A Guerra das Cápsulas
8 Quase lá - hentai
Notas iniciais
Bulma não havia entendido direito.
— Como? O que quer que eu faça?
— Eu já disse, satisfaça-me.
— Você quer dizer... sexualmente?
— É estúpida também, mulher? — Vegeta gritou.
— Não... é que eu... bem... eu achei que não fosse esse tipo de satisfação.
— Que outro tipo pode haver? — ele voltou a concentrar o poder nas mãos.
— Não! Eu faço, eu faço!
— Ok, eu quero ver quão vulgar você é — O sorriso dele era sádico.
Bulma começou a despir-se. Seu rosto pegava fogo de tanta vergonha. Yamcha havia sido o primeiro e único até então. Vegeta observou com o semblante fechado enquanto ela tirava toda a roupa, ficando apenas de calcinha e sutiã.
— É pra tirar tudo.
Ela obedeceu e logo em seguida cobriu os seios com uma das mãos e a vulva com a outra.
— Assim não vai adiantar nada, tira a mão, eu quero ver — ele ordenou.
Ele observou o corpo dela com um olhar enigmático, ela não saberia dizer se ele gostava ou não de como ela era.
— É... você tem um corpo de prostituta — ele disse.
Ela voltou a cobrir-se indignada.
— Hey, o que eu disse? — ele ordenou.
Vegeta permaneceu analisando o corpo dela, apalpou os seios, as coxas, as nádegas. Apertou, beliscou, cheirou, mordeu os punhos, as carnes do braços e das coxas, os bicos dos seios, as nádegas, as costas, a nuca. Esses toques a fizeram estremecer fortemente, desejo e medo misturados, um potencializando o efeito do outro.
— Ok — ele disse por fim.
— "Que bom, é só isso, sabia que esses saiyajins eram loucos" — ela pensou aliviada.
— Agora ajoelhe-se na cama e fique de quatro.
— O quê?
— Pensou que já tivesse acabado? Eu estava só inspecionando seu corpo para ver se você não tem doenças, se você contaminar o corpo precioso do príncipe você morre.
Bulma hesitou.
— Vai logo mulher! — ele gritou.
Bulma posicionou-se de quatro sobre a cama.
— Agora arreganha bem as pernas.
Ela abriu timidamente.
— Abre mais! Abre bem! — ele mandou.
Ela obedeceu.
— Encosta a cabeça no colchão — ela o fez — Isso, assim mesmo. Agora empina bem esse traseiro.
Ela empinou um pouquinho, ele ajudou o resto.
— Agora sim, isso mesmo — a respiração dele já estava atrapalhada.
Bulma ouviu o som da braguilha da calça sendo aberta. Sentiu as mãos dele passeando sobre suas nádegas.
—Agora pede pra eu te foder, vai. Fala igual você falou ontem.
— Não! — Bulma sentia-se humilhada demais, queria fugir dali.
— Vai se negar agora, mulher? Você já veio até aqui.
Bulma pensou na vida maravilhosa que tinha, valia a pena ser estuprada para continuar a viver? Ela sabia que nunca mais seria a mesma.
— Me fode — ela balbuciou.
— Mais alto.
— Me fode — ela disse.
— Príncipe Vegeta, vai fala — ele ordenou.
— Me fode, príncipe Vegeta.
Então ela sentiu um dos dedos úmidos do príncipe em seu ânus.
— NÃO, aí não! — ela protestou enquanto sentava-se na cama anulando toda a posição que ele havia pedido.
— Você pensou que fosse o quê?
— Do jeito normal!
— Você não é digna de copular apropriadamente com o príncipe dos saiyajins.
— Então, você é que vai se foder, seu desgraçado! Eu não vou te satisfazer porra nenhuma! — sua raiva e humilhação eram maiores do que o seu medo.
— Sua mulher vulgar, eu sabia, você não tem jeito, vai ter que morrer mesmo.
Ele concentrou o poder nas mãos, enquanto ela cobriu a cabeça e gritou. Vegeta estendeu a mão sobre ela, então ouviu fortes batidas na porta.
