A Guerra ''Livro'' 2
8 Fly on the Wall
Notas iniciais
Miley s2
E ai? Tão curtindo??
Acordei numa cama de hospital. Olhei no relógio digital na parede, era quase meia-noite. Quanto tempo eu dormi?
Então uma porta abriu e uma sombra se aproximava, duas, não, três. Dois médicos (uma era mulher) e... Fynn?Não consegui acreditar. Até pisquei rápido, achando que era uma alucinação. A imagem dele continuava ali, me olhando e sorrindo. Levantei me correndo e o abracei com força. Dei um beijo e falei seu nome. Então, quando me afastei e olhei para ele, não era mais Fynn. Era Max, na verdade. – O que? — Perguntei. — Mas você não era o Fynn? E agora... Você é o Max... — Senti meus olhos começarem a lacrimejar. — Onde está Fynn? Por que meus pais não vieram me ver? Hayley está doente?Não queria ouvir as respostas. Então, aos poucos, as imagens dos mortos foram voltando aos poucos. De quando agarrei as mãos de meus pais, de Hayley, Kimber... E de Fynn. De quando eu o beijei numa tentativa falhada de ele acordar, mesmo sabendo que não conseguiria.E eu podia te-los salvado. Max poderia ter me deixado ir e ido comigo. Ou ao menos impedir de que Fynn fosse atrás. Max. Ele se aproximou de mim e sentou do meu lado, pôs seu braço sobre meu ombro e perguntou algo para os médicos que eu não consegui entender, mas a resposta eu ouvi, claramente.– Ela está sob o efeito dos remédios. Vai ter alucinações, pode até se esquecer das coisas. Vai durar uma hora, talvez.Então eles nos deixaram a sós e olhei para Max... Ele fez o mesmo e aproximou sua boca da minha mas eu virei o rosto.– O que foi? — Ele perguntou.– Minha culpa. — Falei, confusa. — Ou sua culpa? É. Sua culpa! SUA! — Então comecei a bater de leve nele até que ele me soltasse. – O que que eu fiz? — Ele falou, assustado.– Você! Você não os ajudou! Você impediu que eu os ajudasse! Você sempre, SEMPRE, odiou Fynn e agora ele está morto!– Ham? — Ele exclamou se levantando e eu me levantei logo em seguida.– Está feliz? Agora ele está morto! Não tem mais concorrência! Está feliz? ESTÁ FELIZ? — Perguntei gritando e soluçando.– Pare com isso, Annie! Você está sendo infantil! – Sua culpa. Minha culpa. Nossa culpa. — Então começou a nevar dentro da sala de hospital. Levantei as mãos para pegar a neve. — Neve? — Então ela ficou vermelha, e em um estralo de dedos, estava tudo coberto de neve.E havia um corpo tremendo no meio dessa neve. Empurrei Max e corri até esse corpo. Era Fynn. Ele passou a sua mão pelo meu rosto, se aproximou e me beijou. E então desapareceu. Estávamos eu e Max no quarto de hospital novamente.Me encolhi na minha cama novamente, e como uma insana, comecei a pronunciar palavras, sem conseguir parar, mesmo sabendo que estava parecendo uma louca:– Sua culpa, minha culpa. Sua. Só sua! Mas um pouco minha... Eu devia... Eu te amo Fynn, não me deixe! Por favor, Hay, fique comigo! Minha culpa. Sua culpa...Então algo espetou em minhas costas e eu perdi a consciência.
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