A Hóspede

13 Um susto, um pedido e a noite final


Notas iniciais
Gente... Recomendem a fic? Por favor? hihi

Sakura's POV on~

Olhei as horas no visor do meu celular, marcava não muito além das onze da noite, não estava tarde para o horário que dormimos ontem e eu não estava com sono, dormi a tarde toda. Talvez, fosse cedo demais par dormir, mas tarde demais para conversar, porém, eu não ia aguentar acordar no outro dia
e fingir que nada aconteceu. Isso precisava ser resolvido o mais rápido possível, ou seja, naquele momento.

A casa mal iluminada me dava calafrios, tinha a impressão de que a Samara pudesse surgir a qualquer momento, me esforcei ao máximo para tirar essas idéias malucas da minha cabeça e me concentrar em Sasuke e em seu corpo perfeito e no jeito que ele trotava em cima de mim e o quanto eu precisava disso agora e de ser perdão principalmente, afinal fui malcriada com ele em sua própria casa e mesmo a razão sendo minha, acho que se eu for esperar a boa vontade dele para me pedir desculpas, nada vai rolar. Não falo isso só porque eu quero muito transar com ele hoje, agora, é porque eu também to realmente muito mal pela forma como agi.

Enfim, sem mais dramas, vou esclarecer o lance da mensagem, não era o que ele queria? Hahaha! Vou esclarecer isso e vou me desculpar, manter meu orgulho em pé não vai me trazer nada, vai me tirar uma noite com um cara muito bom de cama! Parei em frente a porta de seu fabuloso quarto. Respirei. Levei minha mão para perto da madeira mas a coragem faltou para bater. O que eu iria dizer? E se ele estivesse dormindo? E se ele pensou que eu fui embora na neve e ficar bravo por eu não ter realmente ido? Eram tantas dúvidas! A esta altura eu quase me arrependia. Comecei andar de um lado para o
outro pensando no que fazer, duas ou três vezes pensei em voltar ao meu quarto, parei de contar depois da quarta vez. Algo queria que eu permanecesse ali. “Satanás, é você Satanás?”

Eu estava realmente sem bons argumentos, estava envergonhada e estava louca para transar, bons temperos que não se misturam em um jantar só. Nossa! Por falar em jantar eu estava com uma fome! Definitivamente eu precisava falar com Sasuke, desta vez eu tinha mais um motivo: fome. Não podia assaltar a geladeira dele, não por respeito, porque aquela parte da casa não está bem
iluminada e isso é uma vantagem para a Samara.

Alguns minutos no dilema de entra ou não entra no quarto duraram mais do que percebera. Algo estava inquieto como eu, mas não era minha sombra. Gelei. “Satanás, é você Satanás?” Dessa vez o chamado não foi com humor. Deixei o quarto do Sasuke um pouco de lado e direcionei toda a minha atenção para a cozinha escura, mais parecia um túnel do que uma cozinha moderna e muito agradável. Meu medo era tamanho, que tinha uma forte impressão de que a qualquer momento a Samara pudesse surgir da escuridão se rastejando para me levar junto com ela para um poço. No meio dos meus pensamentos loucos e infantis, uma porta se abre de supetão junto com a minha boca que não se importa em soltar um grito de susto. Me virei em reflexo e vi que não era Satanás coisa nenhuma, muito menos a Samara, era o Sasuke mesmo. Que desânimo. Apesar do meu medo, seria muito mais interessante levar um susto desse por algo que vale a pena e Sasuke não é nada assustador, pelo contrário, ele é... Bem, não posso esquecer do meu objetivo, falar com ele, mas antes de tudo preciso dar uma desculpa esfarrapada para o meu grito., não posso fazer ele pensar que sou uma louca varrida que se exalta com qualquer barulhinho(embora esta seja a verdade).

-Calma garota! Assim você me mata de susto! –Que egoísta! Se preocupando com o susto dele! Acho que ele não viu meu coração saindo pela boca e voltando para o lugar para continuar batendo loucamente ao ver a beleza do Uchiha raiar. –Sabe que horas são para gritar desse jeito?

-Gritei porque fiquei muito assustada. –Disse enrubescida ajeitando minha roupa.

-O que estava fazendo? –Perguntou desconfiado, o que me ofendeu muito.

-Não estava roubando sua geladeira se é isso que você pensa!!! –Deixei claro.

-Mas eu não disse nada! –Riu.

