A Guerra das Cápsulas

86 Como se fosse a primeira vez - hentai


Notas iniciais
Yo mina-san! Eita, que fazia tempo que não tinha hentai nessa FIC, huahuahauhau! Aproveitem!

Despido em uma banheira, Goku relaxava enquanto Chichi massageava as costas largas do ex com uma esponja macia. Goku apenas aproveitava o pouco tempo de paz até retornar à última luta, que prometia.

— Eu juro que eu tentei impedir — Goku falou.

— Não precisa se explicar para mim — Chichi respondeu.

— O Vegeta gosta de aproveitar os poucos momentos de diversão para impôr suas regras e praticar vingança. Não é sobre isso que o torneio se trata.

— Apenas esqueça isso, ok? Tire essas coisas da cabeça e relaxe por dois minutos. Vocês vão ter que lutar à noite, não vão? Guarde isso tudo para a hora da luta.

Goku saiu da banheira secou-se e enrolou uma toalha na cintura. Sentou na cama, Chichi sentou atrás dele e começou a pentear o seu cabelo. Passava o pente até reduzir todo o volume, e esticar os fios lisos até a altura dos ombros, para apenas segundos depois o cabelo rebeldemente voltar espetado para o alto.

— Você não precisa fazer isso, Chi.

— Eu quero. Além do mais não quero correr o risco do Vegeta me encontrar.

— Eu duvido que ele te procuraria agora. Ele vai querer guardar toda a energia dele para a luta — Goku falou.

— Ah é? Pensei que ele aproveitaria o "clima" do festival.

— Depois talvez... mas antes ele vai querer se poupar.

— E você?

— Também.

— Hummm — ela parecia desconsolada.

Ver aquele povo quente copulando livremente trouxe à ela vontades. Então Goku apareceu para salvá-la, como sempre fazia antigamente, e voou com ela nos braços. E no momento em que ele a pousou no chão, Chichi o olhou nos olhos, e tudo era como antes. A mesma sensação de paixão e cumplicidade. O mesmo carinho. Então ele parecia tão angustiado quando revelou sobre a morte de Nappa, que a única coisa que ela quis fazer era mimá-lo e cuidar dele até ele esquecer tudo e voltar a ser feliz e sorrir como antes. Então o banho para relaxar seu corpo e agora penteava seus cabelos.

Quando percebeu, já havia deixado o pente de lado e massageava os cabelos dele, desceu com as mãos para os ombros e os massageou até sentir os músculos relaxados, passeou as mãos pelo abdômen dele e logo estava sentindo sua rigidez. Massageou-o cuidadosamente.

— Assim não, Chi — Goku sussurrou.

— Goku-san... eu quero você.

— Não podemos.

Chichi o ignorou e começou a beijá-lo na base da nuca, depois no pescoço, enquanto o abraçava fortemente. Subiu para o queixo e o fez inclinar a cabeça, então procurou sua boca e começou a beijá-lo apaixonadamente. Goku correspondeu. Ela passou para a frente dele e sentou no seu colo, Goku mantinha as mãos ao lado do corpo, enquanto Chichi livrava-se das próprias roupas. Ela jogou o corpo sobre o dele e o fez deitar enquanto o beijava.

— Goku-san... meu querido... meu amor...

— Chi... isso é... a gente não pode...

Ela posicionou-se sobre ele e desceu devagarinho. Goku sentiu-a apertada como uma virgem, ela gemeu dolorosamente, percebendo que era como se fosse sua primeira vez, novamente com o único homem que amava. Quando ele estava inteiro dentro dela, Chichi começou a dançar no colo dele, movimentos suaves com as quadris, enquanto apoiava as mãos no peito dele.

— Chi... estamos perdidos... vamos parar.

— Não, eu quero...

Então ela aumentou o ritmo da sua dança, subindo e descendo fortemente enquanto gemia e chamava pelo nome dele.

— Goku... assim... mais... eu vou... Goku...

— Chi... eu vou...

Ela alcançou o ápice junto com ele, então quedou-se ao lado dele e o abraçou o mais forte que podia.

***

Chichi ressonava tranquilamente, enquanto Goku a aninhava com cuidado em seus braços. Era tudo como antes, aquele cabelo perfumado, a pele macia, o rosto lindo e delicado. Exceto pelo fato de eles estarem violando leis muito acima do próprio conhecimento. Sentia-se arrasado pelos eventos do dia. Tudo havia começado muito bem com as lutas empolgantes naquela manhã no torneio, mas agora voltava para o antigo vício pelo corpo daquela mulher que ele idolatrava.