***
A segunda noite de Chichi com Goku foi tão mágica quanto a primeira. Eles passaram o tempo todo conversando e encontrando mais pontos em comum. Goku era como uma criança, tão brincalhão, nem parecia que era o chefe da guarda real do príncipe. Ele contou histórias do seu planeta, todas de luta que era o que ele mais amava. Ela contou que também gostava de artes marciais e as praticava desde criança, ele fez ela prometer que teriam uma luta digna o mais breve possível. O Rei Ox permaneceu um bom tempo conversando com os saiyajins logo depois que Bulma saiu. Chichi mal notou a presença de Vegeta, e sua ausência foi igualmente ignorada.
Logo, o Rei Ox se retirou e permaneceram apenas alguns saiyajins, Goku dispensou todos dizendo que ele mesmo levaria a princesa aos seus aposentos em segurança.
Assim que ficaram sozinhos, de repente toda a espontaneidade desapareceu, o assunto acabou e ficaram extremamente tímidos na presença um do outro.
— Eu queria te pedir desculpas — Chichi por fim falou.
— Por quê?
— Por ontem na cerimônia de recepção, eu te beijei na frente de todo mundo.
— Aquela era a sua saudação, não era?
— Você me viu beijar o príncipe Vegeta?
— Não né, mas com ele mandando todo mundo se ajoelhar e ameaçando matar.
Chichi riu.
— Ele é uma pessoa complicada, não é?
— Ah, ele carrega muitas responsabilidades, acho que no fundo ele não sabe lidar com tudo isso — Goku disse.
— Será que não é você que é legal com todo mundo e está justificando o comportamento dele?
— Eu não sou legal com todo mundo. Quando eu quero evitar uma pessoa é fácil pra mim.
— E eu? Você quer me evitar?
Goku levantou e se encaminhou até a porta, aquela conversa estava tomando um rumo que ele não queria.
— Eu vou acompanha-la até o seu quarto.
— É claro que vai — Chichi disse entristecida.
Caminharam pelos corredores em silêncio. Quando chegou na porta do seu quarto, Goku a abriu, verificou se estava tudo em ordem dentro do recinto e só então ele voltou e disse:
— Pronto, está entregue sã e salva!
Chichi deixou ele pelo lado de dentro quando fechou a porta atrás de si.
— Eu não quero ficar sã e nem salva.
— Princesa, isso é muito inadequado — ele disse ruborizando.
— Eu não quero saber, me beija.
— Eu não posso, você vai se casar com o Vegeta.
— Eu não quero me casar com ele, você ainda não percebeu?
— Não, eu realmente achei que vocês tinham tudo a ver um com o outro — ele disse de um jeito inocente.
— Como? Ele é um estúpido, um arrogante!
— Princesa, eu realmente não posso. Amanhã você perceberia como eu sou patético e eu seria jogado no lixo.
— Não, impossível! Você é maravilhoso, eu amo você.
— Não Princesa, não ama, você está só impressionada.
— Então fala pra mim que não sentiu a mesma coisa — Chichi pediu.
— Eu não tenho permissão para sentir.
— Você não é um escravo!
— Só tecnicamente... — seu olhar entristeceu.
— Eu já deveria saber, as pessoas só se aproximam de mim por interesse! Me diz que você fez isso também e eu vou te perdoar e esquecer tudo.
— Não, não é assim eu juro... o meu único interesse é te ver sorrindo.
— Só tem um jeito de eu sorrir agora Goku... fica comigo.
— Princesa, eu posso ser morto!
— Então me fala, que você esteve esse tempo todo me iludindo, somente sendo gentil comigo e eu deixo você em paz para sempre. Eu esquecerei que me rejeitou tão friamente.
Goku olhou a princesa Chichi, aquele rosto delicado, os olhos negros tão encantadores. Sentiu-se verdadeiramente amado, coisa que nunca existiu no seu planeta, até então ele existia para servir e permanecer calado e desde que pisara em solo terráqueo ela o tratava como um rei, reconhecido por quem ele era e não pelo o que ele poderia fazer.
