A Guerra das Casas...(Fic interativa)
4 A visão... e a podridão
Notas iniciais
O café da manhã logo se aproximava do fim, fazendo com que os murmúrios de irritação e lamentação fossem pouco a pouco tomando conta do grande salão principal.
Alguns não queriam deixar o lugar de paz, outros queriam mais tempo para empanturrar-se de comida antes que tudo sumisse, assim como apareceu, num passe de magica... e alguns outros simplesmente não estavam nem um pouco animados para o começo das aulas.
Foi entre esse passageiro clima depressivo que um urro alegre simplesmente saltou de entre a multidão amanhecida.
–Que tristeza é essa galera? -sua voz alta e celebre parecia atingir todos os presentes naquele grande salão. -Vamos lá, animo meu povo!
A risada dele de certa forma aliviou a tensão de todos naquele ambiente, mas ao mesmo tempo aquele comportamento ceifava brutalmente o secreto luto pelo qual os lufinos estavam passando.
Ao passo que os alunos e professores iam se retirando, o rapaz era bombardeado de olhares reprovadores de seus colegas de casa, fato que não deteve o sorriso vitorioso que levava em seu rosto, de forma alguma.
Ele voltou rapidamente a mesa tentando acabar rapidamente com o achocolatado de seu copo antes que o liquido se esvai-se magicamente diante de seus olhos.
Ao descer o copo o mesmo começou a desaparecer de sua mão, e quando todo ele se desfez foi dando a visão de uma de suas colegas de lufa-lufa, nada feliz diga se de passagem, que o fitava com uma profunda repulsa nos olhos e na face.
–Chae seu miserável insensível!- pois as mãos nos quadris numa posse autoritária. -como pode fazer isso com tudo que esta acontecendo?!
O rapaz se irritou mas em momento nenhum deixou que isso transpareces seu sorriso parte abobado, parte canalha.
Esse rapaz era Chae Hyuk, um aluno da lufa-lufa que não tinha problema nenhum com competir com o próprio Lex, os rapazes tinham quase que uma rixa um com o outro, possuíam quase a mesma altura, mesmo que Hyuk fosse um pouco mais baixo, ambos tinham a mania de usar do chame para sair de situações apertadas.
ele tinha a aparência de um adolescente asiático, olhos puxados no mesmo tom de sues cabelos castanhos, era com certeza um rapaz bonito e muito alegre, mas que vivia se metendo em confusão graças a brigas que tinha com o galã da grifinoria para ver quem tinha os melhores músculos, ou quem pegava mais garotas ou até mesmo quem conseguia colocar mais tachinhas na cadeira do professor sem que ele visse-os.
–Ora minha querida... — disse puxando-a pela mão, forçando-a assim a quebrar seu semblante rígido. -É justamente nesses tempos tão difíceis que precisamos de um pouco de alegria, não acha?
Mesmo com certa resistência da parte dela, a pobre garota não tinha muito o que fazer além de depois de alguns argumentos e sorrisos do rapaz para ela. E assim em alguns minutos ela simplesmente se foi suspirando pelos corredores sem nem lembrar o que estava discutindo com o rapaz.
Ele suspirou orgulhoso de seu feito e seguiu seu caminho para sua primeira aula, já devia até estar atrasado aliais.
O rapaz não conseguia entender porque todo aquele clima pesado dos colegas, foi só uma garota que não tinha voltado para a salão comunal ainda, não era nada de mais ela ter sumido por uma misera noite.
Talvez ele não fosse tão superficial em tudo, mas gostava do clima amigável e animado da casa em que se encontrava, e o fato de tem acordado aquela manhã e olhado os rostos de seus colegas como se estivessem em um velório, simplesmente o irritava demais. Ele até acharia normal se alguma musica de violino tivesse findo do além naquela hora, só pra completar o clima.
–ah? -ele nem tinha se tocado de pra onde estava indo até que parou no pé de uma imensa escadaria. -... adivinhação não...
Choramingou, era uma tortura ter que subir todos aqueles cinquenta lances de escada.
