A Guerra Dos Acampamentos
2 ll. O Acampamento de Verão mais sombrio de todos.
Notas iniciais
Acordei em uma cama do hotel plaza, que mais parecia um refúgio de guerra. Espere... ERA um refúgio de guerra. Assim que eu acordei, Dylan, Cody e Jake (Desculpe não tê-lo apresentado, meu amigo era ele, Jake) foram atrás de mim.
– Eu sabia que a ambrosia faria efeito viu, Dylan?! – Disse Cody, como se estivesse vencendo uma aposta.
– O que... O que está acontecendo? Que monstro era aquele e porque vocês foram atrás de mim com pegasus, e porque tem um monte de gente machucada aqui?? – Perguntei.
– Seth, senta. – Disse Jake. E eu sentei. – Olhe... A sua vida toda, eu fui seu sátiro protetor, para que no momento certo, você fosse ao acampamento meio-sangue. Você é filho de um deus grego. Dylan e Cody são filhos de Hermes. O grande problema é que você não teve para onde ir em um momento desses. Não era para você vir dessa maneira tão brusca, mas foi o que sua mãe escolheu. Ela fez sua escolha.
– E onde está a minha mãe, Jake?
– Isso, infelizmente, nós não sabemos. Não sabemos nem se continuaremos vivos, Seth. Estamos em meio à guerra dos titãs. É todo o exército de Cronos contra nós, meros semideuses em treinamento. Você não deve ficar aqui, é perigoso demais. Silena Beauregard está retornando ao acampamento hoje, pelos motivos dela, e você irá junto. Está bem? Se quiser, Cody ou Dylan vão junto. Eu não posso, pois estou ajudando Grover. Tive que dar uma escapada com ele. Lembre-se só um deles pode ir com você.
– Não.... Vocês podem ajudar aí sua tal... Guerra. Desculpem-me se falo como um inútil, mas eu realmente preciso descansar. Quem é essa Silena e que horas ela volta para o acampamento?
– Jake, quem é o novato que vai comigo ao acampamento? – disse uma garota linda, de voz doce, porém com os olhos fundos e vermelhos, provávelmente estava chorando.
– Esse aqui, Silena. – Apontou para mim. – Vocês vão voltar ao acampamento a que horas?
– Agora mesmo, Jake. Não podemos perder tempo.
Ela me puxou pelo braço e nós montamos em mais um pegasus, e levantamos voo. Eu esperava não ver mais monstros durante nosso voo. Mais uma vez, achava difícil essa suposição. Eu estava muito confuso. Fora o dia mais estranho de toda a minha vida: Primeiro minha mãe some. Depois, eu voo de pegasus, sou atacado por um monstro enorme e pra completar, dizem que meu pai é um deus grego. E nem me falam qual!! Ou será que não sabem?
– Você deve estar cansado, durma um pouco. Pegasus podem ser confortáveis quando querem. – Disse Silena, tentando ser amigável.
Eu fiz como ela disse e deitei. Tentei dormir, mas não conseguia. Era um pouco difícil, nas minhas condições. Porém, o cansaço me venceu, e eu dormi. Sonhei com minha mãe pegando fogo, eum homem dizendo:
– Você fez um jogo arriscado demais. Você colocou sua vida, a vida de seu filho e todo o olimpo em jogo! Sabe o que é isso?? Nunca uma mera mortal conseguiria pensar em tudo isso sozinha. Tem alguém ajudando você e eu preciso saber quem é! Ou você me conta, ou está morta!! Simples.
– Nunca! Eu sabia que isso era preciso, eu sabia de tudo. Todos os meus passos foram friamente calculados.
– Você não esta no lutando com Cronos. Se estivesse, não teria mandado seu filho ao acampamento meio-sangue. Eu preciso de respostas e você vai me dar!
Assim eu acordei. Primeiro, pensei que o sonho não queria dizer nada. Agora, depois de tudo isso, não tinha mais certeza. Perdi minha timidez, e perguntei a Silena:
– Com licença, Silena... você poderia me responder uma pergunta?
– Claro... Mas se você for perguntar se estamos chegando... O acampamento é bem ali – Apontou para um lugar lindo, com chalés e tudo mais.
– não era isso não... Bem... Quando nos, semideuses, sonhamos.. Esses sonhos querem dizer alguma coisa?
