A Hard Love

16 This Is Start Of Something New


Notas iniciais
Hey, hey, hey!! Milagre do mês, dois caps, sem demora, e esse ainda ficou grandinho..

Entrei na escola rapidamente, depois de ter acordado atrasada, corri para minha primeira aula e bufei, ao descobrir que minha professora havia faltado. Olhei em volta, o corredor estava vazio, por todos estarem em aula.

– Santana. — virei meu rosto para um dos lados e vi uma garota loira de cabelos pintados de vermelho, sorrir.

– Oi?

– Estamos sem a primeira aula. — ela disse, me fazendo suspirar.

– Sim, estou sabendo.

Ela se aproximou de mim, sorrindo. Eu já tinha a visto em uma de minhas aulas, mas não me lembrava do seu nome.

– Andrea. — ela respondeu, como se tivesse lido minha mente.

– Sim... Santana.

Andrea riu, eu fiz uma careta e me encostei na parede, me achando idiota.

– Fiquei sabendo que Rachel é sua nova amiguinha.

Olhei para ela com a testa franzida, Andrea se encostou na parede ao meu lado e suspirou.

– Como assim?

– Estão dizendo que você se aproximou de Rachel para conseguir transar com ela, mas...

– E você veio até mim para confirmar isso?

– Não, eu só... O que ela tem de bom?

– O que?

– Rachel é "bonitinha", mas é maluquinha.

– Olhe, se veio aqui para falar mal dela, eu...

– Não! — ela respirou fundo e se afastou de mim, deu a volta e olhou para mim. — Foi fácil se aproximar dela?

– Andrea, não estou entendendo seu foco.

Ela ajeitou a bolsa em seu ombro, olhou em volta e bufou, parecendo inquieta.

– Esqueça. — franzi mais minha testa, tentando entender ela. — Finja que eu não falei com você, finja que esse momento não aconteceu e... boa sorte com... isso.

Rapidamente, Andrea foi para um dos lados e virou o corredor. Eu tinha ficado perdida com aquilo, segui pelo lado contrário, e ouvi passos atrás de mim.

– Santana!

Me virei e vi Jesse se aproximar de mim. Seria um longo dia...

– O que foi?

– Estão te chamando na sala da orientadora.

Arregalei meus olhos rapidamente, deixei meu material cair no chão e corri, pensando o pior. Rachel... Assim que entrei na sala da orientadora, a vi conversando com uma garota, mas parou assustada, para depois me fuzilar com os olhos.

– Santana...

– Me desculpe. Jesse disse que...

– Pode esperar lá fora?

– Não precisa. — a garota disse, se levantando. — Obrigada pelo conselho.

– Qualquer coisa, venha me procurar.

A garota sorriu e saiu, eu me sentei na cadeira onde ela estava e suspirei.

– Por que me chamou aqui?

– A mãe de Rachel me ligou e...

– O que aconteceu? Ela está bem? Aconteceu algo?

– Se acalme, Santana! — respirei fundo, sentindo minhas pernas tremerem. — Rachel caiu da casa na árvore ontem à noite e engessou sua perna esquerda. Ela terá que ficar alguns dias em casa, os professores já estão sabendo disso, assim como a diretora, mas eu achei que você deveria saber.

– Será que ela está bem?

– Tenho certeza que sim.

Me levantei rapidamente e corri para fora, sem me importar com a escola. Ao passar pela porta principal, vi Andrea conversando com algumas meninas, mas logo se aproximou de mim, quando tentei montar em minha bicicleta.

– Santana, por que a pressa?

– Sem tempo para explicações.

Chutei minha bicicleta, percebendo que ela estava presa e rosnei.

– Quer uma carona?

Olhei para Andrea e vi a chave de seu carro em sua mão. Andrea era uma das poucas meninas que tinham carro aos 17 anos, e naquele momento eu estava feliz por isso.

– Sabe onde é a casa da Rachel?

Estranhamente, Andrea empalideceu, engoliu seco e afirmou com a cabeça, logo indicando seu carro.

***

Toquei a campainha uma vez, olhei para trás e vi Andrea apoiada na porta do passageiro, brincando com a chave de seu carro. Pude perceber que ela era um pouco mais alta do que eu, talvez na mesma altura de Quinn. Novamente toquei a campainha, Andrea olhou para a casa e se aproximou de mim.

– Acho que está vazia. — ela comentou.

Tentei uma última vez, Andrea olhou em volta e se assustou, quando a porta foi aberta.

– Santana? — Shelby murmurou, surpresa. — Não devia estar na escola?

– Me desculpe incomodá-la, senhora...