— Eu não posso mentir pra você, Princesa. Você é tudo o que eu sempre sonhei.
Chichi o agarrou e o beijou. Goku retribuiu o beijo com ferocidade, Chichi passeou as mãos pelo corpo dele e o ajudou a livrar-se dos seus trajes. Ele abriu o vestido dela e o deixou cair sob seus pés, em pouco tempo estavam nus e inebriados pelos encantos um do outro. Goku conduziu Chichi até a cama e deitou-se sobre ela.
— Você tem certeza disso? — ele perguntou.
— Eu tenho... eu quero — ela disse ofegante.
Goku posicionou-se sobre ela, então ouviram um grito agudo.
— É aqui ao lado no quarto da Bulma! — Chichi disse.
— Ela deve ter tido um pesadelo — agora que estava convencido ele não queria parar.
Chichi lembrou da conversa que tiveram naquela manhã, sobre ela falando do homem misterioso que ela achava que fosse o Yamcha.
— É melhor a gente ir ver — ela pediu — Depois a gente continua, eu juro!
Goku se levantou e vestiu as roupas contrariado. Chichi cobriu-se com um robe. Bateram na porta do quarto de Bulma.
— Srta. Bulma, você está bem? — Goku perguntou.
— Bulma, abre logo! Sou eu! — Chichi gritou.
Dentro do quarto, Vegeta desfez o poder nas mãos, Bulma vestiu um robe qualquer e foi abrir.
— O que aconteceu? — Chichi perguntou — Nós ouvimos você gritar.
— Não foi nada, eu tive um pesadelo — Bulma mentiu.
— Posso inspecionar o quarto, srta.? — Goku ofereceu.
— Não, não precisa, está tudo sobre controle.
— É melhor me deixar ver, para a segurança de todos — ele insistiu.
Vegeta, percebendo que Goku não desistiria, resolveu que não adiantava mentir. Revelou-se na porta.
— Pra quê mentir e me proteger, srta. Bulma? — Vegeta disse seriamente.
Bulma pensou que ele fosse louco de revelar tudo o que realmente acontecera.
— Eu vim para dizer boa noite para a minha noiva e acabei errando de quarto — ele disse finalmente.
Todos pareceram aliviados. Então ele reparou que Chichi estava de robe também, provavelmente estava nua por baixo, assim como Bulma.
— E vocês? — Vegeta perguntou.
— A gente estava conversando lá na sala e eu subi para acompanhá-la — Goku se apressou em responder.
— E porque ela está de robe?
Nem Chichi, nem Goku souberam o que responder. Porém Vegeta já havia entendido tudo e saberia como lidar com Goku da maneira dele, não exporia a sua noiva daquela maneira.
— Que bobagem a minha, vou deixar você dormir, Princesa Chichi. Desculpe-me a intromissão — ele disse abrindo passagem entre ambos ao sair do quarto — Você vem, Kakarotto?
— Claro, claro. Boa noite, srta, Bulma, boa noite princesa Chichi — ele fez uma reverência desajeitada.
Eles se afastaram pelo corredor enquanto as moças se entreolhavam. Quando já estavam bem longe, Vegeta empurrou Goku contra a parede.
— Você está comendo a minha noiva, é seu filho de uma puta?
— É claro que não! De onde tirou uma loucura dessas?
— Não sou burro, seu paspalho! Só vou te avisar que eu percebi as conversinhas de vocês e se ela não for mais virgem quando eu me casar eu vou matar os dois, entendeu?
— Não foi nada disso, Vegeta. Somos apenas amigos! — Goku sabendo que isso não seria suficiente acrescentou — Aliás nem isso, eu sou como um bobo da corte pra ela. Ela te ama, ela já me revelou — Ele sabia que poderia se defender, mas só de imaginar Chichi morrendo por sua causa, ele gelou.
— É lógico que ela me ama, todas as mulheres amam o príncipe.
— Com certeza, majestade, com certeza. Mas assim, só pra te avisar... a braguilha da sua calça está aberta.
Vegeta empurrou Goku para o lado e fechou as calças.
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