A Guerra das Cápsulas

10 Um acordo importante


Notas iniciais
Yo mina-san! Vegeta descobriu sobre as cápsulas, vamos ver o que ele pretende fazer a respeito. Enjoy!

O dia seguinte chegou tranquilo como sempre. Após o café da manhã, as meninas foram passear nos jardins do palácio, um pretexto de Chichi para se encontrar com Goku.

Assim que o avistou foram conversar e Bulma deu a eles a privacidade que precisavam.

Resolveu voltar pelo mesmo caminho por onde viera e deparou-se com Vegeta a observando. Tentou passar por ele fingindo ignorá-lo mas não foi permitido, ele a segurou pelo braço.

— Preciso falar com você, mulher.

— Se for sobre aquela noite, me esquece, nem que me mate eu vou "satisfazer" você — ela respondeu irritada.

— Não é nada disso, embora eu possa te matar por levantar a voz contra mim.

— O que é então?

— Me conte tudo o que sabe sobre as cápsulas.

Bulma não entendeu a súbita curiosidade.

— Ora, as cápsulas hoi-poi? São simplesmente a coisa mais normal hoje em dia, todo mundo tem pelo menos uma. Eu mesma estou com as minhas aqui — ela disse enquanto tirava o artefato do bolso.

— Deixe eu ver — ele não esperou a resposta dela, tirou bruscamente de suas mãos.

— Como é que isso funciona?

— É simples, é só apertar aqui e jogar que ela abre — Bulma explicou.

Vegeta apertou e atirou a peça. Uma pequena fumaça formou-se enquanto aparecia diante dos olhos dele uma casa em tamanho natural, eles entraram e Vegeta quis saber o que era tudo aquilo.

— São as coisas que eu preciso, roupas, maquiagem, cosméticos, uma banheira e um chuveiro com água encanada, cama, tudo.

— Pra quê tudo isso?

— Pra quando eu precisar. São minhas coisas de beleza.

— Elas não funcionam muito bem, não é? — ele riu — É só pra isso que serve então?

— Claro que não, as pessoas usam para guardar tudo o que quiserem, eu tenho outras aqui.

Eles saíram e ela guardou a casa de volta na primeira cápsula. Tirou um estojo do bolso e mostrou o conteúdo de cada cápsula: um carro, a moto que o havia atropelado no primeiro dia, uma nave, um laboratório equipado, etc.

Vegeta observou tudo, pegou em cada item, viu se realmente funcionavam, se era de verdade.

— Essas coisas são todas de verdade mesmo? Funcionam?

— É claro.

— Então qualquer pessoa pode guardar o que quiser nessas cápsulas? Independente do tamanho, do peso?

— Sim, qualquer coisa.

— Até outras pessoas?

— Seres vivos não, só objetos inanimados — ela o olhou desconfiada, já podia imaginar as bizarrices que ele planejava.

— Por que me ofereceu uma cápsula aquele dia? — ele perguntou intrigado.

— Pra você me deixar em paz.

— O que tinha naquela?

Bulma pegou a última cápsula e mostrou seu conteúdo, uma caixa de vidro lacrada com sete bolas alaranjadas, cada uma marcada com estrelas contando do número um ao sete.

— O que é isso? Pra quê serve? — Vegeta perguntou.

— Eu não sei. Acho que são umas bola de brinquedo, eu as tenho desde criança, pra falar a verdade nem sei de onde vieram.

— Então ia me dar algo que não serve pra nada? Ia tentar me enganar? — ele ficou irritado.

— Quando você percebesse eu estaria bem longe — ela riu.

— Eu posso te achar em qualquer lugar do universo se eu quiser — ele ameaçou.

Bulma guardou a cápsula.

— Onde eu consigo isso? — Vegeta perguntou.

— Tem pra vender em todo lugar.

— Eu preciso em grande escala.

— Grande escala quanto?

— Cinco centenas de milhares.

— 500 mil? Pra quê vai precisar de tantas? — Bulma perguntou espantada.

— Não te interessa, onde consigo?

— Posso conversar com o dono e ver se há como fazer uma encomenda especial.

— Você tem alguma nisso influência, então?

— Você não faz ideia de quem eu sou, não é? — Bulma riu.

— Pra mim você é só uma mulher vulgar.

— Então nada feito, vai de banca de jornal em banca de jornal e tenta comprar as suas "cinco centenas de milhares". Em dez anos talvez você consiga metade.

— Não brinca comigo, mulher. Vai me conseguir as cápsulas ou vou ter que te matar?

— Podemos fazer um acordo.

— O que você quer? — ele perguntou exasperado.

— Você sabe o que eu quero.

— Ah, eu já sei. Você quer a honra de ser dignamente fodida pelo príncipe saiyajin?

— Não seu imbecil! — ela revirou os olhos — Eu quero que você me deixe em paz.

— Você vai encontrar a paz quando eu te esmagar com as minhas mãos.

— É justamente isso o que eu não quero. Quero que pare de ameaçar que vai me matar, que desista dessa ideia e nunca mais fale ou faça algo contra mim.

— Pode ser.

— E quero também que você nunca mais tente nada sexual comigo — ela ruborizou.

— Tem certeza? Vai se arrepender depois.

— Tenho, só de lembrar quero vomitar.

— Nada feito, terráquea. Talvez eu ainda precise de alguns favores desse tipo.

— Então esqueça suas cápsulas!

— Ok, eu posso consegui-las com outra pessoa.

— O imbecil ainda não entendeu que eu sou a única que pode te ajudar com essas cápsulas?

— Por que você é a única?

— Eu sou a dona da empresa que fabrica as cápsulas, uma ligação minha agora e acabou a produção, aí que você nunca vai ter suas cápsulas mesmo.

— Que conveniente, hein? — ele disse irônico.

— Com certeza, mas não pra você.

— Ok, sua terráquea vulgar. Eu vou te poupar por enquanto.

— E você vai ter que pagar viu? Com dinheiro da Terra, não essa mixaria de saiyajin.

— Um príncipe sempre honra seus compromissos.

— Vamos ver.

Mal terminaram a conversa Chichi passou chorando por eles.

— O que você fez agora? — Bulma acusou.

— Dessa vez eu não fiz nada — Vegeta se defendeu.

— Eu sei que de um jeito ou de outro a culpa é sua.

***

Enquanto Vegeta e Bulma negociavam, Chichi foi procurar Goku. Queria combinar para que ele fosse ao seu quarto naquela noite.

— Sinto muitíssimo se te fiz acreditar em alguma coisa além da nossa amizade — Goku falou enquanto ruborizava fortemente.

— Você está brincando, né?

— Não, princesa.

— E aquilo de que eu sou tudo o que você sempre sonhou? — ela lembrou-o.

— Eu bebi mais do que deveria ontem à noite, acabei agindo de maneira indecorosa.

— Goku...

— É por isso que vou me afastar princesa. Meu comportamento foi altamente indigno.

— Mas eu queria e você também!

— Não, eu não queria — ele mentiu.

— Goku, você estava nu comigo na minha cama!

— Eu sou homem, princesa. É difícil pra mim rejeitar alguns prazeres.

Chichi estapeou o peito dele.

— Você sabe que eu amo você, porque está fazendo isso? — as lágrimas desciam finas pelo seu rosto.

— No meu planeta não costumamos rejeitar nenhuma fêmea. Mas agora que voltei ao meu juízo normal isso não vai mais se repetir. Sinto muito.

Chichi o empurrou e correu chorando para o palácio.

Notas finais
Kakarotto "burrão" dispensando a princesa. Aguardo os comentários. Abraços!