– O que eu disse?

– E-eu... Rachel está bem? Fiquei sabendo que ela engessou a perna e...

– O que? — Andrea perguntou, assustada.

– Ela está bem, sim. Foi apenas uma torção feia, mas agora ela está bem e...

– Mamãe! — ouvimos Rachel gritar. — Quem está aí?

– Querem entrar? — Shelby perguntou, abrindo espaço.

Rapidamente entrei e corri escada acima, parei na porta do quarto de Rachel e a vi usando um mini short verde, uma regata branca e o gesso novinho. Dino estava ao seu lado, com o mesmo capuz na cabeça.

– Hey... — chamei, ela olhou para mim e sorriu, começando a corar. — Como está a perna?

– Doendo um pouco. — ela choramingou, fazendo um biquinho.

Me aproximei da sua cama, molhei meus lábios com a língua e suspirei, vendo ela fazer o mesmo.

– Como... — apontei para o gesso e mordi meu lábio inferior. — Como você caiu?

Rachel corou mais ainda, abaixou a cabeça e pigarreou.

– E-eu subi as escadas rápido demais e... eu perdi o equilíbrio. Acho que foi isso...

– Rachel...

– Sente aqui.

Ela puxou Dino para o outro lado, me sentei ao seu lado e coloquei sua franja de lado, fazendo ela sorrir mais.

– As meninas sabem?

– Britt sabe, e disse que só irá avisar Quinn depois das aulas.

– Certo...

Passei a ponta dos meus dedos no lençol de sua cama e suspirei. Era difícil apenas conversar com Rachel, depois de já ter sentido seus lábios aos meus. Voltei a olhar para Rachel, a mesma encarava suas mãos.

– Você... Aconteceu alguma crise, depois de...

– Não. — ela respondeu. — Eu só caí da casa na árvore.

Eu sorri, Rachel olhou para mim e se preparou para falar algo, mas parou, ao ouvir as batidas na porta, mesmo que ela já estivesse aberta.

– Me desculpem incomodá-las... — Andrea disse, chamando nossa atenção.

– Tudo bem. — respondi. — Entre.

Ela olhou para Rachel, se perguntando se devia mesmo entrar, mas Rachel apenas abaixou a cabeça. Andrea entrou no quarto com calma e olhou em volta, dando um sorriso.

– Nunca vi um quarto totalmente rosa.

Eu ri e olhei para Rachel, que não parava de encarar suas mãos.

– Rachel, essa é Andrea.

– Prazer em conhecê-la, Rachel.

– Uhum. — Rachel murmurou.

– Fiquei sabendo sobre sua perna. — Andrea comentou, se aproximando. — Sabe o que ajuda a melhorar? Enfeites.

Rachel franziu sua testa e seus lábios, apertou a barra de seu short e rosnou. Eu imaginava Rachel pulando em Andrea como uma leoa, se sua perna não estivesse engessada.

– Andrea... — murmurei.

– Você pode desenhar algo com canetas. — Andrea continuou, pegando uma de sua bolsa. — Ou escrever frases. Suas amigas podem escrever também.

Quando Andrea estava pronta para escrever algo, Rachel gritou. O mais algo que seus pulmões pudessem conseguir.

– Rachel! — tentei, mas sua voz soava mais alto. — Andrea, me espere lá fora.

Ela olhou para Rachel, parecendo ofendida, e saiu do quarto. Rachel parou de gritar, mas continuou apertando seu short.

– Rachel, se acalme... — aproximei minha mão do seu rosto, mas Rachel gritou novamente, me assustando. — Hey... Não precisa gritar. Eu não irei tocar em você.

Me levantei e me afastei da sua cama, Rachel fez um som estranho com a boca e piscou algumas vezes, voltando à suavidade no rosto.

– Santana... — ela sussurrou, percebi seus olhos se encherem de lágrimas. — Você já vai?

– Não... — me aproximei dela novamente e acariciei seu rosto. — Eu não vou sair daqui.

– Eu estou com sono. — ela abaixou a cabeça e eu coloquei uma mecha do seu cabelo atrás de sua orelha. — Se importa se eu dormir?

– Claro que não...

Beijei sua bochecha com carinho, Rachel se deitou com cuidado e abraçou Dino, logo dormiu.

***

– 24. — Brittany anunciou.

– Bingo. — respondi, fazendo as meninas rirem.

– 66.

– Bingo. — Andrea disse, nós rimos.

– Faltou um 6. — Quinn disse, ainda rindo.

– O que estão fazendo? — Shelby perguntou, servindo biscoitos para todas.

