A Guerra Dos Dois Mundos
15 Macária e o seu ''amor''.
Notas iniciais
''–Mas porque eu faria isso foi eu quem colocou você aqui! — Ela disse dando uma risadinha falsa. — Não é mesmo Tritão?
–Sim meu amor — Disse uma sombra que estava encostada na parede.
–Amor? Vocês... ó meus Deuses! — Falei''
– Ué, está surpresa? Deuses também se apaixonam, igual a minha mãe e o nosso pai — Disse ela abraçando o Tritão.
– Ha sim, ótimo exemplo — Falei com sarcasmo — Mas afinal de contas, porque você fez isso? Foi você que roubou Poseidon?
– Olha! Ela pensa! É óbvio, eu roubei Poseidon, eu coloquei a culpa em você e no Nico, eu raptei o seu namoradinho, eu mandei a carta para você, eu mandei os monstro atacarem vocês no no trem e eu também mandei ele, o meu espião, observar vocês — Disse ela dando ênfase nos ''eu'' e logo depois apontando para o Isaac.
Virei o rosto para ele, eu não acreditava, as minhas pernas tremeram, como ele pode? Eu empurrei ele, empunhei a minha espada e fiquei por cima dele com a minha espada em seu pescoço.
– Como você pode? Você nos traiu! E ainda se juntou a uma praga igual a ela!
–E-eu não sabia.. eu não fiz por querer.. — Ele deu um sorrisinho de lado e desapareceu e aparecendo ao lado de Tritão.
– I-Isa... Fuja.. — Disse o Leo.
Corri até ele e cortei as cordas que prendiam a mão dele com a minha espada, nós ainda não tentamos corta-la, parecia meio óbvio, mas funcionou, depois cortei as dos pés e eu segurei ele para que não se machucasse.
– Não irá adiantar, não tem mais jeito, Poseidon e Hades já devem estar brigando. — Disse ela sorrindo.
Coloquei ele apoiado na parede e dei um pouco de ambrosia que tinha no bolso do meu casaco.
– Como uma deusa da morte boa poderia fazer isso? O que você irá ganhar com essa guerra?
Ela gargalhou e eu senti os seus olhos em mim.
– Eu nunca quis ser uma deusa da morte boa! Eu não escolhi isso! Nosso pai decidiu isso por mim! Trabalhei a minha vida inteira pegando gente morta e levando ao submundo! Eu quero uma vida tranquila ao lado do meu amor, e o único jeito de fazer isso é.. matando o meu pai, e quem melhor para isso do que Poseidon, porque, como você sabe.. se acontecer qualquer coisa.. o reino de Poseidon irá para o Tritão e o reino de Hades virá para mim, iremos matar dois coelhos em uma cajadada só!
Eu estava muito espantada com o que acabara de ouvir, sentei-me ao lado de Leo, ouvi ela gargalhando, isso só podia ser brincadeira, ela queria matar o próprio pai, como ela... não, isso não estava certo, levantei-me e peguei o meu apito, segurei ele próximo de meus lábios, puxei o ar e soprei ele no apito, o mais alto que eu poderia fazer no estado que eu estava.
– O que é isso? O que ela está fazendo? — Ela berrou para o Tritão.
– Meu amor.. se você não sabe.. imagina eu.
O Leo segurou a minha mão e gaguejou.
– Você é muito inteligente e forte, eu te amo — Ela apertou um pouco mais e olhou reto, em direção aos deuses.
Ao longe ouvi alguns passos pesados, eu conhecia aqueles passos, ouvi alguns berros e barulho de laminas, os passos aumentaram a velocidade e quando chegaram, estava lá diante de mim a minha cadela, Luna uma cadela infernal maior que um tanque de guerra, e o Nico e a Chris montados nela com as espadas em punho, eles olharam um pouco a situação e desmontaram da Luna.
– Eles nos traíram, eles querem matar Hades e Poseidon, eles roubaram o tridente, e me trancaram aqui, o Leo está comigo, o Isaac era espião deles! — Despejei todas as informações rapidamente — Procure a chave!
