A Happy Easter Sunday

1 Capítulo 1 - Oneshot


Notas iniciais
Não resisto a datas comemorativas, então vim adoçar o domingo de páscoa de vocês com a família Weller, a mais fofa que vocês respeitam!

Espero que gostem!

Ainda meio adormecida, abro os olhos piscando lentamente. O sol brilha lá fora e há apenas algumas nuvens no céu. Ouço até pássaros cantando, o que é raro considerando que estamos no centro de Nova York. Pela janela do quarto, alguns raios de sol entram sorrateiros passando pela cortina e iluminando o ambiente com seu brilho radiante, perdendo apenas para o brilho de um par de olhos azuis que encontro assim que abro os meus.

− Bom dia. − murmuro abrindo um sorriso ao ver Kurt, que já estava acordado, me olhando apoiado em seu cotovelo.

− Bom dia amor da minha vida. − ele responde sorrindo e se inclinando para me dar um beijo. − Dormiu bem?

− Quando é que eu não durmo bem estando ao seu lado? − digo contra os lábios dele, que não consegue se segurar e ri.

− Na verdade, ao meu lado não é sempre que dormimos… − sussurra ele contra o meu ouvido, aproveitando para beijar meu queixo e pescoço, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar.

− Essas noites são as melhores. − digo raspando minhas unhas m sua barba. Uma das coisas que sempre amei, é a sensação de sentir sua barba contra a minha mão e meu corpo. − Mas depois que você me deixou dormir − aproveito para me espreguiçar exageradamente. − Eu dormi maravilhosamente bem.

− Tem certeza de que não foi o contrário? − pergunta ele enquanto seus braços me envolvem, me puxando para si.

− Tenho. Inclusive foi você que me puxou para a cama assim que-- − ele ri e sem esperar que eu termine a frase, rola na cama invertendo nossas posições, ficando em cima de mim.

− Por falar nisso… − as mãos dele começam a subir pelo meu corpo, por baixo da minha fina camiseta − …acho que ainda temos alguns minutinhos até que-- − diz ele apenas para ser contrariado antes mesmo que terminasse a frase.

Sem conseguir me segurar, começo a rir enquanto ele rola para o lado, saindo de cima de mim e caindo na cama, rindo também.

Mamãi! Mamãi! Papai! − nosso menininho Anthony, de 3 anos, vem gritando pelo corredor e entra no quarto, subindo direto em nossa cama. Lilly, a mais velha de 5 anos, vêm atrás dele com a mão na boca.

− Oi meus amores, bom dia! − digo abrindo os braços e pegando Anthony no colo, deixando um beijo estalado na bochecha dele. − O que foi?
O dente da Lilly! − diz meu garotinho em meio ao riso. − Caiu!
− Como assim? − pergunta Kurt alisando o cabelinho liso e castanho do filho que havia se instalado entre minhas pernas.

Ela estava comendo biscoito e-e ele caiu! − explica Anthony em sua vozinha ainda de bebê, recebendo um empurrão da irmã, que subiu na cama com ele.
− Cala a boca, Tony! − diz a menina em sua melhor pose séria, que acaba em um risinho ao olhar para o irmãozinho que estava se encolhendo embaixo dos braços de Jane.

− Deixa o papai ver, filha. − chama Kurt, abrindo os braços para ela. A menina engatinha até o pai e abre a boca receosa, mostrando a janelinha que havia se formado em baixo, no meio de seus dentinhos de leite.

− Que janelinha linda! − Kurt ri todo bobo para a filha, como sempre foi em todas as descobertas dela e com ela.

− Eu já coloquei embaixo do travesseiro para a fada do dente pegar a noite. − diz Lilly.

Eu também quero um dente pra fada do dente levar. − Anthony cruza os bracinhos, realmente chateado por não ter nada a oferecer.

− Você vai ter, meu amorzinho, daqui alguns anos. − sorrio para ele, olhando os dentinhos de leite que ele exibe todo orgulhoso.

Mas a fada do dente vem hoje, não daqui uns anos. − murmura ele ainda amuado, fazendo Jane e Kurt rirem e se derreterem com a inocência e pelo bico que estava fazendo.

− Ela vem pra você também Tony, dramático. − Lilly revira os olhos, falando em tom de brincadeira, só para pegar no pé do irmão.

− Deixa eu perguntar uma coisa para vocês... — digo chamando a atenção deles. − Vocês não estavam comendo os biscoitos da páscoa, não é? − Encaro os dois, que me olham e em seguida olham um para o outro sem dizer nada, totalmente confidentes.