Amaldiçoou a professora loucamente, depois a aula e até mesmo a própria escola.
–De quem foi a ideia estupida de por tantos degraus?! -esbravejava.
Meio choroso ele se pôs a começar o que paresia ser uma interminável subida escada a cima.
Não foram muito degraus a cima que algo chamou sua atenção, um rapaz de uniforme verde e prata descia as escadas no sentido oposto a ele.
Mas aquilo não fazia sentido, primeiro porque aquela era a primeira aula, ninguém devia estar saindo das salas agora, segundo porque se ele estava querendo matar aula porque se daria ao trabalho de subir até lá em cima sendo que era uma aula da lufa-lufa e da grifinoria?!
Hyuk parou de subir as escadas e revirou acompanhando o movimento do garoto com os olhos, o rapaz tinha cabelos roxos, não tinha como ignorar. Como se tudo passasse lentamente ele viu alguma ervas amassadas que o garoto trazia nas mãos, mas não pode identifica-las antes que o jovem saísse de sua vista...
Meio confuso por aquele interesse estranho o lufino voltou a subir as escadas num ritmo lento, sem entender porque aquilo tinha perturbando-o tanto, simplesmente não fazia sentido pra ele...
–bom...- deu um suspiro meio cansado.- parece que a aula de adivinhação vai servir pra alguma coisa...- e se pôs a subir a escada num ritmo de corrida.
x-
Quando finalmente chegou a sala já sabia que estava muito atrasado, mas como ele não se incomodava nem um pouco em chamar atenção cumprimentou a professora ignorando que tinha-a xingando-a muito enquanto estava no pé da escassa claro...
E se sentou em uma mesa vaga tentando prestar atenção no restante da aula pra que pudesse ter alguma utilidade para oque ele estava planejando.
–Certo... então é só colocar essa coisa nessa água esquisita? -perguntou animadamente para uma jovem grifinoria que estava sentada ao seu lado.
Ela assentiu um tanto acanhada e voltou novamente a atenção para sua própria mesa, que assim como a dele tinha um tigela de barro com um liquido borbulhante e algumas folhas secas que ele não tinha a menor noção do que eram.
Enquanto isso ele desceu a folha dentro da tigelada barro que continha aquela esquisita água borbulhante.
Logo que o fez uma grande nuvem branca de fumaça surgiu saindo do pote e pairando na altura da sua cabeça envolvendo-a por completo. Ele sabia que devia inalar a fumaça e se concentrar numa questão, uma pergunta, para que a visão viesse a tona através daquela nevoa... mas quando o fez...
Ele viu ao longe uma garota baixa, de cabelos mel...
–M-mena...?
Um cheiro relaxante de chá pai'rava ao redor deles...
Era um cheiro muito característico da menina, quando ela saia ou voltava do salão comunal todos os membros sabiam, afinal podiam sentir o cheiro de chá que se exalava do ar que ia acompanhando a garota para tudo que fosse canto.
Um temor percorreu seu corpo quando ele se lembrou do rapaz da escada, foi por isso que ele parara para prestar atenção naquele cara de cabelos roxos, ele tinha o cheiro dela... ele tinha o cheiro da Mena, mas como?
De repente o brilho amarelado que se mantilha na fumaça começou a desbotar... como se tudo a sua volta começasse a apodrecer e murchar...
Sua respiração se tornou mais pesada, e um mal estar repentino atingiu seu estomago.
Um cheiro de podridão começou a substituir o antigo cheiro do lugar... a imundice corrompia toda a fumaça e ao final, tudo escureceu em um ultimo grito... torturante.
–Como...?!- sussurrou. -Oque isso quer dizer?
Agora o rapaz tinha que segurar a ancia de vomito e a queimação que subia pela sua garganta. Que sentimento era aquele?
Ele tentou lembrar... tentou lembrar do que exatamente ele tinha perguntado quando sugou a fumaça para seus pulmões, e ao se lembrar, seu mal estar só aumentou mais e mais...
O lufino havia se perguntado... o que aquele garoto estava indo fazer escada abaixo....
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