O Nico olhou para trás e a Chris assentiu, ele saiu correndo em direção aos deuses e a Luna o acompanhou, ela era uma ótima parceira, a Chris saiu correndo em busca da chave, que provavelmente estava com a Macária, Tritão correu em direção ao Nico e o Isaac empunhou a própria espada apontando para a Luna.
– Com medo de me soltar, Macária? — Desafiei-a — Será que tem força para um combate contra mim?
– Querida ''maninha'', isso não irá funcionar — Ela nem olhou para mim, estava mais concentrada na luta.
– Entendi.. você precisa de Poseidon para matar Hades, porque você não tem coragem de lutar com ninguém, nem com uma mera semideusa.. — Falei debochada.
O Leo gemeu alguma coisa do meu lado, segurei mais forte a mão dele, a Chris acabara de entender o meu plano, Macária chegou mais perto da cela, ficando de costas para a luto, a Chris chegou mais perto da deusa.
– Eu não tenho medo! — Ela olhou desafiadoramente para mim — Não de você, só não quero perder o meu precioso tempo.
– Perder tempo? Olhando para uma luta? Você está equivocada, perder tempo é o que você está fazendo, ou seja, nada. — Eu disse me levantando.
A Chris se aproximou mais e pegou a chave, empunhei a minha espada, a Chris abriu a porta e correu para ajudar o Nico, que estava sofrendo na mão de Tritão.
– Leo, eu já volto.
– N-não! Por favor, não vá! — Ele gemeu e começou a chorar — Não quero te perder novamente.
–Desculpa mi amor, mas eu tenho que ir — Falei dando um beijo em sua testa e correndo na direção da deusa traidora.
Sai da sela e fiquei frente a frente com ela, desferi um ataque em seu braço, ela pulou para trás, ouvi berros e gritos que não eram da deusa, mas sim da.. Chris!?
PDV Nico.
Não! Aquele deus imundo não fez isso com ela! Ela estava toda ensanguentada, principalmente o braço, a sorte é que eu estava lá para ajuda-la, na hora que ele ia enfiar a espada em sua costela eu chutei o o queixo dele, fazendo com que ele apenas cortasse de leve a pele dela, mesmo assim, eu estou furioso, olho para o lado e vejo a Isa lutando contra a Macária, a Luna estava dando um pau no filho de Zeus, aquele puto.
– Veja o que você vez! — Berrei com muito ódio — Você irá pagar caro, muito caro.
Corri ao teu encontro, me segurei em seu ombro, peguei impulso e subi e suas costas, ele tentava bater em mim, mas como eu era pequeno de mais em relação a ele, pouco adiantava, me segurei em suas orelhas e cravei a minha espada em sua nuca, fazendo com que o deus urre de dor e ódio, ele vai de costas em direção a parede, eu já tinha visto aquilo em filmes e ele n ia me pegar assim tão fácil, coloquei a espada sobre as costas dele, com a ponta quase encostando na pele dele, quando ele encostasse na parede iria fazer a espada entrar dentro do corpo dele, e foi exatamente o que aconteceu, nem precisei sair de cima dele, sangue dourado começou a sair dele, ele caiu sobre os joelhos, eu saio de cima dele e o puxo para dentro de uma cela trancando ele lá, corro até o auxilio da Chris.
– Não, vá ajudar elas — Ela aponta para a Luna e para a Isa — Eu estou bem, elas precisam mais de você.
Ela anda mancando até o Leo e ajuda ele.
Eu corro até a Isa, a deusa estava com uma adaga em mão, ela era ótima na adaga, mas como a arma era muito curta era preciso menos espaço para acertar a Isa, e ela sabia muito bem disso, então ficava o mais longe possível da deusa, eu chego por traz dela, a seguro e a Isa enterra a espada no peito dela, eu arrasto a deusa para dentro da cela, separada da de Tritão, obvio.