− Não! − exclamam ao mesmo tempo, determinados a guardar segredo.
− Não? − questiono semicerrando os olhos para eles, como sempre fazia quando queria saber ou confirmar algo que haviam feito. Os dois olham novamente um para o outro e em seguida para mim e Kurt, que mantém uma cara séria, tentando ao máximo não sorrir.

− Quão grande foi o estrago? − pergunta Kurt.
Foi ideia da Lilly! − entrega Anthony logo cobrindo a boca com as mãozinhas, como quem acabou de deixar escapar um segredo.

− Mentira! − exclama a garotinha. − Você acordou com fome e foi pedir comida pra mim!

Sem conseguir se segurar, Kurt olha para mim por cima das crianças e ri.

Sim, ai você me deu cookies. − diz Anthony cruzando os bracinhos e fazendo cara de quem ganhou a briga. Meu menininho marrento que segundo Kurt, tem a minha personalidade apesar de ser praticamente uma cópia dele, fisicamente. Lilly faz beicinho e revira os olhos, apenas para alguns instantes depois, ao olhar de novo para o irmão, se jogar em cima dele.

− Eu vou te pegar Anthony! — diz Lilly rindo. O menino se arrasta para o centro da cama, se enfiando entre mim e Kurt, buscando proteção, tentando fugir do ataque da irmã.

Desde que nasceu, Anthony é o xodó de Lilly, assim como ela é a heroína dele.

Kurt finge tentar salvar Anthony, envolvendo-o em seus braços, mas Lilly se enfia nos braços do pai também, e logo consegue puxar o irmão para si. Sendo punido por deixar escapar o segredo deles, Anthony se contorce enquanto Lilly o ataca com cócegas.

− Eu é que deveria pegar vocês dois por atacarem os biscoitos escondido! − digo rindo e me esticando para tentar pegá-los, não resistindo apenas a ver os dois brincando. − Aposto que nem escovaram os dentes!

Eu tava com fome e nem tinha comido ainda! − justifica-se Anthony; apesar da pouca idade, tinha realmente a minha personalidade forte e sabia sair de qualquer situação.

Sorrio e me viro para Kurt, que no mesmo instante, captando a ideia um do outro, olhamos para os nossos filhos. Os dois, sempre muito espertos, logo percebem nossa intenção e tentam fugir, mas antes que consigam, são pegos por mim e pelo pai.

− A vontade que dá é de pegar os dois assim... − digo puxando Anthony para o meu colo e o enchendo de cócegas.

− ...E encher eles de beijos e mordidas. − Kurt completa, puxando Lilly para si, prendendo a filha nos braços para que ela não fuja e enchendo-a de beijos.

Os dois se contorcem, pedem para pararmos, mas não movem um dedo para fugir do ataque, pois no fundo estão adorando.

− Eu deveria colocar vocês dois na cozinha para fazer mais biscoitos. − digo cruzando os braços.

Sério? − exclamam já se levantando, animados com a possibilidade. Os dois adoravam as bagunças em família que fazíamos na cozinha.

− Seríssimo. − confirmo saindo debaixo das cobertas e olhando para minhas crianças, escondendo um sorriso. − Aliás, o tio Roman vem aí mais tarde e disse que se não tiver biscoitos, não vai ter ovo de páscoa para vocês.

Lilly e Anthony se olham e em seguida olham para mim e Kurt com aquele olhar perdido e desconfiado, investigando para saber se estamos falando sério.

Com esforço, Kurt mantém a postura séria e entra na minha.

− É melhor vocês se apressarem. − provoco olhando no relógio da mesinha ao lado da cama. − Ele vem com a Tia Patt antes do almoço e vocês sabem que ele é louco por chocolate!

Kurt faz uma careta fingindo desespero, o que deixa os dois ainda mais aflitos.

− Quem chegar por último é a mulher do padre? − desafia Kurt já se levantando num salto e correndo para a cozinha, sendo seguido por Lilly e Anthony, que quase cai da cama na pressa de não ser o último.

− Cuidado para não cair! − grito para eles, que logicamente não me ouvem por já estarem longe.

Do quarto ouço sons da bagunça que está sendo feita na cozinha. Imagino Anthony sujo de farinha e Lilly se lambuzando de chocolate. O pai, que sempre se torna uma criança quando está com eles, brinca com os biscoitos enquanto os corta, fazendo os dois rirem até doer a barriga.

Sorrio para mim mesma e saio da cama consciente de que serei “a mulher do padre”. O sol brilha lá fora e há apenas algumas nuvens no céu. Ouço até pássaros cantando. O dia não poderia estar mais perfeito, nem eu mais feliz.

Notas finais
A família Weller é ou não é a mais fofa desse mundo?

Espero que tenham gostado, comentem, adoro saber se gostaram e o que acharam!

Feliz Páscoa a todos, muito amor e paz para todos vocês! ❤
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!