A Guerra de Osgorth- o Retorno do Lobo

1 Osgorth e os Wildagard Blake


Notas iniciais
Yo! pessoal, blz.

Espero que gostem dessa fic, pois (para quem gosta), havera bastante luta, e cenas de ação.

"Agora é que começa..."

Osgorth e a terra onde vive todas as coisas consideradas fora do normal pelos seres humanos. E uma terra habitada por diversas criaturas e misterios, onde nada inacreditavel ou impossivel.

Depois da queda da ultima Idade das Trevas, iniciada por Sauron (Ver arquivos na serie O Senhor dos Anies), Osgorth passou por 3 seculos de paz, mas esta venho a ruir logo a pos o inicio do reinado de Joseph Wildegard Blake, o Senhor dos Lobos.

Antes de se tornar o rei de Osgorth, o entao viuvo, Joseph, se apaixonou pela bela e misteriosa Driane, e casou-se logo apos a cerimonia de posse.

O que ele desconhecia era a verdadeira identidade e intensao da jovem rainha.

Ela aproveitou-se de seus dons de seducao, e encantou o joven e ambicioso Drario, irmao mais novo de Joseph. Usando seus poderes (ela era uma descendente de Bruxa Mistica, nivel alto na famlia dos bruxos.), convenceu Drario a matar Joseph, e este, sem ao menos dizer algo ao irmao e sem mostrar resisttncia, o matou e usurpou o trono.

A jovem princesa Larian, filha de Joseph, fugiu de Azclan ao saber da traicao de seu tio, e foi se esconder em um povoado muito distante. Seu tio mandou varios monstros e cacadores ( os que ficaram ao seu lado), e durante as gerecoes, os descendentes de Larian foram cacados e exterminados.

Driane havia conseguido o que queria, mas o feitico virou contra o feiticeiro. Drario aprendeu varios magias e obteve controle absoluto sobre os 5 elementos. Usando seus conhecimentos, obtidos com a convivencia com Driane, ele absorveu os poderes da jovem Mstica, e mais forte do que nunca, lancou em Osgorth todo o seu odio e desprezo, iniciando mais uma Era das Trevas, causando dor, morte e destruicao aos habitantes de Osgorth .

------------------------------ Muito tempo depois--------------------------------------------------------------

A tempestade ecoava com força, impedindo de se ouvir qualquer barulho que nao fosse o dos trovoes que ribombavam por toda a regiao. Arvores caiam, atingidas pelos raios e pela força do vento e, em meio a elas, um vulto avancava, tentando desesperadamente correr, mesmo com dificuldade, em meio a um mar de lama e galhos de arvores. Ao mesmo tempo que corre, os relampagos vao lhe definindo; era uma jovem moca, nao mais que 25 anos. Seus cabelos longos e molhados cobriam- lhe a face e tambem o embrulho, um tanto pequeno e uniforme, que ela segurava com forca contra o peito.

- Nos vamos conseguir, meu pequeno. Nao vou deixar que lhe facam mal, nao se preocupe, estamos perto, alguem vai cuidar de voce.- Disse ela ofegante, dando um beijo na parte de cima do embrulho.- nao vao nos alcancar, lhe prometo- Disse tirando parte dos cabelos de cima do rosto e esbocando um belo sorriso.

Em uma casa proxima dali, um jovem casal tentava dormir, apesar do enorme barulho que a chuva fazia, quando ouvem fortes batidas na porta. O jovem rapaz levanta-se e vai em direcao da a sala, e com receio, poe a mao no trinco.

- Nao va — Diz a sua jovem esposa — Deve ser alguem mau intencionado, para bater em casa a essa hora da noite, e no meio desta tempestade.

- Deixe disso mulher — Diz o homem. Sua voz ecoou pela a sala. — Quem se arriscaria a fazer mau a alguem a esta hora da noite, e ainda por cima, com esta tempestade torrencial que esta la fora. Deve ser algum vizinho precisando de ajuda. — Falou por fim.

- Então me espere, talvez eu possa ajudar! — Exclama a mulher.

- Então venha logo, antes que a pessoa que esta la fora seja levada pela chuva. — Resmunga o homem.

Ela se levanta apressadamente e vai em direcao ao homem, colocando a mao por cima da dele, e juntos abrem a porta, se deparando com algo que nunca imaginaram que poderia acontecer em suas vidas.

Na frente deles estava uma moca, totalmente encharcada pela chuva, mas era uma moca diferente de todas que eles ja haviam visto, pricipalmente pelas suas roupas, totalmente negras, com detalhes em um branco preteado. Vistia um lomgo sobretudo, cheio de rasgos, espondo parte de sua pele, ferida por algo parecido com uma lamina, ou uma garra. Por cima do sobretudo, usava uma especie de armadura, tambem negra, com um simbolo no neio do peito, umOuroboros, e no centro, uma cabeca de lobo, no estilo tribal.