Lembrou-se do ocorrido após a primeira parte do torneio, quando Vegeta seguiu Nappa, que muito machucado foi se tratar no alojamento dos soldados. Então, ele preocupado, seguiu o príncipe.

Nappa tirava a armadura e preparava-se para entrar dentro de uma das câmaras de regeneração, quando Vegeta apareceu.

— Nappa!

— Vegeta... — Nappa não disfarçava o desprezo que sentia pelo soberano.

— Você implorou misericórdia.

— Implorei. E Kakarotto me poupou conforme as regras, eu não desobedeci nenhuma ordem sua.

— Mas ele sim.

Goku entrava no alojamento nessa hora.

— Vegeta, deixa ele. Nós seguimos as regras do torneio.

— Você me desobedeceu, Kakarotto.

— Vegeta, eu não posso matá-lo. Ele será útil contra Black — Goku argumentou.

— Não, ele não será. Esse animal vai armar um golpe contra mim.

Nappa gelou. Como era possível que Vegeta soubesse de algo que ainda era uma pequena ideia, que sequer havia sido compartilhada com outros?

— A gente não pode saber, pode ser que ele mude de ideia, não é Nappa? — Goku perguntou ao soldado.

Nappa permaneceu em silêncio. Vegeta andou até Goku e o pegou pelos colarinhos.

— Mate o verme insolente, se não quem vai pagar vai ser uma certa princesinha...

— Ela não tem nada a ver com isso, Vegeta!

— Não mesmo? — Vegeta riu sarcástico — no que se refere a traições, aquela lá fez escola.

Goku soltou-se.

— Eu não posso matá-lo, é contra os meus princípios.

— Princípios? Você não tem que ter princípios, você tem que obedecer as minhas ordens! Esqueceu-se que você é um saiyajin? Você tem que matar, essa é a sua natureza!

— Não mais, eu mudei. Eu não vou fazer nada contra ninguém, a não ser que seja absolutamente necessário.

— Ótimo, Kakarotto. Saiba que assim que eu conseguir pôr um filho na barriga daquela insolente, e o pivete nascer, eu vou matá-la com muito gosto.

— Por que isso, Vegeta? Sabe que a Chichi é a peça chave para derrotar Black.

— Ela não, o nosso filho... ela é apenas um recipiente, assim que eu usá-la vou quebrá-la com as minhas próprias mãos, eu já fiz isso uma vez e posso fazer de novo.

Nappa, que até então ouvia a conversa deles em silêncio, sem entender nada das maluquices de Black que eles diziam, interrompeu-os.

— Olha, se ninguém for me matar, eu vou entrar na câmara, ok? Preciso consertar-me da luta.

Então, irritado com a desobediência de Kakarotto, Vegeta lançou um raio que transpassou o corpo de Nappa.

— Vegeta! — Goku gritou e correu para ajudar o soldado que caído no chão agonizava. Ele tentou-o colocar na câmara, mas o corpo de Nappa era pesado demais para ele conseguir carregá-lo e abrir a porta da câmara — Ele ainda está vivo! Me ajude a colocá-lo lá dentro!

— Não seja tolo, Kakarotto. Eu o quero morto, por que o ajudaria? — Vegeta respondeu com os braços cruzados.

— Vegeta... — Goku olhou para o príncipe que ria enquanto Nappa afogava-se de vez no próprio sangue e falecia.

— Pronto, olha que maravilhoso! — Vegeta sorriu — não é incrível como uma pessoa pode estar viva e no minuto seguinte, morta?

— Vegeta... seu maldito! — Goku gritou.

— Guarde a sua raiva para hoje à noite, Kakarotto — Vegeta respondeu e saiu deixando o general sujar-se completamente no sangue do soldado morto.

Goku balançou a cabeça afastando a memória recente das injustiças de Vegeta. Com suavidade, soltou-se de Chichi e levantou-se. Vestiu-se com a sua melhor armadura de combate, a hora da luta aproximava-se. Antes de sair, observou a mulher dormindo tranquilamente, inclinou-se sobre ela e pousou um delicado beijo em seu rosto. Estava disposto a impedir que Vegeta a machucasse e só tinha um jeito de fazer isso: afastando-se definitivamente dela.