PDV Isa
Depois de acabar com aquela otária, corro até a Luna que está em cima de Isaac, imobilizando-o, a espada dele estava longe e ele não tinha força para usar qualquer poder nela, eu tiro ele de baixo dela e o levo para a cela em que o Leo estava, prendo ele do mesmo jeito que ele estava, ele me olha implorando para que eu não o faça, mas como ele nos traiu, não podia fazer mais do que prende-lo, para que depois o meu pai decida o que fazer com eles, caminho até a sela de Macária e passo a minha espada pelas barras da cela fazendo um barulho horrível.
– Cadê o tridente de Poseidon? — Perguntei sem nem um pingo de paciência — Vamos! Diga!
Ela dá uma longa gargalhada.
– E você acha que eu irei dizer aonde está o tridente? — Ela fala se divertindo da situação.
– Ha, então você não irá dizer aonde está o tridente? — Falei dando um leve sorriso.
Entrei dentro da cela do Tritão e empunhei a minha espada.
– O que você acha qua vai fazer? Vai mata-lo? Pode ir em frente. Eu nunca gostei desse panaca, eu só o usei para que ele fizesse o que eu manda-se, ele é um ignorante e grosso, como eu poderia me apaixonar por um ser como esse!? — Ela falou rindo.
Ele levantou a cabeça e a olhou nos olhos.
– V-você não me amava? — Ele olhou para ela tristeza — Mas tudo parecia tão real..
– Mas não era! Eu te odeio, sua peste nojenta! Eu nunca te amei! Não tem como uma pessoa nesse mundo poder lhe amar! — Ela ria igual a uma hiena, estava quase se afogando.
Eu sai de dentro da cela e perguntei pare ele.
– Tritão, já que você está preso e não tem o que fazer, e ela não te ama, na verdade te odeia.. porque você não fala para mim aonde está o tridente do seu pai?
– Não! Não fale! Meu amor, eu só estava brincando com você, por favor me perdoa, eu não fiz por mal.. — Ela agora estava mais próxima das grades, de joelho olhando para ele.
– Nunca mais olhe na minha cara, talvez o que você sentia por mim não era real.. mas o que eu sentia por você era totalmente real, eu te amei de verdade, mas agora não mais, ouvir o que você falou cortou o meu coração, eu estou arrasado, então, para que você possa ver que o que você fez foi horrível, eu irei pagar na mesma moeda — Ele fez uma pausa — O tridente está no escondido no fundo do rio Estige, perto de uma arvore parecida com um dragão cuspindo fogo.
Eu olhei para o Nico e ele olhou para mim, eu e ele conhecemos bem aquela arvore.
(..)
Depois de ajudar o Leo e a Chris, montamos na Luna e fomos em direção a arvore, não era muito longe das celas, quando chegamos lá o Leo e a Chris ( que já estavam mais recuperados) olharam a arvore e ficaram boquiabertos com tal semelhança, porque afinal de contas parecia muito um dragão.
– Vejam, está por ali — Apontei.
Dava para perceber que tinha algo brilhando, mesmo a agua sendo escura de mais.
– Como nós iremos... — Disse o Nico, mas a pergunta não foi completada.
Passado um tempo, ninguém tinha uma ideia para pegar o objeto.
– Que tal eu ir lá e pegar? Já que eu não me molho.. já ouvi falar que o Percy pode fazer isso no Lete.. — Disse a Chris já tirando os sapatos.
– Será? Ele já tinha mais experiência.. — Falei
– Mas eu também tenho, ou você acha que, quando eu tomava banho na piscina eu também não tentava coisas estranhas como, bolhas enormes, tentar não me molhar e até usar e criar correntenzas ao meu favor..
– Mas e se você.. — Tentou dizer o Nico.
– Não. Eu quero fazer isso.
Ela olhou para nós com um pouco de medo, olhou para a agua e pulou, passou um tempo de puro desespero e agonia, quando ela submergiu totalmente seca e com o tridente na mão, que também estava seco.
Corremos para abraça-la, montamos na Luna novamente e viajamos na sombra, com a minha ajuda e a de Nico, só que agora funcionou.
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