A Guerra ''Livro'' 2
2 All We Know
Notas iniciais
– Bom, nós não estamos mortos — Falou Kimber se levantando. — Mas as vocês estão agindo como se estivessem! Como se fossem zumbis, apenas obedecendo e andando de cabeça baixa, por que caso enfrentar, vai perder seu filho ou esposa ou marido. Nós pais são traidores — ela riu. — E nós estamos aqui! Nós enfrentamos por que sabemos que uma pessoa pode ser morta, mas uma ideia não pode nem sequer ser presa.
– E essa ideia ficou adormecida por muito tempo, por que todos tem medo. — Fynn falou, se levantando. — Não os culpamos, uma pessoa não pode enfrentar um exercito. Mas um milhão de pessoas podem enfrentar qualquer coisa!
– Levantem a cabeça! Mostrem quem que é a maioria! E que uma ideia não pode ser detida. — Então a TV desligada ligou, e apareceu um vídeo. De meus pais sendo torturados e minha irmã obrigada a ver isso. Depois, um guarda espanca ela quando ela se solta e tenta salvar meus pais. — Nós somos a maioria...
– E DEVEMOS MOSTRAR QUEM QUE MANDA — acho que gritei, estou muito furiosa. — Vocês não podem nos parar! Não podem parar a verdade, nem como o mundo deve ser, ou pelo menos melhorado! As pessoas sofrem, levam chibatadas, passam fome. Por quê? Por causa de governo corrupto e imbecil que se acha superior por ter vencido uma batalha de merda! — Max tentou me parar, mas não calei minha boca. — SE LEVANTEM! SOLTEM A VOZ! Nós somos os campeões, mesmo perdendo, por quê? Porque jamais desistiremos! JAMAIS! — Estou suando. — Está na hora de mostrar ao governo quem que manda!
Então, as pessoas da plateia me obedeceram, o sinal da nossa câmera foi cortado, mas a TV continuou mostrando as imagens. O telão estava com interferência. As pessoas começaram a atacar os soldados e a invadir o palco, tentando proteger e levar a família de alguns exilados à algum lugar seguro, mas então um helicóptero chegou e pousou. Algumas pessoas de uniforme branco guiaram as famílias até o helicóptero, sem violência. Vi a minha cidade em chamas, com pessoas sendo mortas mas ninguém desistindo.
A TV desligou.
– Quem eram essas pessoas? São de vocês ou do Governo? — Falei, desesperada e preocupada.
– Calma. São nossos soldados, eles estão levando sua família e diversas outras para nossas bases. Em breve eles chegaram aqui, fique calma. — O pai do Max abriu um sorriso. — Ótimo discurso. Sabíamos que se mostrássemos o vídeo antes você iria ficar magoada, pois a raiva já teria passado. Acho que é isso. Conseguimos mostrar ao povo o caminho certo, estamos iniciando uma revolução. Consequentemente, uma guerra. Não se enganem: Vai ter batalhas, pessoas se matando, por que isso É uma guerra. Mas vocês ficarão seguros aqui, não se preocupem.
Max bateu o pé.
– O que? Não poderemos lutar na guerra?
– Você está louco? Vocês não tem treinamento algum, como pretendem entrar num exército?
– Qual é, não podemos ser treinados? — Kimber falou. — Se somos o símbolo da revolução, estamos representando todos. Se não lutarmos fora das câmeras, estaremos nos diferenciando: O povo morrendo e nós em nossas coberturas e hidromassagens: não nos faria diferente do governo! Eu quero lutar!
– Certo... — Ele respirou fundo. — Vocês podem ser treinados, mas irão para um esquadrão menor, assim correm menos perigos.
– Mas poderemos ir para esquadrões maiores depois? — Fynn perguntou, tremendo de euforia.
– Se vocês mostrarem competência, sim.
MAS E EU? QUEM DISSE QUE EU QUERO LUTAR?
Se eu falasse, ia dar briga. Vou ter que treinar e depois ir para a guerra. Que droga!
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