A Guerra das Cápsulas
18 Vegeta descobriu tudo?
Notas iniciais
Goku gelou, mas não demonstrou sua agitação.
— Onde estava? — Vegeta perguntou.
— Precisa de algo, majestade? — Goku respondeu sem se levantar.
— Responda minha pergunta.
— Estava andando na praia.
— Até essa hora? E a Chichi?
— Não sei da sua noiva.
— Ninguém os viu depois que se reuniram na fogueira — Vegeta observou.
— Eu realmente não sei dela, Vegeta. A última vez que a vi você estava entrando com ela aqui nesta casa. Será que você não fez nada para assustar a menina?
De fato, Vegeta havia tentando avançar o sinal.
— Ela deve ter ido dormir mais cedo — Goku continuou.
— É, pode ser... mas vou ficar de olho em vocês dois — Vegeta não queria ficar por baixo.
— Só isso alteza? Estou morrendo de sono.
Vegeta resmungou e voltou para o quarto. Goku suprimiu um suspiro de alívio, seria muito difícil driblar Vegeta. Pensou se não era realmente uma boa ideia jogar Bulma pra cima dele e assim tirar o foco de ambos.
***
Na casa de cápsula, Chichi entrou na ponta dos pés, as meninas dormiam todas na sala, ela se esgueirou de fininho e entrou no quarto reservado onde supostamente ela deveria estar. Bulma ressonava tranquila. Chichi sempre dormia na mesma cama que ela quando tinham que usar a casa de cápsula, desde crianças era assim. Chichi tentou se esgueirar, mas Bulma acabou acordando.
— Chichi? — ela perguntou com a voz meio engrolada.
— Shiuuu! Sou eu, mas fala baixo.
— Onde você estava?
— Alguém sentiu a minha falta? — Chichi parecia preocupada.
— Eu não sei, vim dormir cedo.
— Se amanhã alguém perguntar fale que quando você veio dormir eu já estava aqui.
— Por quê?
— Só fale!
— Tá, eu falo, mas amanhã você vai me explicar tudo!
Chichi a abraçou de conchinha e ficou fazendo cócegas nela.
— Eu estou tão feliz! Tão feliz! — Chichi comemorava.
— Não me diga que um certo saiyajin alto e gentil tem alguma coisa a ver com isso? — Bulma riu.
— Tem tudo... mas ninguém pode saber. Principalmente o meu "maravilhoso" noivo.
— Tudo bem, pode deixar... mas tome cuidado.
— Infelizmente vou ter que tomar.
As duas adormeceram abraçadas, agora cúmplices em mais uma mentira.
***
No dia seguinte voltaram para a casa de Bulma. Acabaram perdendo a manhã toda nisso, Vegeta estava extremamente de mau humor por causa da demora das meninas. Goku acordou cedo e passou a manhã toda bocejando. Chichi dormiu além do limite do aceitável. Enfiou um óculos escuros na cara e fingiu que estava com mal estar, assim afastou as perguntas e a desconfiança de Vegeta. Ao chegarem, Bulma foi direto para a fábrica. Chichi disse que subiria para o quarto.
— Vai dormir? — Vegeta provocou.
— Não... eu tenho que arrumar as minhas malas. Vou voltar para o palácio — Chichi respondeu sem se abalar.
— Por quê?
— Recebi um comunicado do meu pai para voltar, acho que ele quer falar algo comigo. Deve ser sobre o casamento — ela forçou um sorriso.
— Que horas foi dormir ontem?
— Logo depois que saí da casa do Mestre Kame, depois que... bom, você lembra.
Vegeta ruborizou levemente.
— Eu estava meio bêbado ontem... aquilo não vai mais se repetir, princesa.
— Não? Ah... que pena — ela sorriu e o abraçou pelo pescoço.
Vegeta colocou as mãos na cintura dela. Não tinha motivos para desconfiança, afinal de contas. Ela não estaria tão receptiva assim se algo tivesse acontecido.
