A Heart Full Of Love.
1 Prólogo.
Notas iniciais
Todos temiam a Rainha, uma mulher cujo a história poucos sabiam. Sabia-se que tornou-se uma mulher cheia de ódio e rancor, de uma hora para a outra, porém Emma Swan, sabia que tornar-se alguém cheio de ódio e mágoa era sempre uma história traumática, e detestava os sussurros que os homens e algumas mulheres teimavam em soltar no fundo do bar, eles sentavam-se em cadeiras e ordenavam cervejas, tomavam quantidades absurdas e quando acabavam bêbados, dormiam um com os outros não entendiam no dia seguinte o que haviam feito. Porém sempre voltavam e acabavam por beber novamente, até caírem e realizar a mesma besteira. Eram os desocupados e as fofoqueiras. Enquanto as esposas ou os maridos trabalhavam, o outro ia ao bar, encontrar com os mesmos de sempre, e acabar por sempre trair os companheiros que tanto trabalhava por um pouco de dinheiro para as crianças não morrem de fome no final do dia.
Emma Swan já era uma menina diferente, estava apenas nos seus 18 anos, e trabalhou em uma tecelagem durante quase dois anos, assim conseguiu por fim realizar um dos seus grandes sonhos: comprar o seu corcel para cavalgar durante o nascer e o pôr do sol. Alguns dias após comprar o seu cavalo havia conseguido uma vaga nos estábulos do vilarejo, e acabou por passar os dias com o corcel amado e com os cavalos dos demais moradores que deixavam os seus animais na cocheira.
O vilarejo vinha se sentindo ameaçado, as fofoqueiras espalhavam boatos de que a tão temida rainha viria para lançar um feitiço para que todos fossem transportados para uma terra onde todos seriam infelizes. — Não faria muita diferença — pensava a loira dos belos olhos cor de esmeralda enquanto bebia mais um gole do copo de chopp na sua frente.
Os dias se passavam, e os boatos apenas aumentavam, relembrando cada vez de Neal, um antigo namorado de Emma, o mesmo que havia abandonado-a assim que a primavera começou, o mesmo que despedaçou o seu coração ao se casar com uma mulher de classe, cujo ele sem dúvidas apenas exploraria.
Bebeu mais alguns copos e quando sentiu o álcool começar a fazer efeito depositou algumas moedas de prata no balcão do restaurante da avó de Ruby e saiu pela porta da frente, foi quando escutou o barulho que tanto conhecia: As ferraduras entrava em choque com os paralelepípedos da rua, a garoa caía lentamente, e Emma se escorou na parede para assistir a passagem de quem quer que seja que galopava uma hora dessas, foi então que sua respiração parou, seus olhos se abriram mais e mais, e seu coração disparou, ela deixou a parede sem o seu encosto e continuou a fitar a beldade morena, que não largou os olhos de Emma até o momento em que foi necessário.
Assim que ela havia passado escutou Ruby sussurrar para a loira tão em choque:
– Essa é a Rainha, parece que se chama Regina. Adora galopar nesse corcel preto durante as tardes, porém hoje está passando pro aqui mais tarde... Estranho. — Ruby então disse a sentença e quando ouviu o grito de Granny voltou correndo para o bar, deixando Emma ainda se recuperando, tentando normalizar sua respiração e acalmar o seu coração, que agora não pertencia mais a ela, porém sim aquela que passou, aquela que como um anjo tomou seus sentimentos, com apenas um olhar.
Olho no olho, os corações se acompanhavam, e a medida que a batida ficava mais rápida, o tempo parava. Foi como se tivesse durado uma vida, porém como se não tivesse durado nada.
Emma precisava encontra-la, olhar e perder-se naquela imensidão castanha.
Mal imaginava que a Rainha se sentia do mesmo jeito quanto a dona dos hipnotizantes olhos verdes.
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