***

Chichi despertou dos seus sonhos eróticos e percebeu-se sozinha na cama. Nem ficou triste, sabia que precisariam manter a discrição a partir de agora. Tomou um banho relaxante e vestiu o vestido mais lindo que encontrou. Queria estar bem linda para vê-lo ganhar a luta e entregar o prêmio diretamente nas mãos dele. Já imaginava Goku sorrindo com um bobo e ruborizando quando ela pousasse um beijo suave em seu rosto na frente de todos e o proclamasse o campeão da noite. Com esses doces pensamentos, ela desceu para a cozinha, aquela atividade toda daquela tarde a deixou com fome. Encontrou seu ajudante.

— Majestade — ele fez uma reverência.

— Tem alguma coisa pra comer?

— Estou preparando, alteza.

— Eu tinha deixado uma torta pronta.

— É que o general Kakarotto passou por aqui, então...

Chichi sorriu. No fundo tinha feito a torta para ele mesmo. Comeu o que achou e saiu para o torneio, nas galerias do palácio, encontrou-se com Vegeta. Desviou do caminho dele, mas o príncipe a seguiu.

— Está pronta para o show dessa noite? — ele perguntou orgulhoso.

— Chama aquela atrocidade de show? Você é repugnante...

— Eu sou, não sou? — Vegeta gargalhou — faz tanto tempo que estou querendo uma luta com Kakarotto, chegou a hora de acertar algumas coisas.

— Vegeta, o torneio é para diversão apenas, não um acerto de contas.

— Não diga asneiras, mulher. Você não conhece nada dos nossos costumes. Nós saiyajins não carregamos o orgulho de sermos os maiores guerreiros do universo à toa. Qualquer oportunidade de uma luta séria, é uma luta séria.

— Eu discordo.

— Bem, mas a sua opinião não conta em nada, sabia? — Vegeta a mediu dos pés a cabeça, ela estava mais bonita do que o normal — você se esmerou hoje, não foi?

— Ah, isso? É só um vestido velho.

— Eu gostei, a esposa do príncipe tem que estar sempre bonita.

Chichi ruborizou, nada daquilo era pra ele, mas ele ainda era o seu marido, e tinha a questão do filho para resolverem.

— Bem, eu vou lá acabar com a raça daquele miserável daquele Kakarotto — Vegeta disse calçando as luvas imaculadamente brancas — assim que o torneio acabar, venha até o meu quarto — ele disse e saiu voando.

Chichi sentiu-se estremecer, sabia que era sua obrigação e missão de vida ter um filho com ele, mas não queria fazer isso, não agora, não depois daquela tarde de amor que passou com Goku. Ela caminhou até a região dos carros, e um dos serviçais abriu a porta de um dos veículos para ela entrar, mesmo longe, ela já ouvia os gritos do povo que impaciente chamavam pelos seus guerreiros.

— Vegeta!

— Kakarotto!

Ao chegar próximo da arquibancada, o som das batucadas era ensurdecedor, ela desceu do carro diretamente na porta da galeria reservada aos membros da nobreza, quando entrou, pôde ver a arena, de piso quadriculado e decorada com imensas tochas de fogo em cada ponta. Nas arquibancadas, o povo gritava e batucava, a grande maioria estava nu ou semi-nu, alguns ainda usavam as máscaras e copulavam ali mesmo. Dois, três, até quatro homens com cada fêmea ao mesmo tempo. E as brigas estavam mais intensas e sangrentas. Pensou nas palavras de Vegeta. O povo já se divertia bastante ao modo deles, então o príncipe e o general tinham que dar um show à altura, uma luta séria era mais do que esperada, era necessária para satisfazer o desejo de sangue daquele povo que respirava violência.

Viu os dois homens subindo na arena, e pela primeira vez temeu. Goku estava belo e imponente com sua armadura azul, branca e dourada, mas Vegeta não ficava atrás com a armadura das mesmas cores. Mas ao contrário do general que mantinha o olhar fixo no oponente, exalando seriedade, Vegeta parecia relaxado e divertido. O príncipe tinha um brilho maldoso no olhar, embora isso não fosse novidade, mas o sorriso malvado que ele ostentava era realmente intimidador. Lembrou-se daquele tempo longínquo em que ainda vivia na Terra, na linha de tempo original, quando Goku disse que Vegeta sempre tinha uma carta na manga. Inconscientemente, Chichi, uniu as duas mãos em sinal de prece, e rezou para que o amante estivesse errado.

Notas finais
Deixem comentários, abraços!