Seus longos cabelos negros emcobriam parte de sua face, mais dava para ver como ela era linda, apesar das escoriacoes em seu rosto. Sua face era incrivelmente branca, com as macas levemente coradas. logo acima, dois belos e misteriosos olhos, de um negro assustador, encarava o casal a sua frente. Seus labios esbocaram um movimento, mais nenhum som saiu, entao ela fez um movimento com a cabeca, olhando o embrulho e depois para o casal, entao esbocou um sorriso, logo suprimido pelo cancasso e pela dor dos ferimentos.

- Entre moca, antes que pegue uma pneumonia nesta chuva. — Disse o homem ainda um tanto assustado.

- Nao! — Sua voz saiu num sussurro, mais ainda assim firme.- Levem ele para dentro, rapido. — Disse apontando o embrulho em direcao a outra mulher.

- Espere, voce nao pode... — Sua voz foi cortada por um estrondo, um clarao vermelho apareceu no meio da floresta.

- Segure-o. — Disse a misteriosa moca

A mulher entao pegou o embrulho, e este revelou conter um bebe, muito pequeno e fragil, talves ate mesmo recem nascido, pois ainda tinha parte do cordao umbilical. Mas o que surprendeu a mulher foi o fato de ele estar totalmente seco, sem uma gota d'agua em seu corpinho miudo.

Vendo a mulher segurando a crianca, a moca deu um lindo sorriso e encostando as duas palmas das maos como se fossem orar, pronunciou algumas palavras, incompreensiveis para o casal. Os dois sentiram a vista ficar turva e tudo girar em sua volta, mas ainda conseguiram ouvir a moca dizendo: — "Cuidem dele por mim, eduque-o como nao poderei fazer, faca-o se tornar um grande homem e muito, muito obrigado." — Entao tudo escureceu de vez.

Ja era dia quando acordaram, tudo o que viveram na noite passada parecia um sonho, e por um instante, acreditaram que havia sido. Entreolharam- se por um instante, mas logo desviaram o olhar, voltando- o para o canto da sala, atraidos por um fino choro, quase inaudivel de tao fraco que era.

Olharam- se e avancaram rapidamente na direçao do som que ouviram. No canto da sala, estava uma especie de berco, totalmente de ouro, onde dentro um pequeno corpo se mexia inquietamente, assustado com o lugar onde estava.

- Aconteceu mesmo! — Exclamaram em unissono.

Aproximaram-se da crianca, e a mulher o pegou no colo, encobrindo- o com o lencou.

- Nao temos como cria-lo aqui, estamos praticamente isolados nesta floresta, sem nenhum apoio, tanto familiar quanto publico, e eu nao tenho leite para alimenta-lo.- Disse com a voz embargada, quase chorando. — Temos que nos mudar daqui, ir para onde teremos condiçoes de cuidar dele, temos que ir para a cidade grande. — Disse derramendo duas lagrimas, e encarando os olhos negros do bebe.

O homem nao disse nada. Encarava o berco, depois o bebe e novamente o berco. Estudou-o por alguns instantes, ate que seus olhos pararam sobre a cabeceira. Ele o fitou com uma expressao de curiosidade, e entao disse.

- Agora ja sabemos o seu verdadeiro nome, mas acho melhor colocar outro no registro.

- Como assim? — Perguntou a mulher, sem entender o que o marido queria dizer com aquilo.

-Veja! — Disse apontando para a cabeceira do berco, onde havia detalhes em prateado.

A mulher se aproximou da cabeceira, e entao conseguiu distinguir o que estava gravado em prateado, destonando da cor dourada do movel. Na parte superior, havia o mesmo simbolo visto na armadura da moça : Um ouroboros com uma cabeca de lobo no centro e, logo abaixo havia uma inscricao, na verdade um nome para ser mais exato, tambem escrito com prata.

- VAN WILDEGARD BLAKE — Disse a mulher em voz alta. Depois voltando para a crianca, disse : — Seremos os melhores pais que pudermos ser, pequeno Van, nao se preocupe, pois voce esta em boas maos, e tera um grande futuro, como desejou a sua mae, eu prometo.

Ela se aproximou do marido e eles trocaram um rapido beijo, abracaram- se logo em seguida. Nao eram so marido e mulher, e sim uma familia completa a partir de agora, suas responsabilidades aumentaram, e pela crianca teriam que fazer alguns sacrificios, mas era por uma boa causa.

Assim comecou a historia de Van Wildegard Blake.

Notas finais
Espero Reviews, e algumas dicas. Vlw