– Na maioria das vezes, Seth, os nossos sonhos são revelações do futuro, podem ser o presente de outras pessoas, ou ate mesmo o passado que você não viveu.
–Ahn... Então esta bem...
–Você teve algum pesadelo?
–Nada demais.
Mais ou menos quinze minutos depois, nós chegamos ao acampamento meio-sangue. Ele era simplesmente lindo. Porem, nele havia uma especie de energia negativa. Segundo Silena, apenas os filhos de Ares estavam la. Mesmo assim, era tudo no maior silencio. Silena disse que ia falar com uma amiga, e que era para eu dormir no Chale de Hermes. Eu, óbviamente, não dormi. Um garoto do chalé de Ares veio falar comigo:
– Oi, eu sou Scott, e qual é o seu nome, novato?
– Seth.. – Eu respondi, desconfiado.
– Olha.. Eu sei que os filhos de Ares tem a fama de serem marrentos, e coisas assim... E ainda mais agora, que nossa conselheira-chefe, Clarisse se recusou a lutar na batalha de Manhattan, mas mesmo assim... A maioria de nós não é tão ruím. Silena veio aqui provávelmente tentar convencer Clarisse de levar o nosso chalé para a guerra. Mesmo se Silena conseguir convencer, eu fico aqui com você. Eu vou ficar de guarda no acampamento de qualquer forma. Ah, olha ali, não é que o charme de uma filha de Afrodite funciona mesmo? – Scott apontou para os filhos de Afrodite montando em carruagens de Pegasus para irem batalhar.
Uma garota forte, de aparência marrenta e forte foi em nossa direção:
– Scott, nós vamos à Manhattan. Você fica tomando conta desse... Novato. Tente não matá-lo ou destruir o acampamento.
– Ahn... Está bem, Clarisse. – Respondeu Scott.
Clarisse e seu exército de filhos de Ares foram à batalha. Só estavamos eu e Scott no acampamento.
– Eu sempre quis estar sozinho nesse acampamento – Disse Scott.
– Ahn, porque? – Perguntei.
– Porque assim, podemos vasculhar o chalé de Hefesto. Dizem que eles tem uma forja secreta no subsolo do acampamento, e que lá existem armas inimagináveis, e o famoso pó de Fênix, feito de Pena de Fênix, Bronze celestial em pó e algumas outras miudezas.
– Miudezas?
– Também não sei o que quer dizer.
– Vamos lá?
– Agora!
Assim, nós fomos ao chalé de Hefesto. O chalé 9 tem chaminés, como uma minúscula fábrica. As paredes externas tem a cor do cobre, e acima da porta está o desenho de uma bigorna. Por dentro, as seis beliches estão dividas em ambos os lados do chalé. No canto esquerdo, perto da porta, há várias caixas e cômodas com ferramentas mecânicas. No fundo havia literalmente uma bigorna e uma mesa de trabalho com vários projetos e ferramentas como martelos, alicates, e etc. Uma cama era separada das beliches. Logo embaixo dela estava escrito:
“Cama de Charles Beckendorf. Não aperte os botões. Você se arrependerá.”
– Quem é Charles Beckendorf, Scott? – Perguntei.
– Ele era o conselheiro-chefe do chalé de Hefesto e namorado de Silena.
– Era?
– Ele morreu no ano passado, em uma explosão no princesa andrômeda. Percy Jackson conseguiu sobreviver.
– Acho que não deveríamos mexer nas coisas de um semideus morto.
– Não vai dar nada não. O máximo que vai acontecer serão vários alarmes tocando e a gente ser preso. Nada demais.
Eu vi vários botões na parede de encontro à cama. Eram incríveis, eu queria apertar todos. Até que vi um vulto passando na janela.
– Tem alguém vindo! – Gritei.
– Deixe eu ver.- Scott foi até a porta, nada. Abriu as janelas. Nada. – Pare com essas brincadeiras, Seth!
– Mas eu vi mesmo um vulto.
– Tudo bem... Agora, aperte o botão grande e vermelho, que eu aperto o verde.
– O.k.
Assim que eu apertei o botão vermelho, abriu-se uma prateleira com várias armas da parede. Eu estava indo pegar, até que Scott me alertou:
– Não pegue, Seth!! As armas atirarão contra você!
Então, Scott apertou o botão verde, um buraco apareceu no chão e ele caiu. Agora, eu tinha que salvá-lo seja lá da onde ele estivesse. Apertei o botão e caí.
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