-Seu olhar diz tudo por você! –Falei fazendo bico e ele continuou rindo.

-Vou ignorar isso! –Falou balançando a cabeça. –Bem, seus passos acabaram me acordando, -Ownt! O príncipe tem sono leve! Nem eu! Aff! -Vim saber se estava vigiando meu quarto ou se era o satã me atormentando. Estava me preparando para mandar qualquer um dos dois para a merda mas essa
fome não me deixa. –Ele ia me mandar à merda e eu estava indo lhe pedir desculpas. Trágico. –Se quiser vir comer, que venha logo, você deve estar com fome também. –Não respondi nada, continuei de bico. –Se não quiser nada vai dormir, não fica vagando por aí não porque esse é o horário de pico dos seres
sobrenaturais que você tanto teme. –Aquilo não foi legal, ainda mais porque ele tinha razão.

Estava muito tarde para eu ficar zanzando sozinha pela casa e se algo surgisse eu não teria para onde correr. Deixando meus medos tolos de lado, precisava decidir o que fazer: eis a fome, eis o orgulho. Decidi ir com ele para a cozinha

–Seu celular está carregado? -Perguntou se virando para mim enquanto segurava um pires com uma vela em cima.

-Mais ou menos. –Respondi olhando o visor com apenas um pontinho de carga.

-Me dê, por favor, acho que uma vela não dá conta. –Ele deixou o pires no centro do balcão e estendeu a mão. –Relaxa, não vou ler suas mensagens. –Ironizou e eu lhe entreguei o celular. Abriu alguns armários e jogou pacotes e potes no balcão. A falta de luz dificultava a leitura, mas não impedia. Eram pacotes de Ruffles e Doritos, biscoitos, bolachas, iogurte, suco e frutas. Uma fartura de porcarias que me deixariam gorda e matariam minha fome. Por hora eu não ligava para a quantidade de gorduras, mas tarde me preocuparia. –Vamos! Abra algo e coma! –Falou com um pacote de biscoitos de polvilho e um pote de iogurte de coco.

Me sentei no banco ao seu lado e peguei alguns biscoitos do seu saco, propositalmente, e levei um pouco de suco de laranja à boca. Estava tudo muito silencioso. Da janela da cozinha podíamos ver a casa ao lado, uma luz amarela muito forte atravessava as cortinas, sobras dançavam alegremente, pareciam fazer uma festa. O impressionante era o silêncio que era de uma magnitude agonizante, mesmo assim, nenhum barulho de lá se ouvia.

-Eles sabem como evitar o tédio... –Comentei comendo algumas batatas assadas.

-Eles tem recursos.

-Como o que? –Perguntei curiosa, tomando mais um gole do suco.

-Não sei o que. Suponho que eles tenham recursos, só isso.

-Não quer conversar né? -Falei triste.

-Há assunto? Se tiver, estou disposto, o sono não me vem, dormi demais de tarde.

-Nós dois dormimos.

-É. –Fiquei em silêncio. Pensei bem no que dizer e enfim comecei.

-Sasuke. Sobre a mensagem...

-Deixa isso quieto. –Interrompeu-me. –Eu estava errado, você deixou isso bem claro, bem claro mesmo. Não há nada a ser dito. –Virou o restante do iogurte.

-Há sim! Não podemos deixar isso por isso mesmo!

-Por que não? Você irá embora amanhã a tarde, quanto menos dermos atenção à toda essa besteira, mais fácil será depois, acredite.

-Não posso ir embora me sentindo mal pelo que disse à você.

-Não me afetou, em absoluto. –Falou seco. –Não estou magoado com você ou coisa parecida, você estava certa, eu aceitei isso e acabou. Você vai continuar com suas mensagens e eu vou continuar intrometido aqui em casa, sozinho.

-Bom saber. –Falei por fim ao ver que para ele, tanto faz como tanto fez estar de bem comigo, o que me entristeceu um pouco. –É que eu achei que você deveria saber que eu não sou uma vadia que abre as pernas pro primeiro que deixa brecha, não sou fútil e me dou ao respeito.

-Não precisa se justificar...

