A Guerra ''Livro'' 2
4 Amsterdam
Notas iniciais
Imagine Dragons :3
Espero que gostem xD
Acordei com uma sirene tocando. Bem alto e bem estridente. Achei que meu ouvido ia estourar. Então a porta do meu quarto abriu num estrondo, Max e Fynn entraram. Max pegou um casaco meu e Fynn me ajudou a me levantar. Ai Max veio em minha direção e me agarrou pela cintura.
– Me larguem! Eu sei andar! – Vamos logo então...E começamos a correr, não sei para onde, só segui eles. Fynn na frente, Max do meu lado.– Para onde estamos indo? O que está acontecendo?– Estamos indo pro subsolo — Max falou, ofegante. — O radar captou misseis iminentes chegando perto da base, temos pouco tempo.– Misseis? De quem? — Falei, quase sem ar.– De onde você acha? — Fynn riu baixo.O resto da caminho foi em silêncio, entre andadas rápidas, corridas e sirenes aumentando de volume. Até chegarmos no elevador, com essas musiquinhas chatas de elevador, mas a luz vermelha de emergência ligada. Descemos cerca de dez andares até chegarmos a algum nível do subsolo (que eu acho que não é o último).Havia várias pessoas ali. Varias não, muitas pessoas. Mas no meio da multidão, pude ver algo pequeno se mexendo e empurrando as pessoas, então finalmente correndo sem interferências e me abraçando, e eu retribuindo.– Hayley! Como eu senti sua falta! — Falei, entre lágrimas e sorrisos. Ela não conseguiu falar nada, quando ela finalmente me soltou, pude ver aquele rosto pequeno de criança que passou fome. Havia um corte já cicatrizando em seu rosto, mas era a única coisa anormal. Ela está tão linda, tão crescida. — Cade a mamãe e o papai?– O pai tá na mão de curandeiros e a mãe tá com ele. Depois de um tempo se encarando, começamos a andar entre as pessoas. Apenas andando, sem falar nada. Até as sirenes pararem de tocar, então uma voz falou:– Os misseis pararam de cair, mas manteremos vocês aqui em baixo esta noite, em caso de mais misseis chegarem. As crianças devem permanecer com seus pais. Temos alguns colchões, mas talvez não de um para cada pessoa.Levei Hayley para meus pais e sem uma palavra de despedida, fui procurar os tais colchões. Eram pesados e eu não consegui carregar sozinha. Max me ajudou a levar o colchão até um canto próximo ao ar condicionado. Quando ele estava indo em bora, eu segurei sua perna.– Não! Por favor... Fique comigo. Ele sorriu e se deitou ao meu lado, um de frente pro outro. Ele me deu um beijo de leve na minha boca, falou um boa-noite e dormiu assim que as luzes se apagaram. Nós nem pegamos cobertores. Nós nem precisávamos de cobertores. Tínhamos um ao outro, o calor de um aquecendo o outro. E isso foi o suficiente.
Notas finais
Ain
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