhas” já estamos perto de casa.

-Ah claro, eu aterrorizo, mas você tá fazendo maior sucesso. Até pensei em uma forma de ganhar dinheiro, vou vender seu corpo para coroas cheias da grana, a partir de hoje vou ser sua cafetina – falei séria, mas logo explodimos numa gargalhada. Juntei minha caixinha e novamente fomos andando de mãos dadas, enquanto comentávamos sobre o acontecido no ônibus.

Incrível a sintonia que eu e Edward tínhamos, há poucas horas nos conhecemos e após brigas, desentendimentos, agora parecíamos amigos de infância.

Chegando perto da casa dele, um táxi parou na casa ao lado e de dentro dele saiu uma loira, mas não era só uma loira, era A loira. Apesar de eu ter conhecido várias mulheres realmente lindas, aquela ali superava todas pois tinha uma beleza natural, e não a beleza falsificada que as plastificadas que eu conheci tinham. Seus cabelos loiros naturais reluziam, sua pele bronzeada , seu corpo perfeito , ela era tão linda que me fez sentir um pátio feio e pensar “ se eu fosse homem eu pegava”. De repente ela se vira em nossa direção e sorri, um sorriso tão lindo quanto todo o resto, fiquei pasma, será que ela ouviu meu pensamento? Mas aí me toquei que tinha um cara do meu lado, olhei para ele e ele tinha um sorrisinho besta nos lábios, tava quase babando. Confesso, que não sei de onde, senti uma pontada de ciúme.

-Acho melhor você limpar a babinha, tá escorrendo aí . – disse e ele nem me olhou, mas as palavras que ele disse a seguir me fizeram entender .

-Minha Rosalie voltou. – ele continuava sorrindo, porém permanecia no mesmo lugar. Lembrei que Alice tinha me dito sobre ele ter uma namorada, mas não lembrava o nome, só que pelo visto só podia ser essa.

Então, o sorriso da loira oxigenada ( sim, mudei de opnião u.u) desapareceu, encarei seus olhos e percebi que ela olhava para a minha mão de Edward que ainda estavam entrelaçadas. Ele rapidamente se tocou e soltou minhas mãos e minha mala e correu para a sebosa, tentou dar-lhe um beijo, mas ela virou o rosto. Pude ouvir “eu não posso viajar uma semana Edward e já te encontro de mãos dadas com outra mulher?”. Preferi não ouvir o resto da conversa e fui para casa, já estava começando a escurecer e eu estava bem cansada, mas sinceramente, essa loira ia ser uma pedra no meu sapato, por que pelo que percebi ela é muito ciumenta e vai por muito empecilho na minha estranha e nova amizade com Edward, no qual, meu único interesse é a ajuda que ele vai me dar pra eu mudar de vida, SÓ ISSO.

Notas finais
gente, eu fico muito triste em saber que tem gente lendo a fic , porem não comenta, é muito triste sabe? eu continuo postando por que eu realmente gosto , mas desanima saber que ninguem comenta, entao acabo demorando pra postar, mesmo já tendo os capitulos prontos. Era isso, não esqueçam de comentar, pooooooooor favor, me deixem saber o que estão achando ;*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.