-Preciso sim. Não quero que tenha uma má impressão de mim porque nada muda o fato de que você não me conhece, em absolutamente nada, portanto, ver uma mensagem tão comprometedora no meu celular pode preencher esse currículo vago. Te entendo. Eu pensaria o mesmo. Só que pensar, achar ou supor são coisas muito diferentes de saber, e você não sabe que é o terceiro homem com quem me deito. –Seus olhos se chocaram. –Difícil de acreditar né? Pois é, a verdade é essa, você acreditando ou não. Agora me diga se eu sou muito vadia ou puta por dormir com três cara diferentes. Você já pegou o dobro de mulheres não é? –Ele abriu a boca para pronunciar algo mas eu não permiti. –Não responda. –Se calou instantaneamente. –Você também não sabe que a mensagem que eu recebi, é da minha amiga Ino. O número está restrito porque provavelmente ela mandou a mensagem do celular do namorado dela. –Ele mudou de expressão, um misto de surpresa com vergonha.

Tô tentando t ligar mas n consigo flow. Enfim. Sah, eu estava aq pensando... por onde vc
anda? Sinto sua falta açúcar! Precisamos marcar um encontro como aquele último q tivemos, ver oq vai ser d nós... N demora para retornar! T amu meu anju! 66”
–Número restrito.”

-Viu? –Perguntei enquanto ele lia novamente a mensagem.

-Isso não parece uma mensagem entre amigas! Não que isso seja da minha conta... -“Precisamos marcar um encontro como aquele último q tivemos, ver oq vai ser d nós...”. Ela se referia ao jazz. Lembra que eu te disse que danço em um bar de noite com minhas amigas? Pois é. O último encontro que tivemos foi em um bar maior pois o que dançamos estava em decoração, aí o dono desse bar gostou da gente, mas não sabemos se vamos mudar de casa de show ou não. Entendeu? –Sua expressão agora era de confusão. –Entendendo ou não, essa é a história por trás da mensagem. Se quiser que eu ligue para ela confirmar, é dois minutos, só acho que a ligação ria cair logo por causa da falta de bateria.

-Não é necessário.

-Mesmo? –Perguntei com a voz mais doce que eu poderia fazer.

-Mesmo. –Me respondeu sério. –Ainda acho que não precisava dar satisfações para mim.

-Não fiz isso por você, porque eu realmente não preciso te dizer nada. –A cara dele foi um máximo depois que disse isso, como se ele tivesse levado um banho de água fria. -Fiz porque depois de muito pensar, vi que fui injusta e egoísta, o mal tratei em sua casa, falei coisas horríveis, agi muito mal. –Ele abaixou a cabeça e prestou atenção. –Eu realmente sinto muito, gostaria de me redimir com você por ter sido tão... infantil. –Ele sorriu. –Sou muito grata por tudo o que vem fazendo por mim(principalmente a parte em que me leva para a cama), se houvesse algo que eu pudesse fazer... –Falei com uma voz rouca e baixa, simulando um sussurro.

-Há algo que você pode fazer e que me deixaria muito contente. –Falou com um olhar pervertido.

-O quê? –Perguntei me aproximando.

-Dança para mim como você dança para aquele bando de cachaceiros em abstinência sexual! –Sussurrou próximo ao meu lábio. –Perdoaria todos os seus erros se dançasse cinco minutos para mim.

-Não será problema! –Respondi no mesmo tom baixo. –Podemos tomar umas doses de Martini para comemorar depois do show...

-Não preciso ficar bêbado para arrastá-la para a cama, se é isso que pretende. –Sim, era o que eu pretendia. –Uma discussão boba não ameniza minha excitação por você. –Falou beijado meu pescoço.

-Eu digo o mesmo. –Senti suas mãos descerem minhas costas com segundas intenções. Ele desceu do banco e ficou em pé entre minhas pernas, beijando meu pescoço e meu rosto de forma lenta e provocante.

A discussão era passado, nem nos lembrávamos mais, queríamos mesmo era aproveitar o tempo que sobrava para nos amarmos e nada iria nos impedir. Ainda não caiu a ficha de que era minha última noite com aquele deus grego, precisava aproveitar ao máximo porque provavelmente não nos veríamos nunca mais. Eu não queria manter contato apesar de tudo. Estou cuidando da minha vidinha tranqüila, sem preocupações e por mais que eu me
sinta só muitas vezes, acho que me apaixonar agora não seria uma boa opção, ainda
mais por ele e isso vai acontecer se continuarmos nos encontrando.

O jeito é aproveitar ao máximo! Vou fazer com que esta noite seja duas vezes melhor do que a do dia anterior, para mim e para ele.

Sakura's POV off~


Notas finais
Aí está. comentários??