— Venha comigo? — Chichi pediu.
— Não posso, tenho que resolver uma coisa com a terráq... com a sua amiga Bulma.
— Ela é uma menina ótima, com certeza vai te ajudar em tudo o que você precisar! — Chichi o trouxe para mais perto e pousou um beijo delicado nos seus lábios. Vegeta ficou intensamente vermelho.
— Não vejo a hora de a gente se casar... assim poderemos terminar o que começamos ontem... — ela disse com um olhar sedutor.
Vegeta a abraçou com força e intensificou o beijo.
— Se pudesse terminava isso agora... — ele disse.
Chichi o soltou e subiu saltitando para o quarto. Goku observou tudo. Apesar de saber que era uma mera encenação o ciúmes queimava loucamente em seu peito.
— Kakarotto, estou indo para a fábrica da terráquea. Acompanhe a minha noiva de volta... e trate de se comportar! — Vegeta ordenou.
— Claro, majestade — Goku se esforçou muito para esconder seu sorriso.
***
Quando Bulma voltou para a fábrica, encontrou diversos problemas na linha de produção, algumas máquinas estavam descalibradas e as cápsulas produzidas estavam saindo com problemas. Bulma ainda tentava entender a origem do problema quando Vegeta apareceu.
— Já terminou minhas cápsulas, mulher?
Bulma ignorou, tinha problemas demais para lidar, dar atenção à ele agora não era uma opção naquele momento.
— Hein, mulher? Me responda!
— Cala a boca, caralho! Me deixa trabalhar!
— Está corajosa, mulher.
Vegeta se aproximou e ficou observando ela trabalhar.
— Que horas a princesa foi dormir ontem?
Bulma lembrou da conversa que tivera com Chichi, sem sombras de dúvida apoiaria a mentira dela, mesmo que não soubesse exatamente o que havia acontecido.
— Cedo. Quando eu fui dormir ela já estava deitada.
— Está falando a verdade?
— Claro que sim! — Bulma gritou.
Evitou olhar pra ele pois sabia que ele descobriria que ela não falava a verdade. Ele permaneceu em silêncio a observando.
— Se mentir pra mim...
— Ninguém está mentindo pra você! Acredite! Ela mesma me disse que quer tentar uma aproximação à sério — ela largou os computadores e levantou ficando de frente para ele.
— E você me agarrando e me beijando... que ótima amiga você é — ele provocou.
— Seu filho de uma puta! Você praticamente implorou! — ela levantou a mão para estapeá-lo.
Vegeta segurou a mão dela no ar, a trouxe para mais perto.
— Você adorou, admita.
— Eu não...
Ele não deixou que ela terminasse, a beijou com força. Colocou a língua, pressionou sua nuca. Bulma tentou empurrá-lo, virou o rosto várias vezes, mas ele a perseguiu.
— Me solta, Vegeta!
— Vou soltar, mulher. Mas vou te avisar que hoje à noite vou ao seu quarto.
— Não seja tolo! A Chichi dorme lá comigo.
— A princesa voltou para o palácio.
— Verdade? Por quê? — Bulma perguntou intrigada.
— Alguma coisa sobre o casamento — ele respondeu — Hoje à noite eu vou te procurar e a gente vai fazer algumas coisas — ele por fim a soltou.
— Nós não vamos fazer nada! Vou trancar a porta.
— É tão fácil arrombar uma porta, terráquea.
— Se fizer isso meus pais vão perceber, vão acordar — Bulma avisou.
— Eu mato eles...
— Não faça isso, Vegeta... você prometeu — ela pediu assustada.
— Meu acordo era pra não machucar você, isso não inclui seus pais.
— Não faça nada contra os meus pais, por favor.
— Então colabora comigo e tudo vai ficar bem.
Ele saiu e deixou Bulma apreensiva. Agora ela tinha um problema para resolver na fábrica e um louco para lidar em casa.
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