– Jogando Bingo. — Brittany respondeu, nos fazendo rir mais.

– Creio que estão aprontando. — Shelby nos acusou, rindo junto.

– 22. — Brittany continuou.

– Dois patinhos na lagoa! — Quinn gritou, novamente rimos. — Bingo!

– Onde estão as cartelas? — Shelby perguntou, sentando no sofá, ao meu lado.

– Que cartelas? — Brittany perguntou.

– Para jogar Bingo precisam de cartelas e...

– Trabalho demais, preguiça demais. — Andrea respondeu.

Ouvi um barulho vindo do andar de cima, Quinn pareceu ter ouvido também, já que olhou para a escada.

– Ouviu isso? — ela perguntou.

Ouvimos um barulho mais alto e depois o grito de Rachel. Quinn e eu corremos até o segundo andar, uma esbarrando na outra, paramos na porta do quarto da Rachel e vimos a mesma caída no chão, chorando de dor, enquanto tentava se levantar.

– Rachel! — me aproximei dela e toquei seu ombro. — Você está bem?

Ela olhou para mim, ainda chorando, e gritou. Eu sabia que ela estava assustada, então me afastei e vi ela chorar mais ainda.

– Está doendo... — ela choramingou, olhando para Shelby, que já se aproximava dela. — Muita dor, mamãe...

– Está tudo bem. — Shelby pegou Rachel bos braços com um pouco de dificuldade e a colocou na cama. — O que você estava fazendo?

– Eu queria ir ao banheiro. — ela olhou para mim, depois para Quinn e as meninas, que estavam na porta. — Saiam daqui!

– Rachel... — tentei.

– Saiam!

– Meninas. — Shelby disse.

Ela me empurrou calmamente até a porta e depois a fechou. Quinn suspirou pesadamente e desceu as escadas, sendo seguida por Brittany.

– Onde vocês estão indo? — perguntei.

– Para casa. — Brittany respondeu. — Por quê?

– Mas... e Rachel?

– O que tem ela? — Quinn perguntou.

– Ela caiu da cama e...

– Ela quer ficar sozinha, Santana. — Brittany disse, parando no final da escada. — Não adianta passarmos a noite aqui, esperando ela se acalmar e querer falar conosco. Isso pode durar horas, talvez dias.

– Temos que respeitar a decisão dela. — Quinn completou.

– Elas têm razão. — Andrea disse, começando a descer as escadas. — E nós devemos ir.

– M-mas...

– Eu te dou uma carona, e se você quiser, te busco amanhã, já que sua bicicleta está na escola.

Suspirei e comecei a descer as escadas, as meninas foram até a porta da entrada e Andrea pegou sua bolsa do sofá.

– Santana. — me virei rapidamente, me assustando ao ver Shelby no topo da escada. — Alguém quer dar boa noite.

Sorri abertamente, subi as escadas correndo e entrei no quarto de Rachel, vendo ela sentada na cama.

– Rachel. — ela olhou para mim com a testa franzida. — Me chamou?

– Você vai ir para casa?

– Sim... eu acho. Já está ficando tarde, e você precisa descansar. Mas amanhã eu estarei aqui e...

– Não precisa vir aqui amanhã.

– Como?

Me aproximei de sua cama e pensei em me sentar, mas não fiz.

– Eu não quero que você venha amanhã.

– Por quê? Eu lhe fiz algo que...

– Eu não quero.

Abaixei minha cabeça e confirmei com a mesma, sentindo um vazio dentro de mim.

– Está bem. Me desculpe qualquer coisa.

Me virei e fui até a porta, já querendo chorar.

– Santana. — me virei novamente, tentando respirar fundo. — Boa noite.

– Boa noite, Rachel.

Abri a porta do quarto e comecei a sair, ouvi uma pequena risada vindo do andar de baixo e desci as escadas.

– Então? — Andrea perguntou.

– Ela não quer que eu venha amanhã.

– Não comece a chorar. — Quinn reclamou, me fazendo revirar os olhos.

– Ela só deve estar zangada. — Andrea disse, enquanto saíamos pela porta, depois de acenar para Shelby. — Logo isso passa.

– Fique feliz por ontem. — Brittany comentou, sorrindo. — Isso é o começo de algo novo.

Notas finais
Andrea: http://www.donagiraffa.com/wp-content/uploads/2012/11/cabelo-vermelho-56.jpg Se tiver erro, me desculpem, mas eu escrevi pelo celular e fiquei com preguiça de revisar. Isso serve para as respostas aos comentários. Respondi tudo por celular.. horrível.. xoxo